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terça-feira, 14 de abril de 2009

Programação estadual do Dia da Dança pode integrar grupos do interior

Grupos do interior do Estado poderão fazer parte da programação de atividades alusivas ao Dia Internacional da Dança organizadas pela Associação Gaúcha de Dança (Asgadan). Instituído pela Unesco como data comemorativa, o dia 29 de abril é dedicado à divulgação da dança e ao debate sobre a produção artística englobada nesse segmento.

Para participar, representantes de grupos e associações de Pelotas e demais municípios da região devem entrar em contato pelo telefone (53) 9988-0363 – com Aline – ou pelo e-mail bereestimulo@hotmail.com, com a coreógrafa Berê Fuhro Souto, representante da Asgadan na região Sul do Estado.

O objetivo principal desse contato é organizar uma mostra de fotos que irá ser incorporada à exposição itinerante, que inaugura na capital gaúcha no dia 29, sob a curadoria do fotógrafo Cláudio Etges. A mostra passará por diversas cidades-pólo das regiões em que se divide a Asgadan.
Na mesma ocasião, tomará posse em Porto Alegre a nova diretoria da associação, na qual Berê assumirá o cargo de secretária.

Além disso, serão realizados no âmbito local atividades paralelas à programação da capital, como espetáculos e debates. Essas ações fazem parte da estratégia da entidade de levar as atividades também para o interior.

Em Pelotas já está programado um café cultural que terá como tema a dança como atividade formal e não formal. O debate será mediado pelo presidente do Conselho Municipal de Cultura, Henrique Pires.

Como representante da dança gaúcha nas discussões sobre a produção de espetáculos no Ministério da Cultura, Berê deve agendar para breve uma reunião com os representantes locais para levantar as principais questões que deverão ser levadas à Brasília. Em maio, a representante da Asgadan vai à Recife onde participará do Fórum Nacional de Dança.

São especialmente convidadas a participar das articulações para a realização da programação local do Dia Internacional da Dança a Associação de Dança de Pelotas (Adap) e a Associação dos Grupos Independentes de Dança de Pelotas (Agid).

Mais informações pelo site www.asgadan.com.br. O contato direto com a associação pode ser feito pelo e-mail asgadan@asgadan.com.br.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 14 de abril de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dança Indiana


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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Região sul busca espaço no cenário estadual da dança

Em tempos de incerteza a respeito do futuro da produção artística e cultural no Rio Grande do Sul - devido às recentes polêmicas envolvendo desvio de verbas de patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura - o interior do Estado acaba de ganhar um motivo para ficar, pelo menos, mais otimista. A razão para isso está no anúncio na Associação Gaúcha de Dança (Asgadan) da eleição de seus novos diretores, entre eles a pelotense Berê Fuhro Souto como representante dos municípios da região sul.

"Sempre foi difícil entrar em Porto Alegre. Lá nunca ninguém olhava para a nossa situação e só lembravam da gente quando queriam pedir voto para alguma coisa", diz a bailarina e coreógrafa que não guarda rancores, mas comemora a conquista de mais esse espaço pela dança do interior em um cenário que, durante muito tempo, foi monopolizado pelos bailarinos da capital.

Diante da dificuldade de se integrar à dança porto-alegrense na busca de apoio, a pelotense acabou se associando a outras organizações como a Confederação Interamericana de Dança e a Associação Mundial dos Profissionais de Dança, que segundo ela mesma, lhe "abriram as portas do mundo". Agora, ela pretende aproveitar a experiência internacional para tentar implantar nos palcos gaúchos modelos de produção artística que dão certo lá fora, a começar pelo Festival Estadual de Dança, previsto para ocorrer em agosto. "É preciso criar uma mostra séria, com cachê para os bailarinos. A gente que trabalha com dança tem que se garantir enquanto profissional", afirma. "Os festivais competitivos devem ficar para as escolas. Sempre achei que arte a gente não mensura, mas esses concursos são necessários para estimular as pessoas a dançar. Se não vale prêmio, medalha, dificilmente os pais se dispõe a bancar os filhos como bailarinos, no começo", opina ela, defensora ferrenha da pedagogia "artisticamente correta".

"Hoje em dia tem muita criança brincando de dançar, mas nem sempre de uma maneira saudável. Os festivais banalizaram a arte. Atualmente aumentou muito o número de bailarinos, mas coreógrafo que pesquisa mesmo é uma figura em extinção. Aí a criança cresce achando que dançar de par é dança de salão e que basta usar o boné pra trás pra dançar street", critica. "O respeito pelo teatro, a postura enquanto bailarino, o comportamento diante do outro que está no palco deixaram de ser ensinados. Tem toda uma educação necessária por trás da arte que não está acontecendo."


Novas perspectivas

Para Berê, a representatividade do interior na Asgadan significa a possibilidade de fortalecimento da dança em todo o Estado, tanto para batalhar recursos quanto para qualificar profissionais. Em reuniões periódicas, abertas a todas as pessoas que trabalham com dança, serão discutidas as reivindicações dos municípios da região para serem levadas às reuniões gerais da Associação.

Além disso, encontros de bailarinos de todo o Estado irão acontecer aqui. "Pelotas vai voltar a ter cursos, vamos ter a possibilidade de fazer mais intercâmbios e, principalmente, promover através disso a ética no meio artístico, de forma que todos os estilos possam dialogar sem fazer julgamento entre eles, porque não existe forma de dança mais ou menos nobre."

Um dos objetivos mais imediatos da Asgadan é mapear a dança gaúcha com o apoio de cada município, já que não existe um banco de dados com o registro de quem faz e onde se faz dança no Rio Grande do Sul. Nesse ponto, defende Berê, é preciso encarar a arte de forma profissional. "Quando se fala em dança se fala em produção, figurino, cenografia, vídeo... tem muita gente envolvida nisso. Politicamente falando, a dança vive um outro momento hoje. O mundo já sabe que além de pensar é preciso sentir o que se pensa, e já está mais do que na hora da gente abocanhar esse mercado."


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 6 de janeiro de 2009

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

1º Ato 2 em 1

Núcleo de Ginástica e Dança 1º Ato Tavane Viana apresenta É tempo de brincar e Contrastes nesta quarta-feira

Um palco e dois espetáculos em uma mesma noite. Por onde começar?

O homem em solidão. Só. O homem e seu par. O homem e seus semelhantes. O cenário é a roda, é vermelho, é a vida. A vida impulsionada pelas contradições... A vida colorida de preto e branco? De certo e errado? Assim - feito de paradigmas e traduzido em movimentos - Contrastes volta ao palco após a estréia, em maio deste ano.


"Escolhemos esse tema para refletir sobre a emoções que envolvem esses aspectos opostos da vida, que coexistem no cotidiano", diz Vânia Viana, que assina a direção artística do espetáculo coreografado pela filha, Tavane Viana. A montagem da academia 1º Ato foi selecionada no edital de Fomento às Artes Cênicas no ano passado e é com ela que o grupo pretende dar os maiores passos a partir do ano que vem. "A proposta desse espetáculo é mostrar para a comunidade uma companhia mais madura, mais direcionada para a dança profissional", diz o produtor Daniel Amaro. Em cena, 20 bailarinos selecionados traduzem contrapontos em passos de jazz, dança contemporânea e street dance.

Não é o começo. Contrastes é na verdade a segunda parte de uma apresentação cujo início vem em tom de brincadeira, embora também com suas comparações dualistas. Em É tempo de brincar o público é convidado a partilhar da alegria da infância através das brincadeiras de ontem e de hoje. As crianças deixaram de brincar? Ou só deixaram de brincar de pega-pega porque os games se tornaram mais interessantes?

Com graça, o mundo moderno é levado ao palco pelos olhos das crianças, nos passos e gestos de bailarinos entre 6 e vinte e poucos anos de idade. "Queremos resgatar os momentos da infância mais significativos e felizes", comenta Vânia. A apresentação marca o encerramento das atividades anuais da escola de dança.


Prestigie!

O quê:
Espetáculo duplo: É tempo de brincar e Contrastes
Quando: amanhã (10), às 21h (duração de aproximadamente 50 minutos cada ato)
Onde: no Theatro Sete de Abril
Quanto: ingressos a R$ 12,00 e R$ 6,00 (para idosos, professores e estudantes) à venda na academia (rua Santa Cruz, 1.300) e no dia do espetáculo na bilheteria do teatro


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 09 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pequenas doses de arte e humor

Quanta graça, quanta arte cabe em até 360 segundos? Para testar os limites do tempo na expressividade cênica o Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realiza nesta sexta-feira (5) o 1º Festival de Cenas Curtas, em comemoração a seus 12 anos de atividades.

As esquetes duram poucos instantes, mas prometem diversão para a noite inteira, a conta-gotas. "Vai ser um momento festivo e descontraído para confraternizarmos e comemorarmos os bons resultados desse ano", avalia com entusiasmo o diretor do Núcleo, Adriano de Moraes. A expectativa é de que entre as 22h e as 2h da madrugada sejam apresentadas cerca de 30 cenas em dois ambientes, intercaladas por música, bate-papo e performances interativas com o público. "Nesse festival todo mundo vai estar em cena, e todos vão se divertir, assistindo ou apresentando esquetes", diz o professor em tom provocativo.

Na disputa do festival, que será julgado por pessoas leigas, estarão em jogo prêmios em categorias inusitadas como Melhor e Pior Esquete - individual e em grupos -, Mr. e Miss Esquete, Esquete Simpatia e "prêmios de consolação" para incrementar a brincadeira.


JustificarVale tudo

Dança, teatro, dança-teatro, música, poesia etc. Vale tudo para participar do festival que irá integrar as mais diversas modalidades artísticas e que é aberto à participação de qualquer pessoa. "A nossa expectativa é de que haja bastante improvisação e espontaneidade. Esperamos principalmente que as pessoas sintam prazer em estar em cena", destaca Adriano.

Ele ainda acrescenta que sem fronteiras delimitadas entre palco, platéia e bastidores, o evento será uma oportunidade para atores e espectadores trocarem de papéis: "a gente trabalha muito com a metalinguagem: faz teatro e mostra como ele é feito." Para a estudante de Teatro Lúcia Berndt, esse 'jogo' é a melhor parte do trabalho. "É quanto a gente fica completamente entregue à situação e acaba transformando o que está à volta em uma cena. Na hora sempre dá certo", diz ela, que incentiva pessoas "de fora das artes" a participarem do festival também.


Prestigie!

O quê: I Festival de Cenas Curtas
Quando: sexta-feira, dia 5, a partir das 22h
Onde: no Núcleo de Teatro da UFPel (Praça 7 de Julho, 180)
Quanto: R$ 2,00


Participe!
Inscreva a sua esquete até as 17h do dia da apresentação.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 03 de dezembro de 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aberta temporada de festas II (Programação)

Confira a programação:Justificar
Hoje (28)
20h30min - Abertura da programação | Show com Joca Martins

Amanhã (29)
20h30min - Show com a banda Pimenta Buenta

Domingo (30)
20h30min - Orquestra de Câmara de Pelotas

Segunda-feira (dia 1º/12)
20h - Solenidade de abertura
21h - Chegada do Papai Noel | Mauro Bus | Escolas infantis

Quarta-feira (3)
20h - Grupo Estripulia de malabaristas e pernas-de-pau
21h - O Pequeno Imperador - Grupo de Teatro do COP

Quinta-feira (4)
22h30min - Aluisio Rockembach

Sexta-feira (5)
20h - Estopim - Companhia de Palhaços Clonws
21h - Grupo Oficina de Teatro de Pelotas e Cia. Cem Caras

Sábado (6)
20h - Teatro de Bonecos Estripulia
21h - Especial 50 anos de Bossa Nova - Grupo Pausa & Notas

Domingo (7)
20h - Sacra Folia - Cia. Straganza (Porto Alegre)

Quarta-feira (10)
21h - Banda da Promotoria

Quinta-feira (11)
20h - Tony Konrath
21h - Marquinho Brasil

Sexta-feira (12)
20h - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
21h - Grupo de Choro Reminiscências

Sábado (13)
20h30min - Conjuntos Vocais: Costinha, Canto Livre e Original Samba

Domingo (14)
19h30 - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
20h30min - Misto Quente - Circo Girassol

Quarta-feira (17)
21h - Solon Silva e coral Louis Braille

Quinta-feira (18)
20h30min - 1º Ato Tavani: Espetáculo de Dança
21h30min - Cuadro de la Expresión del Arte Flamenca

Sexta-feira (19)
20h - Piratas de Rua
21h - Centro Coreográfico Berê Fuhro Souto

Sábado (20)
20h - Auto de Natal - Teatro de Sombras no Theatro Sete de Abril
21h30min - Marco Gottinari

Domingo (21)
20h30 - Novitango - Cia. da Dança

Segunda-feira (22)
Encerramento


Solidariedade

O Clube da Maturidade Ativa do Sesc realizará, durante todos os dias da programação natalina, uma campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis. Participe prestigiando as atrações e levando a sua contribuição.


Endereços do Bom-Velhinho

No Calçadão, a Casa do Papai Noel estará aberta de segunda à sábado, das 16h às 19h com atividades recreativas e culturais destinadas à crianças de 0 à 12 anos de idade.
Na Praça Coronel Pedro Osório, o Bom-Velhinho irá receber os visitantes de segunda à sábado das 20h às 22h.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008
***ATENÇÃO: ESTA PROGRAMAÇÃO FOI ALTERADA EM RELAÇÃO AO QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL NOS DIAS 10, 12 E 14***

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Nos passos da dança

Um passo sapateado aqui, um giro em ponta do pé ali, um pouco de ginga e muito jogo de cintura. Com estes e muitos outros elementos a Companhia da Dança levará para o palco do Theatro Guarany nesta quarta-feira 20 anos de história da academia contados passo por passo.

A abertura terá uma atração exótica: alunos do grupo de Kung Fu farão a "Dança do Leão" - ritual tradicional do oriente para atrair boa sorte - abrindo passagem para coreografias em sete estilos de dança: ballet, jazz, dança do ventre, flamenco, street dance e dança de salão.

Com uma miscelânea de "idiomas" falados com a linguagem do corpo, a mostra promete ser um espetáculo pela liberdade da dança. "É preciso desmistificar a idéia de que determinados estilos de dança são exclusivos para alguns biotipos. A dança tem que ser inclusiva. Qualquer pessoa é capaz de dançar", diz o professor e coreógrafo Leandro Pizani. "Isso não significa que seja um espetáculo sem qualidade. É um espetáculo amador, mas feito com muito comprometimento. Agora é a hora de mostrar para os pais, parentes, amigos e para todo o público o por quê das incontáveis horas de ensaio durante o ano todo", completa a professora Janaína da Rocha.
Muito mais que dança

Entre o glamour dos espetáculos e os bastidores, um cenário para muitas histórias de vida. Para alguns dos mais de cem bailarinos que estarão diante da platéia do Guarany esta será a realização do sonho de pisar pela primeira vez em um palco. E nesse caso, a emoção é a mesma, seja aos 8 ou aos 80 anos de idade.

Em duas décadas, a Companhia da Dança (que antes tinha o nome de Free Jazz Company) coleciona mais de 350 premiações em festivais. Além disso, pelas contas da história, mais de 30 mil alunos de pelo menos duas gerações já passaram pela escola. "Hoje já temos filhos de ex-alunos estudando aqui", orgulha-se Leandro.

"A academia acabou se tornando um ponto onde as experiências de vida vão se somando", completa Jana, citando como exemplo a sua própria experiência. Ela e Leandro são protagonistas de uma trama paralela à história da Companhia da Dança. O casal de coreógrafos se conheceu nas aulas da academia. Casaram-se, e há cinco anos assumiram a empresa. Hoje são sócios, além de parceiros de dança.


Prestigie!

O quê:
Mostra coreográfica Muito mais que dança 2008
Quando: quarta-feira, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: os ingressos antecipados estão à venda com os alunos da escola ou na Cia. da Dança (rua 15 de Novembro, 755) a R$ 8,00. No dia do espetáculo serão vendidos também na bilheteria do teatro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 25 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Encontro de Teatro começa amanhã

Quatro dias, duas oficinas, dois debates e oito apresentações. Até sábado (15), esta é a programação para a segunda edição do Encontro de Teatro de Pelotas, que começa amanhã. Todas as atividades são abertas ao público.

Este ano, a tônica das discussões será a convergência das linguagens cênicas - a dança e o teatro - e o meio-caminho existente entre a criação artística e a pesquisa científica.

Confira a programação e participe!

Apresentações

Quarta-feira (12)
18h - Usando Drummond para falar - Centro de Pesquisa e Movimento Berê Fuhro Souto*
20h30min - Adélias, Marias, Franciscas - Grupo Maria Falkembach

Quinta-feira (13)
14h - Show de Palhaços - Grupo Fuxico
20h30 - Depois do Happy Ending - Cia. Pelotense de Repertório

Sexta-feira (14)
14h - O Enigma de Cid - Cia. Cem Caras de Teatro
20h30 - Traduzindo e encenando Shakespeare Otelo - Aline Castaman e Enéas Tavares

Sábado (15)
16h - Dois perdidos numa noite suja - Chico Meirelles
20h30 - Viúva Pitorra - Teatro Permanente da UCPel

* Todas as encenações ocorrerão no palco do Sete de Abril, com exceção da apresentação do Centro de Pesquisa e Movimento Berê Fuhro Souto, que faz parte do calendário do projeto Cena Literária o qual acontece tradicionalmente no foyer do Theatro.

Debates*

Quinta-feira (13)
Tema: Dança-Teatro
Debatedores: Berê Fuhro Souto e Maria Falkemback

Sexta-feira (14)
Tema: Pesquisa científica e criação artística: entre a universidade e a sociedade.
Debatedores: Enéas Tavares, Aline Castamman e Carmem Biasoli

* Os debates terão início às 18h no estande da Prefeitura na Feira do Livro.

Oficinas*

Dias 12, 13 e 14 (quarta, quinta e sexta-feira), das 10h ao meio-dia

-> Oficina de Dramaturgia
Ministrante: Miriam Benigna
Local: Foyer do Theatro Sete de Abril

-> Oficina de Cenografia
Ministrante: Cláudio Benevenga
Local: Sesc

* As inscrições são limitadas (25 vagas) e devem ser feitas antecipadamente na secretaria do Theatro Sete de Abril.

** A participação em todos os eventos da programação do Encontro de Teatro - apresentações, debates e oficinas - é gratuita.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O reencontro da Arte do Encontro


Depois de amanhã a cidade abre as cortinas para o segundo Encontro de Teatro de Pelotas. Durante quatro dias, serão realizados dois debates, duas oficinas e sete espetáculos. Os objetivos, a exemplo da primeira edição do evento realizada no ano passado, consistem fomentar a produção e a discussão das artes cênicas no cenário pelotense, do lado dos artistas, e estimular a formação de público, do lado dos espectadores. Desses dois, surge um terceiro: o Encontro pretende reunir assim, do mesmo lado, a comunidade - "artística" ou não -, na tentativa de romper de vez as fronteiras que ainda resistem no espaço entre palco e platéia, e também nos bastidores.

A título de ensaio, a reportagem do Diário Popular promoveu um "pré-encontro" com alguns dos protagonistas das artes cênicas no município atualmente: Adriano de Moraes (coordenador do curso de Teatro da UFPel), Berê Fuhro Souto (bailarina e coreógrafa do Centro Contemporâneo de Pesquisa e Movimento), Chico Meirelles (do grupo Casa de Brinquedos), Flávio Dornelles (do teatro do COP) e Valter Sobreiro Júnior (do Grupo de Teatro Permanente da UCPel). No foyer do Theatro Sete de Abril, eles anteciparam o que vai estar na pauta de debates de quarta a sábado.

Entre o otimismo, o realismo e o pessimismo, o grupo de cinco diretores montou uma cena que foi do drama à comédia. Confira alguns prólogos da conversa:


Primeiro Ato: Políticas Culturais

Como era de se esperar, a primeira fala desse enredo foi sobre política cultural. No afinado côro dos descontentes, os artistas retomaram um dos textos mais repetidos e conhecidos popularmente, e no entanto sempre atual: a área da cultura é sempre relegada a segundo plano e nunca é prioridade de gestão.

Para Chico Meirelles, as poucas iniciativas que existem não são suficientes para se tornarem referências no município. "Faz 20 anos que a gente tá na mesma", diz combinando a fala com o olhar para os lados, procurando nos outros quatro a concordância com seu gesto indignado, de braços abertos, palmas das mãos apontadas para cima, e encontrando de ambos os lados, quatro cabeças balançando afirmativamente.

"Em política cultural a gente não avançou mesmo, mas justamente por isso eu acho que não podemos ficar mais dependendo da classe política. O problema é que a classe artística não é unida o suficiente", complementa Berê. "Os incentivos são poucos, mas mesmo com pouco a gente tem que produzir alguma coisa, ocupar esses espaços. Não dá pra ficar parado se queixando.", dispara a coreógrafa, ao criticar a falta de iniciativas também por parte da classe artística. "Ainda falta no município maturidade profissional", completa.


Segundo Ato: Mercado de Trabalho

Para Valter Sobreiro Júnior, um dos grandes problemas enfrentados é o déficit de elenco para montar espetáculos, motivo pelo qual, segundo ele, o Grupo de Teatro Permanente da UCPel - que de permanente só tem o nome - não irá apresentar uma peça, e sim uma construção teatral simplificada na forma de leitura dramática. "Esse problema que eu enfrento com a rotatividade de atores é o mesmo da Barthira com o Teatro Escola, tanto que o TEP não irá se apresentar no Encontro. Não há consolidação dos grupos de teatro em Pelotas. A gente tem sempre que estar formando atores", desabafa o dramaturgo. "Temos na cidade um centro de formação profissional muito bom, mas a tendência geral é que os profissionais formados aqui vão embora, e isso não acontece só na área das artes. Aliás, não é só um problema local."

Terceiro Ato: Público

"A formação de platéia requer oferta de produção teatral. Nós, diretores, não temos como oferecer isso sem incentivo. Alguém tem que proporcionar isso", diz Chico Meirelles que defende o ponto de vista que a falta de dinheiro para pagar o ingresso é um agravante no processo de esvaziamento dos teatros.

"Mas também só oferecer, e oferecer demais, de graça, não dá. Aí as pessoas não aprendem a dar valor para as artes", polemiza Adriano de Moraes, que concorda com Berê quando afirma que o discurso de que as pessoas "não vão ao teatro porque não têm dinheiro" não cola: "As pessoas não vão porque não querem. Falta a base para aprender a apreciar e valorizar as artes. O ingresso para o teatro sempre é 'caro', mas para o futebol nunca é."

"Eu acho que apesar da precariedade do cenário a gente está vivendo um momento muito bom, de efervescência, tivemos bons espetáculos esse ano. A gente tem é que aumentar a capacidade crítica do público. A gente precisa voltar a vaiar espetáculos", defende. "Eu acho é que antes a gente tem que voltar a ter espetáculos pra poder vaiar", retruca Sobreiro. "Não vem falar do passado, sejamos realistas. Hoje em dia eu acho a produção local sempre insuficiente. A vida útil dos espetáculos não é prolongada como deveria".

A resposta vem rápida: "Mas eu não faço nem pretendo fazer trabalhos descartáveis", diz Berê, com direito a réplica de Valter: "Não se trata disso. Acontece que não há possibilidade de ficar com os espetáculos circulando muito tempo por causa do déficit de atores. Poucos espetáculos, como o Tholl, têm elenco e público consolidado para isso".


Quarto Ato: Políticas Públicas II

No "gran finale" o tema da abertura da conversa voltou à cena. "Eu queria saber se vocês pretendem assistir aos espetáculos dos outros", provocou Berê, interpretando o papel de entrevistadora. Segundo Adriano de Moraes, para proporcionar a participação dos alunos, o curso de teatro da UFPel irá suspender as aulas durante o Encontro. Mas a pergunta, em princípio sem resposta, fez com que Chico Meirelles, Valter Sobreiro e Flávio Dornelles tocassem no assunto da programação. Na opinião deles, o evento não propicia a participação das pessoas em tempo integral em função dos horários. "É complicado. Todos nós trabalhamos e vamos estar envolvidos nas nossas próprias apresentações", justifica Meirelles.

"Eu até gostaria de participar das oficinas, mas acho que elas deveriam acontecer uns dois meses antes do encontro. Durante não dá. Além do mais, não dá tempo de assimilar o trabalho. É como passar a matéria e aplicar a prova. Acho que os organizadores até têm boa vontade nas iniciativas, mas falta experiência. Falta discutir com os artistas como fazer as coisas. A gente tá aqui pra fazer, desde que seja solicitado...", diz Dornelles. "Acontece que quem organiza as coisas não entende nada de teatro. Como é que pode colocar em um edital que os artistas poderiam apresentar toda a obra ou parte da obra? Eu nunca vi coisa mais absurda! É como tirar um braço de uma estátua porque ela não passa na porta! Isso demonstra o desconhecimento de gestão e por isso a comunidade artística deveria ser chamada para discutir", completa Meirelles, retomando seu lugar de fala.

"Mas não dá pra ficar esperando ser chamado. Tem que estar presente aqui, sugerir coisas, buscar alternativas. Não dá para pensar também que todos os caminhos do teatro levam ao Sete de Abril. Tem que se buscar outros espaços. E talvez começar com esse encontro a criar essa discussão", afirma Adriano, mais uma vez com otimismo.

Diálogos em cena

Pela polêmica, pelo fomento à produção ou pela apreciação artística, o público pelotense tem vários motivos para conferir a programação do 2º Encontro de Teatro. Confira na edição de amanhã (11) a programação completa.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 10 de novembro de 2008
*** Alterações

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mostra de Teatro e Dança de Origem Africana

Inscrições terminam dia 15

A V Mostra de Teatro e Dança de Origem Africana é um evento anual organizado pela Cia. De Dança Afro Daniel Amaro na cidade de Pelotas/RS, sempre no início do mês de novembro, com oficinas, palestras e apresentações artísticas, tendo como objetivo fomentar o intercâmbio dos Grupos e Cias que trabalham com a cultura afro-brasileira no país.

Em 2008 acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro, na Cervejaria Original Bier - rua Tamandaré n.º 52 e tem como atração confirmada o Grupo Caixa-Preta - Porto Alegre , que apresentará a peça Hamlet Sincrético, Grupo Sovaco de Cobra e a DJ Helô.

Mais informações e solicitação de regulamento pelo e-mail mostradeorigemafricana@bol.com.br ou pelos telefones 3027-1614 r 9136-9328.

Foto: Cia. Aérea de Dança - RJ / Divulgação


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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Fugata Tango


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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Maria, Marias


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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ole


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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dança em homenagem a Pelotas

Na semana em que completa 196 anos de fundação, Pelotas recebe uma homenagem feita de música e movimento: Mais de 10 grupos, cerca de 150 bailarinos ligados à Associação de Dança de Pelotas (Adap) realizam amanhã uma apresentação que encerra as comemorações alusivas ao aniversário da cidade.

Diversos estilos passarão pelo palco do auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet): street, afro, flamenco, jazz, contemporâneo... um misto que bem representa a diversidade da produção cultural do município. Entre as coreografias do programa estão fragmentos do espetáculo Tambores do Corpo, da Companhia Daniel Amaro, de Os três patetas, do grupo Trem do Sul, e de Conto de fadas às avessas, da 1º Ato. O Grupo Universitário de Dança da Escola de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (Grud - Esef/UFPel) apresenta o tema Passiontango.

Um dos destaques desta mostra é a participação de grupos escolares juntamente com as academias autônomas e profissionais, o que além de proporcionar um razoável panorama sobre a produção local em dança, na opinião da presidente da Adap, serve para fortalecer a função pedagógica da atividade nas escolas. "Cada vez mais a dança está presente em projetos de educação. Nosso papel é tentar alcançar esses grupos de crianças e jovens e lhes oferecer a arte como um caminho", diz Vânia Viana.

Segundo ela os profissionais da dança precisam estar dispostos a assumir essa responsabilidade. "Um dos objetivos da associação é capacitar os professores que trabalham com a dança nas escolas, para que os resultados dessa atividade sejam mais consistentes", afirma. Por isso, adianta ela, já estão programadas para o mês de agosto (ainda sem data confirmada) oficinas para educadores e um seminário para debater a dança como atividade pedagógica.


Prestigie!

O quê: Mostra de Dança da Adap
Quando: Amanhã, às 19h30
Onde: no auditório do Cefet (praça 20 de Setembro, 455)
Ingressos: à venda ao valor de R$ 3,00 nos seguintes locais: Cia. da Dança, Adágio Centro de Ginástica e Dança, Ateliê da Dança, 1º Ato Tavane Viana, Studio Unidança, Darla Duarte Cia. de Dança, Grupo de Dança Trem do Sul e Cia. de Dança Daniel Amaro, ou a partir das 19h no local da apresentação.
Contato: Mais informações pelo telefone 3225-6056 ou 8127-4505.


PROGRAMA

1-ESCOLA ESTADUAL CASIANO DO NASCIMENTO

COREOGRAFIA; NOSSO ESTILO STREET DANCE

COREÓGRAFA; DARLA DUARTE

PROJETO CARINHO ESEF UFPEL –GRUPO DAWN DANÇA

COREOGRAFIA; VOLARE DANÇA DE SALÃO

COREÓGRAFOS ;GRUPO DE STAGIÁRIOS DO PROJETO

ESCOLA BALBINO MASCARENHAS

COREOGRAFIA ;ARCOS ESTILO LIVRE

COREOGRAFA; MARIA ANGELA SILVA

COLÉGIO IMACULDADA CONCEIÇÃO

COREOGRAFIA;

COREÓGRAFO

GRUPO DE DANÇA NOSSAS RAÍZES

COREOGRAFIA ; O CIO DA TERRA ESTILO LIVRE

COREÓGRAFA; RAQUEL ARAÚJO

ESCOLA N. SRA. DOS NAVEGANTES

COREÓGRAFIA

COREÓGRAFO

ESCOLA MUNICIPAL PIRATININO DE ALMEIDA

COREOGRAFIA;

COREÓGRAFA; ADRIANE MENDONÇA

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL SÃO FRANCISCO DE ASSIS

COREOGRAFIA; BIP ESTILO LIVRE

COREOGRAFA; LETÍCIA MASSIOTTI

COLÉGIO STA. MÕNICA

COREOGRAFIA ;

COREÓGRAFO;

GRUPO DE DANÇA BEATRIZ SANTOS

COREOGRAFIA ; FASHION

COREÓGRAFA; BEATRIZ SANTOS


GRUPO UNIVERSITÁRIO DE DANÇA ESEF UFPEL

COREOGRAFIA; PASSIONTANGO

COREÓGRAFA; MALÊ

DANÇA E CIA DARLA DUARTE

COREOGRAFIA ;LIBERDADE CONTEMPORÃNEO

COREÓGRAFA ; DARLA DUARTE

STUDIO UNIDANÇA

COREOGRAFIA ;GLAMOUR JAZZ

COREOGRAFA; MÁRCIA LOUREIRO

ADÁGIO CENTRO DE GINÁSTICA E DANÇA

COREÓGRAFIA ; HIP HOP STYLE

COREÓGRAFO ;PAULO RENATO MONTEIRO

CIA DA DANÇA ;

COREOGRAFIA; SEVILHANAS FLAMENCO

COREÓGARFO ;CÍCEROKAURZ

ATELIÊ DA DANÇA

COREOGRAFIA ;CAIXINHA DE MÚSICA ESTILO LIVRE

COREÓGRAFA; MARIA ÂNGELA DA SILVA

1º ATO TAVANE VIANA NÚCLEO DE GINÁSTICA E DANÇA

COREOGRAFIA; XODÓ JAZZ

COREÓGRAFA; TAVANE VIANA

CIA DE DANÇA AFRO DANIEL AMARO

COREOGRAFIA; FRAGMENTOS DO ESPETÁCULO ; TAMBORES DO CORPO

COREÓGRAFO ; DANIEL AMARO

GRUPO TREM DO SUL

COREOGRAFIA ; ESTILO DE RUA

COREOGRAFO;PAULO RENATO MONTEIRO




Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 10 de julho de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A cultura homenageia Pelotas

O aniversário da cidade, comemorado hoje, motiva diversas exposições artísticas e eventos culturais. Da dança à fotografia, a intenção é a mesma: homenagear Pelotas.

Diversas organizações ligadas aos segmentos de arte, cultura e turismo estão mobilizadas para render homenagens à Pelotas alusivas ao seu 196º aniversário comemorado hoje. Pela ocasião são oferecidas à comunidade atrações que, além de opções de lazer, servem para o resgate e valorização da memória da cidade.

Artes plásticas, dança, literatura e fotografia são alguns destaques do circuito cultural comemorativo. Algumas atividades sugeridas na programação, que já acontece desde a semana passada, se estendem até o final do mês. Todas as atrações, exceto a mostra de dança, têm entrada franca.


Confira!

Artes Plásticas

O ateliê Giane Casaretto inaugura hoje a mostra Preciosa Catedral, com desenhos e pinturas que contemplam os detalhes da Catedral São Francisco de Paula. Visitação até o final do mês na rua 15 de Novembro, 871.

Amanhã, no Shopping Zona Norte, é o último dia para conferir a exposição de telas e objetos do Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas intitulada MAPP - 8 anos amparados nos 196 de Pelotas.

Até o dia 17 o Espaço Arte & Eventos Zilah Costa (parque Dom Antônio Záttera, 255) realiza a exposição coletiva de telas e objetos Para sempre, Pelotas!. O local fica aberto das 14h às 18h.

No Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional do Transporte) termina hoje a exposição de telas dos alunos do curso de pintura. O endereço do Sest/Senat é avenida Ildefonso Simões Lopes, 1206, aberto ao público das 8h às 12h e das 13h30 às 18h.

Na Galeria de Arte da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Stella Onega expõe arte sobre tela e gravura expandida. Visitação das 8h às 22h.


Fotografia

A atração do saguão do Campus I da UCPel é a exposição Pelotas, do Apogeu às Doces Riquezas, com fotos de Felipe Macedo, acadêmico do curso de Jornalismo. A partir do dia 14 a mostra muda de endereço e vai para o saguão do Campus II (rua Almirante Barroso, 1202) onde fica até o dia 27.

No Corredor Arte do Hospital Escola da FAU/UFPel (rua Professor Araújo, 538) Francisco Vargas expõe Olhares até o dia 16. Vargas é administrador de empresas aposentado que tem a fotografia com hobby. As imagens que fazem parte da mostra exaltam a beleza histórica e arquitetônica do município.


Literatura

O Centro Literário Pelotense (Clipe) promove hoje Sarau Poético e Mini Feira do Livro de autores pelotenses. O evento será na Dom da Palavra Livraria e Cyber Café (esquina das ruas Dom Pedro II e 15 de Novembro) a partir das 15h.

O Clipe realiza também, até o dia 25, exposição de poesias ilustradas na Sala Inah Costa, situada no Centro Cultural Adail Bento Costa (praça Coronel Pedro Osório, casa 2). Duas obras premiadas na Expoesia 2008, de Porto Alegre, estão entre os títulos da mostra.


Acervos

Até o dia 5 de agosto a sala de exposições da Secretaria de Turismo expõe mobiliário e acessórios do Museu da Baronesa. Leques, chapéus e outras peças fazem parte do conjunto que engloba a temática Recanto feminino. A Secretaria de Turismo fica no Parque Museu da Baronesa.

Olhares através do tempo é o título da exposição do acervo da Secretaria de Cultura (Secult), que fica até o dia 25 nas sala Antônio Caringi do Centro Cultural Adail Bento Costa (praça Coronel Pedro Osório, casa 2) e na sala Frederico Trebbi, situada no saguão da Prefeitura.


Dança

Dia 11, às 19h30, a Associação de Dança de Pelotas (Adap) realiza no auditório externo do Cefet uma mostra de dança com a participação das escolas e grupos autônomos filiados e também de grupos escolares, com coreografias em diversos estilos. Ingressos à venda ao valor de R$ 3,00 nos seguintes locais: Cia. da Dança, Adágio Centro de Ginástica e Dança, Ateliê da Dança, 1 Ato Tavane Viana, Studio Unidança, Darla Duarte Cia. de Dança, Grupo de Dança Trem do Sul e Cia. de Dança Daniel Amaro. Mais informações pelo telefone 3225-6056 ou 8127-4505.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 7 de julho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Um passo em Joinville, outro na Europa

Bailarinos selecionados para apresentações em importantes eventos internacionais reafirmam, lá fora, a qualidade e o reconhecimento da dança pelotense.

O Centro de Arte e Movimento Estímulo e o grupo Piratas de Rua são os dois representantes pelotenses no 26º Festival de Dança de Joinville, que acontece de 16 a 26 de julho em Santa Catarina e é considerado pelo livro dos recordes o maior festival de dança do mundo. O evento reúne cerca de 4,5 mil bailarinos de diversos estados brasileiros e até de outros países, e a julgar pelas edições anteriores, deve atrair este ano um público superior a 200 mil pessoas.

Selecionado pela primeira vez no festival, o grupo Estímulo - de Berê Fuhro Souto, atualmente coordenado por Bianca Garcia - irá apresentar a coreografia Feniniu, de Eduardo Menezes. A montagem concorre com grupos de Santa Catarina e do Paraná na categoria dança de rua em trios, avançada. O grupo também apresentará na mostra paralela, em palco aberto, outras quatro coreografias: Infância perdida, solo contemporâneo de Rodrigo Soares, Nostalgia, duo contemporâneo de Janaína Jorge, Um corpo entre dois, trio contemporâneo de Eduardo Menezes e Metrópole, hip hop em grupo assinado pelo coreógrafo Gugu.




Vice-campeão em 2006, desta vez, Piratas de Rua quer fazer melhor

Com uma versão em street dance da coreografia Búzios, de Berê Fuhro Souto, originalmente elaborada no estilo contemporâneo, o grupo Piratas de Rua disputa com representantes de Canoas, Caxias do Sul e Bento Gonçalves, e também de outros quatro Estados, o prêmio na categoria dança de rua por conjuntos, avançada. Esta será a terceira vez que o Piratas está entre os selecionados na competição. O melhor desempenho foi obtido na mais recente participação, em 2006, quando conquistou três segundos-lugares em diferentes categorias. Por isso, a expectativa para o festival deste ano é grande, e a preparação dos 15 bailarinos foi instensificada. "Os ensaios estão bem puxados. Nossos concorrentes são competidores de alto nível mas estamos indo para fazer o nosso melhor", diz Taisson Duarte, à frente do grupo ao lado do diretor e coreógrafo Uanderson Farias, o "Vovô".


Diálogo do corpo

A convite da Confederação Interamericada de Profissionais da Dança e do Conselho Mundial de Profissionais da Dança - instituição reconhecida pela UNESCO -, a coreógrafa pelotense Berê Fuhro Souto viaja semana que vem para a Europa onde participa de diversos eventos. O mais importante ocorre no início do mês de julho, quando irá ministrar em Atenas, na Grécia, o curso Diálogo do Corpo. Lá, os bailarinos Ricardo Greangeanim e Alessandro Gonçalves - ex-alunos de Berê que vivem hoje na Alemanha - e a bailarina Jaqueline Pradie Nascimento irão defender coreografias de sua autoria (um trio, um duo e um solo) em uma competição entre a América Latina e a Europa. "Hoje em dia os trabalhos estão cada vez mais próximos. Pelo nível de pesquisa em dança que o Brasil tem apresentado, acho que não ficaremos atrás", diz ela, que antes do curso e do concurso na Grécia passará uma temporada de estudos na Alemanha.

Apesar de não ser favorável a competições de dança "porque a arte não se pode mensurar", Berê vibra com o "grande momento" vivido pelos alunos do Centro de Arte e Movimento Estímulo, com a seleção no festival de Joinville, e do Centro Contemporâneo de Pesquisa e Movimento Estímulo com a participação no concurso internacional. Segundo ela, a participação dos grupos que coordena e também do Piratas de Rua nesses eventos demonstra o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em Pelotas. "Sempre visamos a dança não apenas pela dança, mas pela formação de seres humanos melhores, e esta sempre foi uma das nossas principais metas", afirma.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 9 de junho de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Paradigmas do Corpo

Companhia Municipal de Dança de Caxias do Sul
apresenta nesta quarta-feira duplo espetáculo no Sete de Abril.


O que é o corpo, como ele se relaciona com outros corpos e com tudo mais que há? Como reage e interage com as interferências de elementos externos? As questões acerca da forma e das conseqüências da ação inevitável das mais elementares leis da física intrigam e inspiram a concepção do duplo espetáculo que a Companhia Municipal de Dança de Caxias do Sul traz a Pelotas amanhã.



Entrecorpo e Suspensos pelo Vento dialogam de maneira sutil, através das linguagens contemporâneas da dança, sobre as intervenções do corpo no espaço, provocando, no palco, efeitos visuais que se expressam no contraste de luz e sombra e em silhuetas, movimentos e rítmos. "As duas partes são bem diferentes. Enquanto Entrecorpo é bem mais intimista, Suspensos pelo Vento provoca uma overdose de movimentos ao abordar a relação dos corpos com a gravidade", diz coreógrafa Janaína Jorge, responsável por ensaiar as duas montagens, que juntas têm cerca de uma hora e dez minutos de duração.



Sobre a Companhia

A Companhia Municipal de Dança de Caxias do Sul é a única companhia pública oficial do Rio Grande do Sul. Fundada em 1997, a partir de um projeto de lei, vem experimentando diversas possibilidades de criação artística e diversificando seu repertório através da participação de coreógrafos nacionais e estrangeiros, que compartilham a proposta de alargar o vocabulário da dança contemporânea.

Mesmo em sua breve existência, se comparada às escolas mais tradicionais do País, a Companhia de Dança de Caxias do Sul já possui uma significativa trajetória. Conquistou renome e reconhecimento ao participar de grandes eventos nacionais e internacionais, como o Uni Modern Dance Festival, da Alemanha, o Festival de Danza Nueva, no Peru, o Sesc - Fora do Eixo, em São Paulo e o Porto Alegre em Cena.

Desde novembro do ano passado quem está à frente da Companhia é a coreógrafa pelotense Janaína Jorge, bailarina com formação clássica e moderna, que já soma 17 anos de carreira profissional. Apesar de radicada em Caxias, ela continua desenvolvendo trabalhos paralelos em Pelotas, fazendo parte, por exemplo, do elenco do espetáculo Nau dos Sentimentos.

A expectativa dela é de que a apresentação do grupo da Serra em Pelotas contribua para a valorização dos profissionais da dança na cidade. "Pelotas tem um elenco de bailarinos com muita garra, dedicação e qualidade, que com pouco tempo de ensaio consegue dar conta de um repertório que não é nada fácil. Mas ainda é amador, as pessoas aqui pagam para dançar", diz ela, ressaltando a principal diferença entre o pioneiro grupo caxiense - bancado pelo Poder Público - e os grupos de dança de Pelotas. A bailarina espera que o exemplo bem-sucedido da Companhia de Caxias (que inclusive contribuiu para que o município fosse escolhido, ano passado, como Capital Cultural do Estado pela Revista Aplauso, desbancando Pelotas) sirva de estímulo para o surgimento de iniciativas semelhantes, que incentivem e viabilizem as produções por aqui.

Prestigie!

O quê: Entrecorpo e Suspensos pelo Vento, duplo espetáculo da Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul

Quando: Nesta quarta-feira, às 21h

Onde: No Theatro Sete de Abril

Ingressos: Antecipados à venda na bilheteria do Theatro e no Studio Pilates, na rua Padre Anchieta, 2247

* A vinda deste espetáculo para Pelotas tem o apoio do Restaurante Trem Bão e da Parrillada Mercado del Puerto.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 20 de maio de 2008

E aí? Você acha que Pelotas deveria seguir o exemplo de Caxias do Sul e bancar sua própria companhia de dança?

Até o dia 31 de maio, participe da enquete (na lateral esquerda do blog) e opine sobre este assunto!