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domingo, 10 de maio de 2009

Pra esperar quem vem de fora

Os preparativos dentro e fora do Centro de Eventos

A menos de um mês, mais precisamente a 24 dias, do início da 17ª edição da Feira Nacional do Doce – a Fenadoce – Pelotas começa a se envolver com a atmosfera do maior evento do calendário do município. A movimentação em torno da feira começa no Centro de Eventos e se expande por toda a cidade, seja na forma de formigas gigantes que mais uma vez marcarão a trilha que leva a vários pontos do centro, ou como promoções e oportunidades de consumo e trabalho. A Fenadoce vem aí. Estamos preparados?

Para diversos empresários e gestores do setor de turismo é praticamente uma unanimidade a opinião de que se amadureceu muito, mas apesar da experiência adquirida nas 16 edições anteriores a cidade ainda não consolidou todo o potencial turístico da Fenadoce.

Enquanto no interior do Centro de Eventos o clima é de aceleração nas obras de infra-estrutura, preparação dos estandes e confecção dos bonecos e alegorias que farão parte dos desfiles temáticos – principal novidade da feira este ano, do lado de fora a cidade que procura alcançar a excelência em turismo ainda se prepara a passos lentos, ou atrapalhados.

As secretarias municipais de Turismo e de Urbanismo prometem fazer o básico: a de Urbanismo irá providenciar o embelezamento urbano, especialmente no Calçadão, com plantio de flores e pinturas, enquanto a de Turismo corre para checar a manutenção da sinalização e para organizar dois novos postos de informações – um na Fenadoce e outro no centro, além dos que já funcionam na Rodoviária e no Parque da Baronesa. Isso, entretanto, ainda emperra em uma liminar da justiça que restringe a contratação de estagiários para atenderem nesses postos e também na definição do local de instalação do ponto de atendimento na área central.

Além disso, segundo o titular da pasta, Marcelo Mazza Terra, a secretaria ainda tenta, antecipadamente, realizar um levantamento das atrações que Pelotas terá para oferecer fora do Centro de Eventos durante os dias da Fenadoce a fim de recepcionar os turistas com mais opções.
E é justamente nesse ponto que falta consenso: enquanto os gestores públicos cobram uma maior mobilização por parte dos empresários, boa parte dos empresários queixa-se que a Fenadoce se concentra apenas no Centro de Eventos e os organizadores da Feira rebatem dizendo que são eles – os proprietários de bares, restaurantes, locais de visitação, etc – que devem atrair o público do Centro de Eventos para dentro da cidade, e ainda cobram maior envolvimento do poder público. Em outras palavras, o desenvolvimento do turismo local esbarra, mais uma vez, na falta de uma ação coordenada.

Para a presidente do Pelotas Convention & Visitors Bureau, Cristiane Hallal, um passo importante seria a inclusão de profissionais de turismo no quadro de funcionários da Prefeitura. Uma forma de garantir a implantação de um projeto de gestão do turismo a longo prazo. “Assim o turismo deixaria de ser uma prioridade de governo e passaria a ser uma prioridade do município”, destaca.

Até lá, entretanto, ainda há muito o que fazer e os turistas não esperam: com reservas em hotéis feitas e excursões agendadas eles estão a meio caminho andado.


“Gargalo” de crescimento

O sabor, as belezas e o patrimônio histórico e cultural de Pelotas costumam chamar a atenção de gente de várias partes do Brasil e até de fora do País. Mas, é de cidades do Rio Grande do Sul situadas em um raio de 300 quilômetros a partir de Pelotas que vem a maior parte dos turistas que visitam a Fenadoce. A feira tem um público crescente e recebe em média 340 mil visitantes a cada ano.

Gilcéia Bender, a Téia, é responsável pela recepção dos visitantes da Fenadoce há 7 edições. Em eventos como o Festival de Turismo de Gramado e através de lista de e-mail ela faz contatos com mais de 400 agências de turismo do Brasil e do Mercosul para intensificar a divulgação da feira e tentar assim incluir Pelotas no roteiro dos pacotes de viagens. Este ano a feira oferece um atrativo a mais para essas empresas, que ficarão com 20% do valor dos ingressos pagos pelos grupos. Pela grande procura, a expectativa é de que o número de excursões este ano seja de 10 a 20% maior em relação ao ano passado quando pelo menos 600 ônibus desembarcaram no Centro de Eventos. Nas agências de turismo receptivo, a Fenadoce chega a representar um incremento de 40% na demanda de serviços em relação aos meses de baixa temporada e é a melhor época do ano para o setor.

No entanto, para acomodar esse grande público esperado os espaços são disputados. A rede hoteleira de Pelotas tem capacidade para hospedar pouco mais de 1,5 mil pessoas. O número ainda pode aumentar com mais 75 novos quartos do hotel que deve ser inaugurado antes do mês de junho. Mesmo assim, ainda é pouco e já tem gente desistindo de visitar a feira por não ter onde se hospedar, segundo a proprietária de uma agência de turismo receptivo, Elva Baehr da Silva. “Isso sem contar outros constrangimentos que os turistas passam por causa da falta de qualificação dos serviços. Não há incentivo do poder público nem união no setor do turismo”, lamenta.

De acordo com o Pelotas Convention Buerau, o problema é que a procura se concentra muito nos três finais de semana da feira, enquanto entre as segundas e quintas-feiras a demanda ainda está longe de ocupar a capacidade máxima de lotação dos hotéis. “Pelo menos 10 eventos paralelos estão agendados para o período da Fenadoce. Todos querem marcar na mesma data para que quem vem de fora aproveite para visitar a feira”, afirma Cristiane Hallal.

Marcelo Mazza Terra é otimista: “A capacidade hoteleira é atualmente o limite de crescimento da Fenadoce, mas esse é um problema estrutural do mercado que tem solução e pode despertar nos empresários boas oportunidades para novos empreendimentos”.

Mas, ao mesmo tempo, não há interesse por parte dos empresários do ramo da hotelaria em ampliar muito a capacidade se durante o restante do ano a demanda for baixa, apesar do crescimento registrado pelo setor na carona do desenvolvimento da região.


Souvenir

Empresários, micro-empresários e representantes de organizações que tenham algo a oferecer para os turistas – um produto ou serviço – têm várias formas de fazer com que os visitantes fiquem sabendo. Os hotéis costumam disponibilizar aos hóspedes material impresso informativo, que também pode ser entregue nos postos de informações turísticas da Prefeitura. No site da secretaria de turismo ou por e-mail (ste@pelotas.com.br) é possível cadastrar eventos para serem divulgados.

A falta de informações, no entanto, não é o único impedimento para os visitantes dispostos a conhecer as atrações do município. A má adequação dos horários de visitação de muitos locais (que não funcionam aos finais de semana, por exemplo) é outra queixa frequente, e que deixa a péssima impressão de portas fechadas, e a vontade de conhecer por dentro as belezas do patrimônio local.

Para completar a lista de itens “espanta-turista” aparecem também os “azuizinhos”, que segundo empresários chegam a multar veículos em embarque ou desembarque na frente dos hotéis. Para o secretário de Turismo, é possível tratar melhor os visitantes, especialmente os estrangeiros que podem não conhecer as leis de trânsito daqui, “o que não se pode é permitir abusos”.


Prontos para receber?

A Fenadoce gera mais de 300 empregos diretos. Seis são para a função de recepcionistas. A equipe comandada por Téia teve até 14 pessoas em anos anteriores. Segundo ela, o quadro mais enxuto adotado há três edições se deve à mudança na dinâmica de trabalho. Ao invés de postos de informações em todas as entradas, agora os recepcionistas atendem os visitantes em um único guichê central.

Quem ocupa esses postos de trabalho são estudantes de turismo. E apesar deles serem muitos na cidade nem sempre é fácil encontrar pessoal capacitado para o trabalho. “A maior dificuldade é encontrar alguém que atenda todos os requisitos”, confirma Téia. Ser bilingue, por exemplo, com fluência em espanhol e ter disponibilidade para trabalhar em turno integral durante 19 dias seguidos são itens quase sempre incompatíveis: se o candidato preenche um dos critérios normalmente não preenche o outro.

Nas empresas de prestação de serviço as queixas por falta de mão-de-obra é quase a mesma. “Há muita carência e às vezes o problema não é nem falta de treinamento, mas falta de uma ‘visão de negócios’ e de uma percepção de que as pessoas que estão aqui não vieram somente a passeio”, diz Cristiane Hallal.

Para qualificar os funcionários, o Pelotas Convention Bureau ainda irá realizar até a Fenadoce cursos para funcionários do setor de turismo. Os recursos para isso vêm da taxa de turismo cobrada pelos hotéis, principal fonte de fundos da associação que conta com 32 mantenedores entre hotéis, bares, restaurantes, empresas organizadoras de eventos e agências de turismo. O valor da taxa é convencionado de acordo com o panorama da economia de cada cidade. Em Pelotas o valor é de R$ 1,00 por apartamento ou por pessoa (a forma de cobrança é definida pelo hotel) enquando em cidades como Porto Alegre custa em torno de R$ 3,00. “A gente ainda tem mania de ter vergonha de cobrar e acha que tratar bem o turista é dar as coisas de graça. Mas o que encanta o visitante não é pagar pouco, é pagar bem. Ter uma coisa boa por um preço justo”, defende Cristiane.

O Bureau tem um cartão de benefícios que é entregue no hotel, através do qual os associados oferecem vantagens, como forma de incentivar o visitante a utilizar os serviços dessas empresas. Mas as vantagens, segundo a própria presidente da organização, estão defazadas e devem passar por reformulações em breve: atualmente variam desde uma taça de champagne cortesia a descontos de 10% para a compra de doces.


Reflexos na economia

Que o turismo movimenta diversos setores da economia, é verdade. Mas também é inegável que uma feira do porte da Fenadoce representa uma concorrência direta para o comércio local, em curto prazo. Entre os 450 estandes que estarão na 17ª Fenadoce, quase a metade, 44%, será ocupada por expositores de fora de Pelotas.

O Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) não calcula a queda de vendas no período, mas a queixa é praticamente consensual, embora alguns segmentos específicos do mercado cheguem até a indicar crescimento.

Na avaliação do presidente do Sindilojas, Renzo Antonioli, tanto a Fenadoce quanto os lojistas em geral são reféns da baixa renda per capta da população pelotense.

E ele parece ter razão. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Assessoria (Itepa) calculados com base no índice INPC, a renda média per capita do pelotense é R$ 747,00 mensais. Deste valor menos de 10% é gasto em itens supérfulos – saldo que pode ser transferido, em parte, de compras no Calçadão para gastos na Fenadoce.

Ainda que os organizadores da Feira afirmem que o ingresso a R$ 5,00 é o mínimo para viabilizar o evento, o gastos para visitar a Fenadoce – que incluem ainda transporte, alimentação e compras – acabam pesando no orçamento da maior parte das famílias de Pelotas. “O pelotense em geral não tem dinheiro para fazer as duas coisas: comprar no comércio e visitar a Fenadoce”, analisa Antonioli.

Mas, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ricardo Jouglard, essa situação não pode ser analizada a curtíssimo prazo. “Levar o turista para o centro não é vantagem porque lá ele vai encontrar lojas e produtos iguais aos que tem na cidade dele. O ganho da Fenadoce para a economia da cidade a longo prazo é muito maior. As perdas se recuperam com muito ganho nos meses subsequentes”, afirma.

Como alternativa para manter os consumidores atraídos para o centro, mais uma vez será realizada a promoção Promove Pelotas, que este ano irá dar um caminhão de prêmios para o autor da melhor tira em quadrinhos.

domingo, 8 de março de 2009

Recomeços, marcos de passagens e fechamentos de ciclos são sempre importantes na vida de qualquer pessoa. Eles servem de baliza para avaliações do que passou e para o planejamento de metas para o futuro, e sempre estimulam mudanças. E, se dizem que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval, os budistas puderam comemorar seu ano-novo em momento bastante oportuno: pelo calendário lunar, seguido pelos tibetanos, a virada do ano ocorreu no último domingo, dia 1º de março.


Um pequeno grupo - formado por praticantes e estudiosos do budismo, e também curiosos por conhecer um pouco da cultura tibetana - partiu de Pelotas ainda na madrugada para ver de perto a celebração do ano-Novo budista no Chagdud Gonpa Khadro Ling, o templo budista situado no município de Três Coroas, a 32 quilômetros de Gramado. O Losar, como é chamada a festa, é uma das principais datas do calendário budista e atrai todos os anos centenas de pessoas no templo que é considerado “um pedacinho do Tibet na Serra Gaúcha”.

A passagem do Ano do Rato da Terra para o Ano do Boi da Terra foi celebrada com a tradicional dança sagrada dos lamas e exclamações de “Losar Tashi Deleg!”. É assim que os tibetanos saúdam os visitantes e desejam “feliz ano-novo”.

Ao som de tambores, flautas, clarinetes e aboés, o ritual é uma forma de expressar as boas aspirações de abundância e prosperidade para o ano que começa. Os movimentos sincronizados são repetidos como mantras entoados pelo corpo.

“A cerimônia é vivenciado de forma diferente por cada um”, disse o guia da excursão, o monge Nelson Padma Querido. “É uma forma de espalhar as bençãos psicológicas que purificam os venenos criados pela nossa própria mente.”

Vestidos com cores vibrantes, os dançarinos mascarados representam as chamadas deidades iradas que têm como objetivo afugentar as energias negativas para evitar que elas sejam levadas de um ano para o outro. “A ira é a expressão da compaixão. Internamente está tudo muito pacífico”, disse a norte-americana Chagdud Khadro, que desde a morte do fundador do Chagdud Gonpa Khadro Ling e seu marido - Chagdud Tulku Rinpoche - assumiu a direção espiritual do templo.

Bem-humorada, ela falou sobre a importância das comemorações para inspirarem fala positiva e ações positivas. “O Tibet bate um recorde mundial. Lá o Ano-novo é celebrado por duas semanas seguidas!”, brincou.

Também presente na manhã festiva, seu enteado Jigme Tromge Rinpoche falou do significado das danças para criar um círculo de proteção e purificação do karma. “Na essência todas as danças são expressão da compaixão e uma forma de invocar seres iluminados para espalharem suas bençãos sobre todos os seres, humanos e não humanos.”

Se a simbologia dos elementos presentes na dança dos lamas parece clara, o ritual é envolto em mistérios profundos cujos significados possivelmente só possam ser desvendados através da meditação e do equilíbrio interior.

De encher os olhos

Além das danças que encantam o olhar, a paisagem da serra completada pelos imensos e bem cuidados jardins que circundam o templo e a leveza das bandeiras de oração hasteadas ao vento fazem da visita ao Khadro Ling um passeio inesquecível. As esculturas, os detalhes dos templos com acabamentos entalhados em madeira por fora e pinturas magníficas por dentro são uma atração à parte.


Para completar, vale a pena também contornar em sentido horário as gigantes rodas de mantras - que nunca param de girar - para acumular méritos, como diz a tradição, para sentir a energia do lugar em movimento sendo enviada com boas intenções a todas as partes ou, nem que seja, apenas para admirar esses símbolos sagrados de rara beleza.

No centro budista as únicas proibições são fumar e fotografar o interior dos templos (para evitar que os flashes danifiquem as pinturas). Em dias calmos, é possível aproveitar a quietude do lugar e o cenário inspirador para meditar.


Dicas para quem pretende conhecer

O local recebe visitantes de terça a sexta-feira das 9h às 11h30min e das 13h30min às 17h. Nos finais de semana abre somente das 9h às 16h30min.

A visitação é gratuita. Aos domingos, às 8h, os professores residentes no Khadro Ling conduzem sessões de práticas de meditação abertas ao público.

Como pela filosofia budista deve-se respeito pela vida de todos os seres, é recomendado aos visitantes levar repelente de insetos.

O local não oferece alimentação e a hospedagem é exclusiva para os participantes de retiros. No site (www.templobudista.org) ou pelo telefone (51) 3546-8200 é possível obter mais informações.


Texto: Bianca Zanella | Foto1: Sandro Seewald (Jornal de Gramado) | Foto2: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 6 de março de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Como fugir do Carnaval?

Nada de fantasia, samba ou batucada. Acredite ou não, tem gente que quer distância da folia

JustificarDicas para (não) cair na folia

Essa história de que “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” anda meio ultrapassada. Tem muita gente que se puder vai no sentido contrário ou pega um desvio para não cruzar com um alto-falante gigante tocador de axé music por aí. Gente que não vai ao sambódromo nem por convite expresso do próprio rei Momo ou da Ivete Sangalo e, para o espanto dos mais fanáticos foliões, está bem vivinho, sim senhor.

Eles não usam fantasias, mas têm muito em comum. Você também combina com esse perfil? Então venha fazer parte do bloco antifolia!


1) Pratique o ócio criativo

A psicóloga Lígia Monassa até que fez força para gostar de Carnaval, lá nos idos da mocidade. Pulou, brincou bastante. Mas aí, passada a euforia, resolveu que não precisava gostar de alguma coisa só porque a maioria das pessoas gosta.

Supercaseira, aos 55 anos ela quer mais é sossego para curtir a nova morada, onde vive há nove meses. Para isso, há um motivo especial: na casa nova ela realizou o sonho de montar seu próprio ateliê, refúgio onde se entrega ao hobby preferido: fazer arte. Sempre inventiva, Lígia pretendia aproveitar as férias para se dedicar à pintura. Mas as férias vieram e se foram e ela nem chegou perto dos pincéis. “Quando dá tempo sempre tem uma coisa ou outra que me tira desse foco. Às vezes as filhas, às vezes o neto”, fala com ternura.

Agora, com a chegada do feriado prolongado de Carnaval, ela está mais uma vez determinada a se debruçar sobre as telas. “Eu não espero inspiração, nem conheço muitas técnicas. Gosto de ir testando materiais para ver o efeito que dá”, diz a modesta e talentosa artista que se considera apenas uma pintora amadora.

Assim como Lígia, não é preciso esperar a inspiração chegar para colocar algum antigo projeto pessoal em prática. Ou, talvez, a inspiração esteja aí diante dos olhos: armários precisando de uma boa arrumação, prateleiras de livros e revistas ainda por serem lidos. Da videolocadora, quantos filmes você ainda não assistiu e quantos episódios da última temporada do seu seriado preferido ficaram para trás?

Mas, se ficar em casa não está nos seus planos também, o.k.. O Estilo ainda tem outras opções.


2) Viaje (mas para longe do Pelourinho e da Sapucaí!)

Há uma tendência nova começando a se desenhar no mercado de turismo: cada vez mais pessoas buscam viagens alternativas, fora dos destinos convencionais do período carnavalesco. Os roteiros mais procurados, afirma um agente de viagens, continuam sendo os tradicionais como Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro. Mas, há também roteiros especiais para o perfil de cliente que não pretende passar o feriadão ouvindo samba, frevo ou axé.

Então, vai um tango aí?

A artista plástica Cristina Ceia não pensa duas vezes em aceitar a proposta. Com viagem marcada para Buenos Aires, já faz algum tempo que ela e o marido optaram por trocar o agito dos bailes e da folia de rua por passeios onde, de preferência, nem lembrem do Carnaval - a não ser pelo fato de que é ele quem lhes garante os dias de folga prolongada. Ano passado foram para a praia de Torres e no retrasado a Montevidéu.

“Antigamente eu gostava, mas hoje acho que a festa é menos participativa, perdeu o objetivo. E tem também a questão da segurança. Sempre tem alguém disposto a acabar com a festa”, opina ela, para quem a fase de foliã já é página virada: “Foi bom, mas acabou. Eu gostava de Carnaval, mas hoje ele não me faz falta.”


O sossego, logo ali

O rei Momo tomou posse da chave da cidade para comandar a folia e há quem queira sair pela janela. Para esses Buenos Aires é a principal sugestão das agências de viagens em Pelotas (com saídas também de Rio Grande).

Os pacotes individuais para cinco dias custam em média R$ 700,00. A viagem inclui passeio pelos principais pontos turísticos da capital portenha como a Casa Rosada, o Plaza de Maio, a Catedral e o Bairro da Boca, além de jantar com show na tradicional casa de espetáculos Sr. Tango e noitadas em cassinos.

Outra sugestão é a capital alagoana, Maceió. Um pacote básico com saída de Porto Alegre custa em média R$ 1,6 mil por pessoa (sem contar as despesas adicionais da viagem). Não deixe de ver também as dicas para aproveitar a Serra gaúcha, na reportagem da página 3.


Informe-se

Para saber detalhes sobre os roteiros de viagem, consulte:
MS Turismo - Fone: 3028-4060
Voyage Turismo - Fone: 3225-1833
Cisplatur - Fone: 3225-5944


3) Medite

Osvaldo Andrade sempre gostou de Carnaval. Aliás, ainda gosta. Mas há dez anos resolveu trocar os bailes em clubes e a folia de rua por uma forma diferente de curtir. Trata-se do retiro conhecido como Rebanhão, que este ano chega a sua 15ª edição. Ele gosta tanto que hoje é um dos organizadores.

O evento é uma realização da Renovação Carismática Católica de Pelotas e reúne todos os anos uma média de 200 participantes de todas as idades na casa de retiros Cenáculo. Para atrair tanta gente, a programação é diversificada e inclui desde momentos de oração e oficinas até atividades desportivas e uma festa rave - a Cristoteca. Para crianças pequenas o Rebanhão Kids traz atrações especiais. O retiro começa na manhã de sábado (21) e só termina na tarde de terça-feira de Carnaval (24).

“Como todo jovem, é claro que eu gosto de festa! Só que eu opto por aproveitar o Carnaval seguindo os preceitos cristãos. Não se pode generalizar, dizer que todas as festas que acontecem fora do retiro são ruins. Mas aqui certamente eu corro menos risco de me envolver em alguma briga, não vou ouvir música de baixo calão e principalmente vou encontrar pessoas que estão buscando a mesma coisa que eu”, diz Oswaldo ao defender que a evangelização dos jovens deve acontecer de forma criativa e atrativa.

Fora do Cenáculo, mas não muito longe (a cerca de 30 quilômetros do cruzamento das BRs 392 e 116 em direção a Canguçu) outro grupo estará reunido com uma proposta carnavalesca bem diferenciada no feriado prolongado.

Trata-se do segundo Encontro de Espiritualidade Cósmica no Carnaval que acontece entre os dias 20 e 24 deste mês (de sexta a terça-feira) no Trilha Jardim Espaço Arte. Situado na região do Quilombo, na colônia de Pelotas, o lugar irá reunir buscadores espirituais para troca de experiências através de vivências, palestras, painéis e workshops. Além disso, a beleza do local e o contato com a natureza já fazem o feriadão valer a pena. Devido à proximidade, é possível pernoitar na cidade todos os dias, mas para quem gosta o Trilha Jardim é um ótimo lugar para acampar.

Mesmo em clima de muita tranquilidade, os participantes terão os dias cheios: a programação inclui várias práticas como mantras, biodança e bioterapia. Entre as palestras, ensinamentos sobre a mitologia indu, a espiritualidade indiana, a cultura xamânica, a aplicação do mel para a saúde, a utilização de florais e a herança espiritual inca. Serão oferecidas também oficinas de culinária vegetariana, filtro de sonhos e ecoarte. À noite, as rodas de viola ao pé do fogo crioulo são a atração e oportunidade para admirar o céu estrelado tal como só pode ser visto longe da artificialidade das luzes dos centros urbanos.

A alimentação será preparada pelos próprios participantes, divididos em grupos de trabalho conforme suas famílias terrestres (definidas através do Sincronário da Paz) correspondentes a cada dia.


Pontos de encontro

Quem quiser participar do Rebanhão deve fazer inscrição prévia na Livraria Santuário (rua 7 de Setembro, 145), na Livraria Santo de Casa (General Neto, 888), na Associação Meu Irmão (Doutor Cassiano, 711) ou na Academia Body Company (Gonçalves Chaves, 404). O custo por pessoa varia entre R$ 10,00 e R$ 35,00. Crianças pequenas não pagam. Mais informações pelos telefones 3227-0710 e 8135-7133.

Para participar do Encontro de Espiritualidade Cósmica no Carnaval do Trilha Jardim é preciso confirmar presença até o dia 20 e fazer depósito no valor da estadia correspondente ao número de dias que o participante irá permanecer no evento (R$ 20,00 por dia). As diárias incluem alimentação ovo-lácteo-vegetariana e estrutura de acampamento. Mais informações e detalhes da programação no site www.trilhajardim.com.br.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Estilo / Páginas Centrais | Publicado em: Pelotas, Domingo, 15 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Pomerânia é Aqui


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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eu Vejo Cultura Aqui: Ganhamos o Congresso!

Oi pessoas,

Estou passando agora para deixar um recado: o projeto Eu Vejo Cultura Aqui, elaborado por mim e outros colegas do Jornalismo da UCPel foi premido no Congresso Acadêmico de Turismo.

Convido vocês a conhecerem esse trabalho e a participarem!