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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Um show para chamar de Nosso

Ela esteve à frente de uma verdadeira “fábrica de hits” - o trio Kid Abelha - por três décadas consecutivas. Agora, com 26 anos de carreira, Paula Toller lança em Pelotas neste sábado o CD e DVD Nosso, marco inicial da sua fase independente gravado no Rio de Janeiro em agosto do ano passado. “Foi um desejo que surgiu naturalmente. O público estava querendo me ver mais de perto, ouvir melhor a minha voz” disse a cantora, em entrevista concedida por e-mail ao caderno Zoom.


Assim, espirituosa e dona de uma sensualidade dissimulada, Paula não perde o sex appeal. Nas canções, se expõe “sem pudores nem frescuras”, como certa vez declarou à mídia. O romance, o ciúme, o desejo sempre temperaram as composições que marcaram época na sua voz afinadíssima, como o clássico incluído no set list do show, Grand’ Hotel, composto por ela e pelo marido, o cineasta Lui Farias (que assina a direção do DVD).

Aos 46 anos de idade - com uma aparência de dar inveja a muitas jovens de 20 - Paula costuma fugir do assunto quando o tema é sua imagem de sex symbol e faz questão de se manter discreta em relação à exposição da privacidade.


Momento íntimo

“Enfim, Só nós...” É com esse comentário que Paula dá o tom ao show do DVD. Nosso é um espetáculo íntimo, um momento intimista entre Paula Toller e seus admiradores. Ela, que está entre as maiores estrelas da música pop brasileira, concretiza nesse novo trabalho a carreira solo que já havia iniciado há dez anos, com o lançamento do CD Paula Toller e retomado com o CD Só nós, gravado em 2007. O título Nosso, aliás, é um anagrama de Só nós.


Para Paula, era chegada a hora de mostrar mais personalidade, “falar em primeira pessoa”. Reflexo disso, a cantora agora apresenta um canto bem mais emocional, segundo ela mesma.

De Nosso, o que mais gosta é relembrar no repertório as canções do primeiro disco solo como Derretendo satélites e Oito anos, feita em homenagem ao filho Gabriel, atualmente 11 anos mais velho. Além disso, não deixa de citar o prazer que sente em estar mais próxima de seu público. “É um show inteiramente ao vivo, sem truques, onde me mostro cara a cara com a plateia”, revela a musa.

A música ? (O q é q eu sou), de Erasmo Carlos, que abriu o repertório de Só nós, também dá a partida em Nosso. O título da música é escrito assim mesmo, em abreviações típicas do idioma de chats, presentes, aliás, em outras letras desse disco.

O show traz ainda parcerias da cantora como em Pane de maravilha, com Dado Villa-Lobos, e Nada por mim, composta com o ex-companheiro e líder da banda Paralamas do Sucesso Herbert Vianna. No set list há ainda toques de samba como na regravação do clássico da MPB de Assis Valente - (...) E o mundo não se acabou - e um pouco de funk-rock com o pout-pourri de Saúde e Só love, de Rita Lee e Buchecha, respectivamente.

Na parte internacional do repertório estão as canções All over, parceria de Paula e Donavon Frankenreiter, e Fly me to the moon, de autoria de Bart Howard. Nos “extras” do DVD há ainda um dueto com Kevin Johansen na interpretação da faixa Anoche soñe contigo.


E o Kid Abelha?

Apesar da pausa, Paula Toller garante que a banda Kid Abelha, marca poderosa da música pop brasileira formada por ela, George Israel e Bruno Fortunato, não terminou. “A banda vai se reencontrar, mas ainda não marcamos nada. As músicas que fizemos estão no coração das pessoas e isso é meu maior tesouro”, afirmou.

George Israel é produtor cultural e também segue carreira solo: lançou em 2007 seu segundo CD, intitulado Distorções do meu jardim.


Não perca!

O quê: Paula Toller - show de lançamento do DVD Nosso
Quando: amanhã (sábado, 25), às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: ingressos à venda por R$ 80,00 na Via Uno (calçadão da Andrade Neves, 1.869) até amanhã às 19h, ou, somente amanhã, na bilheteria do teatro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 24 de abril de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

A vez do rock de garagem

O rock underground terá espaço garantido amanhã na Casa da Música em Pelotas, que será cenário do Garage Rock Festival II. Até porque, como a própria apresentação do evento diz “o rock em Pelotas não para, mesmo que as portas se fechem para ele”. Serão 11 bandas participantes de cinco cidades do Estado em mais de cinco horas de música.


Os estilos são variados: vão do pop punk e rock da Vouten - que vem diretamente de Novo Hamburgo - e da Div-x e da Fou's, de Pelotas, ao som experimental e difícil de definir da também pelotense Freak Brotherz. Passa ainda pelo hardcore da banda lourenciana Clichê, pelo som emo da rio-grandina Plug 3 e pelo hardrock das bandas One Fuckin’ Bus e Fastlove, todas de Pelotas.

A maior novidade, no entanto, ficará por conta das bandas Fermo, de Porto Alegre, Lastweek e Montreal, ambas de Rio Grande, que seguem uma das tendências que mais vêm ganhando força na cena musical atualmente: o screamo. O ritmo é caracterizado principalmente por batidas intensas e guitarras harmônicas rápidas com berros e vozes melódicas o tempo todo. Daí o nome, que vem da palavra scream (grito em inglês).

O screamo não escapa, é claro, de variações conforme a personalidade musical das bandas. No caso da Fermo vem acompanhado da música eletrônica e quando tocado e cantado pela Lastweek se mistura com o metal e ganha ares mais “post-hardcore” (derivado do hardcore).

Assim, em apresentações de 30 minutos os espectadores terão a chance de conhecer um pouco do trabalho cover e autoral de cada uma dessas bandas, que vêm direto das garagens e dos estúdios para garimpar espaços e movimentar a cena musical.

Justificar
Parceria

As bandas que farão parte do Garage Rock Festival II foram reunidas através de contato em uma comunidade virtual na Internet e também por vínculos de parceria.

“A gente costuma fazer intercâmbios, vai tocar na cidade deles e eles vêm tocar aqui ou então às vezes dividimos ônibus para tocar em algum outro lugar. Assim a gente vai se conhecendo e montando a cena musical independente”, fala Rafael Pinheiro, da banda One Fuckin’ Bus e organizador do Festival junto com Vinícius Cassol, da banda New World, que não irá se apresentar.

“Criamos um perfil do Festival e uma comunidade no Orkut e o pessoal foi aparecendo pra tocar”, completa ele. “O ponto forte da cena musical daqui é essa união das bandas porque as barreiras são muitas e é muito difícil fazer tudo sozinho. Por isso a gente não pretende parar por aqui”, disse ainda Rafael.

São esperadas no evento cerca de 300 pessoas de Pelotas e das cidades de origem das bandas visitantes de onde, segundo os organizadores, várias vans já estão com viagens marcadas para trazer o público do Festival.


As confirmadas

Confira as bandas que irão participar do Garage Rock Festival II (a ordem da lista não representa a ordem de apresentação).

Clichê - São Lourenço
Div-x - Pelotas
Fastlove - Pelotas
Fermo - Porto Alegre
Fou's - Pelotas
Freak Brotherz - Pelotas
Lastweek - Rio Grande
Montreal - Rio Grande
One Fuckin’ Bus - Pelotas
Plug 3 - Rio Grande
Vouten - Novo Hamburgo


Não perca!

O quê: Garage Rock Festival II
Quando: amanhã, a partir das 20h
Onde: na Casa da Música (avenida Bento Gonçalves, no Shopping Lobão)
Quanto: ingressos antecipados a R$ 5,00 com os integrantes das bandas participantes ou pelo MSN garagerockfestival@hotmail.com, e na hora a R$ 6,00.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação / Freak Brotherz | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 27 de março de 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

A MPB vestida de jazz

Botekria apresenta neste sábado o músico Gilberto Oliveira

O espaço é pequeno e aconchegante, em cores quentes e cheio de charme. Tem jeito de boteco. Tem nome: botekria - assim mesmo, com letra minúscula. Há um ano, o pub faz sucesso e atrai um público diversificado na Zona Norte.

“Por ser meio deslocado do centro a gente atende principalmente quem mora aqui perto, mas temos clientes da cidade toda”, diz uma das proprietárias Luciana Marczykowski, que destaca a mordomia de ter um ponto de táxi 24h na porta do bar como um dos fatores que mais agrada a clientela.


O estilo, as peças da decoração, o colorido do ambiente foram concebidos por Luciana e pela sócia Martane Ribeiro, que oferecem na casa um cardápio variado de petiscos e bebidas. Um dos pratos mais pedidos é o picadinho colonial, combinação apetitosa de linguiça da colônia, queijo, pepino, pão e farofa. “E tem também o bolinho de bacalhau que é uma delícia!”, faz questão de lembrar a cantora e produtora cultural Ana Mascarenhas, que aos sábados vai agitar a botekria com atrações sofisticadas.

“A proposta é contemplar músicos com um repertório menos comercial e que justamente por isso não tem muito espaço para tocar em outros bares”, explica. Com vários nomes em mente, especialmente da música instrumental, Ana divulga apenas o primeiro deles que já está confirmado e que inaugura a programação especial do pub amanhã (sábado, dia 7) à noite: com um repertório de Música Popular Brasileira em releituras inconfundíveis, quem anima a noite é Gilberto Oliveira. “Ele é um instrumentista espetacular e tem uma inegável veia jazzística”, elogia a produtora.

Ecletismo e personalidade

O rio-grandino Gilberto Oliveira transita com naturalidade por diferentes estilos e gêneros musicais. Já passou por escolas de samba do Carnaval de Porto Alegre, pela música instrumental de raíz afro, como durante sua participação no projeto Cabobú com Djalma Corrêa e o mestre Giba Giba. Mas, uma de suas vocações mais marcantes é o jazz. Em 1994 foi convidado a participar do 15º Free Jazz, em Montreal, no Canadá. Desde 2005, participa do projeto Conexão Jazz pelo qual já dividiu o palco com nomes como a americana Jane Blackstone, o pianista Verner Vana, Sandy Sasso, Cliff Korman e vários outros. Recentemente atuou ao lado do cantor e pianista brasileiro radicado em Roma Jim Porto.

“Quando me proponho a ‘fazer noite’ é difícil definir uma temática”, diz ele, que aposta em um repertório eclético para agradar a um público diversificado, com canções de compositores como Filó Machado, Gilberto Gil, João Bosco e Patmetheny. “As influências são muitas, mas a minha essência é mesmo brasileira”, afirma.

Guitarrista, violonista, baixista, compositor e arranjador, Gilberto costuma ser bastante requisitado nos palcos e estúdios. Professor de música, além de se apresentar em bares, teatros e festivais trabalha com artistas como Enzo e Rodrigo, Daniel Torres e com a cantora Loma.

O currículo é extenso. Depois de inúmeras participações em álbuns coletivos, Gilberto pretende lançar em breve seu primeiro álbum solo - Cordas pra que te quero - instrumental e totalmente autoral. O trabalho está pronto mas ainda não tem data para ser apresentado ao público. Enquanto espera a melhor oportunidade, Gilberto se prepara para voltar a estúdio, semana que vem, para dar início às gravações do segundo CD, também autoral, em voz e violão.

“Eu já tive oportunidade para tocar pra 30, 40 mil pessoas, um Gigantinho lotado. Mas nesses lugares muito cheios, acaba que poucas pessoas te ouvem, realmente. Prefiro tocar em lugares pequenos porque isso cria uma cumplicidade entre o músico e as pessoas que estão ali naquele momento em busca de uma boa noite.”

Outras atrações

A botekria abre de terça a sexta-feira a partir das 18h e aos sábados somente para eventos ou shows especiais, como este. Além da área do bar, a botekria coloca à disposição dos clientes uma churrasqueira para uso em festas particulares. De terça a quinta o couvert artístico é fixo: R$ 2,00.

Às terças Dija Vaz e convidados fazem a festa, intercalando rodas de samba (duas vezes por mês) e apresentações de voz e violão. Às quartas é a vez de Júnior Noble e às quintas Sandro Martins. Às sextas os músicos da casa dão lugar a atrações variadas.

Hoje, a partir das 22h, o músico e compositor pelotense Beto Porto é quem faz a festa. Com mais de 20 anos de carreira dedicados a interpretações de composições próprias e também à criação instrumental, Beto irá apresentar um repertório de samba, MPB e Bossa Nova com músicas de Chico Burque, Rita Lee, João Bosco, Djavan, Tom Jobim e Zeca Baleiro.


Prestigie

O quê:
show com Gilberto Oliveira
Quando: sábado, dia 7 de março, pós 22h
Onde: na botekria (rua Pinto Martins, 549, entre Osório de Andrade Neves)
Quanto: R$ 5,00
Contato: o telefone para reservas de mesas e contato para aluguel do espaço é 3225-9471


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 6 de março de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Som

Toda quarta-feira, das 21h às 22h30min, Gabi Lima comanda o programa Rapadura, na RádioCom. O programa divulga o som de bandas independentes nacionais e internacionais e pode ser ouvido ao vivo pela 104.5 FM ou na Internet (ao vivo ou em podcast) através do blog http://www.gabilima.com/rapadura.


Participe: Envie seu som em mp3 para o e-mail rapadurarock@gmail.com e coloque sua banda para tocar no programa.

Foto: Daniel Moreira

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um canto sem fronteiras

Hoje e amanhã o Sesc traz a Pelotas e Rio Grande o porta-voz do nativismo gaúcho e do romantismo latino-americano

A voz de Daniel Torres bem que poderia ser ícone da integração pampeana do Mercosul. Com praticamente quatro nacionalidades, seu ecletismo não é uma mistura gratuita. Suas influências são claras e fortes. Filho de pai chileno e mãe argentina, o músico nasceu em Santa Vitória do Palmar. Cresceu no Uruguai, em meio ao mundo do espetáculo e da música: seus pais eram artistas de circo e também trabalhavam como atores de rádio.

Em mais de 25 anos de carreira, Daniel Torres tem marcos em sua trajetória artística, hora mais nativista, hora evidenciando o melódico romantismo latino.

Seus shows costumam ter a energia da batida do bumbo leguero e as apresentações nas praias do Laranjal e do Cassino - hoje e amanhã - não devem ser diferentes. “Tudo é uma questão de colocar carinho e emoção no que a gente faz. Quando tu joga a tua energia para o público recebe tudo em dobro”, afirma o músico, com um carregado sotaque castelhano.

A música Solo le pido a Diós (Só peço a Deus) - que há poucos meses o músico cantou emocionado ao lado de sua maior intérprete - Mercedes Sosa - durante a Vigília da Canção Gaúcha em Cachoeira do Sul, deverá encerrar a apresentação como ocorre tradicionalmente.


Entre amigos

Os show de Daniel Torres terão no repertório um apanhado de seus oito CDs e também algumas novas músicas que fazem parte de seu mais recente trabalho, o CD Entre amigos, que acaba de ser gravado e deve chegar às lojas entre os meses de março e abril.

No disco, a maioria das canções é inédita mas há também temas rebuscados nas mais marcantes participações do músico em festivais, pelos quais coleciona mais de 50 troféus de melhor intérprete.

Duas são em espanhol: Los gauchos - única no CD de autoria de Torres - e Kilômetro 11, famoso chamamé do cancioneiro folclórico argentino.

Nas interpretações, Daniel Torres ganha a companhia de outros renomados nomes da música do Rio Grande do Sul como César Oliveira, Rogério Melo, Wilson Paim, Cristiano Quevedo, Luiz Marenco e Dante Ramon Ledesma.

A atração no litoral sul é uma promoção do Sesc através do projeto Estação Verão e do Circuito Sesc de Música Gaúcha. No sábado e no domingo, entre outras atividades que contemplam a cultura, o esporte e o lazer, o Sesc leva ao Cassino a Escola de Chimarrão, das 9h às 18h.


Atenção veranistas!

Show de Daniel Torres
Hoje (30), no Laranjal (avenida Antônio Augusto Assumpção, em frente ao Shopping Mar de Dentro)
Amanhã (31), no Cassino (rua Henrique Buhle, perto da Igreja Sagrada Família)

* Ambas as apresentações começam às 21h e são abertas ao público.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Verão ao extremo

Programação de shows, atividades culturais e esportivas em Santa Vitória do Palmar promete agitos no sul do litoral sul

JustificarAs convidativas belezas naturais e diversas atrações musicais, artísticas e desportivas aguardam pelos visitantes nas praias de Santa Vitória do Palmar. Na terceira edição do projeto Verão mais ao sul, realizado pela prefeitura, diversos shows que valorizam artistas locais são diversão garantida de sexta à domingo nos balneários Hermenegildo, Alvorada, Porto e na Barra do Chuí. A programação começa hoje e se estende até o Carnaval.


Mesmo antes do projeto começar, há cerca de uma semana os turistas já lotam as praias vitorienses. Segundo o secretário municipal de cultura, Kininho Dornelles, hoje a ocupação hoteleira é praticamente total. "As cabanas de alguel também estão completamente ocupadas", diz ele. A expectativa é de que o número de veranistas aumente ainda mais em meados de janeiro, após o vestibular da Universidade Federal de Pelotas.

Para esperar tanta gente, a Prefeitura de Santa Vitória tem buscado qualificar a infra-estrutura dos balneários ano após ano. No Hermenegildo, uma central de serviços oferece atendimento ao público e serve de referência aos veranistas. Tudo para assegurar o bem-estar e a tranquilidade de quem pretende aproveitar os dias de calor nas areias do litoral do extremo sul.


O que mais vem por aí
Além dos shows já anunciados e dos campeonatos esportivos realizados na beira praia, duas atrações ainda irão sacudir o verão no Hermenegildo. Uma delas é o Hermena Motofest, festival que chega este ano a sua sétima edição e deve reunir um grande número de amantes da motovelocidade.


O outro é o aguardadíssimo Hermena Rock que ocorre em fevereiro e promete lotar o calçadão da praia com três grandes nomes do rock gaúcho: Tonho Crocco (ex-Ultramen), Garotos da Rua e Bidê ou Balde. "Esse é sem dúvida o grande evento do verão", afirma Dornelles.


Agende-se
Hoje (09), na Barra do Chuí
21h - Grupo Balanço

Amanhã (10), no balneário Hermenegildo
21h - Banda Status
23h - Grupo de Bombacha

Domingo (11), no Porto de Santa Vitória
16h30min - Alma Pampeana

Dia 16, no balneário Alvorada
21h - Grupo de Bombacha

Dia 17, sábado, no balneário Hermenegildo
21h - Banda Premier
23h - Legião Fandangueira

Dia 18, domingo, no Porto de Santa Vitória
16h - Legião Fandangueira

Dia 23, no balneário Hermenegildo
22h - Banda Balanço

Dia 24, no balneário Hermenegildo
21h - Banda Trindade

Dia 25, no balneário Hermenegildo
21h - Jorge Cambota e banda

Dia 30, na Barra do Chuí
21h - Banda Premier

Dia 31, no balneário Hermenegildo
18h - Garota Verão
20h - Banda Equalize
21h - Quino Garcia e banda Surungo Grosso


Outras atrações:
* De 23 a 25 acontece o 7º Hermena Motofest.

* Em janeiro e fevereiro o Instituto Balaena Australis promove intensa programação artística e cultural para comemorar os 10 anos de existência do Museu Atelier Hamilton Coelho, na Barra do Chuí.

* O Ecomuseu da Praia do Hermenegildo, da Ong Instituto Litoral Sul, fica aberto à visitação diariamente das 16h30 às 22h30.

* Dia 15 ocorre a partida dos Cavaleiros da Costa Doce de Santa Vitória do Palmar. A cavalgada passará pela praia do Hermenegildo e pela Barra do Chuí.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aberta temporada de festas II (Programação)

Confira a programação:Justificar
Hoje (28)
20h30min - Abertura da programação | Show com Joca Martins

Amanhã (29)
20h30min - Show com a banda Pimenta Buenta

Domingo (30)
20h30min - Orquestra de Câmara de Pelotas

Segunda-feira (dia 1º/12)
20h - Solenidade de abertura
21h - Chegada do Papai Noel | Mauro Bus | Escolas infantis

Quarta-feira (3)
20h - Grupo Estripulia de malabaristas e pernas-de-pau
21h - O Pequeno Imperador - Grupo de Teatro do COP

Quinta-feira (4)
22h30min - Aluisio Rockembach

Sexta-feira (5)
20h - Estopim - Companhia de Palhaços Clonws
21h - Grupo Oficina de Teatro de Pelotas e Cia. Cem Caras

Sábado (6)
20h - Teatro de Bonecos Estripulia
21h - Especial 50 anos de Bossa Nova - Grupo Pausa & Notas

Domingo (7)
20h - Sacra Folia - Cia. Straganza (Porto Alegre)

Quarta-feira (10)
21h - Banda da Promotoria

Quinta-feira (11)
20h - Tony Konrath
21h - Marquinho Brasil

Sexta-feira (12)
20h - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
21h - Grupo de Choro Reminiscências

Sábado (13)
20h30min - Conjuntos Vocais: Costinha, Canto Livre e Original Samba

Domingo (14)
19h30 - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
20h30min - Misto Quente - Circo Girassol

Quarta-feira (17)
21h - Solon Silva e coral Louis Braille

Quinta-feira (18)
20h30min - 1º Ato Tavani: Espetáculo de Dança
21h30min - Cuadro de la Expresión del Arte Flamenca

Sexta-feira (19)
20h - Piratas de Rua
21h - Centro Coreográfico Berê Fuhro Souto

Sábado (20)
20h - Auto de Natal - Teatro de Sombras no Theatro Sete de Abril
21h30min - Marco Gottinari

Domingo (21)
20h30 - Novitango - Cia. da Dança

Segunda-feira (22)
Encerramento


Solidariedade

O Clube da Maturidade Ativa do Sesc realizará, durante todos os dias da programação natalina, uma campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis. Participe prestigiando as atrações e levando a sua contribuição.


Endereços do Bom-Velhinho

No Calçadão, a Casa do Papai Noel estará aberta de segunda à sábado, das 16h às 19h com atividades recreativas e culturais destinadas à crianças de 0 à 12 anos de idade.
Na Praça Coronel Pedro Osório, o Bom-Velhinho irá receber os visitantes de segunda à sábado das 20h às 22h.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008
***ATENÇÃO: ESTA PROGRAMAÇÃO FOI ALTERADA EM RELAÇÃO AO QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL NOS DIAS 10, 12 E 14***

Aberta temporada de festas

Foram-se os livros, vieram as luzes. Mal a praça Coronel Pedro Osório foi desocupada pela feira da literatura, volta a ser tomada por intensa atividade cultural. O ascender das milhares de lâmpadas, a chegada do calor e a alegria nas ruas são um anúncio definitivo: é tempo de festas.

Em clima de Natal, de despedida à 2008, e de boas-vindas ao Ano-Novo o Sistema Social do Comércio (Sesc) presenteia a comunidade com 33 apresentações culturais que irão movimentar um dos principais cartões-postais da cidade ao anoitecer, até o dia 22 de dezembro. O palco no chafariz Fonte das Nereidas, emoldurado pela Praça Coronel Pedro Osório já está montado, pronto para o início das festividades marcado para hoje (28) à noite.


O cantor nativista Joca Martins abre o calendário farto de apresentações. Amanhã quem sobe ao palco é a banda Pimenta Buena e no domingo será a vez da Orquestra de Câmara de Pelotas. Essas são apenas algumas das atrações que prometem tornar ainda mais agradável o passeio dos pelotenses pelo centro da cidade nas noites quentes dessa temporada, além da decoração que já dá ares diferenciados ao Calçadão e à praça.

Segundo o gerente regional do Sesc, Luis Fernando Parada, os artistas locais foram priorizados na programação. Porém, entre os espetáculos estão três grupos de outras cidades que já tinham apresentações agendadas para Pelotas, no circuito do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte. São eles o Circo Girassol, o espetáculo Sacra Folia

No encerramento, um grande show está previsto, mas ainda não foi confirmado. Para deixar o público na expectativa, apenas uma pista: são artistas pelotenses que não se apresentam na cidade desde setembro do ano passado.


Prestigie!

Reúna a família e amigos, confira a programação e aproveite! Sugestão: Levar cadeiras de praia.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tem Festival no Sete de Abril

Em uma nova tentativa de inserir Pelotas no forte circuito de festivais de música gaúcha, ocorre neste sábado (18) no Theatro Sete de Abril a segunda Salamanca da Canção Nativa. Além de divulgar a poesia e a canção regionalista e incentivar novos talentos, o festival homenageia de uma só vez a música e a literatura gaúcha e pelotense personificada em um de seus principais representantes, João Simões Lopes Neto. As metafóricas referências à lenda da Salamanca do Jarau, explícitas nos nomes que batizam o prêmio e o grupo que o criou, são a maior prova da identidade do projeto, nascido com a proposta de cultuar a cultura tradicionalista em sentido amplo, em todas as suas formas de manifestação.

A iniciativa é do grupo autônomo Alma Forte, Coração Sereno, que semeou a idéia no interior do CTG Rancho Grande, do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), onde em fevereiro do ano passado foi realizada a primeira edição do festival. "No início eram quatro ou cinco estudantes. A maior parte da gurizada estava no último ano lá, mas mesmo depois que nos formamos achamos que a gente não podia deixar a idéia morrer", conta Lillian Muller, que atualmente é estudante de agronomia e toma a frente da organização junto com Normando Bresolin e Fábio de Castro.


Aposta no entusiasmo

A cada vez que surge um levante eufórico determinado a criar um festival forte no cenário musical pelotense, a pergunta é inevitável: será que dessa vez dará certo? O Círio (Canto Interuniversitário Rio-Grandense) e a Charqueada da Canção, já extintos, são apenas dois de vários exemplos das iniciativas criadas com o mesmo objetivo que não prosperaram.

Não por falta de talentos, já que os músicos pelotenses participam com destaque de festivais em outras cidades e não raramente trazem prêmios significativos para cá. Para os organizadores da Salamanca, o público pelotense não é resistente aos festivais, e também não faltam recursos para realizar os eventos e colocar as idéias em prática. "Pelotas comporta muitos festivais e realizá-los é totalmente viável. As verbas estão aí, os talentos e o público também. Falta organização de bons projetos", defende Bresolin. O grande número de inscrições, de músicos oriundos de diversas cidades do Estado, já demonstra, segundo ele, um grande interesse dos artistas e indica uma boa participação da comunidade. "Quando os projetos são muito vinculados a alguma entidade, ou acabam ficando na mão de uma única pessoa, não vão para a frente. Mas quando tu pegas um grupo de empreendedores apaixonados pela causa e capazes de organizar isso, as coisas saem do papel. Começamos pequeno para amadurecer aos poucos", continua ele.

A Salamanca da Canção Nativa tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, da Universidade Federal de Pelotas e do restaurante Rincão Nativo.


Os finalistas

(Lista de músicas e intérpretes classificados por ordem de apresentação)
1. Última marcha (Richard Pereira)
2. Pra cantar ainda de espora (Alex Barcelos)
3. Onde as almas ressucitam (Maicon Gonzales)
4. Tumbeiro (Sérgio Terres Viana)
5. Relíquia (Diego Machado)
6. Quisera (Alex Sandro Moraes Moreira)
7. Joguei fora a felicidade (Flávio Mendez)
8. Romanceiro (Fabrício Marques)
9. De repontes e estradas (Igor Moraes)
10. Vai coração (Alci Vieira Júnior)
11. Um dueto pra um desfile (Gustavo Campelo)
12. Assim me faço campeiro (Rodrigo Madrid)
O júri é formado pelo escritor e compositor Édson Silva, pelo instrumentista, maestro e professor Leonardo Oxley e pelo cantor e compositor Rui Carlos Ávila.


Prestigie e incentive!

O quê: II Salamanca da Canção Nativa. No intervalo do festival, show com Rodrigo Jacques
Quando: Sábado, dia 18, às 19h
Onde: no Theatro Sete de Abril

* Após as apresentações e entrega dos prêmios haverá uma confraternização entre os participantes, o público e os organizadores do festival no restaurante Rincão Nativo (rua Félix da Cunha, 859)


1 livro = 1 ingresso

Os ingressos podem ser trocados na hora ou antecipadamente no teatro por livros - didáticos ou literários, novos ou usados (desde que em bom estado de conservação). A bilheteria do evento será em benefício da biblioteca de uma unidade de educação do interior de Pelotas. A escola que irá receber as doações ainda não definida.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

50 Anos de Boemia

A fachada estreita com janelas enfeitadas de cortinas vermelhas com bandôs de rendas brancas e os dois lances de escada são símbolos da Pelotas noturna e dos finais de tarde de domingo. Se os degraus do Sobrado falassem, certamente teriam muito o que contar. Mas como não falam, são os seus quase sócios mais assíduos os porta-vozes da história, que completa hoje 50 anos.

O Sobrado abriu as portas pela primeira vez em 19 de setembro de 1958 como restaurante e já naquela época se tornou um dos pontos mais freqüentados da sociedade pelotense. Os almoços e jantares dançantes eram transmitidos ao vivo pela TV Tuiuti que funcionava ali perto, na rua 15 de Novembro.

O proprietário era Moacir Noronha, um homem grande, como descrevem os que o conheceram, e que tinha uma forma bastante peculiar de impor a disciplina no ambiente: "Sempre que alguém se 'se passava' o Noronha arrumava a gravata. Aquele era o sinal que todo mundo conhecia para a banda parar de tocar e aí o cidadão já sabia que era para maneirar o comportamento", conta o atual proprietário, Manoel Larroque, imitando o jeito do outro.

Adquirido em 1973 por outro Manoel, o Manoel Gianpaoli, conhecido como Maneca, a casa continuou resistindo ao "liberalismo", e preservando os bons costumes. "No meu tempo eu usava um cartão. Cartão amarelo era advertência e cartão vermelho era expulsão", acha graça o Maneca, que ainda hoje mantém sua mesa cativa no Sobrado.

Se alguém exagerasse nos carinhos com a namorada ou tentasse beijar a donzela em público corria o risco de ser mandado embora e só podia voltar se o "Seu Maneca" liberasse. "Tinha uns que pegavam um mês, dois meses de suspensão e depois podiam voltar. Mas se a coisa fosse muito feia não podiam voltar mais."

Hoje as liberdades estão maiores, mas os freqüentadores ainda prezam o ambiente familiar. "Quem não se comporta bem é convidado a se retirar", diz Larroque, atual proprietário. Beijar pode. "Mas tem que ser meio disfarçado", adverte.


O chapéu do Tito

"Ah! Se eu te contasse todo mundo que passou por aqui...", diz o Maneca num ar saudoso, começando a enumerar alguns nomes. Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Alcione, Moacyr Franco, Jamelão e até o mais boêmio de todos os boêmios, Nelson Gonçalves, já subiram os degraus do Sobrado. "E teve também aquela vez, quando o Waldick Soriano esteve aqui... Lembra?", pergunta ao Manoel, que fuma um cigarro sentado junto à mesa.

O Maneca conta histórias do Sobrado como se estivesse vendo de novo cada cena. "Naquele dia isso aqui tudo tava lotado... todo mundo ancioso esperando a chegada do Waldick. De repente entrou o Tito, com uma roupa e um chapéu bem parecidos e todo mundo foi pra volta dele. Aí a gente teve que acalmar todo mundo até o verdadeiro chegar." O causo teve ainda outro desfecho:
"Depois o Waldick queria trocar de chapéu com o Tito, mas o Tito não quis. O chapéu dele era um chapéu fino, e o do Waldick era daqueles que ele atirava para o público", se diverte.

Outro momento gravado na memória do Sobrado foi a festa da torcida Xavante. "Em 1985, quando o Brasil foi terceiro colocado no Campeonato Brasileiro, a gente darramava barris de choppe daqui das janelas e o pessoal lá embaixo bebia de graça", lembra o Maneca.


Os donos da casa


Depois de muitos anos de funcionamento como restaurante, em meados da década de 80 o plano econômico do presidente Sarney modificou a rotina do Sobrado. Na verdade, o comportamento do público também estava mudando. "Era um horror. Por causa do congelamento de preços e da Sunab... não tinha como manter o restaurante, aí ficou só como casa noturna", diz Maneca, proprietário na época da mudança.

Em cinqüenta anos, o Sobrado só interrompeu suas atividades entre janeiro e setembro de 2006, quando passou por reformas, durante a administração do atual proprietário, Manoel Larroque. "Mas eu sempre digo que o Sobrado não é meu, eu só administro. O Sobrado é deles", reforça ele, no espontâneo espírito da casa.

Em "eles", incluem-se as amigas e bem-humoradas Ângela, Benícia e Marlaine, que praticamente moram ali, sempre envolvidas com os preparativos do próximo baile. As histórias das três são parecidas: Ângela ficou viúva e voltou a comparecer no local que antes freqüentava com o marido. "Sem isso aqui eu não vivo!", garante ela.

Marlaine se separou, disse que já arrumou um namorado no Sobrado depois disso, mas que agora está "livre e desimpedida". "Estou aberta para o amor. Se bem que o clima daqui é tão bom que a gente nem sente falta se não tiver par para dançar. Eu me divirto igual", fala às gargalhadas.

Benícia foi ao Sobrado pela primeira vez por recomendação médica e nunca mais deixou de ir. "Eu tive depressão depois que fiquei viúva, há uns 15 anos, e o médico dizia que eu tinha que sair, me divertir. Foi aí que eu entrei pra turma".

No baile desta sexta-feira serão anunciadas as novas tituladas, outra tradição. Com a presença da Miss Pelotas Bruna Petter, receberão oficialmente as faixas a Miss Simpatia, Miss Privamera, Rainha do Carnaval e a Rainha do Sobrado.

A animação ficará por conta dos músicos da casa, com um repertório eclético, mas claro, sem esquecer a identidade do ponto, que faz sucesso e é conhecido principalmente por preservar o repertório de tangos e boleros.


Programação comemorativa

O quê: Aniversário do Sobrado
Quando: hoje, a partir das 22h
Onde: no Sobrado (calçadão da Sete, quase esquina com a rua 15 de Novembro)
Quanto: R$ 10,00 para eles e R$ 3,00 para elas


Mais

O Sobrado funciona regularmente às quartas-feiras, a partir das 21h, às sextas e aos sábados a partir das 22h, e aos domingos com matinês começando às 17h.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 19 de setembro de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Desconcerto de Pitty em Rio Grande

Na véspera do Dia Mundial do Rock, é com música baiana que os fãs da região sul vão comemorar a data, no pavilhão 2 do Porto Velho em Rio Grande. É da terra do axé music que vem a subversão hardcore de Pitty - baiana e roqueira.

A turnê de lançamento do seu primeiro DVD ao vivo - {Des}Concerto já se tornou um divisor de águas na carreira. Antes vieram os álbuns Admirável Chip Novo (2003) e Anacrônico (2005). O que virá depois, a cantora admite, não sabe ao certo. Antes de partir para o "daqui pra frente", ela preferiu passar a limpo a carreira com este projeto, que reúne no repertório músicas calcadas nos dois discos e contam com o reforço de duas inéditas: Malditos Cromossomos e Pulsos, mais um novo hit.


Palmas, coro de vozes, punhos para o alto e muita energia. Assim é a atmosfera que traduz as apresentações de Pitty e que ela pretende repetir em cada palco que passa, a exemplo da "catarse" - palavra escolhida pela hardcore para definir o show - que ocorreu no dia 6 de julho no Citybank Hall, em São Paulo, quando o DVD foi gravado.

Em entrevista concedida por e-mail, ela fala sobre o seu atual momento e também sobre as aguçadas visões-de-mundo que manifesta em cada composição. Confira abaixo os principais trechos.


DP - A expressão {Des}Concerto sugere a idéia de desconstrução, de revisão de valores e até mesmo de redescoberta. Você mesma chegou a afirmar que este DVD é "um registro da primeira fase" da sua carreira. Ao passar a limpo esse período, o que você descobriu?

Pitty - O conceito do nome do DVD tem a ver com isso mesmo. Descontrução. De tudo aquilo que você acha que sabe sobre você, ou sobre o mundo, e se permitir um olhar novo sobre isso tudo. E, fazendo isso, descobri que a gente enquanto banda é muito mutante e se permite reinventar as coisas que já fizemos. Um bom exemplo disso é perceber o quanto as músicas ao vivo, no DVD, hoje soam bem diferentes de quando gravamos em estúdio. Essa é uma mudança que ocorre naturalmente, à medida em que vamos tocando essas músicas na estrada. Não é algo proposital. Ouvindo o primeiro disco e assistindo ao DVD fica claro que muitas coisas e influências foram agregando-se nesse caminho, ao longo desses anos.

DP - A partir dessa revisão, e desse marco que acabou se transformando o {Des}concerto, o que você espera da sua carreira daqui pra frente? Como será a próxima fase?

Pitty - A gente nunca sabe até fazer. É uma coisa que não dá pra prever e projetar tão friamente porque tem a ver com sentimento, com expressão. A única coisa que eu sei é que eu nunca vou abrir mão de fazer coisas totalmente verdadeiras pra mim. E deixar rolar.

DP - Você mantém um estilo bem sombrio, poeticamente falando, com letras sempre engajadas e que despertam para as crises do mundo contemporâneo. Você se considera, além de crítica, uma pessoa pessimista? Ou fazer esses "alertas" é uma forma de demonstrar seu otimismo e esperança na possibilidade de reverter esses quadros a que suas músicas fazem referência, como a alienação, por exemplo?

Pitty -
Tenho uma certa tendência a textos apocalípticos sim, mas não acho que pessimistas, talvez um pouco céticos e melancólicos. É que eu acho que certos assuntos são tão urgentes que merecem ser tratados com uma dose extra de dramaticidade, de intensidade. Falar dessas coisas de forma menos macia ajuda a dimensioná-las pra mim. As palavras podem funcionar como espinhos "do bem". É como um pequeno choque que pode nos fazer acordar, e, nesse caso, acho sim que podem significar até otimismo no sentido de continuar acreditando que vale a pena falar sobre isso e não se conformar. O pessimista é aquele que desistiu de lutar, e não é o caso.


Pra curtir

O quê: Pitty, na turnê {Des}concerto
Onde: no pavilhão 2 do Porto Velho, em Rio Grande
Quando: amanhã (sábado, 12), às 23h. Os portões abrirão às 21h.
Ingressos: em Rio Grande, à venda nos seguintes locais: Quebra-Mar, Ótica Estima, Seleção Premium e Seleção Pré-Vestibular, Hiper Posto e Posto do Tigre. Em Pelotas somente na Quebra Mar.
Como os antecipados do primeiro lote (primeiros mil) - vendidos a R$ 20,00 - já estão esgotados, os do segundo lote custam R$ 25,00 e os do terceiro lote serão vendidos a R$ 30,00.
Contato: informações pelo telefone 3230-2210 ou 84270177.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 11 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Majestade do Rock

Argentinos da Doctor Queen encerram em Pelotas turnê nacional em tributo à banda inglesa.

God save the queen! Dios ahorra a la reina! - Deus salve a majestade do rock - é o que diriam os súditos fiéis da soberana de todas as bandas, que do País de Gales expandiu seu reino musical para todo o mundo. Fãs irão reverenciar, amanhã à noite no Theatro Guarany, o fenômeno musical chamado Queen.


Apesar da semelhança, a banda com quem os pelotenses irão cantar em côro clássicos como Radio Ga ga, I want to break free e We are the champions realmente não é a original inglesa e sim a banda cover argentina Doctor Queen, não por isso menos digna de aplausos. Criado no ano 2000, o grupo foi aclamado pela crítica internacional por grandes e memoráveis apresentações e já recebeu elogios até mesmo de Roger Taylor, baterista da Queen "verdadeira". O show em Pelotas encerra a turnê que começou em São Paulo e passou por outras três cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre.


Sing it! They will rock you!

Sim, they will rock you - eles irão sacudir você - desde o primeiro momento, quando cantarem a tradicional música de abertura We will rock you, com o acompanhamento das palmas da platéia. Neste show tributo o lado irreverente que o mundo não esperava conhecer vindo de artistas de um país tão habituado à nobre e recatada polidez da côrte é posto em evidência. Talvez porque o vocalista e líder da banda original Freddie Mercury - nome artístico de Farrokh Bulsara - era africano e não inglês.


"Procuramos imitar a essência do Queen em todos os aspectos, para que ao nos assistirem todos pensem que estão vendo o próprio Queen. Fazemos isso com tanta dedicação que chegamos ao ponto de acreditar, durante os shows, que realmente somos o Queen", enfatiza Jorge Busetto que veste ombreiras, manto e coroa para representar seu ídolo nos palcos. Nas horas vagas, o fanático cover rockstar é médico, daí a palavra Doctor no nome da banda.

Criar a ilusão comprada pelo público tem seus desafios: além da dificuldade de reproduzir os megaefeitos inovadores de cenário, som e luz - marcas registradas das apresentações do Queen - há também a necessidade de recriar o perfil de cada personagem. "Somos parecidos com os músicos da formação original da banda, mas para se alcançar o público é preciso mais do que ter uma imagem similar", diz Busetto que tenta registrar a complexa personalidade de Mercury. "Copiar a aparência é fácil, mas o Freddie tinha também muito carisma e uma grande presença de palco", continua ele, que garante que mesmo atuando em uma banda cover é possível manter a autenticidade. "Não perdemos a espontâneidade porque não copiamos um estilo, ele é nosso também e por isso é natural", completa.

Atualmente está em fase de produção o terceiro CD da Doctor Queen, que incluirá oito faixas próprias e ainda uma versão do hino argentino em inglês, ao estilo do tema britânico God save The Queen.


In memoriam

Criada no final da década de 60, a banda Queen é considerada a vanguarda do estilo new wave, transitando entre tendências do rock pesado e ao mesmo tempo dançante. O legado de Freddie Mercury, morto em 1991 vítima de AIDS continua vivo nos palcos. Após um intervalo de mais de uma década, em 2005 os integrantes da formação original da Queen Brian May e Roger Taylor voltaram a se reunir e deram início a uma nova turnê acompanhados de Paul Rogers (ex-vocalista das bandas Free, Bad Company e The Firm). O baixista John Deacon preferiu se aposentar de vez.


Em setembro deste ano a Queen deve lançar o álbum The cosmos rocks, primeiro de músicas inéditas desde Made in Heaven, lançado há treze anos. E em novembro as duas bandas - Queen e Doctor Queen - poderão se encontrar pela primeira vez, e o encontro tem tudo para acontecer no Brasil, durante a turnê mundial da Queen cujo último show deve ocorrer nas areias de Copacabana. "Me encantaria muito cantar pelo menos uma canção neste show. Seria realmente emocionante", finaliza o Freddie Mercury argentino.


Imperdível para amantes do rock

O quê:
Tributo ao Queen com a banda argentina Doctor Queen
Quando: sábado, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: Antecipados à venda na Studio CD´s ou pelos telefones 3278-4384, 9165-1214 e 8409-3084 (Ema Produções). Os ingressos custam R$ 40,00 para o público em geral e R$ 20,00 para estudantes, professores e idosos (disponíveis apenas até ser esgotada a cota de 30% da bilheteria destinada a estas categorias).


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 4 de julho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Armandinho no embalo de Semente

Último final de semana da Fenadoce começa em ritmo de reggae music.

É com o hit Semente - faixa título do quarto CD da carreira de Armandinho - que o cantor promete embalar o show que ocorre hoje à noite - dois dias antes do final da 16ª Fenadoce.


Depois da grande repercussão dos álbuns anteriores - Armandinho (2003), Casinha (2004) e Ao Vivo (2006) - que juntos chegaram a vender mais de 250 mil cópias originais, Armando Antonio Silveira da Silveira - o Armandinho -, aos 38 anos voltou ao topo das paradas com o refrão que reiterou a cadência melódica e poética de suas composições, sem deixar de lado a sua vocação pop.

Depois de fazer cerca de 180 shows por praticamente todo o país e se apresentar duas vezes em Portugal, Armandinho traz no novo álbum uma identidade sonora que dá seqüência ao que havia sido começado em Casinha. Semente mantém o estilo leve, romântico, descontraído e cheio de boas vibrações que bem representam o jeito "surfista Armandinho de ser". Para ele, o disco lançado no começo desse ano é parte da seqüência natural da carreira. "Exceto por Onda do Arraial, uma parceria do ano passado com Dora Vergueiro, as músicas foram compostas antes do Ao vivo. Acho que o som sinaliza como será meu trabalho daqui para a frente", afirma.


Platéia

A grande festa da reggae music será realizada sob uma estrutura coberta, preparada para receber um público de 7 mil pessoas - incluindo área vip de 100 metros quadrados, com capacidade para 150 espectadores. A área fica na parte externa do Centro de Eventos. O acesso ao show será pela entrada principal da feira.

A expectativa para esta noite é de um grande público, já que esta é a única atração de projeção nacional nesta edição da Fenadoce. Desde terça-feira o primeiro lote de mil ingressos havia se esgotado nos pontos de venda.
Além dos fãs pelotenses, são aguardados grupos de diversas cidades da região. Várias excursões estiveram em contato com a produção esta semana para a compra antecipada de ingressos e já confirmaram suas presenças.


Serviço

O quê: Show de Armandinho na Fenadoce
Quando: Sexta-feira, às 21h (o acesso ao público será liberado a partir das 20h)
Onde: No Centro de Eventos
Ingressos: Antecipados à venda em Pelotas nas lojas Shanadu, Gaston e Quebra Mar, e também no estande da Agafarma na Fedadoce. Em Rio Grande os pontos de venda são as lojas Gaston e Morgana. Os valores são R$ 20,00 (platéia) e R$ 50,00 (camarote).

* O ingresso para o show permite acesso livre aos pavilhões da Fenadoce.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Washington Possato (Divulgação) | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 20 de junho de 2008