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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Los Jueves en el Mercado

O termo regionalismo
A mim sempre causou asco,
Pois na terra do churrasco,
Preferimos, nativismo,
Ou mesmo- universalismo
Que pertence ao mundo inteiro
E eu pergunto ao companheiro
Nesse meu tom informal:
O que é mais universal
Do que o berro dum terneiro?
Jaime Caetano Braun. 1924-1999


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terça-feira, 26 de maio de 2009

A Roda Viva carrega a saudade pra lá

Tem dias que a gente se sente… com vontade de escutar Chico Buarque, não é verdade? E nem adianta ir contra a corrente, até não poder resistir. Se amanhã for um desses dias para você, caro leitor, eis a boa notícia: tem show da banda Roda Viva no João Gilberto.

Formado em 2003 por jovens porto-alegrenses de 20 e poucos anos, o sexteto faz um tributo ao ícone na MPB Francisco Buarque de Hollanda, o Chico. Com intervenções modestas, poucas variações aplicadas aos arranjos originais – afinal, pra que mudar o que foi bem feito? – o show é um momento especialmente dedicado à apreciação de um legado musical farto e de fácil identificação com o público, não importa a idade. “Quem quiser uma música que tenha a ver com qualquer momento da vida certamente vai achar alguma no repertório dele”, diz o vocalista Zé Leandro que acredita que a banda tem contribuído para renovar os ouvintes chicobuarqueanos. “A gente tem conseguido atrair a atenção de um público que estava até carente de músicas com essa profundidade”, comenta.

Entre sambas e outras bossas - canções que a banda levará ao público esta noite - ficam de fora as do mais recente CD de inéditas Carioca, lançado em 2007. Daí para trás, eles fazem um apanhado geral do cancioneiro. O que é mais difícil ao interpretar Chico? “As músicas têm muitos acordes, e acordes muito elaborados. Mas é ótimo”, diz o porta-voz da banda.

Os desafios, sem dúvida, fazem parte da essência musical peculiar do compositor que brinca de desconstruir modelos de harmonia convencionais e, principalmente, foge dos refrões. “Quando a gente pensa que vai entrar o refrão ele vai para outro lugar da música”, fala o intérprete que se satisfaz ao dar voz à poesia de Buarque, com seus versos de complexidade simples, e sua visão apurada sobre vários aspectos da vida. Falar do cotidiano, aliás, é algo que o poeta faz com maestria, o que me faz lembrar os versos Todo dia ela faz tudo sempre igual…

O show de hoje no bar e champanharia João Gilberto marca o encerramento do Seminário sobre Responsabilidade Ambiental do curso de Biologia da UCPel e a abertura da Semana do Meio Ambiente. A abertura estará à cargo da banda pelotense Nação Suburbana.


Projeto paralelo

Com outras duas bandas da capital gaúcha – a Tribo Brasil e a Carne de Panela – o grupo Roda Viva integra o projeto O Maestro, o malandro e o poeta, onde o repertório de Chico Buarque é apresentado ao público bem acompanhado por canções de Vinicius de Moraes e Tom Jobim.

A estréia do projeto foi em abril desse ano no palco do Theatro São Pedro. As bandas já tem vários outros shows marcados para esse tributo triplo, por enquanto todos em Porto Alegre. Mas, quem gosta pode ficar ligado porque a intenção dos idealizadores é levar o projeto para viajar por palcos fora da capital.

A Roda Viva é formada por Lucas Dellazzana (bateria), Jeferson Azevedo (percussão), Juliano Luz (contrabaixo), Felipe Bohrer (violão), Vinícius Serrão (cavaquinho e bandolim) e Zé Leandro (vocal).


Prestigie!

O quê: show da banda Roda Viva – Tributo a Chico Buarque (abertura com a banda Nação Suburbana)
Quando: amanhã, a partir das 22h
Onde: no bar e champanharia João Gilberto (rua Gonçalves Chaves, 430)
Quanto: ingressos antecipados custam R$ 10,00 e estão à venda no restaurante Teia Ecológica (na praça Coronel Pedro Osório) ou no Posto do Guga (rua General Osório esquina avenida Bento). Informações e telentrega de convites pelo telefone 8111-2098.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa |Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 26 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Margem

Eles vêm da “terra dos pés vermelhos” dispostos a desviar as margens e, pela música, atravessar fronteiras. O músico e compositor gaúcho Cláudio Joner e o compositor, cantor e violonista da província argentina de Misiones, Gastón Nakazato, apresentam para o público pelotense neste domingo A Margem.

Eles não chegam sozinhos, mas acompanhados do também argentino Marcelo Perez (teclado e sax), do percussionista passo-fundense Sandro Cartier e do guitarrista Léo Chitolina, que como Cláudio Joner é nascido no município de Santa Rosa, a 40km da fronteira.

Lá, na beira do Brasil com a Argentina, surgiu o projeto A Margem, que brinca com conceitos e pré-conceitos no jogo de palavras que remete às margens do rio Uruguai e à marginalização cultural que sofrem os músicos daquele que é “o fundão verde amarelo com o esquecimento azul e branco no meio do barro de uma terra pra lá de vermelha”, como define Joner.

O vocalista e contrabaixista é um dos fundadores da banda porto-alegrense Estado das Coisas, criada em 1994 e protagonista do projeto Rock de Galpão, que repaginou várias músicas do repertório nativista gaúcho em parceria com o músico alegretense Neto Fagundes, e vem cada vez mais ganhando público pelos palcos do Sul do Brasil.

Joner chegou a participar da produção desse projeto, mas saiu do grupo e retornou a Santa Rosa em 2006, onde idealizou A Margem, que de certa forma segue a mesma corrente “folk-rock” - a união do folclórico latino-americano com o pop-rock, que pode-se dizer “universal”.

Nesse espetáculo, ele e o quarteto passeiam pela fronteira eletroacústica com influências diversas: de Nelson Cavaquinho a Fito Paez, de Renato Russo a Piazzola, de Luiz Carlos Borges a Jorge Drexler. E o que será que os Beatles tem a ver com tudo isso? Joner explica: “nós não deixamos de ouvir o que vêm de longe, como os Beatles, lá de Liverpool. Tocamos coisas que a gente ouve desde a juventude”, diz ele, outro remanescente do fenômeno “Beatlemania”.

O resultado desse flerte globalizado entre a língua portuguesa e a espanhola é uma apresentação de timbres modernos com canções autorais e versões brasileiras e gringas. Em “portunhol”, que seja, mas com muita sonoridade.


Prestigie!

O quê: Sesc Música – Cláudio Joner & A Margem
Quando: neste domingo, dia 17, às 20h
Onde: no Teatro do COP (rua Almirante Barroso, 2.540)
Quanto: R$ 5,00 para comerciários, estudantes, professores e idosos; R$ 7,00 para empresários do comércio de bens, serviços e turismo; R$ 10,00 para o público em geral. Ingressos antecipados podem ser adquiridos antecipadamente no Sesc Pelotas (rua Gonçalves Chaves, 914).


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 7 |Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 14 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um mosaico em melodias

“A geografia ensina o homem a cantar e em cada geografia há uma identidade cultural.” A frase atribuída ao poeta Maurício Raupp Martins norteia a jornada em que músicos gaúchos de diversas regiões estão prestes a embarcar: por entre cordas de violões e outras sonoridades, através da história, da música e da poesia, começa hoje um passeio pelas diversas expressões do folclore gaúcho – o Mosaico cultural do Rio Grande do Sul.

Se é possível encontrar na milonga uma unidade musical da grande pampa, o novo projeto da parillada Mercado del Puerto pretende mapear a cultura gaúcha justamente pelas diferenças. Isso em apresentações criadas para valorizar a multiplicidade histórica e melódica das mais diversas regiões, como explicou o idealizador e proprietário do restaurante, Javier Nuñez, enquanto cevava um mate para dar início à conversa. “Nossa proposta não é apenas musical. O projeto será uma oportunidade para se mostrar as potencialidades de cada município.”

A viagem começa por Santa Vitória do Palmar com os representantes “mergulhões” Maria da Conceição, Roberto Borges e Frederico Viana, e apresentação e declamação de poemas com o professor Marco Antônio Chaves.

Marcados pela profunda influência latino-americana que caracteriza a zona de fronteira, os três músicos irão cantar o folclore santa-vitoriense em zambas, chamamés e outros ritmos. “O regional do Rio Grande do Sul tem muito de outros ‘regionalismos’”, como diz Conceição, que costuma incluir em seu repertório temas que vem de países como Bolívia, Peru e até Cuba, além de músicas cantadas por Mercedes Sosa, com quem tem forte identificação.

Conceição tem três discos gravados, um deles – Sulinos – ao lado de Frederico Viana e Kininho Dorneles. É professora de música da rede municipal de ensino e leva para a sala de aula a mesma missão que assume nos palcos: mostrar a riqueza cultural do folclore gaúcho. “É algo que os alunos não fazem idéia que existe e talvez nunca chegassem a conhecer. Mas, quando as pessoas se abrem para conhecer algo novo são capazes de se surpreender e gostar”, afirma.

Seu companheiro de palco, Frederico Viana, lança no próximo dia 16 seu terceiro CD da carreira – Cantor de los boliches, com composições próprias e de Horacio Guarani, Carlos Difulvio e Alfredo Zitarrosa. “Não sou grande autor de melodias, mas busco a música nas palavras” diz ele, que além de músicas “sérias” (como ele as denomina), costuma explorar seu lado bem-humorado em músicas debochadas e de crítica à cultura imposta como as do CD Meio certo, meio louco, ou até aquelas criadas simplesmente para fazer o público rir, como as que estarão em De cueca e carpim, com previsão de lançamento para o final deste ano.

Roberto Borges, que encerra o trio que se apresenta nesta quarta-feira no Mercado, é nome conhecido em festivais, além de produtor musical e arranjador. Borges grava agora o primeiro CD, Los dos rios, em parceria com o poeta Martin Cesar, que deve ser finalizado até o início de 2010. Hoje à noite, parte desse repertório será apresentado ao público, além de composições de Pedro Munhoz e temas do folclore argentino.


Próxima atração

O projeto Mosaico cultural do Rio Grande do Sul volta a ocorrer no mês que vem com a provável participação dos músicos Martin Cesar, Fabrício Moura, Paulo Timm, Hélio Ramirez e Rodrigo Jacques, representando a região folclórica do município de Jaguarão.

As edições do projeto serão mensais, preferencialmente em quartas-feiras, e eventualmente em terças, conforme a disponibilidade de agenda dos músicos convidados.


Prestigie!

O quê: Maria da Conceição, Roberto Borges e Frederico Viana no projeto Mosaico Cultural do Rio Grande do Sul
Quando: hoje (13 de maio), a partir das 21h
Onde: na parrillada Mercado del Puerto (rua Rafael Pinto Bandeira, 1.889)
Quanto: couvert artístico no valor de R$ 4,00
Contato: reservas de mesas pelo telefone 3222-0686.


Às quintas

Toda quinta-feira o Mercado del Puerto continua com sua eclética e tradicional programação de “Los jueves en el mercado”, atração que movimenta a casa há quatro anos.

Esta semana quem sobe ao palco são os músicos Ana Mascarenhas e Egbert Parada, para a apresentação intitulada Outras melodias. No repertório estarão canções de nomes consagrados da música popular brasileira e latino-americana, além de músicas próprias.

É amanhã, a partir das 21h, com couvert no valor de R$ 3,00.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em:Pelotas, Quarta-feira, 13 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gabi vai tocar! Gabi vai tocar!

A Gabi ficou bonita na foto (que ela ainda vai me mandar pra eu postar aqui).
A matéria abaixo é da Elen Salaberry, publicada na capa do caderno Zoom do Diário Popular.


A frase já é conhecida por fãs de rock alternativo em Pelotas. Gabi vai tocar! é sinônimo de que Gabi Lima vai reunir alguns de seus amigos em um bar para, além de dedilhar seus vários instrumentos, soltar a voz em canções próprias e covers inusitados. O trabalho é experimental, mas virou uma referência na cena underground pelotense. Quando a Gabi vai tocar todos já sabem: aí vem algo inesperado.

Os próximos encontros estão marcados. Amanhã o show é no Bar do Porto, às 20h30min, e promete ser totalmente acústico. "O Gabi vai tocar é um show voz e violão, onde eu faço cover de músicas populares e outras não tão populares assim." Quem aparecer por lá vai conferir de Jackson 5 até Britney Spears, passando pelas menos conhecidas Misfits e Rilo Kiley.

Já no dia 6, Gabi se reúne com Solano Ferreira (baixo) e Daniel Ortiz (bateria) e a GRU invade o palco do João Gilberto para abertura da apresentação de Fruet e os cozinheiros. Na versão plugada, a banda traz algumas músicas compostas pela guitarrista e vocalista. "Com a banda é mais fácil mostrar as músicas próprias, porque você está tocando junto com os outros, participando de algo maior. É mais propício", revela Gabi.


Musicalidade experimental

Baixo, violão, guitarra e bateria são apenas algumas das diversões artísticas de Gabi Lima, que também transita pela publicidade, sua formação acadêmica, e pela fotografia. A vontade de experimentar começou cedo. Ainda com 14 anos, Gabi entrou para a primeira banda e desde então investe na composição. "Eu adoro o rock alternativo americano dos anos 90 - Everclear, Smashing Pumpkins, Counting Crows - é o que eu cresci escutando. Gosto de pensar que minha música parece com essas minhas influências."

Atualmente, além do trabalho solo e com a GRU, a publicitária gravou os vocais do último CD da banda Água de Melissa, Meia verdade. "Sou vocalista da Água de Melissa, há um ano, eles já existiam bem antes de eu entrar e têm uma identidade musical bem interessante." A aventura como fotógrafa do Pato Fu também lhe rendeu um novo parceiro de composição, John Ulhoa. "Um dia ele veio com uma música que tinha feito e que tava pela metade. Eu fiz mais um pedaço da letra e da melodia." A musica se chama Can't fool me e Gabi a toca com orgulho em seus shows.


Mestre-cuca

Atração principal do show no João Gilberto, dia 6 de maio, Fruet e os cozinheiros promete misturar os diversos ritmos brasileiros com uma pegada roqueira, uma pitada de groove e algumas xícaras de pop. A banda porto-alegrense brinca com os estilos e, com isso, conquistou quatro estatuetas do Prêmio Açorianos de Música no ano passado.

A apresentação, que divulga o CD independente O som do fim ou tanto faz, abrange desde baladas de amor a canções mais dissonantes e pesadas. No repertório, basicamente composições próprias, contando com algumas versões de autores como Jards Macalé, Tânia Maria e Stevie Wonder.


Texto: Elen Salaberry | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 30 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Um show para chamar de Nosso

Ela esteve à frente de uma verdadeira “fábrica de hits” - o trio Kid Abelha - por três décadas consecutivas. Agora, com 26 anos de carreira, Paula Toller lança em Pelotas neste sábado o CD e DVD Nosso, marco inicial da sua fase independente gravado no Rio de Janeiro em agosto do ano passado. “Foi um desejo que surgiu naturalmente. O público estava querendo me ver mais de perto, ouvir melhor a minha voz” disse a cantora, em entrevista concedida por e-mail ao caderno Zoom.


Assim, espirituosa e dona de uma sensualidade dissimulada, Paula não perde o sex appeal. Nas canções, se expõe “sem pudores nem frescuras”, como certa vez declarou à mídia. O romance, o ciúme, o desejo sempre temperaram as composições que marcaram época na sua voz afinadíssima, como o clássico incluído no set list do show, Grand’ Hotel, composto por ela e pelo marido, o cineasta Lui Farias (que assina a direção do DVD).

Aos 46 anos de idade - com uma aparência de dar inveja a muitas jovens de 20 - Paula costuma fugir do assunto quando o tema é sua imagem de sex symbol e faz questão de se manter discreta em relação à exposição da privacidade.


Momento íntimo

“Enfim, Só nós...” É com esse comentário que Paula dá o tom ao show do DVD. Nosso é um espetáculo íntimo, um momento intimista entre Paula Toller e seus admiradores. Ela, que está entre as maiores estrelas da música pop brasileira, concretiza nesse novo trabalho a carreira solo que já havia iniciado há dez anos, com o lançamento do CD Paula Toller e retomado com o CD Só nós, gravado em 2007. O título Nosso, aliás, é um anagrama de Só nós.


Para Paula, era chegada a hora de mostrar mais personalidade, “falar em primeira pessoa”. Reflexo disso, a cantora agora apresenta um canto bem mais emocional, segundo ela mesma.

De Nosso, o que mais gosta é relembrar no repertório as canções do primeiro disco solo como Derretendo satélites e Oito anos, feita em homenagem ao filho Gabriel, atualmente 11 anos mais velho. Além disso, não deixa de citar o prazer que sente em estar mais próxima de seu público. “É um show inteiramente ao vivo, sem truques, onde me mostro cara a cara com a plateia”, revela a musa.

A música ? (O q é q eu sou), de Erasmo Carlos, que abriu o repertório de Só nós, também dá a partida em Nosso. O título da música é escrito assim mesmo, em abreviações típicas do idioma de chats, presentes, aliás, em outras letras desse disco.

O show traz ainda parcerias da cantora como em Pane de maravilha, com Dado Villa-Lobos, e Nada por mim, composta com o ex-companheiro e líder da banda Paralamas do Sucesso Herbert Vianna. No set list há ainda toques de samba como na regravação do clássico da MPB de Assis Valente - (...) E o mundo não se acabou - e um pouco de funk-rock com o pout-pourri de Saúde e Só love, de Rita Lee e Buchecha, respectivamente.

Na parte internacional do repertório estão as canções All over, parceria de Paula e Donavon Frankenreiter, e Fly me to the moon, de autoria de Bart Howard. Nos “extras” do DVD há ainda um dueto com Kevin Johansen na interpretação da faixa Anoche soñe contigo.


E o Kid Abelha?

Apesar da pausa, Paula Toller garante que a banda Kid Abelha, marca poderosa da música pop brasileira formada por ela, George Israel e Bruno Fortunato, não terminou. “A banda vai se reencontrar, mas ainda não marcamos nada. As músicas que fizemos estão no coração das pessoas e isso é meu maior tesouro”, afirmou.

George Israel é produtor cultural e também segue carreira solo: lançou em 2007 seu segundo CD, intitulado Distorções do meu jardim.


Não perca!

O quê: Paula Toller - show de lançamento do DVD Nosso
Quando: amanhã (sábado, 25), às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: ingressos à venda por R$ 80,00 na Via Uno (calçadão da Andrade Neves, 1.869) até amanhã às 19h, ou, somente amanhã, na bilheteria do teatro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Som Brasil


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Ela está de volta...


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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Caminhador


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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Paula Toller em Pelotas

Neste sábado, às 21h no Theatro Guarany, a cantora Paula Toller faz em Pelotas o show de lançamento do primeiro DVD de sua carreira solo, intitulado Nosso.


Ingressos antecipados à venda na Via Uno (Andrade Neves, 1.869) a R$ 80,00 (platéia e camarote).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ménage à quatre


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terça-feira, 7 de abril de 2009

Feriadão na Baiuca


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A festa continua...

Com Titãs, “a vida até parece uma festa”. Uma festa com seus altos e baixos, sim, mas sobretudo uma festa com muita alma, muita música. Dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, o filme biográfico da banda - que leva o mesmo título do livro lançado em 2002 (leia-se entre aspas na primeira frase) - já é sucesso de bilheteria nos cinemas do eixo Rio-São-Paulo. Chegará por aqui sabe-se-lá quando ou como. Mas, enquanto espera, o público pelotense poderá curtir uma parte dessa história ao vivo, hoje, no Theatro Guarany.


Além de assistir a fragmentos de um passado marcado por grandes sucessos - sempre presente, ainda que cada vez mais distante - a plateia também fará parte da continuidade dessa história prestes a ganhar um novo capítulo: um novo álbum da banda (por enquanto sem título) deve ficar pronto ainda no primeiro semestre desse ano e pelo menos um single inédito - Antes de você, de Paulo Miklos - poderá entrar no repertório desta noite. “Não tem nada ensaiado, mas vamos tentar”, disse Tony Bellotto em entrevista concedida ao caderno Zoom por telefone.

Com canções arrojadas, composições criativas e influências rítmicas mil, o Titãs mantém na essência o espírito da juventude subversiva que motivou a criação da banda, em plena ditadura militar, no início dos anos 80. “A dinâmica da banda pressupõe uma constante renovação, com inventividade e ousadia. Mas, com o tempo o Titãs criou um estilo próprio, que as pessoas também querem ouvir. O nosso desafio é equilibrar essas duas coisas, trazer novidades sem perder as características da banda”, comentou Bellotto.


A turnê que começa hoje em Pelotas segue para Porto Alegre amanhã e depois ainda irá passar por outras quatro cidades do interior gaúcho antes de rumar para São Paulo. Para Bellotto, os shows pelo Rio Grande do Sul representam uma retomada. “Nos anos 80 era comum a gente fazer isso, mas há muito tempo não dava. Voltar a fazer esse tipo de turnê é um pouco também como recuperar esse espírito de começo de carreira, de pegar a estrada...”, diz ele, lembrando os tempos em que a banda paulista desbravava o cenário underground da música pelo País afora.


Ainda a melhor banda de todos os tempos

Paulo Miklos, Tony Bellotto, Sérgio Britto e Branco Mello - remanescentes da formação original - sobem ao palco hoje com o também veterano baterista Charles Gavin, o guitarrista Emerson Vilanes e o baixista Lee Marcucci para interpretar as canções do álbum Ao vivo MTV (2005), mais um marco na carreira da banda.


Entre os altos e baixos de que se falava no começo, a condenação de Tony Belloto e Arnaldo Antunes em 1985 por porte e tráfico de drogas e a perda do guitarrista Marcelo Fromer, morto em um atropelamento em São Paulo em 2001 na véspera do começo das gravações do álbum A melhor banda de todos os tempos da última semana, são um contraponto às diversas voltas por cima e constantes superações de marcas de vendas de discos.

Titânicos, titânicas e titanetes hão de lembrar diversos episódios da carreira da banda marcados por hits como Cabeça Dinossauro, Televisão, Flores, Os cegos do castelo e Marvin - apenas alguns selecionados aleatoriamente de uma lista vasta. Os fãs provavelmente recordem também da época em que Nando Reis e Arnaldo Antunes (que deixaram o grupo para seguir carreira solo em 2002 e 1990, respectivamente) ainda faziam parte da banda e das duas vezes em que o Titãs tiraram férias, em 1994 e 2000. Ou talvez não lembrem de nada disso, porque depois disso o grupo segue conquistando muitos novos fãs.

“É emocionante ver a garotada de 15, 16 anos cantando nos shows Sonífera ilha, que é uma música que quando nós fizemos eles nem eram nascidos”, diz Bellotto, em referência ao primeiro grande sucesso que foi fenômeno nas rádios e em programas de TV como o do Chacrinha, do Bolinha e do Raul Gil, no longínquo ano de 1984.

Mesmo assim, os 27 anos de carreira às vezes pesam nas costas dos músicos, hoje já quarentões bem diferentes dos adolescentes que se apresentavam com visual extravagante no começo e é inevitável olhar para trás e comentar: “Estamos ficando velhos.”

Será? “Há um desgaste eventual. A gente vai ficando mais preguiçoso de andar na estrada, mas tocar é sempre muito gratificante. É emocionante ver a nossa trajetória contada de uma forma tão envolvente, como foi no filme, e ver que a gente participava de uma época que já passou. Mas a gente vê isso com muito orgulho porque sabe que essa obra permanece”, conclui o Titã, com um prenúncio de vida longa à banda - a melhor de todos os tempos da última semana.


Imperdível
O quê: show dos Titãs (Ao vivo MTV)
Quando: hoje, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: antecipados à venda na Hercílio.Com e na Loja Vivo do Calçadão a R$ 80,00 (valor que poderá aumentar hoje). Estudantes, idosos e professores têm desconto de 50%.
Contato: mais informações pelo telefone 3222-2212.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 7 de abril de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

A vez do rock de garagem

O rock underground terá espaço garantido amanhã na Casa da Música em Pelotas, que será cenário do Garage Rock Festival II. Até porque, como a própria apresentação do evento diz “o rock em Pelotas não para, mesmo que as portas se fechem para ele”. Serão 11 bandas participantes de cinco cidades do Estado em mais de cinco horas de música.


Os estilos são variados: vão do pop punk e rock da Vouten - que vem diretamente de Novo Hamburgo - e da Div-x e da Fou's, de Pelotas, ao som experimental e difícil de definir da também pelotense Freak Brotherz. Passa ainda pelo hardcore da banda lourenciana Clichê, pelo som emo da rio-grandina Plug 3 e pelo hardrock das bandas One Fuckin’ Bus e Fastlove, todas de Pelotas.

A maior novidade, no entanto, ficará por conta das bandas Fermo, de Porto Alegre, Lastweek e Montreal, ambas de Rio Grande, que seguem uma das tendências que mais vêm ganhando força na cena musical atualmente: o screamo. O ritmo é caracterizado principalmente por batidas intensas e guitarras harmônicas rápidas com berros e vozes melódicas o tempo todo. Daí o nome, que vem da palavra scream (grito em inglês).

O screamo não escapa, é claro, de variações conforme a personalidade musical das bandas. No caso da Fermo vem acompanhado da música eletrônica e quando tocado e cantado pela Lastweek se mistura com o metal e ganha ares mais “post-hardcore” (derivado do hardcore).

Assim, em apresentações de 30 minutos os espectadores terão a chance de conhecer um pouco do trabalho cover e autoral de cada uma dessas bandas, que vêm direto das garagens e dos estúdios para garimpar espaços e movimentar a cena musical.

Justificar
Parceria

As bandas que farão parte do Garage Rock Festival II foram reunidas através de contato em uma comunidade virtual na Internet e também por vínculos de parceria.

“A gente costuma fazer intercâmbios, vai tocar na cidade deles e eles vêm tocar aqui ou então às vezes dividimos ônibus para tocar em algum outro lugar. Assim a gente vai se conhecendo e montando a cena musical independente”, fala Rafael Pinheiro, da banda One Fuckin’ Bus e organizador do Festival junto com Vinícius Cassol, da banda New World, que não irá se apresentar.

“Criamos um perfil do Festival e uma comunidade no Orkut e o pessoal foi aparecendo pra tocar”, completa ele. “O ponto forte da cena musical daqui é essa união das bandas porque as barreiras são muitas e é muito difícil fazer tudo sozinho. Por isso a gente não pretende parar por aqui”, disse ainda Rafael.

São esperadas no evento cerca de 300 pessoas de Pelotas e das cidades de origem das bandas visitantes de onde, segundo os organizadores, várias vans já estão com viagens marcadas para trazer o público do Festival.


As confirmadas

Confira as bandas que irão participar do Garage Rock Festival II (a ordem da lista não representa a ordem de apresentação).

Clichê - São Lourenço
Div-x - Pelotas
Fastlove - Pelotas
Fermo - Porto Alegre
Fou's - Pelotas
Freak Brotherz - Pelotas
Lastweek - Rio Grande
Montreal - Rio Grande
One Fuckin’ Bus - Pelotas
Plug 3 - Rio Grande
Vouten - Novo Hamburgo


Não perca!

O quê: Garage Rock Festival II
Quando: amanhã, a partir das 20h
Onde: na Casa da Música (avenida Bento Gonçalves, no Shopping Lobão)
Quanto: ingressos antecipados a R$ 5,00 com os integrantes das bandas participantes ou pelo MSN garagerockfestival@hotmail.com, e na hora a R$ 6,00.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação / Freak Brotherz | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 27 de março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Loma, Kako Xavier e Tribo Moçambiqueira

Dia : 29/03/2009
Local : Theatro Sete de Abril
Horário: 20h
Ingresso: No Sesc e na bilheteria do teatro
Valor : R$10,00 para o público em geral e R$ 5,00 para idosos, estudantes e comerciários


Os artistas Kako Xavier e Loma apresentam a cultura afro popular do Sul do Brasil. É a música da Praia.

Depois do show de encerramento do Acorde Brasileiro no Teatro do Sesc, levam adiante o projeto com a Tribo Maçambiqueira.

Baseado nas quadrinhas maçambiqueiras, a banda envolve o público com seus cantos e suas danças. É pura cultura popular.


TRIBO MAÇAMBIQUEIRA

Tendo como ponto de partida a Festa de Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Osório, surge no cenário a TRIBO MAÇAMBIQUEIRA, a mais autêntica banda de raiz negra do sul do Brasil.

Da união de cinco artistas que tem em comum a identidade da música afro-litorânea, nasceu a TRIBO MAÇAMBIQUEIRA. Kako Xavier, Mário Duleodato, Paulinho Dicasa, Rafael Brasil e Rodrigo Sorriso, formam um grupo que vem mostrar a todos a sua história com os tambores de Maçambique (ritmo negro do sul do Brasil).

Está no forno o primeiro CD da TRIBO, o repertório da banda é cultural e muito popular. São canções interpretadas por Kako Xavier nos principais festivais de musica regional do sul do país.

A TRIBO MAÇAMBIQUEIRA se formou no final de novembro de 2007. Venceu o Festival de Música latino-americana MUSICANTO e Kako Xavier levou o prêmio de melhor intérprete do festival. Levou seu novo show para a Tafona da Canção, na cidade de Osório/RS. No festival de música de POA, o grupo foi premiado com a canção O SOL E O GUAÍBA. Na última edição da Moenda da Canção, em Santo Antônio da Patrulha, foi premiado com a melhor música na opinião do público. Assim, a cada apresentação, a TRIBO se fortalece como uma banda de cultura popular. Recentemente a banda foi aclamada às margens do Guaíba mostrando seu show na “Romaria das Águas”, na Usina do Gasômetro/POA.

No palco Michelon na bateria, Dão Ribeiro no baixo e Rafael Brasil na Guitarra e viola, Branca e Loir José nas Percussões, Paulinho Dicasa, Marião Duleodato, João Vicente, Nego Jeferson nos Tambores de Maçambique e Kako Xavier na voz e violão.

Salve a TRIBO MAÇAMBIQUEIRA !!!


quinta-feira, 19 de março de 2009

Flor Palavra


O tempo estanca feridas | O tempo inventa medidas | O tempo te leva pra longe | Talvez até pra nunca mais | O tempo te guarda aqui dentro | O tempo te esconde de mim | O tempo te esconde pra vida | O tempo te trouxe pra mim | De braços dados com o tempo | Teu silêncio viaja | E no silêncio do tempo | Palavras envelhecem | E outra vez o silêncio | Vem dançar perto de mim | E eu que só danço com o tempo | Afasto o silêncio de mim | Te encontro através do tempo | O tempo te mostra pra mim | O tempo escondeu as feridas | E o silêncio estancou o fim | Sentimentos não são estanques | Pessoas são como jardins | E no jardim do meu tempo | Cresce em silêncio uma flor | Uma flor que não se esconde | Uma flor que quer a luz | Essa flor virou palavra | Virou palavra em mim ||

(Ana Mascarenhas)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Palavras à flor da poesia

A inspiração brotou de um buquê de crisântemos azuis. Era o fim de um relacionamento e o começo de uma fase criativa que promete muitas flores e frutos nas próximas estações. Nos ensaios, na casa em obras, Ana Mascarenhas cultiva em música o jardim que ainda não tem. Para a cantora, é chegada a hora de semear.


O caminho é longo até o período da safra, mas Ana Mascarenhas não tem pressa. A espera é parte da experiência de quem faz questão de dar “tempo ao tempo” e vai muito além dos 30 versos de Flor palavra. Não por acaso de uma forte relação conceitual, em 14 deles aparece a palavra tempo.

A poesia, escrita em 2005, é o ponto de partida para a mais nova investida da cantora pelotense. O projeto, em gestação, esbanja charme e originalidade. Irá crescer em partes que acompanham as fases de desenvolvimento dos crisântemos: o Plantio em março, o Crescimento em junho, a Inflorescência em agosto e a Iniciação em outubro são os preâmbulos da Colheita, que ocorre em dezembro. Passando por épocas frias e quentes, cada apresentação terá novas músicas, arranjos, músicos, elementos de luz e cenário... ao final a síntese de tudo isso será materializada em um CD, o terceiro de Ana Mascarenhas depois de Paradouro (2003) e Depois de julho (2005).

“A cada trabalho pronto sempre ficam algumas coisas em aberto que imediatamente eu vou projetando para o próximo. Acho que esse vai ser o meu disco mais completo, porque vai ser construído aos poucos, de uma forma diferente dos outros”, diz a cantora, que se demonstra hábil em “pôr para fora” os desabafos de um relacionamento acabado com romantismo e sem rancor.

Ao poetizar sobre as coisas do dia-a-dia, a compositora percebe o quanto este trabalho em especial já afetou seu cotidiano. “Apesar de estar sendo plantado, dentro de mim ele fecha um ciclo”, diz ela, que revela não ter muitos rituais no processo de criação. “Às vezes me vem um verso, depois quando eu volto para ver o que escrevi penso na melodia e pego o violão.”

Mais madura artística e pessoalmente, Ana Mascarenhas fala com a tranquilidade de quem consegue se afirmar sem impor o tom de voz. “Quando eu gravei o primeiro disco tive coragem de botar minhas coisas na rua, mas me sentia engatinhando. Agora a sensação que eu tenho é que daqui para frente não paro mais”, diz com o entusiasmo. “Pode ser que depois deste o próximo trabalho seja outro disco ou um livro de poesias... Não sei o que virá, só sei que virá.”


Letra, flores e melodia
Em Flor palavra, o lado mais terno e afetuoso da compositora já começa a aflorar nas poesias. As melodias vão se desenhando pelo som da MPB - que costuma cair tão bem ao tom de voz de Ana - com influências mil de ritmos como candomble, milonga, chamamé e samba, que vão mesclando-se naturalmente nos arranjos criados por Silvério Barcellos e Egbert Parada, com quem Ana Mascarenhas reafirma neste terceiro disco uma parceria que já completa dez anos.

Charango, cavaquinho, pandeiro e bateria farão parte das composições instrumentais, que terão ênfase no diálogo entre violões de vários timbres como o violão de aço e o de sete cordas.

Ao longo do desenvolvimento de Flor palavra, outros músicos estão cotados para integrar o projeto. Fabrício Moura e Gil Soares - que assina com Egbert Parada a direção musical do álbum - estão entre os confirmados.

A cantora e compositora, que resiste a assumir o título de instrumentista também, tocará violão na música Mãe das águas, com o acompanhamento de percussionistas.

O produtor cultural Igor Simões é o responsável pela direção artística dos shows, que terão participações especiais da bailarina Janaína Jorge e do artista visual Chico Maximila. Os dois serão possivelmente os responsáveis pelas principais surpresas que poderão surgir ao longo do desenvolvimento do projeto. “Não sabemos exatamente o que eles irão fazer”, diz a cantora. A proposta é que cada um deles crie algo, cada qual em sua própria linguagem artística, inspirado em Flor palavra, lançando assim novos olhares ao trabalho.


O plantio

O primeiro dos quatro pré-lançamentos de Flor palavra, que ocorre amanhã (dia 19, quinta-feira), inaugura também a série de apresentações musicais no Instituto João Simões Lopes Neto, do projeto Música na Casa do Capitão.

Em Plantio, Ana irá apresentar as primeiras quatro canções do novo álbum. Além da faixa-título Flor palavra, o repertório terá Outro norte, Lua de amor e alma e Mãe das águas, esta última já gravada pela cantora Giamarê.

O segundo show da sequência, Crescimento, já tem data: 10 de junho. Falta saber em qual jardim ele irá florescer.


Em busca de adubo e luz

A elaborada estética de Flor palavra vai além da pura temática do CD. A metáfora do cultivo se estende por todo o projeto: os parceiros - a Universidade Católica de Pelotas e o salão Cabelo e Cia - que incentivam a iniciativa através da prestação de serviços, são o jardim. As empresas apoiadoras - Transporte Santa Maria e Posto Cidadão Capaz - são o adubo. Os patrocinadores são a luz, que ainda falta para essa planta germinar.

Além destas, há ainda outra forma de contribuir concretamente para o sucesso da “colheita”, através de uma ideia criada para captar recursos antecipadamente ao final da produção. Como no pré-lançamento do primeiro CD da cantora, quando foram vendidos “Kits Paradouro”, a partir do segundo show de Flor palavra estarão à disposição do público “sementeiros” que incluem uma camiseta do álbum, duas canções inéditas gravadas em mp3, sementes de flores, terra e água, além de um vale para ser trocado por CD quando o disco ficar pronto. O valor do mimo ainda não foi estipulado.


Prestigie

O quê: show Plantio - Flor palavra, de Ana Mascarenhas, na primeira edição do projeto Música na Casa do Capitão Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)
Quando: amanhã, dia 19, às 20h30min
Quanto: ingressos antecipados estão à venda no Posto Cidadão Capaz (rua Félix Cunha, 553) ao valor de R$ 10,00
Contato: para informações sobre o show e sobre como apoiar o projeto entre em contato com a produtora cultural Mãos à Obra pelo telefone 3227-2538.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 18 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Luciano Maia no Sete

Hoje, a partir das 18h30min, Luciano Maia se apresenta no Theatro Sete de Abril. A entrada é franca.
Terça-feira que vem tem mais Sete ao Entardecer.


Abre a gaita gaiteiro! Foi da voz de comando vinda do pai que um piazito de Pelotas se fez acordeonista e hoje, dia 17 de março, retorna à cidade para apresentar-se no palco do Theatro Sete de Abril. Luciano Maia cruzou o pampa, fincou garrão e por onde o sul o carregue, seu nome e seu talento ficam marcados.

O destino do guri, que preferiu dançar em invernada do que ser escoteiro, foi marcado aos nove anos quando foi apresentado à sua primeira gaita ou melhor, à de seu pai. Já com o seu instrumento próprio o jovem passou a frequentar festivais nativistas e aos 13 impressionava o público espalhando talento por onde passava. Autodidata, foi com o material do pai que o acordeonista aprimorou-se (prática que realiza até hoje). O jovem ainda contou com os ensinamentos da professora Amélia Cruz, a dama do bandônion.

A fama chamou a atenção de outro talento nativista. Joca Martins precisava de um gaiteiro para dar os acordes em seus shows. Pronto. Estava formada a parceria que projetou os músicos além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Foi o intérprete que apresentou Maia aos discos do músico argentino Rualito Barbosa, que veio a ser sua mais importante influência musical. "Ouço os discos dele desde 1993 e somente 16 anos depois, durante um encontro em Corriente, eu o conheci", relatou. Outro encontro em São Luiz Gonzaga e Luciano Maia é convidado pelo músico a dividir o palco em Porto Alegre.

As influências e o tempo só deram a Maia a possibilidade de transformar canções em clássicos sem perder a qualidade. No palco, só ou acompanhado, é capaz de transmitir a mensagem da música pelas expressões. "Eu busco interpretar o que eu toco. É assim que me comunico com meu público", admitiu ao assumir que é tímido.

E o que ele toca é música de raiz. É o folclore. Milonga, chamamé, chacarera, polca e outro ritmos que ao longo dos festivais foram aguçando os ouvidos do instrumentista. A experiência faz com que Maia transite pelos ritmos dando toques especiais, como a improvisação. "É como o jazz. Temos a liberdade de expressar a nossa música", justificou.

Também produtor musical, compositor e arranjador Maia empresta seu talento a músicos de renome como Luiz Carlos Borges, Bebeto Alves, Gilberto Monteiro, Gaúcho da Fronteira, Luís Marenco, Lucio Yanel, Neto Fagundes, Elton Saldanha, César Oliveira e Rogério Melo.

Na concepção do jovem acordeonista de apenas 28 anos, a música instrumental é forte e muito bem conceituada no Brasil de muitas culturas. Tanto que Maia espera a confirmação de uma possível turnê pelo Brasil em que ele e o músico Alexandre Kremer são apresentados por nada menos que os mestres Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon e Renato Borguetti.


Um novo trabalho

Neste show Luciano Maia fará um apanhando da sua trajetória, passando por músicas como: Pra onde o sul nos carregue, Fincando o garrão e Cruzando a pampa tema que inspirou o nome do seu quarto CD de carreira e que lhe rendeu o prêmio Açorianos de Música como melhor disco regional do ano. No palco, os músicos João Marcos Negrinho Martins (violão) e Jucá de Leon (percussão) farão o acompanhamento. Para este semestre, o músico pretende lançar seu 5º CD com uma releitura de todas suas composições, antes de iniciar o projeto de um álbum com canções inéditas.


Um show especial


Há quase dez anos longe da terra natal, o show de hoje no Theatro Sete de Abril tem motivos especiais. Além de reunir a família e os amigos, a noite marca os dez anos do lançamento de seu 1º CD, Sonho novo, no mesmo palco que ele estará hoje. A noite ainda vai reservar homenagens a sua mulher Thais que espera o primeiro filho do casal.


Texto: Cíntia Piegas | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 17 de março de 2009

Recepção Cultural

Apresentações artísticas serão a saudação de boas-vindas aos alunos no recomeço das aulas da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). A tradicional “acolhida” aos estudantes será estendida a toda comunidade pelotense em um evento aberto que irá movimentar a quadra do Campus I, na rua Gonçalves Chaves entre Dom Pedro II e 3 de Maio.

A recepção estava marcada para hoje (terça-feira), mas devido à previsão de chuva foi transferida para amanhã a partir das 20h30min.

Quem vem de fora terá a oportunidade de conhecer o talento de um dos grupos artísticos pelotenses mais conhecidos atualmente, pois o Tholl é a principal atração da noite. A trupe irá apresentar Exotique. Diferentemente do espetáculo que deu fama ao grupo - Tholl - Imagem e sonho - o pocket show com duração de 30 minutos é relativamente novo para o público daqui. Só foi apresentado para a plateia pelotense duas vezes, uma no Theatro Guarany no ano passado e outra no Estádio Bento Freitas no mês passado.

A apresentação será seguida pela assinatura do termo de renovação de contrato de apoio da UCPel ao Grupo Tholl, por mais um ano. Segundo a assessoria de imprensa da Universidade, pelo acordo a UCPel mantém a estrutura oferecida à trupe circense, com serviços de atendimento hospitalar e ambulatorial, além de ajuda financeira em cotas mensais de valor não-divulgado.
Após a formalidade, o repertório eclético da banda dos alunos do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica irá completar a programação da noite.


Informe-se

Para afinar a relação dos novos estudantes com o Movimento Estudantil na cidade, representantes dos Diretórios Acadêmicos e do Diretório Central dos Estudantes (DAs e DCE) estarão presentes no evento. Além disso a Acolhida será uma oportunidade para os novos alunos entrarem em contato com ações que fazem parte do dia-a-dia da vida acadêmica além da sala de aula, em postos de serviço e relacionamento de alguns projetos em atividade na Universidade como a Empresa Júnior, a Capelania e o Núcleo de Apoio ao Estudante.

Na ocasião será ainda lançada a campanha de sustentabilidade da Católica. O tema está estampado na agenda dos estudantes e irá pautar diversas ações na comunidade acadêmica durante o ano. O coordenador do curso de Ecologia, José Antônio Weykemp Cruz, fará um chamado aos alunos para se engajarem ao projeto, que trata de assuntos como lixo, alimentação e preservação do meio ambiente.


Serviço

O quê: acolhida UCPel, com a apresentação do espetáculo Exotique (Grupo Tholl) e a participação da banda de alunos do curso de Produção Fonográfica
Quando: amanhã, a partir das 20h30min
Onde: em frente ao Campus I (rua Gonçalves Chaves, entre Dom Pedro II e 3 de Maio)
Evento gratuito e aberto a toda comunidade.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Wilson Lima / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 17 de março de 2009

Era um garoto...


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