segunda-feira, 30 de junho de 2008

Zona Contaminada em POA

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Doctor Queen


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Valem Trezentas Onças

Quanto vale a dedicação a uma causa? A fortuna simbólica das trezentas onças (moedas) de ouro perdidas na literatura por Blau Nunes é repassada, anualmente, a personalidades que se destacam trabalhando em prol da preservação e divulgação da obra do do criador do personagem, João Simões Lopes Neto.


Nesta quinta-feira o Instituto que leva o seu nome realiza a terceira edição do prêmio Trezentas Onças, em cerimônia de entrega marcada para as 19h. Este ano, a distinção será conferida a Flávio Loureiro Chaves, Paulo Charqueiro e Mário Mattos.

O que os três possuem em comum? "Eles têm o mérito de olhar para o futuro, e têm uma visão generosa a respeito disso", responde a presidente do Instituto, Paula Mascarenhas. "Os homenageados por este prêmio são pessoas que cumprem com as suas obrigações e vão além. Cabe a comunidade reconhecer isso. O prêmio é uma forma de fazer com que esses esforços não sejam esquecidos", afirma.


Quem são os merecedores de 2008

Especialista em literatura regionalista e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, Flávio Loureiro Chaves é considerado o responsável por introduzir os estudos sobre a escrita simoniana no universo acadêmico, tendo apresentado sua tese de doutorado sobre a obra de Simões Lopes Neto.

Chaves é professor titular da Universidade de Caxias do Sul e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e professor convidado da Universidade de Rennes (França) e da Escola Superior de Jornalismo do Porto (Portugal).

Titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada, o promotor Paulo Roberto Charqueiro foi um dos principais responsáveis por intervir frente à ameaça de demolição da Casa de João Simões Lopes Neto, hoje sede do Instituto, que assombrava o casarão na década de 90. "Ele cumpriu com suas atribuições de defender o patrimônio cultural, mas fez isso com uma eficiência e com uma dedicação que são dignas de reconhecimento", destaca Paula Mascarenhas.

Charqueiro é natural do muncípio de Jaguarão, formado em Direito e especialista em Direito Ambiental pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).


A exceção

Embora o regulamento não permita a concessão da homenagem a membros da diretoria, já que são os próprios diretores que indicam os nomes a serem homologados pelo conselho do Instituto, este ano foi aberta uma exceção para que o vice-presidente da Casa recebesse a homenagem. A presidente Paula Mascarenhas, que deixa o cargo em agosto ao final de seu terceiro mandato faz questão de entregar o prêmio ao colega. "O mérito de Mário Mattos é mais do que justificado", afirma ela. "Ele representa aquilo que é essencial para a preservação da memória de Simões: Ler e fazer com que outras pessoas continuem lendo suas obras".

Mattos é o fundador da Núcleo de Estudos Simonianos, grupo que ele coordena desde sua criação em 1994. Engenheiro agrônomo formado pela UFPel, o pelotense nascido em 1924 exerceu a profissão de jornalista na capital gaúcha entre os anos de 1950 e 1958. Já nessa época era um defensor da obra Simoniana, divulgando-a e incentivando seu estudo.


História

O prêmio Trezentas Onças, cujo título é uma referência ao conto homônimo, foi criado pelo Instituto João Simões Lopes Neto em 2005. O primeiro a receber a homenagem foi o prefeito Bernardo de Souza, então licenciado do cargo, no mês de dezembro daquele ano.

A entrega do prêmio só foi retomada em 2007. Na edição seguinte, receberam a honraria a produtora cultural e ex-secretária de cultura do município Beatriz Araújo, o escritor Mozart Vitor Russomano e o superintendente da Copesul (patrocinadora do projeto de reestruturação da Casa de João Simões Lopes) Luiz Fernando Cirne Lima.

A moeda entregue a Bernardo foi uma onça espanhola autêntica, que serviu de matriz para a reprodução das outras 299. As réplicas tem de um lado o desenho da original, e do outro o logotipo do Instituto.
A honraria é limitada e segue um longo caminho de extinção até que sejam entregues todas as moedas. Como o regulamento prevê que a homenagem seja concedida, no máximo, a três pessoas a cada ano, o prêmio deve ter, pelo menos, 100 edições.


Memória

A professora Ivone Lêda do Amaral, falecida em julho do ano passado, seria uma das indicadas a receber o prêmio Trezentas Onças, afirma Paula Mascarenhas. "Infelizmente, não tivemos tempo de fazer esta homenagem", lamenta. A educadora foi uma das idealizadoras do Instituto João Simões Lopes Neto e grande incentivadora dos estudos simonianos. No início deste ano, uma das salas da Casa que sedia a instituição foi batizada com seu nome.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 30 de junho de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Doidivanas lança Nosotros

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

68 em pauta

A reconstituição histórica dos episódios de um ano que muitos dizem ainda não ter acabado é o mote da palestra 1968: A Revolução Inesperada, promovida pelo Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e Secretaria Estadual de Cultura (SedaC).

Quem profere a palestra é o historiador gaúcho Voltaire Schilling, professor e autor de oito livros e mais de 40 polígrafos, a maioria deles sobre História e História das Idéias. A ocasião será aproveitada para o lançamento da edição 47 do Caderno de História do Memorial do Rio Grande do Sul, instituição na qual Schilling ocupa atualmente o cargo de diretor.


Considerada a primeira revolução globalizada da história - por ter acontecido simultâneamente em diversas partes do mundo, em todos os continentes - a revolução de 68 está longe de ser um tema esgotado nos centros de discussão, mesmo 40 anos depois. "Há sempre uma nova geração interessada em entender o que aconteceu naquele ano", afirma o professor.

O que restou da contracultura hippie, do movimento feminista, do sonho de Martin Luther King é uma questão que ainda intriga muitos pesquisadores sociais. Difícil afirmar se o que mudou mais foi o mundo ou a maneira como as pessoas passaram a ver o mundo a partir dos conflitos sociais que culminaram no mês de maio daquele ano. "68 reuniu uma série de episódios trágicos em muito pouco tempo. As heranças são muitas. Talvez o aspecto mais negativo seja a difusão do consumo de drogas, e o mais positivo seja a liberalização da sociedade, mas há muitas outras coisas a serem debatidas sobre esse tema", resume Schilling.


Participe:

O quê:
1968: A Revolução Inesperada, palestra com Voltaire Schilling
Quando: amanhã (sexta-feira, 27), a partir das 19h
Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
Entrada franca.

Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 26 de junho de 2008


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Bandolins à Francesa

A platéia pelotense terá a oportunidade de conferir hoje à noite a singularidade e o refinamento musical de Melonious Quartet, em única apresentação no Estado. O grupo de cordas francês é reconhecido internacionalmente por ser o criador da Frente de Libertação do Bandolim. Através de performances inusitadas, o movimento liderado pelo quarteto tem por objetivo a renovação e a difusão do instrumento, que surgiu na Itália do século 16 e por aqui combinou-se com o cavaquinho, a flauta e o violão para dar origem a um dos ritmos brasileiros mais populares: o choro.


"É um espetáculo bem humorado", diz Christophe Benest, membro da Embaixada Francesa no Brasil e diretor da escola Aliança Francesa em Porto Alegre, que juntamente com o Sesc Pelotas é responsável por fazer a turnê - que já passou por vários Estados do País - chegar até aqui. "Eles brincam com o instrumento, fazem coisas que um músico convencional normalmente não faria", explica.

Com a intenção declarada de fugir das convenções, eles fogem mesmo, garante a crítica especializada. O espetáculo tem "um não-sei-que de sutileza, de inédito e de terrivelmente tônico", chegou a publicar o jornal belga Vers I'Avenir.

Seja pelo uso de instrumentos modernos - criações da fabricação contemporânea de aparelhos de corda - ou pelas inusitadas combinações de escolas musicais eruditas e folclóricas, a originalidade é uma das principais características que traduzem o espírito do grupo. Sem perder a classe, o repertório mistura tendências que vão da inventividade do compositor americano Frank Zappa (1899-1963) ao estilo popular francês do pianista Francis Poulenc (1899-1963). Em meio à diversidade não faltam as bossas da MPB, onde o bandolim chegou e se sentiu em casa.

A apresentação ocorre no Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas e tem entrada franca. O concerto é uma promoção da Aliança Francesa de Porto Alegre em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) e faz parte do calendário de atrações do projeto Sesc Música no município.


Prestigie!

O quê: Melonious Quartet
Quando: Hoje (quarta-feira, 25), às 20h
Onde: No Conservatório de Música da UFPel (rua Félix da Cunha, 651)
Ingressos: São gratuitos, mas devem ser retirados antecipadamente no Sesc (rua Gonçalves Chaves, 914), das 8h às 19h30.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 25 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

Hamlet, um afrodrama

Ser ou não ser um Hamlet afro-brasileiro? A versão porto-alegrense do clássico shakespereano, revela que há mais coisas em comum entre a tragédia inglesa e a nossa cultura do que sonha a nossa vã filosofia.


A peça, com famosos trechos de monólogos, segue fiel à narrativa original, mas ganha ares "brazucas" na montagem do grupo Caixa-Preta, em cartaz há quatro anos. Os doze artistas que fazem parte do elenco dão vida aos personagens da trama, que representam, ao mesmo tempo, associações com as religiões de matriz africana. A constituição de Hamlet, por exemplo, tem Xangô - entidade símbolo da justiça - como referência. Gertrudes - a grande mãe - está ligada à Iemanjá. Ofélia - peça chave no enredo de assassinatos - faz o papel de Iansã, a ponte entre o mundo dos mortos e dos vivos, enquanto Zé Pilintra é personificado na figura amoral do tio do protagonista, que se casa com a rainha do rei morto para assumir o trono. "Essa leitura de Hamlet a partir da mitologia brasileira tem sido bem recebida, assim como tem repercutido bem o fato de o elenco ser formado basicamente por afrodescendentes", comenta o diretor Jessé Oliveira.

As ligações entre o dito clássico e o que é genuína brasilidade popular vai além das referências religiosas: Na trilha sonora, são estilos como o samba-de-breque e o hip hop que dão tom e ritmo à história.


Livre no tempo e no espaço

Nesta adaptação livre, além de explorar interpretações contemporâneas e recontextualizadas da história, o grupo se propõe a investigar as novas relações espaciais entre o espetáculo e o público - seguindo as mais modernas tendências das artes cênicas.

Longe da rigidez das linhas do teatro, que dividem o espaço em palco e platéia, esta peça tem o diferencial de ser apresentada de forma tridimensional e absolutamente interativa. "A intenção é justamente tirar a platéia do conforto de estar na platéia", sugere o diretor, responsável por elaborar cenas que literalmente envolvem o público. "As pessoas não vão ficar olhando só para frente. Vão olhar para todos os lados, para cima e para baixo", adianta.


A peça tem duração de cerca de duas horas (podendo ser mais ou menos, dependendo das reações da platéia). Durante esse tempo, o público irá assistir a cenas em pé e a outros trechos sentado. Em alguns momentos também irá circular pelo cenário na companhia dos personagens.

A apresentação de Hamlet Sincrético em Pelotas é uma promoção do Serviço Social do Comércio (Sesc) através do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte.


Sinopse

Hamlet, Rei e grande líder, é assassinado. Em seu lugar, assume Cláudio, seu irmão, que se casa com Gertrudes, rainha e esposa do rei morto. O jovem Hamlet fica inconformado com a situação, principalmente porque a mãe sequer esperou o cadáver esfriar para se casar novamente e torna-se impossível a convivência entre ele e seu tio.

Após Hamlet matar Polônio, Ofélia, muito triste e deprimida, suicida-se, enquanto seu irmão, que havia partido em viagem, volta para vingar-se de Hamlet.

Cláudio tenta mais uma vez uma armadilha contra Hamlet. Ao provocar o enfrentamento entre seu sobrinho e Laertes, prepara o ambiente para que a morte do jovem príncipe aconteça, acabando em trágico desfecho para todos.


Prestigie!

O quê: Hamlet Sincrético
Quando: Quarta-feira (25), às 20h
Onde: Na Cervejaria Original Beer (Rua Almirante Tamandaré, 52).
Duração: Aproximadamente duas horas
Ingressos: Antecipados à disposição no Sesc (Rua Gonçalves Chaves, 914), ao valor de R$10,00 para o público em geral e R$5,00 para idosos, comerciários, estudantes e professores.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Fátima de Souza | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 24 de junho de 2008

Na levada recifense do Combat Samba

Do surgimento do manguebeat até aqui lá se vão 16 anos, mas a Mundo Livre S/A, banda recifense que deu o pontapé inicial ao movimento - junto com Chico Science e a Nação Zumbi - continua aí para contar e reescrever essa história.


Era início dos anos 90 quando na capital de Pernambuco um grupo de músicos misturar ritmos e gêneros tradicionais do nordeste com levadas contemporânea, modernizando manifestações folclóricas como o Maracatu e a Ciranda numa onda de "samba-punk-rock", com pegadas de hip hop, música eletrônica e o que mais viesse à cabeça. O resultado, como a própria banda brinca de rotular, é algo como "Johnny Rotten e Jorge Ben no mesmo groove".

Assim, utilizando uma metáfora dos mangues - considerados o ecossistema biologicamente mais rico do planeta - o movimento manguebeat se propunha a formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais.
Mais do que uma tendência musical, o movimento extrapolou os limites do som, reverberou por outras manifestações culturais - afetou a moda, as artes plásticas, o comportamento - e repercutiu por todo o País.


A manguetown é logo ali

De Pernambuco ao Rio Grande do Sul, entre os muitos quilômetros que separam os dois estados e as inúmeras peculiaridades que os distanciam culturalmente há lugar para encontrar também afinidades, que os integrantes da Mundo Livre descrevem como uma curiosa relação que se dá, ironicamente, pela própria linguagem da banda, apesar dos sotaques tão diferentes: "Sempre nos identificamos particularmente com os gaúchos. O público daqui é muito politizado, se interessa pela música engajada que nós fazemos. Não é à toa que Porto Alegre é a sede do Fórum Social Mundial...", analisa o vocalista Zero Quatro, em entrevista por telefone, poucas horas antes de subir no palco para o show que a banda fez ontem, na capital do Estado.


Contra a ditadura da música

A busca pela autenticidade da Mundo Livre S/A chegou a ser concretizada no quinto álbum da carreira, O Outro Mundo de Manuela Rosário, lançado em 2004. O CD foi o grito de independência da banda em relação à ditadura do mercado fonográfico que imperava na época, optando por um selo dali mesmo, do Recife. Era a primeira vez que a Mundo Livre lançava um disco fora de uma grande gravadora.

Levantando esta bandeira, o álbum conquistou reconhecimento e importantes prêmios, mas ao mesmo tempo a banda chegou a receber severas críticas por colocar a mensagem politizada das músicas em primeiro plano e dar à sonoridade musical uma importância secundária. Com a convicção de que o disco nasceu para ser polêmico, Zero Quatro defende que dar ênfase ao discurso não significa que as músicas sejam pobres em melodia, e afirma: "Quando o fizemos, tínhamos a consciência de que ele seria encarado como uma total heresia à cartilha da música pop. Esse tipo de música não foi feito para ser mais uma mera canção pra ser assobiada, mas isso não foi inventado por nós".

Superada a resistência, hoje o álbum é considerado um dos mais importantes da carreira da Mundo Livre e deixou sua marca na história da música brasileira.


E se a gente seqüestrasse o Trem das Onze?

A curiosa expressão, que serve de subtítulo ao CD Combat Samba, atualmente lançado em turnê nacional, foi tirada de um livro sobre a história do punk no Brasil. "Não lembro a quem foi atribuída a frase, só sei que dizia que o punk tinha vindo para 'pintar de negro a Asa Branca, seqüestrar o Trem das Onze e fazer da Amélia uma qualquer'", lembra Zero Quatro.

Em 13 faixas coletadas no acervo discográfico da Mundo Livre e uma inédita - Estela (A Fumaça do Pajé Miti Sbitxxi) -, o Combat Samba é uma versão tupiniquim do álbum Combat Rock (1982), símbolo do movimento punk britânico representado pela banda The Clash.


Prestigie!

O quê:
Show da banda Mundo Livre S/A
Quando: Hoje (terça-feira, 24), a partir das 23h
Onde: no Hora Extra Bar & Restaurante (Rua Gonçalves Chaves, 1135)
Ingressos: Antecipados à venda até às 20h no Café Panqueca (Rua Almirante Barroso, 1176) e na Woodstock Discos (Rua Dom Pedro II, 838), com preço único de R$ 20,00.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 24 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Armandinho no embalo de Semente

Último final de semana da Fenadoce começa em ritmo de reggae music.

É com o hit Semente - faixa título do quarto CD da carreira de Armandinho - que o cantor promete embalar o show que ocorre hoje à noite - dois dias antes do final da 16ª Fenadoce.


Depois da grande repercussão dos álbuns anteriores - Armandinho (2003), Casinha (2004) e Ao Vivo (2006) - que juntos chegaram a vender mais de 250 mil cópias originais, Armando Antonio Silveira da Silveira - o Armandinho -, aos 38 anos voltou ao topo das paradas com o refrão que reiterou a cadência melódica e poética de suas composições, sem deixar de lado a sua vocação pop.

Depois de fazer cerca de 180 shows por praticamente todo o país e se apresentar duas vezes em Portugal, Armandinho traz no novo álbum uma identidade sonora que dá seqüência ao que havia sido começado em Casinha. Semente mantém o estilo leve, romântico, descontraído e cheio de boas vibrações que bem representam o jeito "surfista Armandinho de ser". Para ele, o disco lançado no começo desse ano é parte da seqüência natural da carreira. "Exceto por Onda do Arraial, uma parceria do ano passado com Dora Vergueiro, as músicas foram compostas antes do Ao vivo. Acho que o som sinaliza como será meu trabalho daqui para a frente", afirma.


Platéia

A grande festa da reggae music será realizada sob uma estrutura coberta, preparada para receber um público de 7 mil pessoas - incluindo área vip de 100 metros quadrados, com capacidade para 150 espectadores. A área fica na parte externa do Centro de Eventos. O acesso ao show será pela entrada principal da feira.

A expectativa para esta noite é de um grande público, já que esta é a única atração de projeção nacional nesta edição da Fenadoce. Desde terça-feira o primeiro lote de mil ingressos havia se esgotado nos pontos de venda.
Além dos fãs pelotenses, são aguardados grupos de diversas cidades da região. Várias excursões estiveram em contato com a produção esta semana para a compra antecipada de ingressos e já confirmaram suas presenças.


Serviço

O quê: Show de Armandinho na Fenadoce
Quando: Sexta-feira, às 21h (o acesso ao público será liberado a partir das 20h)
Onde: No Centro de Eventos
Ingressos: Antecipados à venda em Pelotas nas lojas Shanadu, Gaston e Quebra Mar, e também no estande da Agafarma na Fedadoce. Em Rio Grande os pontos de venda são as lojas Gaston e Morgana. Os valores são R$ 20,00 (platéia) e R$ 50,00 (camarote).

* O ingresso para o show permite acesso livre aos pavilhões da Fenadoce.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Washington Possato (Divulgação) | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 20 de junho de 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Goiabada

Está marcada para hoje (quinta-feira, 19), às 18h, a vernissage da exposição Goiabada in Cuca, no Centro Universitário de Cultura e Artes (CUCA), localizado na rua Félix da Cunha, 62, em frente à Praça Coronel Pedro Osório. A exposição, que reúne trabalhos de estudantes do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas (IAD/UFPel), pode ser visitada até o dia 2 de julho - de segunda à sexta-feira, das 14h às 20h -, e tem entrada franca.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mundo Livre S/A em Pelotas

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Curta Jorge Nelson no Sete Imagens


A segunda edição do projeto Sete Imagens apresenta esta semana o curta Jorge Nelson e a Hipnose Magnética, uma produção independente da Folha Macho Filmes realizada por alunos do curso de Cinema e Animação da Universidade Federal de Pelotas.


O humor inteligente é a tônica dessa comédia, inspirada em um conto do escritor americano O. Henry, com roteiro adaptado por Duda Keiber. Mas, como ele mesmo faz questão de enfatizar "é ultrapassado dar um carimbaço no filme e dizer que ele pertence a um determinado gênero", já que o enredo tem elementos que bem permitiriam a ele outras classificações. O caráter político e social do filme fica por conta das críticas à burocracia, da denúncia das formas antigas e modernas de escravidão e da corrupção - também chamada de "malandragem" - em todas as escalas sociais.


A produção tem no elenco os atores pelotenses Serjola Insaurriaga, Cláudio Silveira, Eurico Sacco e Fernando Bittencourt, e conta ainda com as participações especiais de André Oliveira e do pintor Paulo Correa. A trilha sonora é assinada pelo trio Sovaco de Cobra.


Conto do vigário

Na história, tudo acontece quando um trambiqueiro viajante chega a Pelotas, e como nas outras cidades, passa a ganhar dinheiro vendendo a promessa de cura para todos os males, em frascos de água e anelina que ele chama de "Elixir Amargo da Ressurreição". Adoentado, o prefeito da cidade resolve colocar à prova os efeitos do remédio. Disposto a tudo para sustentar sua farsa, o golpista precisa arranjar um jeito de se livrar da cilada para não ser desmascarado. Quem será mais esperto nesta trama? No final da história de enganadores, o roteiro pode esconder um desfecho inesperado.



Cinecuriosidades:

* Produzido em setembro do ano passado, o curta-metragem Jorge Nelson e a Hipnose Magnética já foi exibido na mostra permanente de cinema que ocorre todas às quintas-feiras no Pelourinho, em Salvador-BA.

* Em Pelotas, o filme foi exibido durante a Maratona de Cinema da Z-3, realizada na colônia de pescadores em abril deste ano, e também esteve na programação da TV Cidade.

* A produção de Jorge Nelson chegou a receber um convite para exibir o curta no Festival de Cinema Pobre, em Portugal. No entanto os organizadores do evento exigiram que o filme fosse reeditado, e reduzido para 12 minutos. Além disso, eles impuseram restrições no vocabulário utilizado no texto. A gíria "pila", por exemplo, teria que ser substituída por outra, como "mango", que é mais comum no português de Portugal no sentido de "dinheiro". Isso porque, em terras lusitanas "pila" é um sinônimo vulgar de "pênis".

* O quadro assinado pelo pintor citadino Paulo Correa O Grito da Periferia, que foi premiado no Salão de Arte Afro do Estado do RS, é o elemento cênico que mais se repete no filme. A obra aparece em várias cenas, e está presente em todos os cenários internos: no quarto do hotel onde o protagonista se hospeda, no boteco e no quarto do prefeito.


Para não perder a sessão:

O quê: Sete Imagens, apresentação e debate do curta-metragem Jorge Nelson e a Hipnose Magnética
Quando: Amanhã, às 18h30
Onde: No Theatro Sete de Abril
Entrada franca.

* Após a exibição do curta a platéia será convidada a participar de um debate sobre o filme com a presença dos diretores Duda Keiber e Bernardo Turela, do produtor Alexandre Mattos e do ator André Oliveira.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 18 de junho de 2008


Um encontro pela Paz

Grupo pelotense promove três dias de atividades na freqüência do Sincronário Maia.

Pelotas sediará a partir de sexta-feira (20) um grande encontro de promoção da Paz. Entre os eventos previstos na programação, está uma palestra sobre o Sincronário Maia que terá como facilitadoras a brasileira Flávia, a espanhola Marta e a argentina Silvina. As três viajam o mundo trabalhando para organizar comunidades auto-sustentáveis, chamadas Jardins de Paz. Depois de dez anos na Patagônia, elas agora vivem em Gravatal, no estado de Santa Catarina, onde já começam a formar o primeiro Jardim de Paz em solo brasileiro.



Segundo os organizadores, a experiência delas pode responder a uma pergunta fundamental: Como viver em um mundo onde predomina a freqüência do capitalismo (12:60) e ao mesmo tempo estar em harmonia com o Universo - na freqüência 13:28?


13:28 - A freqüência da nova energia

As sociedades modernas dividem o tempo em 12 meses do calendário Gregoriano e em períodos de 60 minutos compreendidos nos 360 graus do relógio, o que os defensores do Sincronário Maia chamam de "falso tempo", tempo artificial ou freqüência 12:60.

O Sincronário Maia, também conhecido como Calendário da Paz, é justamente o contraponto ao modelo "quadrado" da contagem de tempo convencional, que forçadamente cria períodos que variam entre 28 e 31 dias. Segundo o padrão Maia, a divisão do tempo é feita com base nos ciclos naturais do Universo, como o ciclo menstrual ou a gravidez, por exemplo, de modo que o ano tem a duração de 13 meses, delimitados pelas fases da lua, com 28 dias cada - a freqüência 13:28. "O maior legado dos mestres Maias é essa consciência crítica de amor e de unidade, e principalmente de sincronicidade do homem com todo o Universo", afirma Dico Keiber, integrante da Federação Galática em Pelotas.

Dico Keiber - integrante da Federação Galáctica em Pelotas, ladeadas pelas mestres reikyanas Eliete Rodrigues e Theresa Cristina.

Ainda de acordo com o Sincronário, em 2012 o Sistema Solar completará uma volta em torno do Sol central de Alcione. Esse movimento de translação que se encerra marca o final do ano cósmico, que tem a duração de 26 mil anos da Terra, e a partir daí todo o Universo passaria a sofrer a influência desse novo posicionamento dos astros.


Ano-Novo Cósmico

Para os que estudam o calendário, o ano de 2012 representa um grande salto de consciência para a humanidade, comparado, por exemplo, à descoberta de que a Terra era redonda - um marco histórico na evolução das civilizações. Não se trata de uma previsão apocalíptica. Ao contrário, o que se espera é uma grande "virada" na percepção que os homens tem de si mesmos. "Independente da vontade dos homens, a Terra era redonda antes mesmo de ser enxergada dessa forma. Algumas pessoas são mais resistentes a essas mudanças, e estas tendem a sofrer mais para se adaptar, porque indiferente à vontade delas o mundo está mudando e já começou a vibrar na nova energia", explica Eliete Rodrigues, uma das organizadoras do encontro.


Programação

Sexta-feira (20 de junho)

Práticas na freqüência 13:28
Local: Trilha Jardim
Horário: a partir das 9h

Sábado (21 de junho)
Palestra sobre o Sincronário Maia e Comunidades 13:20
Local: Auditório do Senac (Rua Dom Pedro II, 901)
Horário: 9h

Práticas na freqüência 13:28
Local: Kaydara
Horário: a partir das 14h

Domingo (22 de junho)
Práticas na freqüência 13:28
Local: Templo das Águas
Horário: a partir das 9h


* A participação nos eventos é livre e gratuita.
* Pede-se aos participantes que contribuam levando lanches vegetarianos para alimentação compartilhada.
* Todos os locais das práticas têm acesso pela BR 392. O lugar mais distante é o Templo das Águas, a 45km da cidade. Veja as localizações no mapa.
* Mais informações pelos telefones 9981-1153 e 3025-6458.


Texto: Bianca Zanella Fotos: Bianca Zanella - Especial DP Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 18 de junho de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Dentro da imagem Freak

Novo clipe da banda pelotense Freak Brotherz retrata os "filões da noite".

Ele faz o tipo galanteador à moda antiga: Canastrão disfarçado de "boa pinta", jeito de malandro, conquistador nato e altamente conhecedor das artimanhas para levar vantagem quando o que vale são as regras próprias da vida noturna. Ela é a gatinha que vive rodeada pelos homens. Paparicada por eles, invejada por elas, a garota aparentemente inofensiva também sabe muito bem como se aproveitar de qualquer situação.


Bem relacionados - e totalmente mal-intensionados -, esses boêmios figurões formam a dupla de protagonistas do videoclipe da música Dentro da Idéia, faixa-título do CD da banda pelotense Freak Brotherz, lançado ano passado. "Eles chegam pra se dar bem, são 'espertos' e totalmente amorais" define a criadora da trama, Reizel Cardoso.

A estudante de jornalismo é roteirista e autora do projeto experimental de produção do vídeo, gravado no último final de semana, junto com o estudante de publicidade Fabrício Garcia - que acumulou as funções de diretor e cinegrafista - e com o estudante de jornalismo Roberto Duval, que cumpriu a função de assistente de produção.

Na ficção, a dupla mau-caráter é vivida por Paula Salagnac e por Juliano Lima, o "Saúva". "Meu papel mais recente havia sido o de São Francisco de Assis, quando eu estava na quarta série. Foi uma interpretação 'brilhante'", brinca o ator amador, que se divertiu na pele do personagem anti-herói. Paula também não tem muita experiência como atriz, mas já havia atuado no curta-metragem pelotense A Cúpula, em 2004, uma produção independente dirigida por Rafael Greque.

"Rola um clima interessante entre eles", adianta Reizel. Em um dos momentos em que os personagens se encontram ele leva o colar dela, e ela furta a carteira dele. Por essa cena - uma das mais divertidas - já é possível ter uma idéia da relação dos personagens. A previsão é de que o clipe seja lançado até o mês de agosto. Até lá, os fãs podem ficar imaginando qual será o desfecho da história dessa dupla de malandros.


Do fundo do baú


A idéia inicial era que o enredo se passasse em dois tempos: nos anos 50 e no presente. Mas, o pessoal curtiu tanto o figurino e o "estilão" anos dourados que de improviso acabou deixando tudo no passado mesmo. "Ficou muito legal", disse o vocalista, Danilo Ferreira. "Essa estética vintage tem tudo a ver com a música, que traz uma boa pitada de jazz", completou ele, à vontade vestindo o look antigão, composto por uma camisa floral de gola larga, chapéu e óculos escuros. Todos os figurinos que aparecem no clipe foram garimpados entre as peças demodês do Brick e Brechó Abracadabra.


O ambiente de luz rarefeita e enfumaçado no interior do Nova Yorque Irish Pub serviu de locação para as gravações que duraram cerca de seis horas: começaram na tarde de sábado, foram retomadas no domingo e só terminaram no começo da noite. Antes disso, muita correria nos bastidores para acertar todos os detalhes da produção, que mobilizou em torno de 15 pessoas, incluindo o elenco, que foi recrutado na turma de amigos da banda, especialmente entre os estudantes de Comunicação da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

Quem não fez nenhuma "pontinha" como figurante, ajudou no making-off do clipe. É o caso de Rafael Dornelles - fotógrafo e fã - que fez as fotos dos bastidores da gravação, já disponíveis no blog da Freak.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Rafael Dornelles (Divulgação) | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 17 de junho de 2008


Autor pelotense lança livro sobre a homossexualidade

O pesquisador espiritualista Gilberto Cabana lança hoje o livro Homossexualidade - Espírito e Matéria, no qual faz uma abordagem do tema com base nas filosofias transcendentais das leis de causa e efeito.

A idéia de estudar o assunto surgiu quando Cabana assistia na TV a uma entrevista com o estilista Clodovil, em que ele dizia que, quando morresse, iria perguntar a Deus por que havia nascido gay. A resposta a esta pergunta que é feita por muitas pessoas - homossexuais ou não -, segundo o autor, está relacionada ao espírito. "Trata-se de uma necessidade de aprendizado para a evolução da personalidade em seu aspecto afetivo e sexual", defende, embasado em teorias de evolução espíritas e em teorias da linha freudiana da psicologia. Mas ele esclarece: isso não significa que homossexuais sejam menos evoluídos que os heterossexuais, ou vice-versa. "A personalidade tem várias colunas e não é possível evoluir em todas elas ao mesmo tempo, no mesmo rítmo. Existem muitos heterossexuais mau-caráter, por exemplo".

Cabana, que também é autor do livro A Lógica da Vida, lançado em 2001, traz em Homossexualidade, além das suas possíveis causas, uma análise comportamental, política e social do tema, ao abordar, por exemplo, questões como o casamento gay, adoção e discriminação. "Este livro se propõe a servir de orientação a todas as pessoas sobre como lidar com o homossexualismo", afirma.


Convite
O autor convida para o lançamento do livro nesta terça-feira, a partir das 19h30 na Associação CTMR (rua Santa Tecla, 253). Homossexualidade - Espírito e Matéria já está à venda, à R$ 20,00, na livraria Vanguarda.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Solos de piano no Conservatório

O gaúcho Ney Fialkow e a coreana Sin Ae Lee realizam concertos esta semana.

Antecipando as comemorações do nonagésimo aniversário do Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) - que ocorre em setembro deste ano - a série Artistas Convidados tem dois recitais programados para esta quarta e quinta-feira.

O primeiro deles será apresentado por Ney Fialkow, músico natural de São Leopoldo que acumula importantes prêmios do cenário musical erudito, destacando-se entre eles o cobiçado título de melhor pianista da sétima edição do Prêmio Eldorado de Música - considerado o mais importante desse segmento no Brasil. Sua vinda a Pelotas tem o apoio do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte e faz parte do calendário do Sesc Música.

De acordo com a professora Joana Holanda, responsável pela agenda dos concertos, "esta série está privilegiando músicos que tenham alguma relação estreita com o Conservatório", como é o caso de Fialkow, que já esteve no salão Milton de Lemos em outras ocasiões. "É um prazer tocar mais uma vez no Conservatório de Pelotas, um marco na história da música no Rio Grande do Sul e também um celeiro de talentos", elogia.

Para Sin Ae Lee, no entanto, esta será a primeira apresentação em palco pelotense. O mais perto que já esteve daqui foi quando se apresentou no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, dois anos atrás. "Nesses casos, o que mais pesa é a qualidade do trabalho e a trajetória do artista", diz Joana Holanda, que aponta no currículo da coreana vários bons motivos para que ela esteja entre a lista de nomes da programação.

Bacharel em música com habilitação em piano, a solista e camerista vem desenvolvendo uma promissora carreira apresentando-se regularmente em reconhecidas séries da capital paulista.

Preferências

No programa de seu recital, Lee pretende oferecer aos ouvintes um panorama da música do século 18 ao século 20, do barroco de Bach ao vanguardismo de Poulenc passando pelo romantismo de Liszt e pelo modernismo de Villa Lobos. "Pretendo mostrar um pouco do que essencial da música. Além disso, como estrangeira, me sinto quase na obrigação de tocar música brasileira, já que os próprios brasileiros não a conhecem muito".

O repertório de Fialkow, por sua vez, inclui obras de Schubert, Ravel e Chopin, e também tem peças brasileiras, representadas pelo nome de Carmargo Guarnieri. "Escolhi estes compositores porque cada um tem um jeito diferente de encarar o piano, tem uma linguagem própria do instrumento", diz ele, que acredita que tanto pelas diferenças quanto pelas semelhanças entre as obras, a seleção irá sensibilizar o público. "Não importa se o ouvinte for leigo, a arte é óbvia para qualquer pessoa", afirma.


Recitais de Piano Solo no Conservatório:
Quarta-feira (18), às 20h - Recital de Ney Fialkow
Quinta-feira (19), às 19h30 - Recital de Sin Ae Lee

* Ambos os eventos têm entrada franca.
** O Conservatório de Música da UFPel fica na rua Félix da Cunha, 651.


Master Class

Para estudantes de música interessados em aperfeiçoar-se na técnica musical em piano, Ney Fialkow ministra aula prática na quinta-feira, dia 19, das 9h ao meio-dia, também no Conservatório de Música. A aula é aberta ao público (apenas como ouvinte) e tem entrada franca. Mais informações pelo telefone 3222-2562.

Texto: Bianca Zanella | Foto: Daniela Nelstein (1) / Divulgação (2) | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 16 de junho de 2008

* Este post contém trechos publicados exclusivamente no blog, que não aparecem na edição impressa.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Tertúlias Musicais apresenta Marcos Kröning Corrêa

Agenda do músico e professor de Santa Maria em Pelotas inclui dois eventos no Conservatório de Música da UFPel.

Clássica sim, desatualizada não. A música erudita não está condenada a morrer nas prateleiras dos sebos e, muito menos, a ficar limitada ao âmbito acadêmico. Ao contrário, assim como a música pop, ela também invade o mercado digital. "Mais pessoas não apreciam esse tipo de música apenas porque nós, músicos, não conseguimos alcançá-las ainda", diz o violonista e professor universitário Marcos Kröning Corrêa, bacharel em violão e mestre em educação musical pela UFRGS que profere, neste sábado, uma aula sobre produção musical no Conservatório da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Antes, no início da noite de sexta-feira, ele estará no mesmo auditório, mas, desta vez para se apresentar como músico, no lançamento do CD Violões. O concerto faz parte da programação do projeto de extensão Tertúlias Musicais, da UFPel, realizado quinzenalmente desde abril do ano passado, sempre nas seguntas e nas quartas sextas-feiras de cada mês. "Temos um público já cativo, e bastante heterogêneo", diz o professor Marcelo Cazarré, coordenador do projeto que tem por objetivo, além da formação musical dos acadêmicos participantes, a formação de platéias para esse tipo de espetáculo.



Violões

Com influências da técnica musical clássica e também da música instrumental brasileira, o CD Violões resume em seis e sete cordas, e cordas de aço o que Kröning Corrêa chama de "música brasileira clássica-contemporânea". "O repertório tem músicas com muitas imagens", diz o compositor, fazendo uma analogia às possíveis associações com outras linguagens artísticas como o teatro e o cinema, e sobre as possibilidades de reconhecimento e identificação com a música. "Quanto mais particular a música é, mais universal ela parece ser", afirma.

O trabalho solo e inteiramente autoral é o segundo álbum lançado pelo violonista, e assim como o disco de estréia, intitulado A Caminho do Meio, Violões foi produzido por ele de forma independente.


A música clássica em tempos de "www"


Enquanto produtor musical, Kröning acredita que ainda vai demorar algum tempo para que os Cd´s virem, de vez, peça de museu. "Durante muito tempo o Lp e a fita K-7 conviveram no mercado", lembra ele ao argumentar que ainda hoje, especialmente no seleto meio da música clássica, o Lp ainda mantém seu espaço ao lado dos Cd´s, e este divide lugar com a música em formato digital. Isso porque, os músicos da linha clássica mantém o hábito de consumir esses produtos, em diferentes mídias. "Essa é uma característica do público da minha geração, com 30 e poucos, quarenta anos. Eu tenho um Lp de piano e ainda escuto ele até hoje porque gosto de ouvir o som do disco, e também gosto do encarte maior, mas comprei o mesmo álbum em Cd e também baixei as músicas em mp3", exemplifica. Ele ainda defende que o lançamento do álbum na forma física serve de suporte para um trabalho de difusão consistente no meio digital. "Se o CD for bem trabalhado e interessante, na Internet fica melhor ainda. Mas se for para fazer um CD pensando só em baratear custos, com um encarte de poucos atrativos, melhor então só lançar em formato digital."

Em sua opinião, o músico deve dominar os processos de produção de um CD para saber se colocar no mercado e se inserir em um roteiro mais amplo que o restrito circuito universitário, mas não necessariamente no mercado de massa. "Depois de criar, tocar, gravar e interpretar é preciso saber o que se vai fazer com tudo isso para evitar que o trabalho morra ali na esquina".


Lojas virtuais

O site de Marcos Corrêa ainda não está no ar, mas a previsão é de que seja lançado até o mês de setembro deste ano. O domínio, já registrado, é www.kroningcorrea.com.br. Enquanto isso, ele recomenda os seguintes sites especializados em música clássica, que além de disponibilizarem seus Cd´s para venda, ainda oferecem um amplo acervo, inclusive de raridades da música erudita:

www.lojaclassicos.com.br
www.nossamusica.com
www.cdpoint.com.br


Agende-se:

O quê:
19ª edição do projeto Tertúlias Musicais, com apresentação de Marcos Corrêa e lançamento do CD Violões
Quando: Amanhã (sexta-feira) às 19h
Onde: No Salão Milton de Lemos do Conservatório de Música da UFPel (Félix da Cunha, 651).
Entrada franca.


Para quem quer saber mais sobre produção musical:

O quê:
Classe com Marco Kröning Corrêa (UFSM) - Criação e CDs: Produzindo Aprendizagens
Quando: Sábado (14), das 10h às 11h45
Onde: No Conservatório de Música da UFPel (Félix da Cunha, 651)
Valor: R$ 15,00 (inclui um CD "Violões", autografado)
Inscrições: Na secretaria do Conservatório de Música, até amanhã, das 14h às 18h. Mais informações pelo telefone 3222-2562.

Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 12 de junho de 2008

* Este post contém trechos publicados exclusivamente no blog, que não aparecem na edição impressa.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A arte das ruas sobe ao palco, hoje em Rio Grande

Trio Los Latinos, de Pelotas, se apresenta pela primeira vez em um teatro para o público da cidade vizinha.

Presença tradicional do largo Doutor Pio, defronte a catedral rio-grandina, onde se apresenta sempre nos dez primeiros dias de cada mês, e também dos calçadões de Pelotas e de outras cidades da região, o Trio Los Latinos estará hoje, pela primeira vez, no Teatro Avenida.

Representantes legítimos da rica e peculiar arte feita nas ruas, o violonista uruguaio Gabriel Della´s, seu filho e percussionista Príncipe Nicolai e sua esposa, a cantora pelotense Léia Francia sentem-se à vontade também nos teatros, onde são capazes de preencher os palcos com a mesma desenvoltura carismática que no calçadão costuma fazer o público de transeuntes parar.

Com a sensibilidade e o romantismo - porque não dizer saudosista - de boleros, mambos, rumbas, tangos e outras bossas, o trio que enfeita o vai e vem dos passantes, emociona platéias, e agrada ouvintes apreciadores de um estilo musical sofisticado e ao mesmo tempo popular, em grande parte, graças à contribuição dada por eles de levar a música e a cultura latina de forma indistinta a todas as partes, permitindo o acesso de mais e mais pessoas.

"Hoje vamos apresentar o melhor do nosso repertório", afirma o músico Gabriel Della´s sobre o show que trará músicas selecionadas entre as faixas dos dois DVD´s do Trio. O mais recente foi gravado no início do mês de maio no Theatro Sete de Abril e deve começar a ser comercializado nas próximas semanas de forma independente.

Na apresentação de hoje em Rio Grande, acompanham o Trio o tecladista rio-grandino Sandro Barcellos e o grupo de sete bailarinos da Companhia Los Latinos, que tradicionalmente participa das apresentações "de palco" do conjunto. "Será uma grande festa, um encontro emocionante", garante Gabriel, que promete também algumas surpresas, e participações de convidados especiais.


Prestigie!

O quê:
Show do Trio Los Latinos
Quando: Hoje, às 20h30
Onde: No Teatro "Avenida" (Teatro Municipal de Rio Grande)
Ingressos: Já à venda na bilheteria do teatro. Antecipados custam R$ 10,00 para o público em geral. Na hora serão vendidos a R$ 20,00 (inteira), com desconto de 50% para estudantes, docentes e idosos.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 11 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

Nei Lisboa em dose dupla

O cantor, compositor e cronista fará duas apresentações em Pelotas, nesta sexta e sábado, divulgando também seu trabalho como escritor, com o livro É Foch!.

Duas aparições, dois shows, duas propostas diferenciadas. Nei Lisboa volta a Pelotas neste final de semana para um reencontro com fãs e com temas do passado.

Antecipando o clima de comemoração dupla que maracará o ano de 2009 - quando completa 50 anos de idade e 30 de carreira - o músico sobe ao palco do Sete de Abril na noite de sexta-feira para revisitar o repertório de várias fases musicais, incluindo as releituras de Caetano Veloso e da banda inglesa Oasis, registradas no seu mais recente álbum Translucidação, de 2006.


O show semi-acústico faz parte da turnê realizada através do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte, que tem no roteiro várias cidades do interior do Estado, além de Porto Alegre. "Já estou nesse clima de retrospectiva", diz ele, que pretende lançar um DVD comemorativo para marcar as "datas redondas" no ano que vem.

No sábado, Nei Lisboa - que se diz um visitante na área da literatura - se reveza nos papéis de músico e escritor. No happy hour do bar e restaurante Autêntico, irá autografar exemplares de É Foch! (L&PM, 2007). O livro, lançado no final do ano passado, traz uma coletânea de crônicas publicadas em jornais do Rio Grande do Sul entre os anos 2000 e 2006. "Não me assumo como escritor porque escrever pra mim é um hobby. Não quero me ver obrigado a também cumprir esse papel", diz o autor, que não tem a pretensão de lançar outros livros, assim como não tinha quando escreveu o romance Um morto pula a janela (Sulina, 1999), aventurando-se pela primeira vez no mercado literário. "Isso pode muito bem terminar aqui", afirma, sobre sua reduzida, porém bem comentada, carreira literária. Como estamos falando de Nei Lisboa, entretanto, isso bem que pode significar um "talvez"...

Na seqüência da sessão de autógrafos, Lisboa reassume seu "lado oficial", de músico, em um show acústico, formato pocket, aberto a improvisos e sem repertório marcado, onde garante: "estarei mais suscetível a atender pedidos do público".


Agende-se!

Espetáculo musical Translucidação: Nesta sexta-feira (13), às 20h, no Theatro Sete de Abril. Ingressos antecipados já à venda no Sesc (Gonçalves Chaves, 914), das 8h às 19h30.
Os valores são R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 para comerciários, estudantes, professores e idosos.


Confira também:
Lançamento do livro É Foch!: Sábado (14), às 19h, no Autêntico Bar e Restaurante (Osório, 1068). Após a sessão de autógrafos, a partir das 21h, pocket show com o músico e escritor, e para encerrar a noite apresentação do grupo de choro Reminiscências. Reservas de mesas pelo telefone 3227-9812, 8115-9397 ou 8407-1710.

Será cobrado couvert artístico por mesa (R$ 30,00 para duas pessoas) ou ingresso individual em pé (R$ 12,00). O livro será vendido à R$ 15,00 (nas livrarias custa R$ 19,90).


Texto: Bianca Zanella | Foto: René Cabrales / Especial DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas,Terça-feira, 10 de junho de 2008

Tubo de ensaio: Arte para além da inspiração

Mostra coletiva reúne 17 jovens artistas em uma experiência prática no mercado das artes contemporâneas.

As salas Inah D'Ávila Costa e Antônio Caringi recebem este mês a terceira edição da mostra Arte = Profissão????, que reúne trabalhos de 17 alunos do sétimo semestre do curso de Artes Visuais do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas (IAD / UFPel).

Nesta exposição, a galeria de arte vira laboratório para atividades que fazem parte do trabalho do artista, mas que se expandem para além dos ateliês: o objetivo, é provocar a discussão sobre a arte enquanto profissão, e proporcionar experiências práticas para os alunos que logo, logo estarão no mercado de trabalho e precisam saber não apenas fazer arte, mas também fazer seu produto alcançar visibilidade e reconhecimento junto ao público. O lado profissional requer menos inspiração e mais articulação, e por isso mesmo desafia artistas a aliar a subjetividade da criação à objetividade das práticas cotidianas de trabalho, exigidas em qualquer ofício.

"O artista tem a função de colocar o público a pensar o mundo de outra forma. De certo modo, ele corrompe a forma natural das coisas", diz a curadora da exposição Carolina Rochefort, professora de Práticas Profissionais. "Apesar disso, ele também precisa saber se colocar no circuito de arte, deve ter noções de produção, precisa saber organizar, montar exposições", diz ela, que valoriza esse tipo de experiência para ensinar, na prática, técnicas mercadológicas.

Mesmo com todas essas exigências objetivas, os alunos demonstram através dos trabalhos que não perdem o diferencial de apresentar os objetos e as formas de forma inusitada. Até porque, quando se trata de arte contemporânea vale tudo - sapatos, edredons, travesseiros -, e tudo vira arte quando passa pelas mãos e pela cabeça desses entusiasmados criadores.


Um mercado em construção

Diante dos novos artistas, quase profissionais, o mercado se impõe cheio de interrogações. Para quem segue a linha das artes contemporâneas, ao menos em Pelotas, este é um espaço a ser descoberto, ou melhor dizendo, construído. A falta de espaços adaptados às novas linguagens e expressões artísticas é uma queixa constante, já que inexistem locais de exposições com estruturas adequadas para as obras que freqüentemente estrapolam os limites de espaço das clássicas molduras, painéis ou pedestais. O lado positivo disso é que a dificuldade faz aflorar ainda mais a criatividade, alimenta o improviso e faz surgir, ainda que aos poucos, espaços alternativos, que caminham às margens das galerias de arte convencionais.

Uma outra reclamação recorrente diz respeito à supervalorização de certos tipos de arte em detrimento de outros. "Aqui tudo é patrimônio", queixa-se uma das estudantes. "Quem, como nós, pretende seguir estudando e produzindo nessa linha mais poética e contemporânea, não tem outra escolha a não ser sair daqui para tentar um mestrado em Porto Alegre, por exemplo", argumenta outra.

Apesar disso, eles não se mostram totalmente desiludidos com o mercado das artes pelotenses. "Tem muitos artistas fazendo bons trabalhos aqui, até porque, hoje em dia, virtualmente o artista pode estar em qualquer lugar", afirma a professora, sintetizando as respostas dos alunos.


Novos talentos

Fazem parte da mostra criações dos estudantes/artistas Alice Porto, Ana Batista, Carine Castro, Carol Carpena, Cristina Noguez, Daiana Dellagostin, Francine Amaral, Hermes Júnior, Iná Grabin, João Genaro, Rafael Takaki, Renata Tubino, Ricardo Garlet, Roberta Dachery, Sabrina Harter, Thiele Cavada e Tina Ramm. Outra exposição coletiva com trabalhos deste grupo de artistas já está marcada no Centro de Universitário de Cultura e Artes (CUCA), com previsão de ser inaugurada no dia 20 deste mês.


Prestigie!

O quê:
Exposição Arte = Profissão???? Volume 3
Quando: Até o dia 27 de junho, aberta à visitação de segunda à sexta-feira, das 13h às 18h.
Onde: nas salas Inah D'Ávila Costa e Antônio Caringi, ambas localizadas no Centro Cultural Adail Bento Costa, sede da Secult, no casarão 2 da Praça Coronel Pedro Osório.
Entrada franca.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas,Terça-feira, 10 de junho de 2008


Grupo Buriti: há seis anos, uma parte do Movimento Escoteiro em Balsas

Em 30 de maio de 2002, 12 jovens de camisa azul prometeram, diante da Bandeira Nacional, fazer o melhor possível para cumprir os seus deveres para com Deus e a Pátria. Prometeram também ajudar o próximo e fazer todos os dias uma boa ação. Ao fazerem isso, recolocavam Balsas no seleto grupo de municípios brasileiros onde atuam Grupos Escoteiros. Naquele dia, estava sendo fundado o Grupo Buriti.

De acordo com a União dos Escoteiros do Brasil (UEB), atualmente, apenas um, em cada 12 municípios do País tem grupos escoteiros atuantes. No Maranhão, apenas outros dois municípios – São Luís e Imperatriz – têm esse privilégio. Por mais que não tivessem a dimensão disso, aqueles jovens precursores estavam inserindo Balsas em uma fraternidade mundial que conta com mais de 25 milhões de jovens e adultos, homens e mulheres, em todo o mundo.

No próximo mês de julho farão 101 anos desde que o primeiro acampamento escoteiro foi realizado, na Ilha de Brownsea, Inglaterra, por iniciativa do fundador Lord Baden Powell. No mês passado, o Grupo Escoteiro Buriti completou seis anos de atividades ininterruptas, graças à boa vontade daqueles que mantém sua participação, e de tantos que por aqui já passaram, entre idas e vindas, e doaram-se também durante algum tempo.

Ao longo da minha vida escoteira, tive no pescoço dois lenços: um era xadrez preto e branco com listras vermelhas, do Humaitá-Sul, onde fui lobinha e escoteira, dos 7 aos 13 anos em Pelotas/RS, minha cidade natal. O outro tem as cores grená e amarelo, e era este que eu usava quando recebi o distintivo Lis de Ouro, sendo uma das poucas escoteiras a alcançar tal grau no estado do Maranhão. Foi com esse lenço no pescoço também que participei de grandes atividades, de acampamentos, de jornadas que viraram madrugadas, e deram-me grandes ensinamentos de companheirismo, paciência e força de vontade. E era este mesmo lenço que eu via no pescoço de lobinhos e escoteiros por quem tinha e tenho tanto carinho, quando me chamavam de “Baloo”. É por isso que tenho orgulho de ambos os lenços, mas sinto orgulho, especialmente, de ter feito parte ao lado dos meus pais, dos meus irmãos e de grandes amigos que o Escotismo me proporcionou, da história do Grupo Buriti, pelo seu pioneirismo, e pela importância que ele tem na comunidade de Balsas.

Ainda não desaprendi a fazer nós, nem esqueci o cancioneiro de jornada. Hoje, pela necessidade de ocupar meu tempo com outras atividades, o uniforme está guardado. Mas só por algum tempo. Qualquer dia destes eu o visto de novo, pra matar a saudade de um bom fogo de conselho! Porque todo mundo sabe que “uma vez escoteiro, sempre escoteiro!”.

***

Mas, como eu ia dizendo... Existem muitas formas de ação possíveis para contribuir com a construção de uma sociedade melhor: Isso pode ser feito através da igreja, da caridade, do trabalho comunitário, do engajamento político, da prática desportiva e de tantas outras maneiras. O Escotismo, entretanto, mostra-se como um movimento dos mais completos porque, respeitando as orientações políticas e religiosas particulares de cada indivíduo, tem como ideal o desenvolvimento pleno das potencialidades humanas – físicas, morais e psicológicas. Seus princípios, incentivam o auto-conhecimento através da espiritualidade, estimulam o serviço ao próximo, o crescimento por meio do trabalho em equipe, a disciplina, o respeito à natureza, a participação na vida política e social da comunidade e tantos outros valores, que são transmitidos através de um método de educação lúdico e não-formal.


É por isso, que a atuação de um Grupo Escoteiro no município é um privilégio tanto àqueles que fazem parte do Movimento quanto à comunidade em geral, que se beneficia indiretamente pela convivência de mais e mais jovens e adultos retos de caráter e líderes em boa vontade. E é graças a uns poucos que um dia se encontraram nesta cidade de migrantes, vindos de lugares distintos, mas identificados pelo mesmo “aperto de mão esquerda” e pela saudação “Sempre Alerta”, que Balsas pode hoje ter orgulho de dizer que faz parte da grande fraternidade que é o Movimento Escoteiro.

Manter um Grupo Escoteiro não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se está distante de outros grupos em que se apoiar mutuamente, e dos próprios centros que coordenam o Movimento no País, que são as regionais administrativas da UEB (União dos Escoteiros do Brasil). Há ainda outros obstáculos, talvez até maiores, e estes, por experiência, afirmo que são enfrentados por todos os G.E.s, independentemente da localização geográfica: Engana-se quem pensa que é a falta de recursos, porque isso, ainda que a escassez de verbas seja uma realidade, é absolutamente contornável. O maior problema diz respeito ao pequeno número de adultos disponíveis, e dispostos a assumir esse compromisso de dedicar boas horas do seu tempo à atividade de Escotista. Não que não valha à pena, porque, como todo o voluntariado, este também tem suas recompensas, e são muitas. Porque o Movimento Escoteiro é acima de tudo um movimento alegre, e aqueles que fazem parte desta fraternidade aprendem, pela sua Lei, a “sorrir nas dificuldades”. Com lenço, ou sem lenço, de mochila nas costas ou não, guardam para sempre boas histórias, grandes e fortes laços de amizades, e habilidades que lhes serão úteis e lembradas sempre, nos momentos mais oportunos.

Estão de parabéns, por tudo o que representam, os lobinhos, escoteiros, seniores e guias de lenço grená e amarelo no pescoço, os pais que doam parte do seu tempo e trabalham para oferecer suporte adminsitrativo ao grupo, e sobretudo os chefes escoteiros, que desde a fundação do Grupo Buriti não medem esforços para manter acesa aqui em Balsas algumas fagulhas deste Espírito Escoteiro.


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Tudo bem que este blog é para matérias culturais, de Pelotas, geralmente publicadas no caderno Zoom, do Diário Popular. Mas abro aqui uma exceção para publicar este artigo que escrevi em homenagem ao Grupo Escoteiro Buriti, de Balsas/MA. Possivelmente, este texto será publicado em algum jornal daquela cidade. Se não for, fica, ao menos aqui, meu registro.

Sempre Alerta aos Escoteiros, e obrigada pela paciência aos demais, porque esse blog já não é mais meu, e sim daqueles que se habituaram a encontrar aqui atualizações quase que diárias sobre os eventos culturais de Pelotas.

Depois disso, volta tudo ao normal!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Um passo em Joinville, outro na Europa

Bailarinos selecionados para apresentações em importantes eventos internacionais reafirmam, lá fora, a qualidade e o reconhecimento da dança pelotense.

O Centro de Arte e Movimento Estímulo e o grupo Piratas de Rua são os dois representantes pelotenses no 26º Festival de Dança de Joinville, que acontece de 16 a 26 de julho em Santa Catarina e é considerado pelo livro dos recordes o maior festival de dança do mundo. O evento reúne cerca de 4,5 mil bailarinos de diversos estados brasileiros e até de outros países, e a julgar pelas edições anteriores, deve atrair este ano um público superior a 200 mil pessoas.

Selecionado pela primeira vez no festival, o grupo Estímulo - de Berê Fuhro Souto, atualmente coordenado por Bianca Garcia - irá apresentar a coreografia Feniniu, de Eduardo Menezes. A montagem concorre com grupos de Santa Catarina e do Paraná na categoria dança de rua em trios, avançada. O grupo também apresentará na mostra paralela, em palco aberto, outras quatro coreografias: Infância perdida, solo contemporâneo de Rodrigo Soares, Nostalgia, duo contemporâneo de Janaína Jorge, Um corpo entre dois, trio contemporâneo de Eduardo Menezes e Metrópole, hip hop em grupo assinado pelo coreógrafo Gugu.




Vice-campeão em 2006, desta vez, Piratas de Rua quer fazer melhor

Com uma versão em street dance da coreografia Búzios, de Berê Fuhro Souto, originalmente elaborada no estilo contemporâneo, o grupo Piratas de Rua disputa com representantes de Canoas, Caxias do Sul e Bento Gonçalves, e também de outros quatro Estados, o prêmio na categoria dança de rua por conjuntos, avançada. Esta será a terceira vez que o Piratas está entre os selecionados na competição. O melhor desempenho foi obtido na mais recente participação, em 2006, quando conquistou três segundos-lugares em diferentes categorias. Por isso, a expectativa para o festival deste ano é grande, e a preparação dos 15 bailarinos foi instensificada. "Os ensaios estão bem puxados. Nossos concorrentes são competidores de alto nível mas estamos indo para fazer o nosso melhor", diz Taisson Duarte, à frente do grupo ao lado do diretor e coreógrafo Uanderson Farias, o "Vovô".


Diálogo do corpo

A convite da Confederação Interamericada de Profissionais da Dança e do Conselho Mundial de Profissionais da Dança - instituição reconhecida pela UNESCO -, a coreógrafa pelotense Berê Fuhro Souto viaja semana que vem para a Europa onde participa de diversos eventos. O mais importante ocorre no início do mês de julho, quando irá ministrar em Atenas, na Grécia, o curso Diálogo do Corpo. Lá, os bailarinos Ricardo Greangeanim e Alessandro Gonçalves - ex-alunos de Berê que vivem hoje na Alemanha - e a bailarina Jaqueline Pradie Nascimento irão defender coreografias de sua autoria (um trio, um duo e um solo) em uma competição entre a América Latina e a Europa. "Hoje em dia os trabalhos estão cada vez mais próximos. Pelo nível de pesquisa em dança que o Brasil tem apresentado, acho que não ficaremos atrás", diz ela, que antes do curso e do concurso na Grécia passará uma temporada de estudos na Alemanha.

Apesar de não ser favorável a competições de dança "porque a arte não se pode mensurar", Berê vibra com o "grande momento" vivido pelos alunos do Centro de Arte e Movimento Estímulo, com a seleção no festival de Joinville, e do Centro Contemporâneo de Pesquisa e Movimento Estímulo com a participação no concurso internacional. Segundo ela, a participação dos grupos que coordena e também do Piratas de Rua nesses eventos demonstra o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em Pelotas. "Sempre visamos a dança não apenas pela dança, mas pela formação de seres humanos melhores, e esta sempre foi uma das nossas principais metas", afirma.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 9 de junho de 2008

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Segunda edição do Festival Grindhouse é neste sábado

A pedida deste sábado (07/06) é a segunda edição do festival Grindhouse, evento que reúne diversas bandas do circuito underground pelotense no Galpão do Rock (Rua José do Patrocínio, 8). Ingressos, somente no local, serão vendidos a R$ 6,00.



O festival vai contar com representantes de diversos estilos e vertentes da música underground: do Death Metal, representado pela Postmortem, ao Hard Rock, defendido pela Perfect Scar, passando pelo Gothic e Doom Metal da Vetitum. As bandas clássicas desse nicho musical serão lembradas nas participações especiais da Drunkenstein, fazendo covers de Misfits e da Jardim Elétrico, que sobe ao palco para um tributo ao Black Sabbath.


Programação:

23h - Abertura dos "portões"
23h30 - Sorteio de um MP3 Player

23h45 - Postmortem
00h45 - Drunkenstein
01h45 - Vetitum
02h45 - Jardim Elétrico
03h45 - Perfect Scar

04:45 = Encerramento do Festival com sorteio de mais um MP3 Player e camisetas

Humor e Cultura em Quadrinhos

Revista rio-grandina chega a quarta edição conquistando leitores e colaboradores em vários estados do Brasil.

Em 28 páginas de delírios gráficos, saiu da forma essa semana a quarta edição da revista Idéia. O lançamento oficial será amanhã, no Espaço Cultural Petruzzi, em Rio Grande. Na ocasião ocorre também a 11ª edição do encontro do Grupo de Estudos em Animação da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

A atração musical da noite é o Trio Acústico, formado por Lilian Reckia (voz), Leopa (violão e voz) e Gabriel Gonçalves (percussão). Os três irão apresentar um repertório de pop rock e MPB, garimpado na discografia dos anos 80 e 90.

Editada pelos rio-grandinos Alisson Affonso, Ivonei D´Peraça e Wagner Passos, a revista Idéia é um espaço de desenho experimental, com temática variada e conta, desta vez, com um grande número de colaboradores: ao todo são 11, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minhas Gerais e da Bahia. "A Idéia é feita em formato cooperativado, nas outras vezes tivemos apenas três ou quatro colaboradores, mas agora já tem mais gente engajada", diz Passos, um dos idealizadores do projeto. Como a proposta é manter esse sistema de produção, quem quiser participar pode entrar em contato com a equipe da revista e enviar sugestões ou até o seu próprio material.


De onde vem essa Idéia?

A primeira edição da revista Idéia foi lançada em junho de 2007, para alegria dos fãs e órfãos do Jornal Peixe Frito, que teve quatro edições em 2006 e chegou a ser reconhecido como uma das melhores publicações independentes do País, figurando entre os indicados a Melhor Prozine do HQMix 2007, um dos mais prestigiados eventos do mundo especializados em quadrinhos.

O projeto da revista, idealizado pelo mesmo trio rio-grandino, é mais audacioso - e mais caro - que o jornal, mas a publicação mantém a identidade bem definida nos traços ousados, que marcam a personalidade e o estilo de cada quadrinhista. Um prato cheio para os apaixonados por HQ e por cultura alternativa.


Como adquirir?

A revista Idéia é distribuída em várias partes do Brasil por consignação ou por meio de trocas com produções de outros quadrinhistas, mediadas através do projeto Quarto Mundo.

Também é vendida através do site, com preço de capa igual a R$ 5,00 (o mesmo desde a primeira edição). Quem compra pela Internet ainda ganha de brinde uma caricatura feita por Wagner Passos.


2ª edição da Penitente depende de incentivo

Outra revista em quadrinhos made in Rio Grande que desponta no cenário nacional é a Penitente, protagonizada por um matador de aluguel que depois de morto é condenado a vagar como zumbi e cumprir a penitência de salvar setenta vezes sete vezes o número de inocentes que executou. A primeira edição com histórias do anti-herói, lançada durante a feira do livro da Furg, no Cassino, no início deste ano, já causou certo rebuliço e conquistou boas críticas na mídia especializada em HQ´s. A segunda, está pronta para ir para a gráfica, e de acordo com o criador e editor Lorde Lobo, só depende de patrocínios para cobrir o custo orçado em R$ 1,7 mil para a impressão da tiragem de mil exemplares. "O primeiro número eu banquei sozinho para provar que acreditava no projeto. Agora estou procurando apoio", afirma Lobo.

A revista tem circulação nacional através da distribuidora Comix, e pode ser adquirida também pela Internet, no site ao valor de R$ 4,00. Contatos com o artista pelo telefone (53) 9124-5383.

Lorde Lobo é um dos quadrinhistas que marcou presença extinta revista independente Areia Hostil. O fanzine teve 15 edições que circularam entre os anos de 2001 a 2006, e contava principalmente com colaboradores de Pelotas e Rio Grande. Extra-oficialmente, Lorde Lobo anuncia que este projeto também poderá ser retomado em breve. O site, pelo menos, continua no ar: <http://www.areiahostil.com.br>.


Não perca!
O quê: Festa de lançamento da 4ª edição da revista Idéia e 11° encontro do Grupo de Estudos em Animação da Furg
Quando: Amanhã (sexta-feira), a partir das 20h30
Onde: no Espaço Cultural Petruzzi (Rua Bacelar, 210. Fone 3231-7408)
Atração musical: Trio Acústico
Couvert artístico: R$ 7,50, com direito a um exemplar da Revista Idéia nº 4


Texto: Bianca Zanella | Imagens: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 5 de junho de 2008



quarta-feira, 4 de junho de 2008

Antes da história, um sonho

Analfabeta até os 50 anos, a moradora da colônia Z-3 Laura Matheus - a Dona Laura - emociona-se, aos 71, ao lançar seu primeiro livro.


Uma das personagens mais simbólicas da colônia de pescadores Z-3, segundo distrito de Pelotas, vive hoje a realização de um sonho de infância: Aos 71 anos, a menina que cresceu desenhando letras no ar tem um livro seu publicado. "Foi para isso que vivi a vida inteira", diz, emocionada, Laura Matheus, que autografa exemplares de Barbiele hoje, a partir das 17h30, na Livraria Vanguarda.

Mais do que saber contar histórias, Laura Matheus sabe sonhá-las. Não bastasse o talento para a narrativa, um carisma e um senso de humor impagáveis, a escritora demonstra uma aguçada sensibilidade para transitar com desenvoltura no limiar entre o real e o imaginário.

A trajetória da contista é pontuada por uma enorme força de vontade: Aos oito anos matriculou-se por conta própria em uma escola, mas foi obrigada a trocar os estudos para ajudar a família na colheita de cebolas. As aulas não duraram muito, mas as primeiras lições ficaram para a vida inteira: com quase 50 anos, a "teimosa" - como ela mesma se intitula - e praticamente autodidata, retomou seu sonho literário. "Eu acho até que escrevo muita bobagem", brinca a escritora, com franca humildade.

Durante muito tempo, seus textos rabiscados em folhas de papel avulsas ou no velho caderno de registros do Porto de Rio Grande (sua maior relíquia) ficaram guardados em um baú, quase nunca aberto principalmente depois da morte de seu marido, que era pescador e grande incentivador de seu trabalho. Alguns contos chegaram a ser publicados em colunas do jornal O Pescador, que circula na comunidade, e nas coletâneas Tarde demais para não Publicar, decorrente de uma oficina literária organizada pela escritora Hilda Simões Lopes, e Literatura Marginal: Talentos da Escrita Periférica (ed. Agir, 2005), organizada por Ferréz. Foram estas antologias que permitiram a uma editora paulistana redescobrir este pequeno tesouro literário, que pela primeira vez ganha as páginas de um livro somente seu.

Garimpos
Barbiele é um dos dois títulos que inauguram a editora Luzes no Asfalto, selo recém criado por Marcelo Vessoni, que pretende mesclar publicações de autores renomados a outros anônimos no mundo das letras. "O meu propósito é lançar autores que indiquem caminhos de elevação de consciência aos leitores. Vi em Laura Matheus, um olhar extremamente generoso, angelical com o real", afirma Vessoni, que considera os escritos da autora verdadeiras lições de vida. "Tive a sensação que os personagens de seu livro (inclusive ela, no conto autobiográfico "Teimosa") esperam por uma nova forma de vida, mais evoluída espiritualmente", analisa.




Barbiele
Nos onze contos compilados em Barbiele, a realidade de personagens anônimos é exposta de maneira muito peculiar, com uma linguagem que se alterna entre a fala coloquial e regional e várias pinceladas líricas e, em quatro dos textos, com um toque sobrenatural. Na narrativa que dá título ao livro, uma criança rica, mimada e malvada é levada por um ser que diz ser uma estrela (e aparece na forma da menina Barbiele) a viver num ambiente social totalmente oposto ao seu para se transformar numa pessoa melhor.


Para voltar a escrever

Foi com um certo "friozinho na barriga" que Dona Laura, como é conhecida na comunidade, acompanhou todo o processo de edição do livro e é com grande expectativa que ela participa do lançamento hoje.

Se antes era a necessidade de trabalhar que a impedia de estudar e escrever, agora são os olhos que a traem. Há algum tempo, a visão comprometida a obrigou a deixar de lado, novamente, a vocação de escritora. Agora, ela acredita que será justamente o resultado de sua obra, com o lançamento de Barbiele, que irá lhe proporcionar a alegria de enxergar novamente, e voltar a escrever: com a venda do livro, Dona Laura espera poder arcar com os custos de uma cirurgia de catarata.


Prestigie!
O quê: Lançamento do livro Barbiele, de Laura Matheus
Quando: Hoje, das 17h às 20h30
Onde: na Livraria Vanguarda (Rua Gonçalves Chaves, entre Dom Pedro II e 3 de Maio)
Preço do livro: R$ 15,00
Consulte também: www.luzesnoasfalto.com.br


Links relacionados:
Resenhas
Vagão do Humor

Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação / Satolep Press | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 4 de junho de 2008