sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aberta temporada de festas II (Programação)

Confira a programação:Justificar
Hoje (28)
20h30min - Abertura da programação | Show com Joca Martins

Amanhã (29)
20h30min - Show com a banda Pimenta Buenta

Domingo (30)
20h30min - Orquestra de Câmara de Pelotas

Segunda-feira (dia 1º/12)
20h - Solenidade de abertura
21h - Chegada do Papai Noel | Mauro Bus | Escolas infantis

Quarta-feira (3)
20h - Grupo Estripulia de malabaristas e pernas-de-pau
21h - O Pequeno Imperador - Grupo de Teatro do COP

Quinta-feira (4)
22h30min - Aluisio Rockembach

Sexta-feira (5)
20h - Estopim - Companhia de Palhaços Clonws
21h - Grupo Oficina de Teatro de Pelotas e Cia. Cem Caras

Sábado (6)
20h - Teatro de Bonecos Estripulia
21h - Especial 50 anos de Bossa Nova - Grupo Pausa & Notas

Domingo (7)
20h - Sacra Folia - Cia. Straganza (Porto Alegre)

Quarta-feira (10)
21h - Banda da Promotoria

Quinta-feira (11)
20h - Tony Konrath
21h - Marquinho Brasil

Sexta-feira (12)
20h - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
21h - Grupo de Choro Reminiscências

Sábado (13)
20h30min - Conjuntos Vocais: Costinha, Canto Livre e Original Samba

Domingo (14)
19h30 - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
20h30min - Misto Quente - Circo Girassol

Quarta-feira (17)
21h - Solon Silva e coral Louis Braille

Quinta-feira (18)
20h30min - 1º Ato Tavani: Espetáculo de Dança
21h30min - Cuadro de la Expresión del Arte Flamenca

Sexta-feira (19)
20h - Piratas de Rua
21h - Centro Coreográfico Berê Fuhro Souto

Sábado (20)
20h - Auto de Natal - Teatro de Sombras no Theatro Sete de Abril
21h30min - Marco Gottinari

Domingo (21)
20h30 - Novitango - Cia. da Dança

Segunda-feira (22)
Encerramento


Solidariedade

O Clube da Maturidade Ativa do Sesc realizará, durante todos os dias da programação natalina, uma campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis. Participe prestigiando as atrações e levando a sua contribuição.


Endereços do Bom-Velhinho

No Calçadão, a Casa do Papai Noel estará aberta de segunda à sábado, das 16h às 19h com atividades recreativas e culturais destinadas à crianças de 0 à 12 anos de idade.
Na Praça Coronel Pedro Osório, o Bom-Velhinho irá receber os visitantes de segunda à sábado das 20h às 22h.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008
***ATENÇÃO: ESTA PROGRAMAÇÃO FOI ALTERADA EM RELAÇÃO AO QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL NOS DIAS 10, 12 E 14***

Aberta temporada de festas

Foram-se os livros, vieram as luzes. Mal a praça Coronel Pedro Osório foi desocupada pela feira da literatura, volta a ser tomada por intensa atividade cultural. O ascender das milhares de lâmpadas, a chegada do calor e a alegria nas ruas são um anúncio definitivo: é tempo de festas.

Em clima de Natal, de despedida à 2008, e de boas-vindas ao Ano-Novo o Sistema Social do Comércio (Sesc) presenteia a comunidade com 33 apresentações culturais que irão movimentar um dos principais cartões-postais da cidade ao anoitecer, até o dia 22 de dezembro. O palco no chafariz Fonte das Nereidas, emoldurado pela Praça Coronel Pedro Osório já está montado, pronto para o início das festividades marcado para hoje (28) à noite.


O cantor nativista Joca Martins abre o calendário farto de apresentações. Amanhã quem sobe ao palco é a banda Pimenta Buena e no domingo será a vez da Orquestra de Câmara de Pelotas. Essas são apenas algumas das atrações que prometem tornar ainda mais agradável o passeio dos pelotenses pelo centro da cidade nas noites quentes dessa temporada, além da decoração que já dá ares diferenciados ao Calçadão e à praça.

Segundo o gerente regional do Sesc, Luis Fernando Parada, os artistas locais foram priorizados na programação. Porém, entre os espetáculos estão três grupos de outras cidades que já tinham apresentações agendadas para Pelotas, no circuito do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte. São eles o Circo Girassol, o espetáculo Sacra Folia

No encerramento, um grande show está previsto, mas ainda não foi confirmado. Para deixar o público na expectativa, apenas uma pista: são artistas pelotenses que não se apresentam na cidade desde setembro do ano passado.


Prestigie!

Reúna a família e amigos, confira a programação e aproveite! Sugestão: Levar cadeiras de praia.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

À espera de Maria Rita

O Theatro Guarany hoje acorda a disposto a cair no samba. Não um samba qualquer. À noite, as mãos da platéia vão batucar nos braços das poltronas no ritmo do samba dela, de Maria Rita, uma das vozes mais promissoras da Música Popular Brasileira na atualidade.


A cantora não esconde que começou a carreira, aos 24 anos, só porque "diziam que ela devia cantar". Também, não cantar significava renegar uma preciosa herança genética deixada pela mãe, Elis Regina: a voz. "Sempre quis cantar. A questão não era querer. Era por quê. O motivo passou a existir quando eu percebi que ficaria louca se não cantasse." Hoje aos 30 anos ela comemora a marca de 30 mil cópias vendidas de seu terceiro álbum, lançado em setembro do ano passado, o DVD Samba Meu.

Maria Rita se poupa de dar entrevistas, às vezes. E às vezes, admite, se dá ao luxo de não atender aos fãs. No último dia da temporada de sete dias e seis shows em São Paulo, que terminou no último domingo, ela saiu do palco aos prantos. "Tive uma pequena crise de choro e resolvi que não seria prudente receber os fãs. Fiquei com a cara inchada, um horror. Não houve maquiagem. E cada vez que eu via alguma coisa que me lembrasse que estava indo embora, desatava a chorar novamente", revela em seu diário de turnê, registrado no site oficial.
As confissões seguem: "Estou cansada, mas como nada me dá mais alegria do que meu palco, estou achando tudo muito abençoado, também. Mas morro de saudade do meu filhote... Dia desses ele me despede da função de mãe, gente! Estou dividida..."


Dona do samba

A paulistana, que já foi alvo de críticas extremadas desde que se lançou na carreira musical - tanto positivamente quanto negativamente - demonstra mais maturidade até mesmo em relação ao rótulo, inevitável no princípio, de "filha da Elis". Hoje, ela diz, pelo menos em São Paulo, que se sente bem recebida e compreendida artisticamente.

Ela, que se apropriou do samba, divide o ritmo com o público de uma forma tímida de leve atrevimento. No terceiro álbum mostra um jeito mais moleque, porém faz pensar como seria, se é que seria possível, uma versão mais ousada de Maria Rita, que tanto economiza ousadias. Seu recato, porém, costuma lhe permitir pequenos atos no palco que fogem do script como tirar a sandália no final do show, se estiver muito empolgada, ou então dar uns passinhos de dança. Mesmo porque, diz ela que não sabe sambar. Tudo bem. Quem tem voz não precisa de samba no pé.


Não perca!

O quê:
show Samba Meu, de Maria Rita
Quando: hoje, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: os ingressos custam R$ 100,00 (platéia) e R$ 90,00 (camarote) e podem ser adquiridos na Farmácia Mais Econômica do Calçadão.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Imortal

A cadeira de número 33 da Academia Sul-Brasileira de Letras (ASBL) terá novo dono a partir desta sexta-feira. Toma posse amanhã o médico pneumologista e escritor Rogério Gastal Xavier, em solenidade marcada para as 21h no Centro de Integração do Mercosul (rua Andrade Neves, 1529). Seu patrono será José Vieira Pimenta.

Xavier é autor de Maria dos Mares Lunares, coletânea de poemas lançada em maio deste ano pela editora Literalis. Seu nome foi apresentado como candidato à acadêmico pela presidente da ASBL, Lígia Antunes Leivas e foi aprovado por unanimidade pela assembléia geral da entidade.

"A impressão que eu tive ao ler os poemas dele foi imediatamente deslumbrante. Ele tem uma poesia muito contemporânea, que transcende o intimismo. Ele segue a vertente da 'poesia pura' e mostra que poema não é só chorar as mágoas", afirma Lígia Leivas, ao reiterar a justificativa da posse do novo escritor.

Aos 64 anos de idade, Rogério Gastal Xavier começa a escrever seu segundo livro (com previsão de lançamento para o ano que vem), ainda sem título definido, de contos e alguns poemas. Escrever foi um hábito adquirido na juventude e deixado de lado por um tempo, até ser resgatado há cerca de 5 anos. "Hoje não me imagino mais sem escrever; me considero médico e escritor. Escrever se constitui num prazer, numa catarse. Tem seu aspecto lúdico e construtivo", diz ele, entusiasmado com as novas portas abertas pela literatura. "Fico muito contente com o rumo que a literatura está tomando na minha vida. Ingressar na Academia significa, além de uma honra, uma oportunidade de conviver com pessoas que se interessam pelo aprimoramento da nossa língua (que é uma das mais lindas do mundo). É uma possibilidade de instigar, desafiar e difundir a Língua Portuguesa", destacou.

Ao lado de nomes de peso como Moacyr Scliar, Drauzio Varella e Lya Luft, Xavier participa de um projeto da Associação Brasileira do Câncer e teve um de seus poemas escolhidos para fazer parte do livro intitulado Vivo e Conto, que reúne histórias de vidas que convivem com câncer de pulmão.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 27 de novembro de 2008Justificar

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

As Letras no Memorial do Sete

Em cena... as letras. Registros de espetáculos que colocaram em evidência a literatura estão reunidos na mostra em cartaz no Memorial do Sete de Abril: Encenando Letras.

Veríssimo, Simões, Drummond... Nomes que já passaram em prosa e verso pelo palco do teatro estão lá, no pequeno beco da rua 15 que nem sempre os passantes se lembram de visitar. Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Shakespeare, Carpinejar e o outro Veríssimo também, isso para citar apenas alguns dos célebres escritores lembrados na exposição inaugurada durante a Feira do Livro e que chega agora a sua última semana.

Ao refletir sobre Fragmentos de um discurso amoroso - obra de Roland Barthes que interpretou em 1988 - o ator Antônio Fagundes falava do temor que sentia. Isso porque "homens, mulheres, jovens ou maduros, não importa o sexo nem a idade, em todos os cantos do mundo, se identificaram e se apropriaram desses discursos de uma forma tão inalienável que deve ser difícil convencê-los de que existe sempre uma outra possibilidade de interpretação além da sua própria". E não seriam todos os livros - os bons livros - assim, reinventados a cada leitura e possuídos por quem os lê?


O que já esteve em cartaz

A coleção de cartazes no corredor estreito convida a andar pelo tempo nos registros do passado.

Lobo da Costa, o poeta pelotense homenageado na mais recente edição da Feira do Livro, teve sua biografia cênica escrita por Valter Sobreiro Júnior que deu a ela o título: Em nome de Francisco, peça encenada em 1986 pelo extinto grupo Desilab.

Naquele mesmo ano a platéia pelotense assistiu a Deus ajuda os bão, com texto de Arnaldo Jabor, e a'Os Sete Gatinhos de Nelson Rodrigues. Lembra?

Fernanda Montenegro, em 1988, foi Dona Doida inspirada pela obra da Adélia Prado. A filha, Fernanda Torres e elenco passaram por aqui com Orlando, de Virgínia Woolf.

Até mesmo o escritor japonês Ryunosuke Akutagawa dá as caras na exposição. Ele foi homenageado pela companhia uruguaia Teatro Eslabón no espetáculo En el bosque.

"Há vários nomes de escritores e atores com renome nacional e até internacional nessa mostra, mas sempre procuramos mesclar também com obras de artistas locais. Tem muita gente que se encontra aqui", diz a historiadora Érica de Lima, que divide a tarefa de organizar a programação de mostra do acervo do Memorial com a bibliotecária Magali Aquino.

A exposição recorda ainda algumas das 16 edições do Cena Literária realizadas desde março do ano passado. O projeto, realizado tradicionalmente na última quarta-feira de cada mês no foyer do teatro, apresenta ao público como elemento de provocação para o debate esquetes inspiradas na literatura.


Prestigie!

O quê: últimos dias da exposição Encenando Letras
Onde: no Memorial Theatro Sete de Abril (rua 15 de Novembro, 560-A)
Quando: até o dia 5 de dezembro, com visitação de segunda à sexta-feira das 13h às 18h30min


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Nos passos da dança

Um passo sapateado aqui, um giro em ponta do pé ali, um pouco de ginga e muito jogo de cintura. Com estes e muitos outros elementos a Companhia da Dança levará para o palco do Theatro Guarany nesta quarta-feira 20 anos de história da academia contados passo por passo.

A abertura terá uma atração exótica: alunos do grupo de Kung Fu farão a "Dança do Leão" - ritual tradicional do oriente para atrair boa sorte - abrindo passagem para coreografias em sete estilos de dança: ballet, jazz, dança do ventre, flamenco, street dance e dança de salão.

Com uma miscelânea de "idiomas" falados com a linguagem do corpo, a mostra promete ser um espetáculo pela liberdade da dança. "É preciso desmistificar a idéia de que determinados estilos de dança são exclusivos para alguns biotipos. A dança tem que ser inclusiva. Qualquer pessoa é capaz de dançar", diz o professor e coreógrafo Leandro Pizani. "Isso não significa que seja um espetáculo sem qualidade. É um espetáculo amador, mas feito com muito comprometimento. Agora é a hora de mostrar para os pais, parentes, amigos e para todo o público o por quê das incontáveis horas de ensaio durante o ano todo", completa a professora Janaína da Rocha.
Muito mais que dança

Entre o glamour dos espetáculos e os bastidores, um cenário para muitas histórias de vida. Para alguns dos mais de cem bailarinos que estarão diante da platéia do Guarany esta será a realização do sonho de pisar pela primeira vez em um palco. E nesse caso, a emoção é a mesma, seja aos 8 ou aos 80 anos de idade.

Em duas décadas, a Companhia da Dança (que antes tinha o nome de Free Jazz Company) coleciona mais de 350 premiações em festivais. Além disso, pelas contas da história, mais de 30 mil alunos de pelo menos duas gerações já passaram pela escola. "Hoje já temos filhos de ex-alunos estudando aqui", orgulha-se Leandro.

"A academia acabou se tornando um ponto onde as experiências de vida vão se somando", completa Jana, citando como exemplo a sua própria experiência. Ela e Leandro são protagonistas de uma trama paralela à história da Companhia da Dança. O casal de coreógrafos se conheceu nas aulas da academia. Casaram-se, e há cinco anos assumiram a empresa. Hoje são sócios, além de parceiros de dança.


Prestigie!

O quê:
Mostra coreográfica Muito mais que dança 2008
Quando: quarta-feira, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: os ingressos antecipados estão à venda com os alunos da escola ou na Cia. da Dança (rua 15 de Novembro, 755) a R$ 8,00. No dia do espetáculo serão vendidos também na bilheteria do teatro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 25 de novembro de 2008

Causa nobre

Uma iniciativa da Associação de Amigos do Museu da Baronesa (Ambar) reunirá daqui a uma semana obras de 30 artistas pelotenses por uma causa nobre. As peças serão leiloadas e a renda será revertida para melhorias na infra-estrutura e projetos do museu que é cartão-postal da cidade. Segundo os organizadores, o objetivo da campanha é angariar fundos para qualificar a estrutura do parque para receber os visitantes e tornar o museu cada vez mais atrativo e interessante para a comunidade.

Entre as obras que serão vendidas - ainda sem lance mínimo estipulado - estão pinturas e esculturas assinadas por nomes como Madu Lopes, José Luiz de Pellegrin, Gianne Casaretto e Stella Mazza, entre outros.

"Como museu de arte, o Museu da Baronesa tem a obrigação de divulgar os artistas de Pelotas" disse a secretária da Ambar, Maria Rita Sampaio, que destacou ainda a mobilização de alunos do Instituto de Artes e Design da UFPel na confecção do catálogo da mostra. Eles também são responsáveis pela produção de um vídeo documentário com os artistas participantes que será exibido no dia do leilão.

O evento será o primeiro ato aberto ao público realizado após a restauração do prédio do antigo Jockey Club. "Por isso, vai ser uma oportunidade para que a comunidade possa conhecer o prédio, que é também uma obra de arte", salienta Maria Rita.
Justificar

Participe!

O quê: Happy hour e Leilão de Artes em benefício do Museu da Baronesa
Quando: terça-feira, 2 de dezembro, às 19h
Onde: no Salão Nobre do antigo Jockey Club (rua 7 de Setembro, 151)
Quanto: R$ 20,00
Informações: pelo telefone 3222-2771


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 25 de novembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

BANCA

Amigos!

Antes do convite de formatura, um convite para assistirem eu passar pelo último obstáculo que me separa do diploma:

Defenderei meu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso - na próxima segunda-feira, dia 1°, às 20h30 no Campus II da UCPel.

A apresentação será aberta e terá na banca os professores Sadi Sapper (orientador), Jairo Sanguiné Júnior e Antônio Heberlê (avaliadores).

O título do trabalho é O PÚBLICO E A IMPRENSA EM BALSAS/MA - RELAÇÃO DE FUNÇÃO E FUNCIONALIDADE.

Grande abraço!

Bianca

domingo, 23 de novembro de 2008

Polêmica na bilheteria II

O que está valendo?

JustificarPara jovens:

* Está assegurado aos estudantes o acesso com 50% de desconto pelas Leis Municipais 3.682/1993 em Pelotas e 4.601/1991 em Rio Grande;

* Embora a lei pelotense exija a apresentação da Carteira de Identidade Estudantil expedida por órgãos estudantis reconhecidos (UNE, UBES, ANPG ou UPES), enquanto estiver vigente a Medida Provisória MP 2.208/2001 - que proíbe a exigência exclusiva do registro em qualquer entidade - a identificação do estudante pode ser feita por qualquer documento que comprove sua condição, inclusive os emitidos pelos estabelecimentos de ensino, associação ou agremiação estudantil a que pertença o aluno.

* Em Porto Alegre, todo jovem de até 15 anos, estudante ou não, tem direito ao benefício da meia-entrada, nos dias estipulados pela lei municipal da capital (9.989/2006), mediante a apresentação do documento de identidade.


Para professores:

* Em Pelotas, a Lei 3.682/1993 estende o benefício da meia-entrada aos professores de estabelecimentos de ensino públicos ou particulares localizados no município.

* Para usufruir do benefício, os professores devem apresentar a carteirinha expedida pelo Sindicato Nacional dos Docentes da Instituição de Ensino Superior (Andes), pelo Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), pelo Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), pelo Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul - Particulares (Simpro) ou pelo Sindicato Nacional dos Servidores em Escolas de 1º e 2º Graus Federais (Sinasefe).


Para idosos:

* Toda pessoa com 60 anos ou mais de idade tem direito à meia-entrada garantido pelo artigo 23 do Estatuto do Idoso (Lei Federal 10.741/2003);

* Para reivindicar o benefício, o idoso precisa apenas apresentar documento de identidade no ato da compra do ingresso e na portaria. Não é necessária comprovação de renda, como exige a Lei Municipal de Pelotas 3.682/1993 (que restringe o benefício a aposentados que recebem até 3 salários mínimos), já que a norma perde a validade frente à Lei Federal.


Onde vale?

As leis da meia-entrada, em geral, valem para acesso a cinemas, teatros, espetáculos musicais, circenses e eventos educativos extracurriculares, bem como esportivos e de entretenimento, como festas e exposições artísticas.


Entidades estudantis

UNE – União Nacional dos Estudantes
UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
Uges - União Gaúcha de Estudantes
Umespel – União Municipal dos Estudantes de Pelotas
Fone: 8434-2097


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Estilo / Páginas Centrais | Publicado em: Pelotas, Domingo, 23 de novembro de 2008

Polêmica na bilheteria I

Instituída nos anos 40, a meia-entrada foi incorporada à cultura de tal modo ao longo das décadas que virou tradição entre os principais consumidores de lazer: com a carteirinha na mão, os estudantes, juntamente com os idosos, representam a maior parcela das platéias dos eventos artísticos, culturais e esportivos no País.

Quando se fala em pagar menos, em princípio todo mundo gosta, mas algumas perguntas são inevitáveis: os preços dos ingressos estão altos porque existe meia-entrada ou a meia-entrada existe porque os ingressos estão pela hora da morte? E se a meia-entrada deixasse de existir, como a CPMF, os preços dos shows, do cinema, do teatro e dos jogos de futebol cairiam imediatamente?

O fato é que com o benefício o ingresso pesa menos no bolso de quem tem direito ao desconto - com o respaldo da legislação federal e também dos estados e municípios - mas pesa mais no orçamento dos promotores de eventos. Para reequilibrar a balança e não deixar de pagar as despesas, o jeito geralmente é repassar o ônus adiante, reajustando a tabela das receitas. E aí...


Quem paga a outra metade?

Longe de ser uma solução definitiva para garantir o acesso à cultura - previsto no artigo 23 da Constituição Federal como competência do Estado - a meia-entrada acaba por dividir os prejuízos entre os artistas, a iniciativa privada – produtores de eventos e exibidores de cinema - e o público pagante - com ou sem desconto. No final, quem paga a conta é o cidadão comum, uma vez que, em geral, o preço dos ingressos sofre aumento proporcional para cobrir o benefício dos estudantes.

Outros apelam para manobras que mascaram o valor real cobrado, como a concessão de descontos promocionais para o público em geral mediante a doação de alimentos não perecíveis, o que é ilegal. "No fundo, não passa de um benefício ilusório", diz o produtor do Grupo Tholl Paulo Martins. "A gente acaba tendo que dobrar o valor do ingresso para não ter prejuízo."

Atualmente, tramitam na esfera federal dois projetos de lei que pretendem regulamentar o benefício dos estudantes, um na Câmara e outro no Senado.

O projeto apresentado pelos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR) – PLS 188/2007 - corre na frente. Já obteve parecer favorável em duas comissões – a de Constituição e Justiça e a de Educação, Cultura e Esporte – e será votado nesta terça-feira.

O outro – PLC 1007/2007 -, elaborado pela deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), tramita na Câmara em caráter de urgência, mas ainda está em discussões preliminares e não deve entrar na pauta de votação tão cedo.
O texto original dos dois projetos tem vários pontos em comum. O principal deles é a limitação do benefício aos estudantes do ensino regular (educação básica, profissional, superior e especial – para portadores de necessidades especiais). O projeto da Câmara inclui ainda os alunos dos cursinhos pré-vestibulares.

Ambos os projetos derrubam a Medida Provisória 2.208, aprovada durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que pôs fim à exclusividade de emissão das carteirinhas para as entidades reconhecidas pelo Ministério da Educação. Pela nova lei, as Carteiras de Identificação Estudantil (CIE) válidas seriam somente aquelas expedidas pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e outros órgãos devidamente autorizados, deixando de valer, portanto, aquelas confeccionadas pela própria escola. “Regularizar isso é o mais importante”, defende o senador Eduardo Azeredo. “Não podemos voltar ao sistema cartorial do passado, mas também não podemos manter esta anarquia de hoje, onde a pessoa faz qualquer cursinho e tem carteirinha de estudante, e onde as carteirinhas são vendidas no meio da rua”, afirma.

Para coibir falsificações e fraudes, o projeto da deputada Manuela ainda prevê a criação de um Selo Nacional de Segurança.


Restrições

Azeredo propõe uma cota máxima de 40% dos ingressos para a meia-entrada em espetáculos e eventos esportivos. É exatamente esse o principal ponto de discussões. Os produtores lembram que a lei dos transportes coletivos, por exemplo, limita o número de acentos reservados para idosos. Mas, para o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) o benefício não deve ser restringido por cotas. Com esse argumento ele teve o pedido de vistas do projeto concedido pelo presidente da comissão de Educação, o senador Cristovam Buarque, e conseguiu assim impedir que o projeto fosse votado já na terça-feira passada.

A deputada Manuela também é contra limitar a venda de ingressos com desconto, apesar de ser a autora – enquanto era vereadora - do projeto que resultou na lei vigente em Porto Alegre desde 2006, que prevê desconto de apenas 10% - ao invés dos tradicionais 50% - nos espetáculos realizados de sexta a domingo e nos cinemas aos finais de semana, entre outras restrições. “A lei de Porto Alegre sofreu modificações. Ela não representa tudo aquilo com o que eu concordo, mas é o que nós conseguimos aprovar. Aqui vai ser a mesma coisa. Não sou intolerante e espero que os demais parlamentares também não sejam e estejam dispostos a dialogar com a sociedade”, justificou.

A proposta de emenda ao projeto do senador Azeredo, que previa restrição do desconto ao finais de semana não passou pelas comissões. Mas entre as emendas apresentadas que foram aceitas pela relatora Marisa Serrano (PSDB-MS) e poderão ser aprovadas com a lei está a proposta da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) que determina a venda de ingressos com desconto somente até 72 horas antes do evento.


Fique atento

Você pode acompanhar a tramitação dessas e outras matérias em discussão no Legislativo através dos sites www.camara.gov.br e www.senado.gov.br.


Responsabilidade social ou sobrecarga na iniciativa privada?

Os produtores fazem as contas e reclamam: no cinema e nos shows mais populares em Pelotas, o público pagante com direito à meia-entrada chega a ocupar em média 70% da platéia. "Aqui, além dos estudantes e dos aposentados, a gente ainda tem que subsidiar os professores. O que justifica uma única categoria profissional ter direito a esse benefício? Sem contar que não recebemos do Estado nenhum tipo de incentivo", indigna-se o empresário Jarbas Mello. “No show do Nenhum de Nós eu subsidiei simplesmente R$ 14 mil em descontos e isso não é pouca grana.”

Para os defensores da lei, isso faz parte da responsabilidade social inerente a toda atividade produtiva. Mas para os produtores o Poder Público simplesmente transfere o ônus que o Estado é incapaz de assumir.

Tanto o projeto que tramita na Câmara quanto o que será votado no Senado prevêem possibilidade de ressarcimento aos produtores independentes através do Programa Nacional de Apoio à Cultura, com verbas do Fundo Nacional de Cultura ou patrocínios, dentro dos critérios da Lei Rouanet. Os empresários, entretanto, acreditam que é um recurso distante da realidade da maioria das produções. "Dificilmente se consegue chegar a esses recursos porque eles dependem de um processo muito burocrático", afirma Mello. Para a deputada Manuela, esta "é uma possibilidade em que cabe nova regulamentação".

Ao ser questionado sobre a necessidade de mecanismos mais acessíveis de subsídio para a iniciativa privada, o senador Azeredo desconversa. "Isso já é outra história... É algo que tem que ser discutido em outro projeto que trate de incentivo à cultura."


Jurisprudência

Nos mesmos moldes dos projetos de lei federais, a Lei Estadual 9.869 que regulamenta a meia-entrada no Rio Grande do Sul, aprovada em 1993, está suspensa desde 2000 por uma liminar. Na interpretação do Tribunal de Justiça do Estado, responsável pelo julgamento em primeira instância, a lei é considerada inconstitucional por ter caráter discriminatório entre estudantes e não estudantes, além de impor intervenção abusiva do Estado no direito de propriedade privada e violar o princípio da livre iniciativa.

Na opinião dos defensores do direito à meia-entrada para estudantes, o benefício deve ser entendido como uma complementação da formação escolar. Outros entendem que a lei acaba por privar do acesso à cultura quem já não tem acesso à educação. Para a deputada Manuela, não há contradição em restringir o desconto a quem é estudante. “O Bolsa Família também é vinculado à educação. Os jovens precisam estar na escola para receber. Se ele não está no lugar onde deveria estar, é preciso pensar em mecanismos que proporcionem essa condição básica”, argumenta.

Segundo ela, a Câmara está mobilizada para criar uma comissão especial da Juventude que irá discutir a criação de um Estatuto que contemple os jovens acima de 18 anos, que não são respaldados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Nesse novo Estatuto, seria incluída também uma norma definitiva para a meia-entrada. “Nós recém conseguimos aprovar uma emenda que inclui o termo 'juventude' na Constituição Federal. Ainda temos muito o que avançar."


Eles querem o direito inteiro

Contra as restrições e contra a exigência de carteirinhas exclusivas, o presidente da União Municipal dos Estudantes de Pelotas (Umespel) - filiada à União Gaúcha de Estudantes (Uges), Alex Cunha, considera os projetos de lei federais um atraso em relação à legislação vigente no município. Segundo ele, a entidade tem atualmente 22 mil sócios e confecciona carteirinhas a R$ 5,00 na sede e a R$ 2,50 para quem solicita o documento nas escolas (para representantes que fazem visitas regularmente às instituições de ensino), enquanto entidades como a UNE e a Ubes cobram entre R$ 15 e R$ 20 pelo documento. "É muito caro. A maioria dos alunos da periferia não tem condições de adquirir."

Além disso, o projeto prevê a validade do documento por um ano, enquanto a lei do município exige a revalidação a cada seis meses. "Esse controle semestral é uma forma de avaliar a evasão escolar e fazer com que quem deixou de estudar pare de receber o benefício da meia-entrada", diz ele.

Alex Cunha é a favor de cotas por "entender o lado do produtor cultural", tanto que se antecipa à legislação e ele mesmo negocia com os organizadores de eventos um percentual de ingressos disponíveis para os estudantes, como fez com o Parque Tupy, que abre inclusive em dias específicos especialmente para receber os grupos escolares. "A gente sabe que se cumprir a lei rigorosamente os produtores quebram", afirma Cunha, que também recebe lotes de ingressos dos produtores para vender separadamente, direto aos associados da Umespel.

Jardel Oliveira, coordenador do Procon em Pelotas, afirma que as denúncias de descumprimento da lei da meia-entrada diminuíram consideravelmente nos últimos meses, depois que o órgão realizou uma campanha de conscientização. Segundo ele, o trabalho contemplou principalmente casas noturnas e organizadores de festas, que de acordo com os produtores de shows são geralmente os menos visados pela fiscalização.

Oliveira diz acreditar que as mudanças só vão burocratizar mais o benefício e dificultar a fiscalização de uma lei que, segundo ele, já não é cumprida muitas vezes. "Se estipularem dias para oferecer o desconto o estudante vai ter que andar com uma tabelinha no bolso pra poder comprar ingresso", afirma. Sobre a venda separada de ingressos para estudantes ele diz: "Não pode, assim não tem como fiscalizar. O estudante tem que comprar ingresso no mesmo local."

Junto com o Procon, o Ministério Público, a Procuradoria Geral do Município e a Secretaria de Serviços Urbanos - que emite alvarás de funcionamento - são responsáveis por fiscalizar o cumprimento da norma. "Os produtores às vezes tentam inverter a interpretação da lei, mas a orientação do Procon é sempre defender a parte mais fraca, que é o consumidor."


Tire suas dúvidas

O Procon em Pelotas fica na rua Professor Araújo, 1.653 e atende de segunda à sexta-feira das 12h30min às 18h30min. Telefone 3284-4477.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Estilo / Páginas Centrais | Publicado em: Pelotas, Domingo, 23 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vingança X


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Vingança IX


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Vingança VIII


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Vingança VII


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Vingança VI


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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Vingança V


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Vingança IV


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Paulo Freire conta e canta causos do grande sertão

Atração deste domingo na BPP é um convite a um dedo de prosa e alguns versos recitados ao som da viola caipira

Ele tinha 20 anos de idade quando botou a viola nas costas e trocou a capital paulista pelo interior mineiro. A mudança foi conseqüência de uma experiência intensa: pouco tempo antes, havia lido Grande Sertão: Veredas. Assim como o personagem Riobaldo sai a correr mundo à procura do diabo - e de Deus -, Paulo Freire foi em busca do tal 'som do sertão'. "Eu pensava que se Guimarães Rosa havia conseguido extrair daquele lugar uma linguagem tão peculiar, alguma coisa havia lá", nas margens do Rio Urucuia, onde ele começou sua coleção de histórias. Algumas delas, acompanhadas pelo dedilhar da viola de sotaque caipira, serão contadas e cantadas neste domingo na Bibliotheca Pública Pelotense.


"Guimarães Rosa fala tanto no 'diabo na rua, no meio do redemunho'... por lá, em Minas, os violeiros cultivam a tradição de que é preciso fazer um pacto com o diabo para poder tocar viola", conta o escritor e músico andarilho, antecipando um dos mitos que enriquecem o imaginário popular e dão ritmo às canções que interpreta, temperadas com muito humor.

A vida no interior foi um marco na trajetória do artista, que desde então passou a percorrer o Brasil levando e trazendo histórias que colheu pelo caminho. Caçadas fabulosas, pescarias impossíveis, a luta dos beatos do Contestado e de Canudos... "Sempre gostei de me encostar nos velhinhos e ficar ouvindo suas histórias, para depois contar do meu jeito."

Daqui da terra de outro contador de causos, este de nome João - o Simões Lopes -, ele espera levar na bagagem mais assunto para outras conversas. "No final da apresentação sempre vem alguém contar outros causos que lembra. Agora estou debruçado em um projeto sobre mitos brasileiros e violas. Tenho pesquisado isso. Já ouvi falar da boitatá, essa tal cobra de fogo de que vocês falam...", relata, curioso.

A apresentação de Paulo Freire em Pelotas faz parte da programação do Sesc Música, uma realização do Serviço Social do Comércio (Sesc) que conta com a parceria da Bibliotheca Pública Pelotense.


Não perca!

O quê:
Viva o causo brasileiro, com Paulo Freire
Quando: Domingo (23), às 20h
Onde: na Bibliotheca Pública Pelotense
* A entrada é franca, porém os ingressos são limitados e devem ser retirados antecipadamente no Sesc (rua Gonçalves Chaves, 914) ou na Bibliotheca.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Isabela Senatore / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 20 de novembro de 2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Vingança III


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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vingança II


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Edu Natureza


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Violões


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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vingança I


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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Histórias das redações

"Bismarck dizia que as pessoas ficariam indignadas se soubessem como são feitas as leis e as salsichas...". E se soubessem como são feitas as notícias? Eis a provocação do livro A Ópera dos Vivos, que o jornalista Jayme Copstein autografa hoje (14) na Feira do Livro, em Pelotas.


Se conhecer o que se passa nos bastidores da imprensa ajuda a compreender a notícia ou afeta a credibilidade do jornal ele não sabe responder. Mas tem certeza de que as pessoas cairiam na gargalhada se soubessem o que se passa no dia-a-dia de uma redação. "Não sei se ajuda ou atrapalha na questão de credibilidade. Acho que não faz diferença, isso depende do veículo. Mas ajuda a fazer rir, que é a única intenção do livro", diz o autor, que revela sem escrúpulos o lado cômico escondido por detrás das manchetes "sérias" publicadas todos os dias. No livro, ele relata alguns dos episódios mais inusitados, colecionados ao longo dos mais de 65 anos vividos no interior de grandes e tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul.

O título - A Ópera dos Vivos - é inspirado nos espetáculos que eram apresentados no Rio de Janeiro no século 17. "Era para ser uma tragédia, mas os atores que interpretavam a ópera eram tão bisonhos que faziam a platéia cair na gargalhada. Bem como o jornalismo: a intenção é fazer uma coisa séria, mas algumas situações acabam se tornando engraçadas."

Apaixonado pelo que chama de "notas curiosas sobre a espécie humana" (título de outro livro seu, publicado em 1997), Copstein observa com perspicácia os cacoetes, manias, coisas engraçadas e outras absolutamente sem graça que são inerentes ao homem, especialmente àqueles que perambulam pelas redações. "Fora a tecnologia, não há nenhuma diferença entre o cara que molhava a caneta no tinteiro, datilografava a máquina ou que digita no computador hoje. Esse cara é o mesmo e continua fazendo as mesmas bobagens", para divertimento dos leitores.


Perfil

Natural de Rio Grande, Jayme Copstein começou a desempenhar atividades em rádios e jornais aos 15 anos de idade. A carreira teve início por causa de uma brincadeira entre amigos no alto-falante da cidade, o que mais tarde acabou rendendo um emprego na primeira rádio de Rio Grande, a Rádio Cultura Riograndina.

Trabalhou como repórter de polícia do jornal Gazeta da Tarde, ao mesmo tempo em que escrevia textos de radioteatro para as emissoras da cidade.

Aos 80 anos, Copstein tem no currículo passagens pelos principais veículos de Porto Alegre e vários prêmios, entre eles a Medalha de Prata do Festival Internacional do Rádio de Nova Iorque, em 1995. Atualmente seus comentários podem ser lidos no site <http://www.jaymecopstein.com.br>.


Confira
O quê: sessão de autógrafos do livro A Ópera dos Vivos (Editora Jayme Copstein, R$ 30,00)
Autor: Jayme Copstein
Onde: no estande da Livraria Mundial na Feira do Livro
Quando: hoje (14), a partir das 18h


Texto: Bianca Zanella | Foto: Nilton Santolin / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Pelotas / P.10 | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O RS, dois séculos antes

Da Capitania Geral do Rio Grande - em 1808 - a Estado do Rio Grande do Sul - duzentos anos depois. O contraponto entre o começo da organização de gestão do território e a constituição atual do Estado é o mote para as discussões que estão em pauta no Seminário O RS em 1808.

O painel de abertura da programação será apresentado por Gervásio Rodrigo Neves, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, que fala sobre "a demografia histórica do RS". Na abordagem, o professor traça um panorama entre o gaúcho na época e aponta diferenças e semelhanças com o gaúcho de hoje.

Na seqüência, o professor Eugênio Lagemann, representante da assessoria da Governadora, discorre sobre "a realidade social, econômica, política e administrativa do RS em 1808 na percepção do governador Paulo Gama".
Participam também da mesa de debates o professor da Universidade Federal de Pelotas José Plínio Fachel, representando o Instituto João Simões Lopes Neto, e um representante do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas.

Até o fechamento desta edição a governadora Yeda Crusius havia pré-confirmado a sua participação neste evento.


Lançamentos

Após as esplanações será aberta a exposição O RS em 1808, que contou com a pesquisa de integrantes do Instituto Histórico e Geográfico do RS. A mostra reproduz o começo da gestão administrativa no Estado e poderá ser visitada até o dia 28.

Durante a inauguração da exposição serão lançados o livro Capitania de São Pedro do Rio Grande, que reúne correspondências do governador Paulo Gama, e o DVD Cartas Respondidas. Ambos trazem as impressões do Almirante que governou o Rio Grande do Sul entre 1803 e 1809, período no qual foi consolidado o território gaúcho.

O seminário O RS em 1808 integra a programação do projeto A Construção do RS - 200 anos de organização e gestão, e é uma realização do Governo do Estado em parceria com o Instituto João Simões Lopes Neto e com o Instituto Histórico e Geográfico do RS, com patrocínio das empresas Aracruz, Banrisul, Corag, Copesul, Braskem e RGE.


Participe

O quê:
seminário O RS em 1808
Quando: hoje (quinta-feira, 13), das 14h às 18h
Onde: na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)
Quanto: as inscrições são gratuitas, mas devem ser feitas antecipadamente pelo telefone 3027-1865.


Confira também

O quê:
exposição O RS em 1808
Quando: até o dia 28, aberta à visitação de segunda a sexta-feira das 14h às 18h


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tributo ao Tim


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Pomerânia é Aqui


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Otelo, de Shakespeare, no Sete de Abril


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Estudantes de Jornalismo reafirmam parceria entre UCPel e Diário Popular

Pelo sexto ano consecutivo estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas confirmaram a parceria entre a UCPel e o Diário Popular através do projeto Jornalismo Aplicado. O resultado pode ser conferido nas páginas do caderno especial sobre a Feira do Livro, encartado na edição de hoje (12) do jornal.


Esta é a décima primeira vez que um grupo realiza a experiência profissional prática que se repete desde 2003 a cada nova edição da Feira do Livro e da Fenadoce. Os estudantes são indicados pelos professores da Universidade conforme o desempenho nas disciplinas de redação e fotografia, e durante o período da oficina são responsáveis por produzir os textos, as fotos e pela diagramação do caderno. Para isso, são orientados pelo editor de cadernos Pablo Rodrigues, pelo coordenador de diagramação Joaquim Gonçalo e pelo editor de fotografia Carlos Queiroz.

"Essa é uma oportunidade que os alunos têm de realizar um trabalho real, de conhecer o cotidiano de uma redação e participar das etapas de produção da notícia desde a elaboração da pauta até a edição final", diz o diretor do Centro de Educação e Comunicação da UCPel Jairo Sanguiné Júnior. "Isso sem dúvida repercute em mais conteúdo para a comunidade. Sem contar que eles sabem que estão sendo observados durante a oficina por uma fatia importante do mercado de trabalho local", enfatiza o professor.

Para o editor-chefe do Diário Popular, Ivan Rodrigues, o jornal também ganha com a parceria. Ele destacou ainda que os participantes dos cadernos especiais são pré-candidatos às vagas de estágio oferecidas pela empresa. "Essa parceria representa a possibilidade de descobrirmos novos talentos e de trazer para a equipe gente com potencial."

Nesta edição do caderno da Feira do Livro os textos são assinados pelos estudantes André Amaral, Daiane Madruga, Paula Gracioli, Reizel Cardoso e Taís Barreto e os créditos das fotos são das alunas Daniela Lopes e Ândria Halfen.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Jandré Batista - DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Pela Música

Lei Rouanet possibilita abatimento no Imposto de Renda para quem fizer doações para a Sociedade Pelotense Música pela Música.

O rugido do Leão não soa bem para ninguém. É sinal de que vem por aí mais uma "mordida" no bolso do contribuinte. Mas, se o jeito é desenbolsar o valor devido no Imposto de Renda, a Sociedade Pelotense Música pela Música (SPMM) tem uma proposta a fazer: deixe parte do seu pagamento aqui em Pelotas e transforme sua contribuição em arte.


A oferta é possível porque a SPMM recebeu o aval do Ministério da Cultura para captar recursos através da lei 8.313/91 - a Lei Federal de Incentivo à Cultura -, mais conhecida como Lei Rouanet. Com isso, empresas e pessoas físicas podem destinar até 4% e 6% (respectivamente) do valor devido no IR para a entidade e ter 100% de abatimento do valor doado. As doações podem ser feitas até o dia 31 de dezembro.

Segundo a presidente da SPMM Ana Elisa Kratz, apesar dos incentivos à cultura com dedução fiscal serem um hábito considerado comum em várias partes do país, por aqui as pessoas ainda oferecem resistência a apoiar os projetos. "É preciso acabar com os mitos de que as pessoas que realizam essas doações caem na malha fina e também de que a doação depende de muita burocracia. O processo é extremamente simples", garante. (Veja como)

O projeto da Orquestra e do Coro, orçado em R$ 1,690 milhão, teve sua aprovação publicada no Diário Oficial de 11 de janeiro, e na edição de 4 de julho teve seu prazo para a captação de recursos ampliado até o final do ano.

Com os recursos desta campanha, a expectativa é que seja possível colocar em prática mais uma parte da estruturação financeira, administrativa e artística da instituição, que completou 18 anos de atividades no último dia 30.


Segundo o regente e autor do projeto, Sérgio Sisto, as principais demandas atualmente se referem a qualificação da mão-de-obra artística e contratação de mão-de-obra especializada para trabalhar em áreas afins junto à Orquestra e ao Coro, como por exemplo profissionais que cuidem da parte técnica das apresentações. "Um dos nossos objetivos é a profissionalização dos músicos, mas as condições atuais não nos permitem oferecer ajudas de custo", diz ele, que destaca a importância da boa vontade dos 80 coristas e 60 instrumentistas voluntários para a manutenção da Música pela Música.

Além disso, a instituição ainda sonha com uma sede própria. Atualmente o grupo conta com o foyer do Theatro Guarany, emprestado tanto para ensaios como para depósito dos intrumentos, figurinos e suportes para partituras. Na sala ao lado do teatro, onde antigamente funcionava uma gráfica, fica a parte administrativa da entidade. O espaço é pequeno, e além de muito quente no verão não possui estrutura acústica apropriada. "O grupo todo não cabe no foyer do Theatro e quando os ensaios precisam acontecer aqui embaixo temos que nos dividir. Quando fazemos ensaios do grupo de metais o som aqui é ensurdecedor", diz a presidente.

Com a agenda de espetáculos do Guarany lotada em dezembro, os ensaios de final de ano precisaram ser suspensos. Por causa disso, lamenta Ana Elisa, é grande a probabilidade de que o Concerto de Natal deixe novamente de ser realizado. "Se é para ter um sonho, o nosso é poder restaurar e fazer a nossa sede no Theatro Avenida", diz ela, revelando planos para o prédio, atualmente abandonado.


Como participar

1º passo: Calcule o imposto devido (para isso é possível tomar como base o que foi pago no ano anterior);
2º passo: Deposite o valor (máximo 6% para P.F. e 4% para P.J.) na conta bancária do projeto (Banco do Brasil - Agência 29432 - Conta 155934);
3º passo: Procure a SPMM com o comprovante de depósito e solicite o Certificado de Doação, que possibilita 100% de isenção do valor doado. Este Certificado deverá ser anexado à Declaração de Imposto de Renda.


Informe-se
Para conhecer a legislação, consulte o site do Ministério da Cultura
No próximo dia 20 (quinta-feira), às 20h30, representantes da Sociedade Pelotense Música pela Música e da Receita Federal participarão de um encontro promovido pelo Sindicato dos Contabilistas de Pelotas, onde irão passar orientações à categoria sobre como proceder para solicitar as deduções.


Tire suas dúvidas

* Pergunte ao seu contabilista sobre como fazer a sua doação;
* Solicite informações junto à Receita Federal, em Pelotas pelo telefone 3225-2603;
* Entre em contato com a SPMM. Telefones: (53) 9982-0925 (Sérgio Sisto), 9983-3606 (Ana Elisa) ou 9144-6445 (Marilei Garcia).


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Diogo Sallaberry - Especial DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 12 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Patrimônio sob o ponto de vista da educação

Hoje é o último dia para conferir na Feira do Livro, a mostra de imagens Educação & Patrimônio. Organizada pelos professores Fabio Cerqueira e Ester Gutierrez e pelos mestrandos Denise Marroni dos Santos e Alan de Melo, com fotos assinadas pelo mestrando Carlos Cogoy, a exposição retrata momentos das visitas feitas pelos participantes do projeto de extensão Educação Patrimonial (do Instituto de Ciências Humanas da UFPel) a lugares que fazem parte da memória histórica de Pelotas.

Segundo Cerqueira, a mostra destaca a importância do desenvolvimento da educação patrimonial no sentido de proporcionar a preservação tanto dos bens materiais quanto dos bens imateriais, por meio da perpetuação da memória. "Esse trabalho demonstra a importância de qualificar professores para trabalhar na sala de aula essas questões associadas ao patrimônio", afirmou.

A partir de amanhã o Espaço Cultural da Bibliotheca Pública Pelotense na Feira do Livro recebe a mostra A Pomerânia é aqui - Cultura Pomerana e Alemã na Serra dos Tapes.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 11 de novembro de 2008

Encontro de Teatro começa amanhã

Quatro dias, duas oficinas, dois debates e oito apresentações. Até sábado (15), esta é a programação para a segunda edição do Encontro de Teatro de Pelotas, que começa amanhã. Todas as atividades são abertas ao público.

Este ano, a tônica das discussões será a convergência das linguagens cênicas - a dança e o teatro - e o meio-caminho existente entre a criação artística e a pesquisa científica.

Confira a programação e participe!

Apresentações

Quarta-feira (12)
18h - Usando Drummond para falar - Centro de Pesquisa e Movimento Berê Fuhro Souto*
20h30min - Adélias, Marias, Franciscas - Grupo Maria Falkembach

Quinta-feira (13)
14h - Show de Palhaços - Grupo Fuxico
20h30 - Depois do Happy Ending - Cia. Pelotense de Repertório

Sexta-feira (14)
14h - O Enigma de Cid - Cia. Cem Caras de Teatro
20h30 - Traduzindo e encenando Shakespeare Otelo - Aline Castaman e Enéas Tavares

Sábado (15)
16h - Dois perdidos numa noite suja - Chico Meirelles
20h30 - Viúva Pitorra - Teatro Permanente da UCPel

* Todas as encenações ocorrerão no palco do Sete de Abril, com exceção da apresentação do Centro de Pesquisa e Movimento Berê Fuhro Souto, que faz parte do calendário do projeto Cena Literária o qual acontece tradicionalmente no foyer do Theatro.

Debates*

Quinta-feira (13)
Tema: Dança-Teatro
Debatedores: Berê Fuhro Souto e Maria Falkemback

Sexta-feira (14)
Tema: Pesquisa científica e criação artística: entre a universidade e a sociedade.
Debatedores: Enéas Tavares, Aline Castamman e Carmem Biasoli

* Os debates terão início às 18h no estande da Prefeitura na Feira do Livro.

Oficinas*

Dias 12, 13 e 14 (quarta, quinta e sexta-feira), das 10h ao meio-dia

-> Oficina de Dramaturgia
Ministrante: Miriam Benigna
Local: Foyer do Theatro Sete de Abril

-> Oficina de Cenografia
Ministrante: Cláudio Benevenga
Local: Sesc

* As inscrições são limitadas (25 vagas) e devem ser feitas antecipadamente na secretaria do Theatro Sete de Abril.

** A participação em todos os eventos da programação do Encontro de Teatro - apresentações, debates e oficinas - é gratuita.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 11 de novembro de 2008

Superficialidade


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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O reencontro da Arte do Encontro


Depois de amanhã a cidade abre as cortinas para o segundo Encontro de Teatro de Pelotas. Durante quatro dias, serão realizados dois debates, duas oficinas e sete espetáculos. Os objetivos, a exemplo da primeira edição do evento realizada no ano passado, consistem fomentar a produção e a discussão das artes cênicas no cenário pelotense, do lado dos artistas, e estimular a formação de público, do lado dos espectadores. Desses dois, surge um terceiro: o Encontro pretende reunir assim, do mesmo lado, a comunidade - "artística" ou não -, na tentativa de romper de vez as fronteiras que ainda resistem no espaço entre palco e platéia, e também nos bastidores.

A título de ensaio, a reportagem do Diário Popular promoveu um "pré-encontro" com alguns dos protagonistas das artes cênicas no município atualmente: Adriano de Moraes (coordenador do curso de Teatro da UFPel), Berê Fuhro Souto (bailarina e coreógrafa do Centro Contemporâneo de Pesquisa e Movimento), Chico Meirelles (do grupo Casa de Brinquedos), Flávio Dornelles (do teatro do COP) e Valter Sobreiro Júnior (do Grupo de Teatro Permanente da UCPel). No foyer do Theatro Sete de Abril, eles anteciparam o que vai estar na pauta de debates de quarta a sábado.

Entre o otimismo, o realismo e o pessimismo, o grupo de cinco diretores montou uma cena que foi do drama à comédia. Confira alguns prólogos da conversa:


Primeiro Ato: Políticas Culturais

Como era de se esperar, a primeira fala desse enredo foi sobre política cultural. No afinado côro dos descontentes, os artistas retomaram um dos textos mais repetidos e conhecidos popularmente, e no entanto sempre atual: a área da cultura é sempre relegada a segundo plano e nunca é prioridade de gestão.

Para Chico Meirelles, as poucas iniciativas que existem não são suficientes para se tornarem referências no município. "Faz 20 anos que a gente tá na mesma", diz combinando a fala com o olhar para os lados, procurando nos outros quatro a concordância com seu gesto indignado, de braços abertos, palmas das mãos apontadas para cima, e encontrando de ambos os lados, quatro cabeças balançando afirmativamente.

"Em política cultural a gente não avançou mesmo, mas justamente por isso eu acho que não podemos ficar mais dependendo da classe política. O problema é que a classe artística não é unida o suficiente", complementa Berê. "Os incentivos são poucos, mas mesmo com pouco a gente tem que produzir alguma coisa, ocupar esses espaços. Não dá pra ficar parado se queixando.", dispara a coreógrafa, ao criticar a falta de iniciativas também por parte da classe artística. "Ainda falta no município maturidade profissional", completa.


Segundo Ato: Mercado de Trabalho

Para Valter Sobreiro Júnior, um dos grandes problemas enfrentados é o déficit de elenco para montar espetáculos, motivo pelo qual, segundo ele, o Grupo de Teatro Permanente da UCPel - que de permanente só tem o nome - não irá apresentar uma peça, e sim uma construção teatral simplificada na forma de leitura dramática. "Esse problema que eu enfrento com a rotatividade de atores é o mesmo da Barthira com o Teatro Escola, tanto que o TEP não irá se apresentar no Encontro. Não há consolidação dos grupos de teatro em Pelotas. A gente tem sempre que estar formando atores", desabafa o dramaturgo. "Temos na cidade um centro de formação profissional muito bom, mas a tendência geral é que os profissionais formados aqui vão embora, e isso não acontece só na área das artes. Aliás, não é só um problema local."

Terceiro Ato: Público

"A formação de platéia requer oferta de produção teatral. Nós, diretores, não temos como oferecer isso sem incentivo. Alguém tem que proporcionar isso", diz Chico Meirelles que defende o ponto de vista que a falta de dinheiro para pagar o ingresso é um agravante no processo de esvaziamento dos teatros.

"Mas também só oferecer, e oferecer demais, de graça, não dá. Aí as pessoas não aprendem a dar valor para as artes", polemiza Adriano de Moraes, que concorda com Berê quando afirma que o discurso de que as pessoas "não vão ao teatro porque não têm dinheiro" não cola: "As pessoas não vão porque não querem. Falta a base para aprender a apreciar e valorizar as artes. O ingresso para o teatro sempre é 'caro', mas para o futebol nunca é."

"Eu acho que apesar da precariedade do cenário a gente está vivendo um momento muito bom, de efervescência, tivemos bons espetáculos esse ano. A gente tem é que aumentar a capacidade crítica do público. A gente precisa voltar a vaiar espetáculos", defende. "Eu acho é que antes a gente tem que voltar a ter espetáculos pra poder vaiar", retruca Sobreiro. "Não vem falar do passado, sejamos realistas. Hoje em dia eu acho a produção local sempre insuficiente. A vida útil dos espetáculos não é prolongada como deveria".

A resposta vem rápida: "Mas eu não faço nem pretendo fazer trabalhos descartáveis", diz Berê, com direito a réplica de Valter: "Não se trata disso. Acontece que não há possibilidade de ficar com os espetáculos circulando muito tempo por causa do déficit de atores. Poucos espetáculos, como o Tholl, têm elenco e público consolidado para isso".


Quarto Ato: Políticas Públicas II

No "gran finale" o tema da abertura da conversa voltou à cena. "Eu queria saber se vocês pretendem assistir aos espetáculos dos outros", provocou Berê, interpretando o papel de entrevistadora. Segundo Adriano de Moraes, para proporcionar a participação dos alunos, o curso de teatro da UFPel irá suspender as aulas durante o Encontro. Mas a pergunta, em princípio sem resposta, fez com que Chico Meirelles, Valter Sobreiro e Flávio Dornelles tocassem no assunto da programação. Na opinião deles, o evento não propicia a participação das pessoas em tempo integral em função dos horários. "É complicado. Todos nós trabalhamos e vamos estar envolvidos nas nossas próprias apresentações", justifica Meirelles.

"Eu até gostaria de participar das oficinas, mas acho que elas deveriam acontecer uns dois meses antes do encontro. Durante não dá. Além do mais, não dá tempo de assimilar o trabalho. É como passar a matéria e aplicar a prova. Acho que os organizadores até têm boa vontade nas iniciativas, mas falta experiência. Falta discutir com os artistas como fazer as coisas. A gente tá aqui pra fazer, desde que seja solicitado...", diz Dornelles. "Acontece que quem organiza as coisas não entende nada de teatro. Como é que pode colocar em um edital que os artistas poderiam apresentar toda a obra ou parte da obra? Eu nunca vi coisa mais absurda! É como tirar um braço de uma estátua porque ela não passa na porta! Isso demonstra o desconhecimento de gestão e por isso a comunidade artística deveria ser chamada para discutir", completa Meirelles, retomando seu lugar de fala.

"Mas não dá pra ficar esperando ser chamado. Tem que estar presente aqui, sugerir coisas, buscar alternativas. Não dá para pensar também que todos os caminhos do teatro levam ao Sete de Abril. Tem que se buscar outros espaços. E talvez começar com esse encontro a criar essa discussão", afirma Adriano, mais uma vez com otimismo.

Diálogos em cena

Pela polêmica, pelo fomento à produção ou pela apreciação artística, o público pelotense tem vários motivos para conferir a programação do 2º Encontro de Teatro. Confira na edição de amanhã (11) a programação completa.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 10 de novembro de 2008
*** Alterações

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

1 + X³ = Deus

Se dissessem a você que Deus é um número e que o espaço não é tão absoluto quanto parece, você acreditaria? Chamaria essa pessoa de "louca"? E se dissessem a você que a Terra gira em Justificartorno do sol? Talvez você nunca tenha duvidado disso, mas se tivesse vivido na sociedade da época de Galileu, qual seria a sua reação?

Por mais estranho que pareça, existem pessoas que afirmam categoricamente: tão certo como a Lei da Gravidade é a Lei do Tempo. Pelo sim, pelo não, pelo menos 400 pessoas já inscritas (e você, se for curioso o suficiente) irão ao auditório do Cefet hoje tirar a prova dos nove, em evento promovido pela Faculdade de Educação da UFPel.

"O que vamos fazer é demonstrar publicamente a existência de um novo paradigma. Não é o espaço que é absoluto, e o tempo relativo. É exatamente o contrário: o tempo é absoluto e o espaço é relativo", diz o professor de Matemática do Tempo Annibal Dowgaluk que coloca de cabeça para baixo a teoria "espaço-tempo".

"A gente desde sempre aprende que a ordem dos fatores não altera o produto. Eu penso diferente. A ordem dos fatores é o produto." Em outras palavras, afirma ele, o tempo é a causa, o resto é efeito. "Os ciclos de tempo que convergem na nossa mente criam a realidade. O presente e tudo o que aconteceu antes é simplesmente um prelúdio do agora."

Não apenas isso. A inversão provoca inovadoras formas de percepção do mundo. A Matemática do Tempo é desafiadora. Afinal, provavelmente você também acredite que o espaço separa as coisas, certo? Errado. A noção de distância, para os que acreditam no paradigma tempo-espacial, é mais um equívoco provocado pelo paradigma espaço-temporal. "A distância é o que nos une, e isso não é mera filosofia, é fato. O espaço não é mais que a sombra que projeta o tempo no seu perambular pelas praias da consciência". Entendeu?


Nós e o tempo

Não será por mera coincidência que o Tzolkin - o calendário Maia, também conhecido como Sincronário da Paz - é composto por 260 kins, 20 selos e 13 tons. "260 é o número de dias que passamos na barriga da mãe, 20 é o número de dedos e 13 o número de juntas do corpo humano. Não é por acaso. Nós somos o templo espacial do tempo", afirma Annibal.

Cada pessoa, conforme o dia do seu nascimento, corresponde à um kin, o qual define suas características e o seu propósito de vida. Na quinta-feira, a proposta prática, é colocar frente-a-frente pessoas de kins semelhantes. "Ao olhar o semelhante a gente obtém um reflexo imediato. Como serão muitas pessoas, vamos poder demonstrar uma matriz, uma comparação analógica e exata do que antes era apenas filosofia e ninguém poderá ficar indiferente a isso. As pessoas irão se surpreender."

Segundo ele, identificar as características alheias não se trata de abandonar o auto-conhecimento, mas de se conhecer através do outro, ou melhor, de um "outro você". "Aprendemos que somos diferentes, agora vamos aprender que somos semelhantes." Para o mago, a grande descoberta não consiste em descobrir as características do seu kin. "As pessoas sabem como são. A grande sacada é que pela compreensão da Matemática do Tempo as pessoas se transformam em informação, a mais valiosa informação, e isso te dá escolhas e infinitas possibilidades que antes não tinhas, porque te faltavam parâmetros".

Para entender a equação de Dowgaluk é preciso ir além do auto-conhecimento e conhecer a tudo e a todos, "porque tu não és o centro do universo, tu és apenas mais uma variável." Segundo ele, ententendo as características da energia do outro e da energia do dia é possível construir relações humanas mais pacíficas e harmônicas.

E Deus? "Perguntar a alguém uma definição de Deus é como perguntar a um peixe uma definição da água em que ele está nadando. Tudo é número, Deus é número, Deus está em tudo". Eis uma resposta. Definitiva?

"A imensa maioria das pessoas pensa que só se comunica com Deus durante a prece, como se Deus não fizesse parte de absolutamente tudo", diz Annibal. Para ele, essa nova compreensão não tira a importância da prece, tira a importância da realidade, e da necessidade de estabelecer conscientemente uma conexão com o divino. "A Lei do Tempo te coloca em Deus o tempo todo."


Revolução e Sincronicidade

Nascido na Argentina, formado em Turismo na Espanha, Annibal Dowgaluk, de 37 anos, é um mago andarilho. Mago pelo seu selo, e andarilho porque há 10 anos vive itinerante pelo mundo em busca de ecos para o que considera a maior revolução científica da humanidade.

Hoje, pelo Sincronário Maia, é um dia de Vento Lunar Branco, o que significa, segundo o mago, um dia de desafio. "É um dia difícil, mas as conquistas realizadas nesse dia serão sempre efetivas", garante.

E daí? Daí que o mago faz questão de ser reticente e provocar os céticos. "Não adianta falar", diz ele, que convida as pessoas a verificarem como São Tomé como a revelação da Matemática do Tempo irá repercutir na vida cotidiana. "Eu garanto que esta não é apenas mais uma tendência esotérica da moda". Será?


Ficou intrigado? Confira:

O quê: Seminário sobre a Matemática do Tempo

Quando:
hoje (6), das 14h às 18h (pessoas que não tiverem realizado a inscrição antecipadamente devem chegar a partir de uma hora antes para efetuar o cálculo de seu kin)

Onde: no auditório do Cefet

A entrada é franca.

Mais informações pelos telefones 3284-5533 e 8118-4877.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 6 de novembro de 2008
*** Contém partes não publicadas na versão impressa.

Vitor Ramil inaugura Diálogos na Casa de Simões

Quase cinco meses, muitas críticas e interpretações depois daquela sexta-feira 13 em que apresentou a enigmática história de Satolep, Vitor Ramil irá estar diante do público neste sábado (8), na primeira edição do projeto Diálogos na Casa de Simões, promovido pelo Instituto João Simões Lopes Neto.

O músico que afirma não gostar de tocar velhos sucessos, também admite, como escritor, não gostar de retomar aquilo que já foi escrito. "Acho muito frustrante o período posterior ao lançamento do trabalho. Tudo o que eu tenho a dizer sobre o meu livro vai estar sempre aquém do próprio livro", sentencia. "O livro é o livro, são as palavras sobre as quais eu também não tenho mais controle e é preciso lê-lo para entender, não interessa o que eu fale sobre ele".

A afirmação é verdadeira, no entanto, ao contrário e apesar do que pensa e diz o autor, o público normalmente se mostra interessado em saber o que ficou de fora das obras. Não é à toa que as "versões comentadas" de filmes e seriados são incluídas nos "extras" dos DVD´s, os bastidores dos programas de TV ganham espaço exclusivo nas grades de programação e os livros (geralmente os bons livros e os best sellers - que não necessariamente são bons) são capazes de provocar repercussões que transcendem a própria obra.

O enigmático Satolep parece ter esse potencial. Na falta de um "final conclusivo" e com muitas interrogações perdidas na confusa retidão das entrelinhas de Satolep, o público provocado pela narrativa poética de Ramil provavelmente queira, sim, saber o que ele tem a dizer. Uma tentativa, talvez, de preencher as lacunas que ficaram em cada esquina virada nas páginas do romance. A história reticente é instigante, e é por isso que o encontro entre Vitor Ramil, seus leitores e os debatedores Pablo Rodrigues (jornalista e editor de Cadernos do Diário Popular) e Isabella Mozzillo (professora da Universidade Federal de Pelotas) promete ser, no mínimo, curioso.

O livro, que começou a ser traduzido em caráter experimental nos idiomas inglês, francês e espanhol, está sendo divulgado na Internet por meio de um vídeo (book trailler) - nas versões português e inglês - no You Tube. São poucos segundos, mas que valem à pena ser assistidos até por quem já leu o romance. "Foi acompanhando as traduções que me dei conta o quanto a minha escrita é ambígua", reconhece.


A crítica

"Satolep é um ponto de chegada e também um começo...", diz Vitor, que levou 10 anos para concluir as 288 páginas de seu livro. "É uma construção intensa que vem desde a minha infância. Eu queria que ele tivesse o peso e a dimensão de uma cidade." Queria e conseguiu. Satolep - a cidade - é bem mais que um cenário fictício da literatura; é personagem da história que se manifesta fisicamente, e onde "a vida vai no fluxo das escaiolas". Vitor Ramil construiu em palavras, pedra e nuvem (matéria e alma) a sua cidade ideal e faz questão de afirmar isso.

Mas a cidade, que nasceu no escritor, já não é mais habitada apenas por ele. Ramil a expôs ao mundo e agora vive as conseqüências e os riscos de tal exposição. "As interpretações são livres e fazem parte do processo de criação, mas nem todas fecham com o que eu penso", diz, sem parecer intransigente, mas também sem esconder a decepção a que todos os escritores (ao menos os humanos) têm direito. "Uma das críticas que recebi, mesmo antes de lançar o livro, foi que a parte do sarau literário, em que o Selbor (protagonista) conversa com Simões (Lopes Neto) estava longa demais. Resolvi não mudar. Achei que meu personagem tinha que ser afetado por aquela figura", afirma com segurança sobre a sua criação e revela: "Eu não sei exatamente por que Simões apareceu no meu livro, e não tinha a intenção que ele tomasse a dimensão que tomou. Na verdade, eu não tinha intenção nenhuma. Só sei que quando eu deixei ele falar eu não conseguia mais parar de escrever. Eu não conseguia fazer ele parar de falar. Achei fantástico o que ele disse", numa demonstração espontânea de quem se surpreende com sua própria criação, ou melhor, com si mesmo.


A estética do frio

"O frio geometriza as coisas." A frase atribuída a Alejo Carpentier, músico cubano que inspirou um dos personagens do livro de Ramil deu origem a outra das "citações geniais" constantes em Satolep: "a milonga geometriza as coisas."

E apesar de ter sugerido, no começo, que Estética do Frio e Satolep não se misturavam, o autor voltou atrás, e lendo um trecho do livro em voz alta, na página 54, admite que a idéia da Estética do Frio está praticamente enunciada em vários pontos do romance, embora não concorde que o próprio livro tenha as características dessa idéia que ele concebeu. "A Estética do Frio ainda é só uma idéia. O dia em que ela se consolidar, que eu tiver alguma música ou alguma obra concreta, aí eu apresento: isso é 'Estética do Frio'. Por enquanto, ainda falta muito para se chegar a isso. Mas ela é a minha busca constante, é essa idéia que mobiliza a minha criação."


O patrimônio

Apaixonado por Pelotas, ou por Satolep, o escritor não perde oportunidade de levantar a bandeira da preservação do patrimônio histórico. Por outros lugares onde anda, ele reúne comentários que levam a uma triste constatação: o valor daqui é mais percebido por quem é "de fora". "Quando os franceses viram meu livro, se surpreederam com Pelotas. E sabe o que eles disseram? Eles disseram 'Bah, mas isso aqui é uma pequena Paris!' Por que aqui as pessoas não percebem o quanto essa cidade é inacreditável?"

"Posso aproveitar para dizer mais uma coisa?" O pedido foi feito ao final da entrevista: "Escreve aí por favor: 'Eu, Vitor Ramil, achei um crime asfaltarem as ruas do entorno do Theatro Guarany e peço, encarecidamente, que não asfaltem a rua Benjamin Constant, ponto.'" Protesto registrado, pedido atendido, com todas as letras.


Para saber o que mais Vitor Ramil tem a dizer, sobre o Satolep, patrimônio e tudo o mais, participe:

O quê: Diálogos na Casa de Simões, com Vitor Ramil. Debatedores: Pablo Rodrigues e Isabella Mozzilo.
Quando: sábado, dia 8 de novembro, às 19h
Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
Entrada franca.

Leia antes:

Satolep (Editora Cuciac Naify, 2008)

Veja também:

Assita no You Tube ao vídeo Satolep Book Trailer. Disponível nas versões português e inglês.


Fique ligado:

O projeto Diálogos na Casa de Simões deve passar a integrar o calendário permanente de eventos do Instituto João Simões Lopes Neto. No entanto, a periodicidade ainda não foi definida, nem os autores que serão convidados nas próximas edições. Fique atento à agenda da Casa pelo site .


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 6 de novembro de 2008