quinta-feira, 31 de julho de 2008

Freak no 7


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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sobre fotografias e retratos

O que resta - se é que resta alguma coisa - de objetivo na imagem revelada daquilo que estava diante da lente na hora do clique? Ou será a fotografia feita apenas de luz e subjetividade?

Para Kátia Dias, vencedora do 4º Concurso de Fotografias do Sesc, a foto entra no espaço da arte para deixar de ser um mero registro da realidade e passar a ser uma provocação. A artista visual Bianca Araújo, vai ainda mais além: "Acredito que fotografia seja só subjetividade porque depende de várias questões que o fotógrafo atribui como enquadramento, luz, cenário... Interfiro na realidade dessas imagens", admite. Em espaços diferentes, os trabalhos das duas são as atrações do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg) até o dia 17 de agosto.


A imagem que rendeu o primeiro lugar na categoria profissional do concurso do Sesc para Kátia, intitulada Retro retrato 3X4, traz uma perspectiva inusitada de um olhar para si, diferente inclusive das "egofotos" (auto-retratos que dominam os sites de relacionamento na internet) pois, curiosamente, não foi ela quem deu o clique. A própria imagem revela que a câmera estava na mão da amiga, que ajudou a pôr em prática a idéia concebida pela fotógrafa. A foto foi feita através de uma caixa de madeira com vidros nas extremidades. O resultado do jogo de reflexos é um efeito de sobreposição onde aparecem tanto a fotógrafa quanto a fotografada, intermediadas por dois objetos, duas "caixas-pretas": a câmera e a escultura. A idéia surgiu quando ela registrava as obras de uma exposição no porto de Pelotas. "Esteticamente a imagem nem é tão bonita, mas é interessante" diz a paulistana, há três anos radicada na cidade onde cursa a faculdade de Artes Visuais.

O gosto de brincar com reflexos está presente também em outra foto de autoria de Kátia Dias que faz parte do grupo de 15 selecionadas entre 227 trabalhos inscritos no concurso, e que agora estão da mostra itinerante, ora situada no Malg. Nela, a fotógrafa retratou sua imagem na janela de um ônibus em São Paulo. Em segundo plano uma passageira aparece dormindo. "Essa cena é bem fantasmagórica, até porque eu sei que ali atrás é o muro de um cemitério", comenta em tom de suspense.


Duplo sentido

Enquanto Kátia brinca com composições de luz e sombra - e praticamente não edita suas fotos - Bianca Araújo contradiz abertamente o conceito de objetividade fotográfica em suas ambíguas recriações. O que já foi visto como uma imagem fiel e inalterável da realidade aparece em (Re)tratos na forma de ousadas variações depois que a artista se apropria das fotografias, as manipula à gosto, pega textos, pinturas e arte digital e joga tudo em um mesmo caldeirão.


Nas fotos extraídas de jornais praticamente não restam traços que permitam o reconhecimento dos rostos originais. "Retratos revelam muitas coisas, no caso das fotos de coluna social talvez revelem um estereóptipo que mostra como as pessoas desejam ser vistas socialmente e não a sua essência individual porque todas as fotos se parecem umas com as outras, em termos de enquadramento e postura. Me preocupo em mostrar um pouco do 'avesso' disso", afirma.

Formada em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pelotas, Bianca é também bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pelotas e especialista em poéticas visuais pela Feevale, de Novo Hamburgo.


Prestigie!

O quê: Exposições (Re)tratos e A Cidade e as Manifestações Artísticas
Onde: no Malg (rua General Osório, 725)
Quando: Visitação até o dia 17 de agosto, de terça à domingo das 10h às 19h.
Entrada franca


Texto: Bianca Zanella | Imagens: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 30 de julho de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

Rush Hour


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Rio-grandinos faturam Anima Mundi

Peça criada pelo grupo de animadores da Furg ganhou dois, dos três prêmios disputados na categoria Anima Celular.

A animação que representou o município de Rio Grande no Concurso Internacional de Animação para Telefones Celulares - o Anima Mundi Celular - trouxe para o Rio Grande do Sul dois, dos três troféus disputados na categoria. Maracão foi escolhida como a melhor animação pelo júri popular e ainda ganhou o prêmio especial de melhor animação brasileira oferecido pela operadora de telefonia móvel Oi, patrocinadora do evento.


Na escolha do júri profissional venceu o curta Set Camera to Follow, produção paulista de Fernando Finamore. O resultado foi anunciado no último domingo em São Paulo, na cerimônia de encerramento da 16ª edição do festival que é o maior da América Latina e um dos mais badalados do mundo em matéria de animação.

Com direção de Ozi (Roger Guilherme), roteiro de Sandro Kisner e desenhos de Alex Mattos, Anderson Mendonça, Eduardo Porciuncula e Lucas Rechia, Maracão foi o primeiro vídeo para celulares feito pelo Grupo de Estudos em Animação da Universidade Federal do Rio Grande (Gea/Furg). Além dele, a equipe produziu Scar Go!, que também ficou entre os 25 finalistas do Brasil, Argentina, Canadá e Estados Unidos, pré-selecionados entre 890 inscritos do mundo todo.

As animações podem ser assistidas no site do Anima Mundi (www.animamundi.com.br/cel) e estão disponíveis para download no hotsite da Oi (http://animamundi.oi.com.br), mas somente para usuários da operadora. Maracão também será exibido durante a programação da MTV Brasil.


A premiação na bagagem

O destino do maior prêmio, de R$ 1,5 mil, já foi definido: será investido em novos equipamentos que irão otimizar o trabalho do grupo nos futuros projetos, entre eles a produção de uma série de curtas-metragem com a função de estimular a leitura, que deve ser lançada em DVD na próxima Feira do Livro do Cassino. Atualmente a equipe do Gea/Furg ainda trabalha de maneira quase artesanal com "um computador e meio" e muito bom humor, como brincam os integrantes.


Com o troféu na mala, o diretor do vídeo comentou o resultado, pela internet, enquanto aguardava o vôo de volta no aeroporto de Congonhas. "Tinham concorrentes muito bons do ponto de vista técnico, mas que para o celular não serviam muito", avaliou Ozi ao destacar o alto nível da disputa e o quanto é levado em conta pelo júri profissional a adequação das peças à função a que elas se propõe.

Mas, como a escolha do Maracão foi mesmo pelo júri popular - cyber-júri -, o que contou foi a repercussão do vídeo diante dos consumidores de animação. "Eles (os organizadores) não disseram quantos votos tivemos, mas pela reação da platéia, que estava lotada, deu pra ver que ele agradou mesmo. O pessoal riu e aplaudiu bastante o vídeo", confirmou Ozi. Ele ainda agradeceu aos internautas que durante 27 dias participaram da votação no site do festival e ajudaram a garantir a vinda do prêmio para o Rio Grande do Sul.


Texto: Bianca Zanella | Imagens: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 29 de julho de 2008

Pelotenses são destaque no festival do SESI

Engano na interpretação do regulamento só foi percebido ontem, e acabou ampliando o número de músicos de Pelotas classificados para a etapa final

No palco e na platéia do ginásio do Sesi em Rio Grande os pelotenses se destacaram na etapa regional do festival Descobrindo Talentos, promovido pelo Serviço Social da Indústria. A disputa ocorreu na noite de sábado (26) e reuniu doze concorrentes dos municípios de Livramento, Bagé, Rio Grande e Pelotas. Os três representantes pelotenses que participaram foram classificados para a fase final do concurso.


Com a romântica interpretação de Amor pode ser assim o cantor e compositor Ronaldo Pedra levou o primeiro lugar na categoria trabalhador da indústria. O segundo lugar ficou com Wagner Lopes, que defendeu a canção Filhos do nada e ainda levou o troféu de melhor torcida graças à presença decisiva dos pelotenses - maioria entre o público que prestigiou o festival. A banda Freak Brotherz disputou a categoria aberta à comunidade artística com a música Dentro da Idéia e se classificou com o segundo lugar.


A primeira colocação na categoria comunidade e também o troféu de melhor intérprete, ficaram em Rio Grande. Foram vencidos pelo nativista Hermes Duran com a composição Que o tempo tombou.

Ao receber o troféu, Ronaldo Pedra dedicou o prêmio ao músico, mais amigo que concorrente, Wagner Lopes. "Se não fosse pelo incentivo dele eu não teria nem me inscrito no festival", disse.


Vencedores na final

Os prêmios da etapa regional renderam a Hermes Duran, Ronaldo Pedra, Wagner Lopes e à banda Freak Brotherz a classificação para a etapa final do festival do Sesi, que será disputada no Litoral Norte no verão. A inclusão de Wagner Lopes como terceiro pelotense na lista, entretanto, só ocorreu no final da tarde de ontem quando a organização do concurso admitiu uma falha na decisão do júri.


Apesar do reconhecimento ao talento e ao som diferenciado dos roqueiros da Freak, a escolha da banda foi polêmica e fugiu ao regulamento que previa a seleção de apenas um representante da categoria aberta à comunidade e dois da categoria exclusiva dos trabalhadores da indústria.

De acordo com o promotor de lazer do Sesi de Rio Grande, Sérgio Freitas, por engano o júri tomou a decisão com base no antigo regulamento do concurso, segundo o qual seriam classificados os primeiros colocados em cada categoria e o segundo melhor entre as duas. O equívoco passou despercebido durante o anúncio dos premiados mesmo quando, de improviso, foi entregue à Freak o troféu de segundo lugar dos industriários como se fosse o segundo lugar geral.

Ao perceber o erro o Sesi decidiu não desclassificar a banda, mas incluiu entre os premiados o verdadeiro segundo colocado da categoria trabalhadores da indústria, dando também a Wagner Lopes o direito de participar da próxima fase, a final estadual.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação/Sesi | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 29 de julho de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Pimenta in Pocket


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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Convite para (não) estacionar


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terça-feira, 22 de julho de 2008

Ópera


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Reggae no Hora Extra


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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Estacionamento: o cinema parou por ali

Ainda está na memória recente dos pelotenses o dia em que o Cine Capitólio exibiu os filmes Ultimato Bourne e Licença para casar. Foram as duas últimas sessões do tradicional e decadente cinema de calçada que voltou a abrir as portas dias depois, desta vez como estacionamento de luxo com direito a piso parquê. O episódio encerrou, de vez, o que ainda restava dos áureos tempos - nos remotos anos 50 e 60 - em que a cidade chegou a ter mais de trinta casas de exibição de películas em funcionamento.


Se as salas de cinema fecharam, onde foram morar os filmes? Essa é a instigante questão central de Estacionamento, uma análise poética e reflexiva do atual estágio de desenvolvimento da Sétima Arte, a partir dos registros da memória que residem no inconsciente coletivo local. O documentário produzido pela Moviola Filmes é a atração desta semana no projeto Sete Imagens.

"De certa forma, o cinema jamais encontrou seu próprio espaço", defende Alberto Alda, um dos integrantes da cinematográfica, ao relembrar os primórdios dos cineteatros, quando os filmes nada mais eram que cenas teatrais gravadas diante de uma câmera fixa. "A nostalgia que sentimos hoje pelas salas de cinema deve ser como a que sentiram antigamente quando o cinema invadiu o teatro", compara.


Com as questões de segurança, o advento das novas tecnologias e as próprias mudanças dos padrões culturais os cinemas migraram para os shoppings - símbolos máximos do consumismo - e o que era para ser um bem cultural acabou se tortando um mero objeto, cujo consumo parece tão efêmero como comprar pipoca de microondas. Mas, há quem diga que muito melhor que assistir a filmes nas muitas vezes desconfortáveis poltronas enfileiradas é assisti-los em seu próprio home theater. "Não sabemos se a situação agora é melhor ou pior, mas sabemos que a forma de produzir e consumir cinema mudou e queremos refletir sobre isso", afirma Cíntia Langie, diretora do projeto.


Áudio e visual

Para tornar ainda mais intensa essa relação entre passado e futuro, o grupo de cineastas resolveu brincar com o ambiente onde o filme será exibido: assim como a trilha sonora era executada ao vivo para temperar o cinema mudo, os 20 minutos de duração de Estacionamento terão narração ao vivo, interpretada no palco pelo ator Lóri Nelson, que irá dividir a atenção do público entre o áudio e o visual.

O debate marcado para o final da sessão promete ser rico em contrapontos: vai colocar lado a lado o crítico e professor de cinema Joari Reis, o historiador Mário Osório Magalhães, o secretário municipal de cultura Mogar Xavier, o sociólogo Alfredo Gugliano e os sócios-proprietários do último cinema remanescente em Pelotas - o Cineart - Geraldo Sica e João Confort, que administravam também o Capitólio, ambos cinemas da Rede Arco-Íris. Assim, dizem os organizadores, será possível analisar o cinema sob vários aspectos: como parte da história e identidade cultural, como lazer e também como um negócio. Quem irá mediar a discussão será o professor do curso de Cinema e Animação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Guilherme da Rosa.


Veja antes

Semana passada a Moviola lançou na internet o último vídeo da trilogia de teasers sobre o documentário que circula pelo YouTube. Os vídeos - de cerca de 2 minutos cada - são, literalmente, uma provocação temática para o público começar desde já a refletir a questão cinematográfica e cultural, diante da ameaça fictícia (ou real) e do boato ameaçador de mais um espaço tradicional da cultura virar estacionamento. Para assistir confira os links no blog da Moviola.

A produção tem apoio de Nektar Desing, Camaleão Fantasias e Brecho Abracadabra.


Em cartaz
O quê: Estacionamento, próxima sessão do projeto Sete Imagens
Onde: no Theatro Sete de Abril
Quando: quinta-feira, 24, às 18h30
Entrada franca


Texto: Bianca Zanella | Imagem: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 21 de julho de 2008

Zimmermann dá aulas de roteiro no IJSLN

O Instituto João Simões Lopes Neto promove de hoje até sexta-feira um mini-curso de técnicas de roteiro. O instrutor das oficinas é Pedro Zimmermann, roteirista do premiado Diário de um novo mundo - que em 2005 levou os kikitos de melhor roteiro e melhor filme pela escolha popular no 33º Festival de Gramado - e diretor do documentário Simões Lopes Neto - Entre o real e o imaginado.


As aulas serão práticas e teóricas. Ao final dos cinco dias, os alunos terão concluído a primeira etapa de produção de um filme: o roteiro, que será feito com base em obras do repertório simoniano.

Ainda restam vagas na turma de 25 alunos. As inscrições custam apenas R$ 10,00 e podem ser feitas diretamente no Instituto até a hora de início da oficina de hoje.


Participe!
O quê: Oficina de roteiro com Pedro Zimmermann
Onde: na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810
Quando: de hoje até sexta-feira, das 15h às 18h
Quanto: R$ 10,00
Contato: inscrições e informações no local ou pelo telefone 3027-1865


* Na foto, os atores Edson Celulari e Daniela Escobar em cena de Diário de um Mundo Novo (Acorde Filmes, Linha de Produção e Panda Filmes / 2004).


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 21 de julho de 2008

21 de julho

Leia também:
(Matérias minhas publicadas em outras editorias com links para o site do Diário Popular)

Kolonistenfest movimenta o fim de semana na zona rural
Campanha reúne empresários para reduzir a fome

Maria, Marias


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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sesi Descobrindo Talentos seleciona pelotenses

Os músicos que irão representar Pelotas na oitava edição do projeto Sesi Descobrindo Talentos serão conhecidos hoje à noite. Participam desta fase municipal 12 candidatos, pré-selecionados entre 16 inscritos. Três disputam duas vagas para a etapa regional na sub-categoria de trabalhadores da indústria e os outros nove concorrem a uma única vaga aberta para músicos da comunidade artística em geral. Segundo o promotor de lazer da instituição, Milton Soares, esta é uma forma de incentivar a participação dos industriários nas atividades culturais.


Os classificados se apresentam no dia 26 de julho em Rio Grande, onde irão disputar na etapa regional vagas para a final estadual do concurso com artistas de lá e também das cidades de Livramento e Quaraí.

A escolha local será feita por quesitos técnicos. O júri será composto pelo músico Marquinho Brasil, pela musicista Marcela Klaes, pelo músico e vencedor do festival em 2007 João Mantovani e pelo professor de música Roger Dutra.

Além de eliminatória, a etapa municipal irá premiar os três melhores colocados de cada sub-categoria, o melhor intérprete, o melhor instrumentista, a melhor poesia, o melhor arranjador e o grupo que apresentar a música mais popular.


Bem cotados

Ao longo da história do festival, que ocorre desde 2001, os artistas de Pelotas tiveram expressivas participações. Em 2003 a banda Nação Suburbana foi a campeã estadual, no ano seguinte a Sapo obteve o prêmio de melhor instrumentista com o músico Guilherme Tavares e a banda No Treta foi vice campeã. Em 2006 a artista Cristina Carraro foi escolhida a melhor intérprete e também a vice campeã com a música Olhos Escuros, de autoria de Paulo Fernandes.

O projeto Sesi Descobrindo Talentos é uma realização do Serviço Social da Indústria em todo o Estado e em Pelotas é organizado em parceria com a Escola de Música Rass, com o Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e com o Cefet.


Conheça os concorrentes

Subcategoria trabalhadores da indústria:
- Grupo Sentimento Musical
- Ronaldo Pedra
- Wagner Lopes

Subcategoria comunidade artística:
- Alex Cruz
- Burnout
- Diego Paz
- Eduardo Villa
- Freak Brotherz
- Grupo Noesis
- Jony Doo
- Ligado
- Nação Soul


Participe!

O quê: Festival Sesi Descobrindo Talentos - Etapa Municipal de Música
Quando: hoje (quinta-feira, 17), a partir das 19h30
Onde: no auditório do Cefet
Entrada franca

* Na foto, os guris da Freak Brotherz e o DJ Pedrinho, que disputaram com a banda Nação Suburbana a final estadual do concurso em 2003.

Texto: Bianca Zanella | Fotos: Marcelo Curia / Divulgação Freak Brotherz | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 17 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ole


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Dramático, cômico e bem-humorado

A iminência da morte, o prazer inconfessável, o instinto assassino. As particularidades humanas caricaturadas na obra do dramaturgo italiano Luigi Pirandello (1867-1936) são levadas ao palco e colocadas cara-a-cara com o espectador em A Poltrona Escura, monólogo que o ator Cacá Carvalho apresenta hoje no Theatro Sete de Abril.


Mais do que cômica - ou tragicômica -, a peça é uma dramática e bem-humorada radiografia dos sentidos e sentimentos que sintetizam a condição humana, temperada pela crueldade do inevitável e pela poesia do que é cruel - e até divertido.

Para o dramaturgo italiano, criador do clássico Seis Personagens em Busca de um Autor, o humorismo é uma forma de superar o distanciamento do que é puramente cômico. Sutil e ao mesmo tempo inquietante, a graça do pirandellismo está na provocação, na sua propriedade reflexiva e lúcida. O ser humano é sua matéria-prima e a partir dessa essência, diz Cacá Carvalho, "ele pega o homem contemporâneo e faz um retrato revelador de todas as suas maravilhas e também de suas características grotescas".


Três contos

Em cena, o ator realiza um jogo de papéis em três histórias retiradas dos livros Berecche e la Guerra e Candelora. Apesar de diferentes, os personagens e tramas de Os pés na grama, O carrinho de mão e O sopro se entrelaçam na discussão dos dilemas de identidade e das verdades relativas que caracterizam a obra de Pirandello.

O tema central do primeiro conto é a sucessão de gerações e o isolamento progressivo dos que vivem a última fase da vida - a velhice, que "é sempre colocada no quarto dos fundos", como diria Carvalho. O segundo discute a identidade através da metáfora de um advogado que desmascara a miséria da condição humana.

No gran finale a peça alcança o extremo absurdo quando a platéia conhece um protagonista que descobre ter o poder de matar o próximo juntando o polegar com o indicador da mão direita e soprando neles. "É humorismo absoluto", afirma categoricamente o ator.


Sete cidades

Cinco anos depois de sua estréia - quando foi escolhida pela Associação Paulista dos Críticos de Arte como uma das seis melhores montagens do ano em 2003 - A Poltrona Escura volta a ser encenada no Brasil depois de sua terceira temporada na Itália e chega ao Rio Grande do Sul através de uma promoção do Serviço Social do Comércio (Sesc). A turnê que começou ontem em Porto Alegre vai passar ainda por outros cinco municípios gaúchos além de Pelotas.


Quem é Cacá Carvalho

O ator paraense subiu no palco pela primeira vez aos 15 anos, em Belém, cidade onde nasceu. Aos 55 anos ele faz questão de grifar sua atuação teatral, apesar de ter feito importantes e bem-sucedidas passagens pelo cinema e pela teledramaturgia. As mais conhecidas delas foram as interpretações de Jamanta (Ariovaldo da Silva), personagem que estreou na novela Torre de Babel (Globo, 1998) e reapareceu mais tarde no enredo de Belíssima (2005).

Há 22 anos Cacá está radicado na Itália, mas vive "entre lá e cá". Aqui no Brasil dirige atualmente o grupo de formação de atores da Casa Laboratório para as Artes em Teatro, em São Paulo.


Não perca!

O quê: A Poltrona Escura, espetáculo teatral com Cacá Carvalho e direção de Roberto Bacci
Quando: hoje (16), às 20h
Onde: no Theatro Sete de Abril
Ingressos: antecipados à venda na bilheteria do local e no Sesc (rua Gonçalves Chaves, 3126), a R$ 16,00 para o público em geral e a R$ 8,00 para idosos, comerciários e estudantes.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação / Lenise Pinheiro | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 16 de julho de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Animações rio-grandinas correm o mundo pelo celular

Das 890 animações da categoria Anima Celular, Maracão e Escar Go! ficaram entre as 25 finalistas selecionadas para a etapa final do maior evento do gênero na América Latina.

As histórias de Maraca - o cão que muda repentinamente seu estado de espírito ao se sentar sobre um celular caído no chão - e de Escar, o caracol que finalmente encontra uma maneira de realizar seu sonho de voar, estão entre as finalistas do Animamundi: maior festival de animação da América Latina e um dos que mais agita os animadores do mundo todo. Os filmes Maracão e Scar Go!, produzidos pelo Grupo de Estudos em Animação da Universidade Federal do Rio Grande (Gea/Furg), estão entre as 25 selecionadas para a etapa final da categoria Anima Celular, entre um total de 890 animações inscritas de artistas do Brasil e do exterior.


Depois de passar pelos júris técnico e popular, as duas vendedoras serão exibidas na MTV. Os produtores das peças premiadas também irão ganhar R$ 1,5 mil cada e concorrem ao prêmio especial da Oi, patrocinadora do evento.

Os dois filmes rio-grandinos fazem parte da nova geração do desenho animado já adaptados para as novas mídias, no caso o celular. Em dezesseis anos de história, o Animamundi foi um dos primeiros festivais a abrir um espaço de grande visibilidade para as inovações no mundo da animação: no ano 2000 instituiu a categoria Anima Web, e em 2005 a Anima Celular, hoje não mais consideradas experimentais pelo seu reconhecido potencial comercial, especialmente no meio publicitário. "O que falta ainda é capacidade de geração de conteúdo nestes formatos, mas esta é uma plataforma em desenvolvimento e não há dúvidas de que ela irá se firmar", diz um dos criadores do festival, Marcos Magalhães que não tem dúvidas de que desenho animado é um ótimo negócio.


Segundo ele, um dos objetivos do evento é justamente oferecer aos criadores um panorama geral da produção, explorando a variedade e a versatilidade oferecida pelo desenho. "Esses desdobramentos são novas formas de se ver e de se fazer animação".


Desafio à criatividade

Para o diretor de uma das peças rio-grandinas, o animador Roger Craveiro "Ozi", as limitações técnicas devido ao formato para celular como a ausência de som e a pequena duração servem de desafios criativos. "É até mais fácil de fazer porque tem menos quadros por segundo em relação à animação tradicional e também não exige a preocupação com tantos detalhes gráficos, já que são vídeos de baixa resolução", comenta. Para se ter uma idéia da agilidade de produção, mesmo sem equipamentos muito avançados, bastaram dois dias de trabalho intensivo para que os dois curtas do Gea/Furg fossem produzidos. "Passamos duas madrugadas desenhando e no dia seguinte fizemos a edição e a finalização", conta Ozi, estreante em matéria de animação para celular. "Não é difícil de fazer, o problema é que temos que concorrer com estúdios que têm muito mais recursos e capacidade de produção", conclui.


Votação termina dia 26

Ainda restam 13 dias para o público ajudar a escolher - via internet - os vencedores das categorias Anima Web e Anima Celular, na qual concorrem Escar Go! e Maracão. Para votar é preciso, antes, efetuar um cadastro. No site do Animamundi também é possível assistir às peças participantes.

Em breve, a Oi - empresa de telecomunicações - irá disponibilizar as animações do festival para download e os usuários poderão baixá-las e utilizá-las como protetores de tela nos aparelhos.


Participe!

O Grupo de Estudos em Animação da Furg tem a coordenação do professor José Flores e colaboração do professor Marcelo Calheiros, do roteirista Sandro Mendes e dos artistas gráficos Wagner Passos, Alisson Affonso, Ozi, Alex Mattos, Eduardo Porciuncula e Toni Rabello.

A participação é gratuita e aberta para toda comunidade. O grupo se reúne às sextas-feiras a partir das 19h e aos sábados a partir das 8h no Pavilhão das Artes, situado no Campus Carreiros da Furg.


Agende-se para mais animações

Em agosto a agência regional do Sesc promove em Pelotas uma mostra de animações selecionadas ao longo dos 16 anos do festival. Fique ligado na programação: os dias e horários das sessões já estão definidos. Informações pelo telefone 3225-6093.



Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 14 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Desconcerto de Pitty em Rio Grande

Na véspera do Dia Mundial do Rock, é com música baiana que os fãs da região sul vão comemorar a data, no pavilhão 2 do Porto Velho em Rio Grande. É da terra do axé music que vem a subversão hardcore de Pitty - baiana e roqueira.

A turnê de lançamento do seu primeiro DVD ao vivo - {Des}Concerto já se tornou um divisor de águas na carreira. Antes vieram os álbuns Admirável Chip Novo (2003) e Anacrônico (2005). O que virá depois, a cantora admite, não sabe ao certo. Antes de partir para o "daqui pra frente", ela preferiu passar a limpo a carreira com este projeto, que reúne no repertório músicas calcadas nos dois discos e contam com o reforço de duas inéditas: Malditos Cromossomos e Pulsos, mais um novo hit.


Palmas, coro de vozes, punhos para o alto e muita energia. Assim é a atmosfera que traduz as apresentações de Pitty e que ela pretende repetir em cada palco que passa, a exemplo da "catarse" - palavra escolhida pela hardcore para definir o show - que ocorreu no dia 6 de julho no Citybank Hall, em São Paulo, quando o DVD foi gravado.

Em entrevista concedida por e-mail, ela fala sobre o seu atual momento e também sobre as aguçadas visões-de-mundo que manifesta em cada composição. Confira abaixo os principais trechos.


DP - A expressão {Des}Concerto sugere a idéia de desconstrução, de revisão de valores e até mesmo de redescoberta. Você mesma chegou a afirmar que este DVD é "um registro da primeira fase" da sua carreira. Ao passar a limpo esse período, o que você descobriu?

Pitty - O conceito do nome do DVD tem a ver com isso mesmo. Descontrução. De tudo aquilo que você acha que sabe sobre você, ou sobre o mundo, e se permitir um olhar novo sobre isso tudo. E, fazendo isso, descobri que a gente enquanto banda é muito mutante e se permite reinventar as coisas que já fizemos. Um bom exemplo disso é perceber o quanto as músicas ao vivo, no DVD, hoje soam bem diferentes de quando gravamos em estúdio. Essa é uma mudança que ocorre naturalmente, à medida em que vamos tocando essas músicas na estrada. Não é algo proposital. Ouvindo o primeiro disco e assistindo ao DVD fica claro que muitas coisas e influências foram agregando-se nesse caminho, ao longo desses anos.

DP - A partir dessa revisão, e desse marco que acabou se transformando o {Des}concerto, o que você espera da sua carreira daqui pra frente? Como será a próxima fase?

Pitty - A gente nunca sabe até fazer. É uma coisa que não dá pra prever e projetar tão friamente porque tem a ver com sentimento, com expressão. A única coisa que eu sei é que eu nunca vou abrir mão de fazer coisas totalmente verdadeiras pra mim. E deixar rolar.

DP - Você mantém um estilo bem sombrio, poeticamente falando, com letras sempre engajadas e que despertam para as crises do mundo contemporâneo. Você se considera, além de crítica, uma pessoa pessimista? Ou fazer esses "alertas" é uma forma de demonstrar seu otimismo e esperança na possibilidade de reverter esses quadros a que suas músicas fazem referência, como a alienação, por exemplo?

Pitty -
Tenho uma certa tendência a textos apocalípticos sim, mas não acho que pessimistas, talvez um pouco céticos e melancólicos. É que eu acho que certos assuntos são tão urgentes que merecem ser tratados com uma dose extra de dramaticidade, de intensidade. Falar dessas coisas de forma menos macia ajuda a dimensioná-las pra mim. As palavras podem funcionar como espinhos "do bem". É como um pequeno choque que pode nos fazer acordar, e, nesse caso, acho sim que podem significar até otimismo no sentido de continuar acreditando que vale a pena falar sobre isso e não se conformar. O pessimista é aquele que desistiu de lutar, e não é o caso.


Pra curtir

O quê: Pitty, na turnê {Des}concerto
Onde: no pavilhão 2 do Porto Velho, em Rio Grande
Quando: amanhã (sábado, 12), às 23h. Os portões abrirão às 21h.
Ingressos: em Rio Grande, à venda nos seguintes locais: Quebra-Mar, Ótica Estima, Seleção Premium e Seleção Pré-Vestibular, Hiper Posto e Posto do Tigre. Em Pelotas somente na Quebra Mar.
Como os antecipados do primeiro lote (primeiros mil) - vendidos a R$ 20,00 - já estão esgotados, os do segundo lote custam R$ 25,00 e os do terceiro lote serão vendidos a R$ 30,00.
Contato: informações pelo telefone 3230-2210 ou 84270177.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 11 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Malg apresenta Janela da Alma

Em cartaz no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, na programação do projeto Bate papo sobre cinema no Malg, o documentário Janela da Alma. A sessão comentada que ocorre hoje é parte do calendário de atividades mensais do Museu inaugurado em maio durante a 6ª Semana dos Museus com Saneamento Básico, primeiro filme exibido.


O repertório é selecionado por Guilherme da Rosa, Cíntia Langie e Liângela "Lanza" Xavier, professores do curso de Cinema da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e organizadores do projeto. "Aceitamos sugestões do público e na hora da escolha sempre procuramos dar prioridade a filmes latinos e que estão fora do circuito comercial", destaca Liângela.

A proposta daqui para a frente é incluir antes do filme principal de cada sessão curtas-metragem produzidos pelos alunos do curso. Com isso, a intenção é apresentar à comunidade o trabalho e a evolução dos acadêmicos. Essa abertura com produções locais, porém, só começará a ocorrer a partir das próximas edições já que o período agora é de férias universitárias.


Muitas formas de ver

Janela da Alma (Europa Filmes, 2001) traz à tona o debate sobre o sentido da visão ou melhor, sobre os sentidos da visão. Da miopia discreta à cegueira total, o documentário é um caleidoscópio de idéias na tentativa de mostrar como pessoas diferentes se vêem, vêem os outros e percebem o mundo no sentido figurado de "enxergar".


Com a direção de Walter Carvalho e João Jardim, o filme dialoga, por exemplo, com obras como o Ensaio sobre a cegueira, do escritor português José Saramago, e com a alegoria da caverna, elaborada por Platão. No elenco, além do próprio Saramago, estão a atriz Marieta Severo, o músico Hermeto Pascoal, o cineasta alemão Wim Wenders e o fotógrafo cego esloveno Evgen Bavcar entre outros 14 personagens-personalidades que oferecem seus depoimentos à reflexão em revelações pessoais e até mesmo inesperadas sobre os aspectos relativos da visão.

Fique ligado!

As próximas sessões do Bate-papo sobre cinema no Malg ainda não têm data definida, mas a previsão é de que o projeto continue em edições mensais. A programação será disponibilizada com antecedência no museu. Informações pelo telefone 3225-9144.


Participe!

O quê: Bate-papo sobre cinema: exibição de Janela da Alma seguida de debate.
Quando: hoje (quinta-feira, 17), às 18h30
Onde: no Malg (rua General Osório, 725)
Entrada franca


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dança em homenagem a Pelotas

Na semana em que completa 196 anos de fundação, Pelotas recebe uma homenagem feita de música e movimento: Mais de 10 grupos, cerca de 150 bailarinos ligados à Associação de Dança de Pelotas (Adap) realizam amanhã uma apresentação que encerra as comemorações alusivas ao aniversário da cidade.

Diversos estilos passarão pelo palco do auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet): street, afro, flamenco, jazz, contemporâneo... um misto que bem representa a diversidade da produção cultural do município. Entre as coreografias do programa estão fragmentos do espetáculo Tambores do Corpo, da Companhia Daniel Amaro, de Os três patetas, do grupo Trem do Sul, e de Conto de fadas às avessas, da 1º Ato. O Grupo Universitário de Dança da Escola de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (Grud - Esef/UFPel) apresenta o tema Passiontango.

Um dos destaques desta mostra é a participação de grupos escolares juntamente com as academias autônomas e profissionais, o que além de proporcionar um razoável panorama sobre a produção local em dança, na opinião da presidente da Adap, serve para fortalecer a função pedagógica da atividade nas escolas. "Cada vez mais a dança está presente em projetos de educação. Nosso papel é tentar alcançar esses grupos de crianças e jovens e lhes oferecer a arte como um caminho", diz Vânia Viana.

Segundo ela os profissionais da dança precisam estar dispostos a assumir essa responsabilidade. "Um dos objetivos da associação é capacitar os professores que trabalham com a dança nas escolas, para que os resultados dessa atividade sejam mais consistentes", afirma. Por isso, adianta ela, já estão programadas para o mês de agosto (ainda sem data confirmada) oficinas para educadores e um seminário para debater a dança como atividade pedagógica.


Prestigie!

O quê: Mostra de Dança da Adap
Quando: Amanhã, às 19h30
Onde: no auditório do Cefet (praça 20 de Setembro, 455)
Ingressos: à venda ao valor de R$ 3,00 nos seguintes locais: Cia. da Dança, Adágio Centro de Ginástica e Dança, Ateliê da Dança, 1º Ato Tavane Viana, Studio Unidança, Darla Duarte Cia. de Dança, Grupo de Dança Trem do Sul e Cia. de Dança Daniel Amaro, ou a partir das 19h no local da apresentação.
Contato: Mais informações pelo telefone 3225-6056 ou 8127-4505.


PROGRAMA

1-ESCOLA ESTADUAL CASIANO DO NASCIMENTO

COREOGRAFIA; NOSSO ESTILO STREET DANCE

COREÓGRAFA; DARLA DUARTE

PROJETO CARINHO ESEF UFPEL –GRUPO DAWN DANÇA

COREOGRAFIA; VOLARE DANÇA DE SALÃO

COREÓGRAFOS ;GRUPO DE STAGIÁRIOS DO PROJETO

ESCOLA BALBINO MASCARENHAS

COREOGRAFIA ;ARCOS ESTILO LIVRE

COREOGRAFA; MARIA ANGELA SILVA

COLÉGIO IMACULDADA CONCEIÇÃO

COREOGRAFIA;

COREÓGRAFO

GRUPO DE DANÇA NOSSAS RAÍZES

COREOGRAFIA ; O CIO DA TERRA ESTILO LIVRE

COREÓGRAFA; RAQUEL ARAÚJO

ESCOLA N. SRA. DOS NAVEGANTES

COREÓGRAFIA

COREÓGRAFO

ESCOLA MUNICIPAL PIRATININO DE ALMEIDA

COREOGRAFIA;

COREÓGRAFA; ADRIANE MENDONÇA

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL SÃO FRANCISCO DE ASSIS

COREOGRAFIA; BIP ESTILO LIVRE

COREOGRAFA; LETÍCIA MASSIOTTI

COLÉGIO STA. MÕNICA

COREOGRAFIA ;

COREÓGRAFO;

GRUPO DE DANÇA BEATRIZ SANTOS

COREOGRAFIA ; FASHION

COREÓGRAFA; BEATRIZ SANTOS


GRUPO UNIVERSITÁRIO DE DANÇA ESEF UFPEL

COREOGRAFIA; PASSIONTANGO

COREÓGRAFA; MALÊ

DANÇA E CIA DARLA DUARTE

COREOGRAFIA ;LIBERDADE CONTEMPORÃNEO

COREÓGRAFA ; DARLA DUARTE

STUDIO UNIDANÇA

COREOGRAFIA ;GLAMOUR JAZZ

COREOGRAFA; MÁRCIA LOUREIRO

ADÁGIO CENTRO DE GINÁSTICA E DANÇA

COREÓGRAFIA ; HIP HOP STYLE

COREÓGRAFO ;PAULO RENATO MONTEIRO

CIA DA DANÇA ;

COREOGRAFIA; SEVILHANAS FLAMENCO

COREÓGARFO ;CÍCEROKAURZ

ATELIÊ DA DANÇA

COREOGRAFIA ;CAIXINHA DE MÚSICA ESTILO LIVRE

COREÓGRAFA; MARIA ÂNGELA DA SILVA

1º ATO TAVANE VIANA NÚCLEO DE GINÁSTICA E DANÇA

COREOGRAFIA; XODÓ JAZZ

COREÓGRAFA; TAVANE VIANA

CIA DE DANÇA AFRO DANIEL AMARO

COREOGRAFIA; FRAGMENTOS DO ESPETÁCULO ; TAMBORES DO CORPO

COREÓGRAFO ; DANIEL AMARO

GRUPO TREM DO SUL

COREOGRAFIA ; ESTILO DE RUA

COREOGRAFO;PAULO RENATO MONTEIRO




Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 10 de julho de 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tertúlias Musicais - 11/julho


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Aulas de fracasso

Técnica cênica ensina a reagir com graça frente a uma verdade única: ninguém é perfeito.

Fracassar é humano. Fracassar com estilo é uma arte. Dos palcos para a vida, a técnica de clown (palhaço em inglês) ensina pessoas a conviver (bem) com as imperfeições e com os próprios erros, que fazem com que a maioria passe longe dos padrões ideais quase sempre inatingíveis. Enquanto as pessoas "normais" fazem o que qualquer um faria, o palhaço extrapola. Ele é caricato, foge aos clichês e sai pela tangente, passando reto na curva da normalidade. E ao invés de frustração, tem graça.


É o que pretende explicar o ator, diretor e professor de teatro Alexandre Coelho, que de passagem por Pelotas para visitar família e amigos vai aproveitar o tempo livre também para ministrar o workshop Palhaço - A arte do fracasso. "As regras da conduta social orientam os indivíduo a ocultar seus defeitos. O que vamos fazer é justamente o contrário", afirma. "A técnica de clown consiste em aproveitar o que há de cômico em cada um e dilatar essas características ao extremo".

Este não será um workshop específico para atores e tampouco um curso de formação de palhaços. É feito, diz Alexandre, "para quem quer descobrir algo em si, que pode ser qualquer coisa e vai ser diferente para cada um". As dinâmicas corporais servem para desenvolver a habilidade de relacionamentos. "Vamos nos divertir muito, rir muito. É isso que vamos buscar". As aulas - e os risos - começam na segunda e vão até sexta-feira.


Cadê a graça?

"Já vi Fernanda Montenegro em cena no Sete de Abril com morcegos cruzando por cima da cabeça. Ela se manteve impecável, sem demonstrar nenhuma reação àquilo. O palhaço não age dessa forma, ele é mais espontâneo, joga com essas estruturas circunstanciais", diz Alexandre sobre o que chama de maneira "mais humana" de atuar. Só o palhaço, segundo ele, consegue pular o muro que separa palco e platéia, ator e público. "Ele rompe completamente a 'quarta parede'", afirma, citando o conceito elaborado Stanislavski que delimita as fronteiras da cena (as outras paredes são as coxias laterais e o fundo do palco, que limitam o espaço cênico dos bastidores).

A graça de fracassar não está na ausência de elementos dramáticos, mas na superação deles. Para Alexandre, a vulnerabilidade é o ponto-chave: Ser palhaço implica, sobretudo, no risco da exposição. Sua matéria-prima é o ridículo, o patético. "O palhaço busca descobrir a graça no processo de um resultado. Ele procura isso na humanidade dos erros e fracassos que podem levar ao êxito".


Ator jaguarense, palhaço pelotense

Alexandre Coelho é natural de Jaguarão, mas foi aqui em Pelotas que nasceu ator e descobriu-se palhaço. Começou nos bastidores, trabalhando com contra-regra do grupo Vinte para as Onze, que atuava lá por meados da década de 80. Dali para o palco foi um salto: as primeiras lições de interpretação foram tomadas em oficinas ministradas por Flávio Dornelles e Clóvis Veronez.


As primeiras manifestações do seu "eu-palhaço" surgiram com o personagem de Um homem é um homem, peça encenada no início dos anos 90 com direção de Paulo Flores. Depois disso não parou mais. Fez o primeiro curso de clown com Néstor Monastério, foi a São Paulo aprimorar a técnica e de tanto exercitar o cômico confessa que chegou a ter dificuldades de desenvolver o dramático. Era o palhaço que falava mais alto, e acabou roubando a cena de vez. "Chega um ponto que fica difícil separar o palhaço do ator, da vida. Porque palhaço não é um personagem. Ele é parte da pessoa, é a extensão da própria personalidade", afirma.

Há 3 anos e meio na Espanha, atualmente Alexandre ministra cursos nas cidades de Granada e Madrid. No final do mês, ele viaja com a companhia dirigida por ele e que mantém o nome do grupo criado aqui juntamente com os atores Douglas e Dario em 1994 - Estupendos Estúpidos -, hoje com outro elenco. A turnê irá levar ao norte da Espanha e ao sul da França o espetáculo Los engenhosos hidalgos, uma releitura palhaça de Dom Quixote que será apresentada em locais abertos e públicos. "Sempre tive vontade de fazer esse espetáculo porque Dom Quixote é o personagem mais palhaço da literatura universal. Essa idéia for germinada aqui em Pelotas, com Gê Fonseca, mas só foi concretizada lá na Espanha", diz ele, que sonha em encenar a peça nos palcos daqui. "Pegar a estrada com outros 8 palhaços vai ser uma grande aventura!"

Outro projeto de Alexandre é o seu primeiro espetáculo solo, com título provisório de Hummmmmm!. A peça narra a história de um personagem que trabalha como auxiliar em uma cozinha de um restaurante 5 estrelas. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência: o roteiro autobiográfico, temperado com a ficção, é baseado no período em que, recém chegado na Espanha, ele precisou trabalhar na cozinha de uma casa de espetáculos depois de gastar todo o dinheiro que levava na viagem em cursos de atuação, até ser chamado para dar as primeiras aulas de teatro por lá. "Vivi muitas situações extremamente cômicas. O cheff com quem eu trabalhava era um colombiano grandalhão, não entendia nada do que ele dizia", lembra.


Participe!

O quê:
workshop Palhaço - A arte do fracasso
Quando: de segunda (14) a sexta-feira (18) das 19h às 23h
Onde: no Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas - IAD/UFPel (rua Alberto Rosa, 62).
Investimento: R$ 60,00
Contato: Informações e inscrições com Lúcia Berndt, pelo telefone 9987-1699 ou através do e-mail luciaecb@bol.com.br.

Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 9 de julho de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Chamamérica


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Pormenores do patrimônio


Exposição revela detalhes de quatro das principais obras de arte que fazem parte da permanente exposição a céu aberto no cenário urbano de Pelotas.


Em traços e pinceladas minuciosas, artistas do grupo de alunas do Ateliê Giane Casaretto delineiam a riqueza das curvas, cores e dos relevos de algumas das peças de maior expressão arquitetônica na paisagem pelotense - os chafarizes franceses e a Catedral São Francisco de Paula.


As telas, que chamam a atenção pelo detalhismo, fazem parte da exposição Preciosa Catedral e foram elaboradas com a utilização de diversas técnicas - pastéis, acrílico, lápis-de-cor, tinta-relevo e mosaico - como resultado de apuradas observações feitas in loco. "Fomos visitar a catedral e os chafarizes, algumas alunas fizeram fotografias. Cada uma deteve a sua atenção naquilo que mais lhe agradou", diz a professora de artes, mostrando representações de partes nem sempre reparadas nas estruturas monumentais. Adornos, escaiolas, vitrais e texturas, elementos geralmente secundários em composições de grande porte e tão diversificadas em formas, ganham status de objetos de primeiro plano nesta exposição de fragmentos.


A intenção, que em princípio era de reproduzir as linhas francesas dos chafarizes e o estilo de desenho criado pelo arquiteto Niceto Peters - projetista da Catedral - e por Aldo Locatelli, Emílio Sessa e Adolfo, respectivamente pintor e decoradores da Igreja - foi superada e acabou se transformando em um exercício de recriação. "Algumas alunas foram além e elaboraram releituras das obras, manifestando seu próprio estilo", demonstra Giane. E acrescenta: "espero que a mostra sirva de incentivo à busca por conhecer melhor o patrimônio local."


Prestigie!

O quê: exposição Preciosa Catedral Onde: no ateliê Giane Casaretto (rua 15 de Novembro, 871)
Quando: visitação até o dia 20, de segunda a sexta-feira das 9h às 21h e aos sábados das 9h às 11h30.
Entrada franca


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 8 de julho de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Estacionamento


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Janela da Alma


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A cultura homenageia Pelotas

O aniversário da cidade, comemorado hoje, motiva diversas exposições artísticas e eventos culturais. Da dança à fotografia, a intenção é a mesma: homenagear Pelotas.

Diversas organizações ligadas aos segmentos de arte, cultura e turismo estão mobilizadas para render homenagens à Pelotas alusivas ao seu 196º aniversário comemorado hoje. Pela ocasião são oferecidas à comunidade atrações que, além de opções de lazer, servem para o resgate e valorização da memória da cidade.

Artes plásticas, dança, literatura e fotografia são alguns destaques do circuito cultural comemorativo. Algumas atividades sugeridas na programação, que já acontece desde a semana passada, se estendem até o final do mês. Todas as atrações, exceto a mostra de dança, têm entrada franca.


Confira!

Artes Plásticas

O ateliê Giane Casaretto inaugura hoje a mostra Preciosa Catedral, com desenhos e pinturas que contemplam os detalhes da Catedral São Francisco de Paula. Visitação até o final do mês na rua 15 de Novembro, 871.

Amanhã, no Shopping Zona Norte, é o último dia para conferir a exposição de telas e objetos do Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas intitulada MAPP - 8 anos amparados nos 196 de Pelotas.

Até o dia 17 o Espaço Arte & Eventos Zilah Costa (parque Dom Antônio Záttera, 255) realiza a exposição coletiva de telas e objetos Para sempre, Pelotas!. O local fica aberto das 14h às 18h.

No Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional do Transporte) termina hoje a exposição de telas dos alunos do curso de pintura. O endereço do Sest/Senat é avenida Ildefonso Simões Lopes, 1206, aberto ao público das 8h às 12h e das 13h30 às 18h.

Na Galeria de Arte da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Stella Onega expõe arte sobre tela e gravura expandida. Visitação das 8h às 22h.


Fotografia

A atração do saguão do Campus I da UCPel é a exposição Pelotas, do Apogeu às Doces Riquezas, com fotos de Felipe Macedo, acadêmico do curso de Jornalismo. A partir do dia 14 a mostra muda de endereço e vai para o saguão do Campus II (rua Almirante Barroso, 1202) onde fica até o dia 27.

No Corredor Arte do Hospital Escola da FAU/UFPel (rua Professor Araújo, 538) Francisco Vargas expõe Olhares até o dia 16. Vargas é administrador de empresas aposentado que tem a fotografia com hobby. As imagens que fazem parte da mostra exaltam a beleza histórica e arquitetônica do município.


Literatura

O Centro Literário Pelotense (Clipe) promove hoje Sarau Poético e Mini Feira do Livro de autores pelotenses. O evento será na Dom da Palavra Livraria e Cyber Café (esquina das ruas Dom Pedro II e 15 de Novembro) a partir das 15h.

O Clipe realiza também, até o dia 25, exposição de poesias ilustradas na Sala Inah Costa, situada no Centro Cultural Adail Bento Costa (praça Coronel Pedro Osório, casa 2). Duas obras premiadas na Expoesia 2008, de Porto Alegre, estão entre os títulos da mostra.


Acervos

Até o dia 5 de agosto a sala de exposições da Secretaria de Turismo expõe mobiliário e acessórios do Museu da Baronesa. Leques, chapéus e outras peças fazem parte do conjunto que engloba a temática Recanto feminino. A Secretaria de Turismo fica no Parque Museu da Baronesa.

Olhares através do tempo é o título da exposição do acervo da Secretaria de Cultura (Secult), que fica até o dia 25 nas sala Antônio Caringi do Centro Cultural Adail Bento Costa (praça Coronel Pedro Osório, casa 2) e na sala Frederico Trebbi, situada no saguão da Prefeitura.


Dança

Dia 11, às 19h30, a Associação de Dança de Pelotas (Adap) realiza no auditório externo do Cefet uma mostra de dança com a participação das escolas e grupos autônomos filiados e também de grupos escolares, com coreografias em diversos estilos. Ingressos à venda ao valor de R$ 3,00 nos seguintes locais: Cia. da Dança, Adágio Centro de Ginástica e Dança, Ateliê da Dança, 1 Ato Tavane Viana, Studio Unidança, Darla Duarte Cia. de Dança, Grupo de Dança Trem do Sul e Cia. de Dança Daniel Amaro. Mais informações pelo telefone 3225-6056 ou 8127-4505.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 7 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Majestade do Rock

Argentinos da Doctor Queen encerram em Pelotas turnê nacional em tributo à banda inglesa.

God save the queen! Dios ahorra a la reina! - Deus salve a majestade do rock - é o que diriam os súditos fiéis da soberana de todas as bandas, que do País de Gales expandiu seu reino musical para todo o mundo. Fãs irão reverenciar, amanhã à noite no Theatro Guarany, o fenômeno musical chamado Queen.


Apesar da semelhança, a banda com quem os pelotenses irão cantar em côro clássicos como Radio Ga ga, I want to break free e We are the champions realmente não é a original inglesa e sim a banda cover argentina Doctor Queen, não por isso menos digna de aplausos. Criado no ano 2000, o grupo foi aclamado pela crítica internacional por grandes e memoráveis apresentações e já recebeu elogios até mesmo de Roger Taylor, baterista da Queen "verdadeira". O show em Pelotas encerra a turnê que começou em São Paulo e passou por outras três cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre.


Sing it! They will rock you!

Sim, they will rock you - eles irão sacudir você - desde o primeiro momento, quando cantarem a tradicional música de abertura We will rock you, com o acompanhamento das palmas da platéia. Neste show tributo o lado irreverente que o mundo não esperava conhecer vindo de artistas de um país tão habituado à nobre e recatada polidez da côrte é posto em evidência. Talvez porque o vocalista e líder da banda original Freddie Mercury - nome artístico de Farrokh Bulsara - era africano e não inglês.


"Procuramos imitar a essência do Queen em todos os aspectos, para que ao nos assistirem todos pensem que estão vendo o próprio Queen. Fazemos isso com tanta dedicação que chegamos ao ponto de acreditar, durante os shows, que realmente somos o Queen", enfatiza Jorge Busetto que veste ombreiras, manto e coroa para representar seu ídolo nos palcos. Nas horas vagas, o fanático cover rockstar é médico, daí a palavra Doctor no nome da banda.

Criar a ilusão comprada pelo público tem seus desafios: além da dificuldade de reproduzir os megaefeitos inovadores de cenário, som e luz - marcas registradas das apresentações do Queen - há também a necessidade de recriar o perfil de cada personagem. "Somos parecidos com os músicos da formação original da banda, mas para se alcançar o público é preciso mais do que ter uma imagem similar", diz Busetto que tenta registrar a complexa personalidade de Mercury. "Copiar a aparência é fácil, mas o Freddie tinha também muito carisma e uma grande presença de palco", continua ele, que garante que mesmo atuando em uma banda cover é possível manter a autenticidade. "Não perdemos a espontâneidade porque não copiamos um estilo, ele é nosso também e por isso é natural", completa.

Atualmente está em fase de produção o terceiro CD da Doctor Queen, que incluirá oito faixas próprias e ainda uma versão do hino argentino em inglês, ao estilo do tema britânico God save The Queen.


In memoriam

Criada no final da década de 60, a banda Queen é considerada a vanguarda do estilo new wave, transitando entre tendências do rock pesado e ao mesmo tempo dançante. O legado de Freddie Mercury, morto em 1991 vítima de AIDS continua vivo nos palcos. Após um intervalo de mais de uma década, em 2005 os integrantes da formação original da Queen Brian May e Roger Taylor voltaram a se reunir e deram início a uma nova turnê acompanhados de Paul Rogers (ex-vocalista das bandas Free, Bad Company e The Firm). O baixista John Deacon preferiu se aposentar de vez.


Em setembro deste ano a Queen deve lançar o álbum The cosmos rocks, primeiro de músicas inéditas desde Made in Heaven, lançado há treze anos. E em novembro as duas bandas - Queen e Doctor Queen - poderão se encontrar pela primeira vez, e o encontro tem tudo para acontecer no Brasil, durante a turnê mundial da Queen cujo último show deve ocorrer nas areias de Copacabana. "Me encantaria muito cantar pelo menos uma canção neste show. Seria realmente emocionante", finaliza o Freddie Mercury argentino.


Imperdível para amantes do rock

O quê:
Tributo ao Queen com a banda argentina Doctor Queen
Quando: sábado, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: Antecipados à venda na Studio CD´s ou pelos telefones 3278-4384, 9165-1214 e 8409-3084 (Ema Produções). Os ingressos custam R$ 40,00 para o público em geral e R$ 20,00 para estudantes, professores e idosos (disponíveis apenas até ser esgotada a cota de 30% da bilheteria destinada a estas categorias).


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 4 de julho de 2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Jairo Lambari leva repertório nativista ao Autêntico

Palco e platéia do Bar e Restaurante Autêntico recebem hoje e amanhã uma criteriosa seleção do cancioneiro gaúcho na voz de um dos músicos mais expressivos no cenário da música nativista atualmente. Nesta apresentação acústica feita a dois violões, Jairo "Lambari" Fernandes sobe ao palco ao lado de Márcio Rosado, músico arranjador com quem tem uma parceria de mais de 10 anos e inúmeras canções.


Natural do município de Cacequi, na região da campanha (a 50 quilômetros de Rosário do Sul), o músico cresceu em uma família de 10 irmãos. A primeiras canções gravadas na memória foram ouvidas no rádio, e têm a voz dos célebres da MPB Djavan, Caetano, Chico e Elis. Da música gaúcha, para ele, só existia José Mendes e ninguém mais. "Ele era o melhor", garante. Sob essas grandes influências, Lambari se descobriu um apaixonado por música, e aos 30 decidiu investir na carreira que começou pela inspiração de compositor. "Eu comecei a escrever. Depois passei a musicar porque não tinha quem fizesse isso pra mim e finalmente me vi obrigado a cantar para poder mostrar aquilo que eu escrevia e musicava. Acabou dando certo", conta.

Desde que resolveu "viver da música", Lambari sabia que teria que deixar Cacequi. "Por lá não passava nada nem ninguém", diz ele, que há cinco anos mora na capital. "Em Porto Alegre eu quase não toco, mas é lá o grande pólo da música no Rio Grande do Sul e por onde podemos chegar a públicos de diversas regiões do Estado".

Romance à moda gaúcha

Cancheiro de festivais, "Lambari" tem boa parte de seu repertório com atestado de qualidade carimbado em importantes prêmios pelo Rio Grande do Sul afora e também fora do Estado: Ano passado venceu a Sapecada da Canção Nativa, em Lages, Santa Catarina, defendendo a canção Romance de quem aprende, música dele com letra de Gujo Teixeira. Este mês irá disputar o Festival da Música Crioula em São Borja, com a música Pra nunca mais, composição que fez em homenagem ao pai.

Intimistas e assumidamente românticas, suas poesias revelam um lado sentimental muitas vezes disfarçado no estereótipo "chucro" do homem do campo. "Posso falar do campo, mas também falo de coração. Parece que o gaúcho tinha vergonha de falar de amor, de admitir que gosta de alguém, que sente falta de alguém e tinha que falar só de égua, de briga..."

Entre as canções que apresenta hoje e amanhã estão composições que fazem parte de seus dois CD´s - Flor e Luna e Buena Vida -, além de outras inéditas que farão parte do terceiro álbum - Por um abraço - disco duplo que será lançado no final deste ano. A faixa título, aliás, é uma composição dele com letra de Gujo Teixeira, outra parceria há tempos afinada.

Além deste projeto em fase de produção, Lambari adianta o lançamento de um DVD no ano que vem. "Não será mais um show gravado", garante ele, referindo-se ao grau de qualidade que pretende conferir também ao próximo trabalho.


Prestigie!

O quê:
Show nativista com Jairo "Lambari" Fernandes e Márcio Rosado.
Quando: Hoje e amanhã (quinta e sexta-feira), pós 21h
Onde: Autêntico Bar e Restaurante (rua General Osório, 1068, entre avenida Bento Gonçalves e rua Doutor Amarante)
Quanto: Couvert artístico R$ 5,00
Contato: Informações e reservas de mesa pelo telefone 8115-9397 ou 3227-9812


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 3 de julho de 2008

Homenagens na Casa do Capitão

Três, das 296 onças (moedas) douradas restantes criadas pelo Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) para homenagear personalidades que se destacam contribuindo pela preservação da memória do escritor pelotense serão entregues hoje às 19h na Casa do Capitão.

O prêmio criado em 2007 já teve quatro homenageados nas duas edições anteriores. O ex-prefeito Bernardo de Souza foi o primeiro a receber a honraria, e ficou com a moeda original que serviu de matriz para a confecção das outras 299 réplicas cunhadas com a marca do Instituto. O título é uma alusão ao conto homônimo de abertura do livro Contos Gauchescos, uma das obras-primas de Simões.

Por um grande motivo ou pela soma de vários, Mário Mattos, Flávio Loureiro Chaves e Paulo Charqueiro são os três nomes indicados pela diretoria do Instituto e homologados pelo Conselho Consultivo a receber o prêmio este ano.

Vice-presidente da entidade e fundador do Núcleo de Estudos Simonianos, grupo que coordena desde 1994, Mário Mattos é uma das principais referências contemporâneas quando o assunto é literatura de João Simões Lopes Neto no município. Mattos foi um dos precursores do debate sobre os critérios de qualidade da literatura simoniana. Segundo ele, até então, os demais estudiosos só se referiam timidamente à produção de Simões, e sempre dando maior ênfase à sua originalidade que propriamente a seus valores qualitativos. "Minha maior satisfação em receber este prêmio é ganhar também um estímulo a mais para continuar trabalhando pela valorização da memória do meu patrono 'até quando meus olhos não mais olharem'", diz ele poeticamente, citando uma das passagens de Lendas do Sul.


Ao professor, ao promotor

Ao lado de Mattos na missão de divulgar e valorizar a obra simoniana junta-se o professor Flávio Loureiro Chaves, considerado o grande responsável por introduzir a literatura simoniana no meio acadêmico. Chaves é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Caxias do Sul. "Sinto-me muito honrado por receber esta homenagem, vinda especialmente de uma instituição que considero fundamental no panorama atual da cultura no Rio Grande do Sul", afirma ele, que estuda Simões Lopes Neto há mais de 30 anos. Em sua avaliação, a obra simoniana ultrapassou o rótulo regionalista para alcançar dimensões mais amplas, uma expressão universalista. "Seus personagens - como Blau Nunes ou o Negro Bonifácio - embora tenham nascido no contexto regional, traduzem dramas que falam ao homem de qualquer latitude", pontua.

Lutando pela mesma causa, mas pelos meios jurídicos ao invés dos meios literários, o promotor Paulo Charqueiro iniciou seu envolvimento com o Instituto João Simões Lopes Neto quando leu no Diário Popular, em meados dos anos 90, a notícia de que a casa onde viveu o escritor estava ameaçada de demolição. A partir daí Charqueiro, natural de Jaguarão e radicado em Pelotas há quase 20 anos, se tornou um dos principais pivôs no processo de defesa do imóvel que hoje é a sede do Instituto, aberta à comunidade desde março de 2006. "Agir em defesa do patrimônio público é uma postura da própria promotoria, mas a minha motivação pessoal para trabalhar nesta causa foi acreditar que devemos preservar nossa memória". O principal desafio, segundo ele, é fazer com que a comunidade se reaproprie dos bens patrimoniais depois de recuperados. "Não basta restaurar, é preciso fazer com que os prédios sejam cuidados, freqüentados, aproveitados pela sociedade", afirma ele, que diz se sentir estimulado a tomar para si esse desafio e continuar trabalhando em prol da causa.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 3 de julho de 2008