terça-feira, 24 de novembro de 2009
A linha
________________________________________________________
Marcadores:
Cotidiano,
Pensamentos,
Rotina,
Vida
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Passando a limpo
Uma das coisas que mais lembro de ouvir minha mãe falar é "passa a régua". A expressão, sempre dita em tom apaziguador e conselheiro, sempre foi utilizada em situações críticas das mais diversas, fosse para colocar fim às brigas com meus irmãos na infância, para superar as primeiras frustrações na adolescência ou os desentendimentos no trabalho, já na fase "adulta".
"Passa a régua", a mãe dizia, lembrando um hábito de organização do tempo em que se usava caderno: a lição, no fundo, era esta: nem sempre é possível apagar o passado - e às vezes isso nem é bom. Melhor é passar uma linha reta embaixo, sublinhar o erro, e começar a reescrever.
Hoje é um dia desses, de passar a limpo. Segunda-feira é dia de começar regime, começar a fazer exercícios, colocar a casa em ordem.
Minha dieta continua a mesma, a chuva desestimulou minha ida inaugural à academia, mas está tudo diferente.
Dormi até tarde depois de um final de semana de exaustivo descanso. Por alguns dias, fora algumas pendências, eu não tenho horários, nem tenho que ir trabalhar. A situação é provisória. Em breve, muito em breve, os pelotenses saberão notícias minhas, literalmente.
Por enquanto, aproveito para "passar a régua", colocar a vida em ordem. Resolvi estender a arrumação também para a vida digital, com a qual eu andava bem relapsa nos últimos tempos, e até já havia comentado sobre isto aqui e ali.
Ando revendo contatos, selecionando os úteis, categorizando, atualizando meus perfis e até repensando quem sou...
Minha volta a este blog era inevitável, e já esperada por mim há algum tempo.
Andei pensando em voltar a escrever coisas que tenho vontade, agora que a vontade vai se juntar ao tempo. Pensei em criar outro blog. Por outro lado, já estou acostumada a este espaço, adaptado às minhas indagações/divagações. Penso em torná-lo melhor, mais agradável. Mas para quê apagar o tanto que já foi escrito? Não que este conteúdo seja de grande valia, ou primorosa qualidade literária. Mas trata-se da minha memória, afinal, e para mim seria um desperdício pessoal.
Na prática, o blog é um dos únicos registros digitais acessíveis com facilidade de boa parte da minha produção durante a agora encerrada passagem pelo jornal Diário Popular (meu arquivo de certo período foi apagado), mas tem ainda muito mais que isso.
E sendo assim, porque não, apenas, "passar a régua"? Subscrevo-me na forma de linha, sem saber exatamente o que será escrito a seguir.
__________________________________________________________
Marcadores:
Pensamentos,
Rotina
terça-feira, 7 de julho de 2009
Até logo, goodbye!
Pois é, pessoal... O blog anda meio desatualizadinho, não é mesmo? Incrível como me identifiquei com aquela matéria que escrevi sobre "vidas digitais atribuladas"! Desde então, e talvez até desde antes, tem sido uma loucura manter meu "eu virtual" em dia.
Mas não vou fazer um post desabafo, tampouco um pedido de desculpas. Se ando em falta on line, é porque off line a vida corre a mil... que bom! (e até 'que saco!', às vezes). Isto não é, necessariamente, um "blogcídio".
Hoje, aniversário de Pelotas, entra no ar o site do Diário Popular. O jornal inaugura uma nova fase, importante para a cidade, e como os conteúdos do impresso estarão lá (quase na íntegra) esse blog perde, em parte, sua função - que era de manter meu portfólio digitalizado.
Quem quiser me ler, a partir de agora, pode passar por lá pelas seções dos cadernos, especialmente o Zoom, o Estilo e o Tudo. Talvez, depois, eu crie um blog lá mesmo no site, ou então faça um novo blog para mostrar a vocês as outras coisas que eu venho fazendo.
Tem muita gente me seguindo no Twitter, mas esse eu abandonei também, ao menos por enquanto. Orkut, então, nem se fala. Estou pensando em Orkutcídio... Pra me achar na Internet, mande um e-mail ou visite meu Plurk, que segue em karma razoavelmente estável.
Forte abraço e até a próxima!
Bianca
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Mensagem recebida no meio de uma tarde agitada. Curta demais, longa demais...
O importante, como nos disse Cora Coralina, é saber viver.
Saber Viver
Não sei... Se a vida é curta
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar.
Marcadores:
Cotidiano,
Pensamentos,
Poesia,
Qualidade de Vida,
Vida
segunda-feira, 8 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Rita and roll
Ícone feminino do rock, Rita Lee sobe ao palco para tocar e cantar os hits que o público quer ouvir. Tudo pelo prazer de fazer as pessoas terem prazer com ela.
O Tremendão Erasmo Carlos diz que ela chutou o pau na barraca da mesmice. Ela diz que segue na “mesmice de sempre”. Só que a mesmice de Rita tem alma de mutante e não dá lugar ao tédio. Nessa turnê de hits, Rita revira o baú – com uma bagagem de mais de 40 anos de estrada - e apresenta as canções que as pessoas querem ouvir, previstas no repertório ou tocadas à pedido da plateia.
Sucessos de todas as fases da carreira com lugar cativo no gosto do público aparecem mescladas com músicas como Bwana (que ganhou nova versão: Obama), Cor de rosa choque e Tão (do mais recente trabalho). Ainda há espaço para releituras, como a clássica Baby, de Caetano Veloso, Vingativa, das Frenéticas e O bode e a cabra, versão “vestida de forró” de I wanna hold your hand, dos Beatles.
Releituras e novas versões à parte, há coisas que nunca mudam em Rita Lee (para a alegria de sua legião de admiradores). Ela continua excêntrica bem-humorada e, sobretudo, aos 61 anos de idade, continua se divertindo nos palcos com a mesma intensidade dos primórdios ao lado d’Os Mutantes Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. O que lhe dá tesão na vida profissional? “O prazer de fazer as pessoas terem prazer comigo”, responde em verso na entrevista concedida ao Zoom por e-mail.
Pelotas e Porto Alegre são as duas cidades gaúchas que irão assistir à apresentação do CD e DVD Multishow Ao Vivo Rita Lee, lançado pela Biscoito Fino e gravado a partir do show Pic Nic, registrado pelo canal de TV Multishow no Rio de Janeiro em janeiro desse ano.
A cantora sobe ao palco em família, acompanhada nos vocais e guitarras pelo marido Roberto de Carvalho e pelo filho Beto Lee. Diz que trabalhar em família não atrapalha. “Se atrapalhasse não estaríamos os três juntos há mais de dez anos…”
A banda ainda é formada por Benno di Napoli no baixo, Edu Salvitti na bateria, Danilo Santana nos teclados, Débora Reis e Rita Kfouri nos vocais.
O show é uma realização da Opus Produções financiada através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
As drogas e o “politicamente correto”
A pergunta é curta: “quem é hoje no País a revelação do rock? Poderia ser a Pitty?” A resposta não contraria: “Sim, além da Pitty há muita moçada que ainda não teve oportunidade de mostrar seus trabalhos. Ainda bem que cada vez mais a ‘net’ é a grande vitrine para os músicos do planeta.”
Apesar de ser uma referência, Rita não opina “contra quem ou o quê o rock deve protestar nos dias de hoje”. “Não sou dona nem do rock nem do protesto”, limita-se a responder. Ainda assim, combate clichês e é firme ao defender que o “politicamente correto” nem sempre é o correto, mantendo em riste a bandeira de liberdade que erguia na juventude – cabelos vermelhos ao vento – sob o slogan “sexo, drogas e rock and roll”. “Desde os tempos dos egípicios a humanidade faz uso de drogas, meu bem… eu acho que essas tais campanhas de conscientização são de uma hipocrisia ímpar. Todos sabem que o álcool é a droga que mais mata e no entanto continua liberada, inclusive com propagandas bacaninhas acrescidas de apenas um milésimo de segundo onde há o tolinho ‘se beber não dirija’. Oras, nem meu cachorro acredita nessa cretinice.”
E continua: “No meu tempo vivia-se sob a claustrofobia de uma ditadura barra pesada, portanto a bandeira do ‘sexo, drogas e rock and roll’ significava respirar ares de liberdade. Hoje em dia há todo tipo de informação, quem quiser se informar que se informe e se quiser experimentar já estará sabendo o que lhe espera. Além do que as drogas hoje pertencem ao crime organizado. Ou se libera ou se proíbe tudo, mas continuar no cinismo de que o governo quer ‘proteger’ os cidadãos é tentar enganar meu cachorro.”
Imperdível
O quê: Show Multishow Ao Vivo – Rita Lee
Quando: hoje, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: os ingressos antecipados estão à venda nas Lojas Krause (avenida Domingos de Almeida e rua 15 de Novembro) a R$ 140,00 (plateia) e R$ 120,00 (camarotes). Idosos, estudantes e professores têm direito a 50% de desconto.
Marcadores:
Caderno Zoom,
Shows
Los Jueves en el Mercado
O termo regionalismo
A mim sempre causou asco,
Pois na terra do churrasco,
Preferimos, nativismo,
Ou mesmo- universalismo
Que pertence ao mundo inteiro
E eu pergunto ao companheiro
Nesse meu tom informal:
O que é mais universal
Do que o berro dum terneiro?
Jaime Caetano Braun. 1924-1999

Marcadores:
Agenda,
Divulgação,
Música Nativista,
Nativismo Gaúcho,
O que fazer em Pelotas
Assinar:
Postagens (Atom)


