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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cinepel e CDL fazem lançamento oficial do Festival de Curtas da Fenadoce

A um mês do fim do prazo para inscrições de filmes no 1º Festival Nacional de Cinema da Cidade de Pelotas – o Cine Grandes Curtas – mais de 250 produções audiovisuais, de dez estados do País, já foram catalogadas pela Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel). A informação foi divulgada na noite de segunda-feira, no lançamento oficial do festival marcado para ocorrer de 3 a 21 de junho no Centro de Eventos, durante a 17ª Fenadoce.

Segundo os organizadores, desde a última semana a média é de 15 a 20 novos filmes inscritos diariamente. Produtores podem enviar seus trabalhos até o dia 15 de maio, ou até que seja completada a grade de programação dos 19 dias de exibições. Como não há pré-seleção dos filmes (só são descartados aqueles que não apresentarem os mínimos pré-requisitos previstos no regulamento) será aceita a inscrição de, no máximo, 450 produções.

Por isso, quem deseja apresentar seu trabalho na mostra deve se apressar: devido ao fluxo intenso de remessas e ao fato de que, até agora, nenhuma obra foi rejeitada, a expectativa é de que as inscrições sejam encerradas dias antes do prazo final anunciado. As produções serão exibidas simultaneamente no auditório do Centro de Eventos e on-line, no site da Cinepel.

A abertura do festival será marcada pelo lançamento do longa-metragem O Rei da Munganga, uma narrativa feita com deboche e simplicidade sobre a vida do cantor paraibano Genival Lacerda. A diretora Carolina Paiva, o produtor João Lacerda e o próprio Genival já confirmaram que virão a Pelotas para a apresentação.

Na mostra não-competitiva o festival terá a participação de filmes de Portugal, dos Estados Unidos, da Escócia, Noruega e Grã-Bretanha. As obras estrangeiras, além de serem um tempero a mais para o evento, são um prenúncio do que pretendem os organizadores já para a segunda edição prevista para 2010: a intenção é, desde já, fazer do Cine Grandes Curtas um festival internacional. “Queremos fazer com que a repercussão desse evento coloque Pelotas definitivamente no calendário cultural e turístico do Brasil”, anuncia o presidente da Cinepel, José Mattos.

Para o cineasta e presidente da Associação Gaúcha de Audiovisual (Agauvi), o carioca Luiz Rangel, que esteve presente no evento de lançamento do festival, o caráter da mostra é importantíssimo como ensaio para o olhar. “O grande lance é você poder ver outras linhas de trabalho, ver como o audiovisual está acontecendo fora da cabeça da gente.”

Rangel ainda salientou a relevância da indústria cultural cinematográfica para a economia. “Uma produção de cinema movimenta todos os segmentos porque é um trabalho artístico que necessariamente deve ser realizado em equipe. A bonificação econômica para a comunidade é uma consequencia dos aspectos culturais. Infelizmente no Brasil a gente ainda encara a cultura como um reboque dos outros segmentos, e não como algo de potencial comercial”, polemiza.

Ele ainda ressaltou o ineditismo do festival de Pelotas por não impor barreiras aos produtores para a exibição e também por garantir espaço para a apresentação do formato curtas-metragens. “Esse tipo de filme tem por diferencial a capacidade de contar uma história ou transmitir uma mensagem em pouquíssimo tempo. Todos os dias, nos intervalos da TV, assistimos curtas: as propagandas que nos vendem um produto, um conceito ou um governo em apenas 30 segundos.”

O presidente da Câmara de Dirigentes Logistas de Pelotas (CDL), Ricardo Jouglard, destacou a importância do festival de cinema, assim como dos outros eventos culturais paralelos (o festival de música e a mostra de teatro) como atrativos a mais para o público que frequentar a Fenadoce esse ano.


A procura pela estatueta continua

Até o dia 25 desse mês artistas visuais podem inscrever projetos no concurso que irá definir o troféu que será entregue aos premiados nas 13 categorias do Cine Grandes Curtas. O resultado deverá ser anunciado no começo de maio. Informações e regulamento no site www.cinepel.com.br ou pelo telefone 3228-9339.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 4 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 15 de abril de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

A vez do rock de garagem

O rock underground terá espaço garantido amanhã na Casa da Música em Pelotas, que será cenário do Garage Rock Festival II. Até porque, como a própria apresentação do evento diz “o rock em Pelotas não para, mesmo que as portas se fechem para ele”. Serão 11 bandas participantes de cinco cidades do Estado em mais de cinco horas de música.


Os estilos são variados: vão do pop punk e rock da Vouten - que vem diretamente de Novo Hamburgo - e da Div-x e da Fou's, de Pelotas, ao som experimental e difícil de definir da também pelotense Freak Brotherz. Passa ainda pelo hardcore da banda lourenciana Clichê, pelo som emo da rio-grandina Plug 3 e pelo hardrock das bandas One Fuckin’ Bus e Fastlove, todas de Pelotas.

A maior novidade, no entanto, ficará por conta das bandas Fermo, de Porto Alegre, Lastweek e Montreal, ambas de Rio Grande, que seguem uma das tendências que mais vêm ganhando força na cena musical atualmente: o screamo. O ritmo é caracterizado principalmente por batidas intensas e guitarras harmônicas rápidas com berros e vozes melódicas o tempo todo. Daí o nome, que vem da palavra scream (grito em inglês).

O screamo não escapa, é claro, de variações conforme a personalidade musical das bandas. No caso da Fermo vem acompanhado da música eletrônica e quando tocado e cantado pela Lastweek se mistura com o metal e ganha ares mais “post-hardcore” (derivado do hardcore).

Assim, em apresentações de 30 minutos os espectadores terão a chance de conhecer um pouco do trabalho cover e autoral de cada uma dessas bandas, que vêm direto das garagens e dos estúdios para garimpar espaços e movimentar a cena musical.

Justificar
Parceria

As bandas que farão parte do Garage Rock Festival II foram reunidas através de contato em uma comunidade virtual na Internet e também por vínculos de parceria.

“A gente costuma fazer intercâmbios, vai tocar na cidade deles e eles vêm tocar aqui ou então às vezes dividimos ônibus para tocar em algum outro lugar. Assim a gente vai se conhecendo e montando a cena musical independente”, fala Rafael Pinheiro, da banda One Fuckin’ Bus e organizador do Festival junto com Vinícius Cassol, da banda New World, que não irá se apresentar.

“Criamos um perfil do Festival e uma comunidade no Orkut e o pessoal foi aparecendo pra tocar”, completa ele. “O ponto forte da cena musical daqui é essa união das bandas porque as barreiras são muitas e é muito difícil fazer tudo sozinho. Por isso a gente não pretende parar por aqui”, disse ainda Rafael.

São esperadas no evento cerca de 300 pessoas de Pelotas e das cidades de origem das bandas visitantes de onde, segundo os organizadores, várias vans já estão com viagens marcadas para trazer o público do Festival.


As confirmadas

Confira as bandas que irão participar do Garage Rock Festival II (a ordem da lista não representa a ordem de apresentação).

Clichê - São Lourenço
Div-x - Pelotas
Fastlove - Pelotas
Fermo - Porto Alegre
Fou's - Pelotas
Freak Brotherz - Pelotas
Lastweek - Rio Grande
Montreal - Rio Grande
One Fuckin’ Bus - Pelotas
Plug 3 - Rio Grande
Vouten - Novo Hamburgo


Não perca!

O quê: Garage Rock Festival II
Quando: amanhã, a partir das 20h
Onde: na Casa da Música (avenida Bento Gonçalves, no Shopping Lobão)
Quanto: ingressos antecipados a R$ 5,00 com os integrantes das bandas participantes ou pelo MSN garagerockfestival@hotmail.com, e na hora a R$ 6,00.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação / Freak Brotherz | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 27 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Procura-se um troféu

A Associação Pelotense de Cinema (Cinepel) lançou edital do concurso que irá definir o troféu da primeira edição do Festival Nacional de Cinema de Pelotas, evento paralelo à Fenadoce 2009.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 15 de abril. O regulamento completo está disponível no site www.cinepel.com.br/festival.

Qualquer pessoa, com idade mínima de 18 anos, pode participar da disputa e cada candidato pode apresentar quantas matérias quiser. O criador da proposta vencedora será premiado com um computador e um certificado do concurso. Os autores dos dez melhores trabalhos que passarem na triagem também receberão certificado de menção honrosa.

Serão avaliados pela comissão julgadora os critérios “conceito”, “originalidade” e “viabilidade”. A criatividade é livre, mas os criadores devem mostrar idéias que formem um objeto sólido, de material durável e resistente, como no máximo 30 centímetros de altura e possível de ser fixado em uma plaqueta horizontal.
Na apresentação das propostas é necessário constar o desenho do troféu em perspectiva ou protótipo, o projeto executivo completo (com vistas frontais, laterais e posteriores, incluindo dimensões) e as especificações de materiais e processos construtivos.

O resultado do concurso será divulgado no dia 16 de abril.


Fique ligado

As inscrições de curtas-metragens para a mostra competitiva do festival ainda estão abertas e podem ser feitas também pelo site www.cinepel.com.br/festival.

As obras devem ser produções independentes com no máximo 22 minutos de duração. Mais informações pelos telefones (53) 3228–9339 ou 9958-7785.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Além de doce, teatro

Luz e som instalados. Público garantido. Atores concentrados. Basta descerrar as cortinas. O cenário é favorável à classe artística, sempre em busca de espaços alternativos para apresentar suas produções. Em 2009, a Feira Nacional do Doce (Fenadoce) se transformará, também, em palco à 1ª Mostra de Teatro que levará o nome do maior evento de Pelotas. Os grupos interessados, de toda a região, já podem se candidatar.

O regulamento está em fase de conclusão, mas os pontos principais estão decididos. Serão duas categorias: escolar e profissional. O número de vagas ainda não está fechado; dependerá da possibilidade de realizar ou não duas sessões por dia, durante todo o período da Fenadoce, de 3 a 21 de junho. O certo é que o auditório do Centro de Eventos irá abrigar a Mostra que já entusiasma os grupos locais.

“É histórico em Pelotas, os festivais e mostras sempre motivaram os grupos, seja para ressurgirem ou se manterem”, comenta o diretor de teatro do Círculo Operário Pelotense (COP), Alexandre Santo, com 17 anos de vivências ligadas aos palcos. “O teatro é algo muito importante, principalmente dentro das escolas, pois dá aos alunos uma compreensão inclusive de vida e do trabalho em equipe”, acrescenta.


A seleção

O nome diz bem: é uma mostra de teatro, não um festival. Não há um caráter competitivo. Uma análise técnica - a cargo de uma comissão a ser constituída - no entanto, deverá indicar quais os dois grupos terão presença confirmada na 18ª Fenadoce, assim como reexibirão a peça ou o esquete no Theatro Sete de Abril ainda este ano, em espetáculo com ingresso acessível: a entrada será um quilo de alimento não-perecível.

Texto, interpretação, luz, figurino, cenário e coerência na sonoplastia são alguns dos critérios que irão nortear os olhares de quem acompanhará todas as performances, de cada uma das duas categorias, até apontar quem terá o privilégio de ultrapassar as coxias do centenário Sete de Abril.

Na hora de decidir quais os grupos que integrarão a Mostra, o currículo também terá peso, mas o contato direto com os atores, em ensaio, será um contrabalanço. Ao invés de encaminharem cópia do trabalho em fita ou DVD, como costumeiramente ocorre neste tipo de evento, os artistas terão a chance de apresentá-lo ao vivo à comissão. “A proposta, de nenhuma forma, é de censura e sim de favorecimento, já que as condições técnicas desses vídeos nem sempre revelam a verdade sobre os espetáculos”, explica Santo, que também compõe a comissão organizadora da Mostra. “Será uma oportunidade de se conversar com o elenco e o diretor poderá vender seu peixe”, descontrai.

Em 2008, 326 mil pessoas prestigiaram a Fenadoce. Agora, a ideia, é que a 1ª Mostra de Teatro também possa ajudar a movimentar as bilheterias. O ingresso é o mesmo. Quem entrar na Feira, terá direito a assistir às produções. A proposta, além de holofote à classe artística, todavia, é tanto de apresentar mais um atrativo a quem já estaria nos pavilhões do Centro de Eventos, como também levar até lá um público que ao invés de farejar as iguarias artesanais, vai em busca de um outro de tipo de arte.

O coordenador do curso de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Adriano Moraes, festeja a iniciativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e torce para a Mostra marcar o início de uma parceria que dê ao teatro a importância que merece; status que os doces já conquistaram. “Temos tradição e história enquanto realização estética, mas é fundamental que também se verifique e se fale na dimensão desse mercado, em como estão os grupos de teatro.”
Produção, apoios, deficiências... A ideia é que o evento se transforme em intercâmbio, em troca de experiências. Em balcão de negócios sobre o que é possível fazer e evoluir, juntos. “É um espaço importante ao teatro profissional na cidade”, enfatiza Moraes.


A diversidade cultural na Feira

1 - Mostra de Teatro: os grupos interessados em participar podem procurar Maura, pelo telefone do Centro de Eventos Fenadoce 3271-0002. Receberão a ficha de inscrição por e-mail e deverão combinar dia e horário para visita ao ensaio. Os espetáculos podem ter no máximo uma hora de duração.

2 - 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas: o Cine Grandes Curtas, organizado pela Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel) - deve receber cerca de 400 curtas-metragens em 19 dias. Todos os filmes inscritos, de acordo com o regulamento, serão exibidos e poderão ser premiados em 13 categorias decididas por júri técnico e júri popular. Os vencedores farão parte de um DVD distribuído nacionalmente, também com entrevistas, making off e bastidores do festival. Mais informações sobre o 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas, regulamento e inscrições pelo telefone 3228-9339 ou no site www.cinepel.com.br.

3 - 1º Festival de música: o regulamento ainda está em fase de elaboração. A abrangência será nacional, adianta a diretora da CDL e membro da Comissão de Eventos Culturais, Márcia Casarin. “Queremos que esses eventos possam ser os primeiros de muitos, para qualificar ainda mais a Fenadoce.”


Texto: Michele Ferreira | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 12 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Garage


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tapete vermelho

Rota das formigas da Fenadoce será também o caminho dos amantes da “doce arte do cinema”.

Com quantos pequenos filmes se faz um grande festival? Os idealizadores do 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas - o Cine Grandes Curtas - estimam que cerca de 400 curtas-metragens em 19 dias de exibição sejam suficientes para criar um marco na história da produção audiovisual em solo pelotense.

A data já está marcada no calendário turístico: o festival será o principal evento paralelo à 17ª Fenadoce, que acontece de 3 a 21 de junho de 2009. “Acreditamos que a cidade tem porte para um evento como esse. Nós apresentamos a proposta e a CDL comprou a ideia”, diz José Mattos, presidente da Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel), instituição organizadora do evento. “A intenção é agregar valor à Fenadoce, trazer uma atração a mais para a feira”, comenta o diretor artístico da Cinepel, Sérgio Bizarro, que acredita que o festival terá potencial tanto para atrair um público diferenciado, formado por cinéfilos, quanto para formar plateias entre o público que, em geral, já é frequentador assíduo da Fenadoce.

Em frente ao prédio anexo ao pavilhão principal do Centro de Eventos - com capacidade para 300 pessoas - será estendido o tapete vermelho. Sim, porque a festa promete ter um cenário com todo o glamour que envolve a Sétima Arte. “As pessoas gostam disso, faz parte do cinema”, diz Mattos, que apesar de apreciar o tema nostálgico que dará o tom ao festival desse ano joga uma pedra sobre a visão romântica que envolve as grandes telas. “Não dá pra fazer cinema sendo utópico. O cinema é uma arte, mas precisa ser uma arte vendável, economicamente viável. Em Pelotas ainda não se vê isso acontecer e a Cinepel vem justamente para se propor a ser a roda que vai mover esse moinho”, metaforiza. A expectativa é de que a primeira edição deste evento gere pelo menos 50 postos de trabalho diretos, entre técnicos de som e imagens, equipes de apoio e recepcionistas, mas ainda não há cálculo preciso de quanto o festival poderá representar para o município em termos econômicos. “Só o festival de Gramado movimenta R$ 4 milhões pela Lei Rouanet, sem contar a receita local que o evento gera”, compara Mattos, inspirado no evento da Serra Gaúcha e apostando que um festival de cinema pode ser um ótimo negócio também para a Região Sul. Ressalta, porém, que o evento pelotense não tem, ao menos por enquanto, apoio da Lei de Incentivo à Cultura.

A pompa comercial, no entanto, não será um obstáculo que tornará o evento menos popular: o acesso ao auditório de exibição dos curtas estará incluído no valor do ingresso da feira.

A abertura do festival será marcada pela exibição do longa português Casulo, do diretor Carlos Leitão da Silva, como prenúncio da segunda edição do festival em 2010, que passará de nacional para o status de internacional. “Neste primeiro ano o filme português será apenas exibido, mas no próximo certamente teremos produções internacionais participando da mostra competitiva”, garante Mattos apostando em uma trajetória ascendente do festival.

Todos os filmes inscritos, de acordo com o regulamento, serão exibidos e poderão ser premiados em 13 categorias decididas por júri técnico e júri popular. Os vencedores farão parte de um DVD que será distribuído nacionalmente, também com entrevistas, making off e bastidores do festival. A mídia, prometem os organizadores, vai levar de carona a divulgação das empresas apoiadoras.


Em fase de produção

De acordo com a produtora executiva, Rosana Quintian, a organização do evento está em fase de captação de recursos. “Já fechamos três patrocínios masters, sendo uma empresa do âmbito local, outra regional e outra nacional”, diz, sem adiantar os nomes dos apoiadores que só serão revelados no lançamento oficial do Cine Grandes Curtas, previsto para ocorrer em meados do mês de março.

Empresas interessadas em patrocinar o evento podem optar por três categorias de valores. A produção trabalha ainda no planejamento do calendário de workshops e nos contatos com “estrelas” de maior grandeza que deverão marcar presença por aqui para abrilhantar o festival.
Em apenas uma semana 80 títulos foram inscritos de várias partes do País como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “Além disso, vários contatos já foram feitos”, diz o diretor, satisfeito com a repercussão imediata.

As inscrições são gratuitas. Podem participar produções não necessariamente inéditas, profissionais ou amadoras, realizadas a partir do ano de 2006.


Pré-festival

A Cinepel pretende lançar em breve edital de concurso para escolha do modelo das estatuetas que serão entregues aos premiados do festival. “Queremos propor isso desde já à comunidade pelotense e ver as ideias que irão surgir a partir daí”, comenta Bizarro. Portanto, se você é artista plástico, pode ir procurando a inspiração e fique atento às notícias da organização do Cine Grandes Curtas.


Sobre a Cinepel

A Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel) existe desde março de 2006. Conta com 13 diretores-fundadores de Pelotas e da região e já produziu cinco curtas-metragens e o longa Alta-ansiedade, disponível nas videolocadoras.

A Cinepel tem por objetivo se tornar um centro de referência audiovisual, servindo de banco de dados com foco na produção regional de cinema e vídeo disponível para realizadores, pesquisadores, empresas e profissionais da arte cinematográfica.

Durante o festival de curtas, a Cinepel pretende oportunizar o cadastramento para novos associados.


Fique ligado!

Mais informações sobre o 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas, regulamento e inscrições pelo telefone (53) 3228-9339 ou no site www.cinepel.com.br.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça e Quarta-feira, 24 e 25 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pequenas doses de arte e humor

Quanta graça, quanta arte cabe em até 360 segundos? Para testar os limites do tempo na expressividade cênica o Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realiza nesta sexta-feira (5) o 1º Festival de Cenas Curtas, em comemoração a seus 12 anos de atividades.

As esquetes duram poucos instantes, mas prometem diversão para a noite inteira, a conta-gotas. "Vai ser um momento festivo e descontraído para confraternizarmos e comemorarmos os bons resultados desse ano", avalia com entusiasmo o diretor do Núcleo, Adriano de Moraes. A expectativa é de que entre as 22h e as 2h da madrugada sejam apresentadas cerca de 30 cenas em dois ambientes, intercaladas por música, bate-papo e performances interativas com o público. "Nesse festival todo mundo vai estar em cena, e todos vão se divertir, assistindo ou apresentando esquetes", diz o professor em tom provocativo.

Na disputa do festival, que será julgado por pessoas leigas, estarão em jogo prêmios em categorias inusitadas como Melhor e Pior Esquete - individual e em grupos -, Mr. e Miss Esquete, Esquete Simpatia e "prêmios de consolação" para incrementar a brincadeira.


JustificarVale tudo

Dança, teatro, dança-teatro, música, poesia etc. Vale tudo para participar do festival que irá integrar as mais diversas modalidades artísticas e que é aberto à participação de qualquer pessoa. "A nossa expectativa é de que haja bastante improvisação e espontaneidade. Esperamos principalmente que as pessoas sintam prazer em estar em cena", destaca Adriano.

Ele ainda acrescenta que sem fronteiras delimitadas entre palco, platéia e bastidores, o evento será uma oportunidade para atores e espectadores trocarem de papéis: "a gente trabalha muito com a metalinguagem: faz teatro e mostra como ele é feito." Para a estudante de Teatro Lúcia Berndt, esse 'jogo' é a melhor parte do trabalho. "É quanto a gente fica completamente entregue à situação e acaba transformando o que está à volta em uma cena. Na hora sempre dá certo", diz ela, que incentiva pessoas "de fora das artes" a participarem do festival também.


Prestigie!

O quê: I Festival de Cenas Curtas
Quando: sexta-feira, dia 5, a partir das 22h
Onde: no Núcleo de Teatro da UFPel (Praça 7 de Julho, 180)
Quanto: R$ 2,00


Participe!
Inscreva a sua esquete até as 17h do dia da apresentação.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 03 de dezembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ecosom


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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Minuto


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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tem Festival no Sete de Abril

Em uma nova tentativa de inserir Pelotas no forte circuito de festivais de música gaúcha, ocorre neste sábado (18) no Theatro Sete de Abril a segunda Salamanca da Canção Nativa. Além de divulgar a poesia e a canção regionalista e incentivar novos talentos, o festival homenageia de uma só vez a música e a literatura gaúcha e pelotense personificada em um de seus principais representantes, João Simões Lopes Neto. As metafóricas referências à lenda da Salamanca do Jarau, explícitas nos nomes que batizam o prêmio e o grupo que o criou, são a maior prova da identidade do projeto, nascido com a proposta de cultuar a cultura tradicionalista em sentido amplo, em todas as suas formas de manifestação.

A iniciativa é do grupo autônomo Alma Forte, Coração Sereno, que semeou a idéia no interior do CTG Rancho Grande, do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), onde em fevereiro do ano passado foi realizada a primeira edição do festival. "No início eram quatro ou cinco estudantes. A maior parte da gurizada estava no último ano lá, mas mesmo depois que nos formamos achamos que a gente não podia deixar a idéia morrer", conta Lillian Muller, que atualmente é estudante de agronomia e toma a frente da organização junto com Normando Bresolin e Fábio de Castro.


Aposta no entusiasmo

A cada vez que surge um levante eufórico determinado a criar um festival forte no cenário musical pelotense, a pergunta é inevitável: será que dessa vez dará certo? O Círio (Canto Interuniversitário Rio-Grandense) e a Charqueada da Canção, já extintos, são apenas dois de vários exemplos das iniciativas criadas com o mesmo objetivo que não prosperaram.

Não por falta de talentos, já que os músicos pelotenses participam com destaque de festivais em outras cidades e não raramente trazem prêmios significativos para cá. Para os organizadores da Salamanca, o público pelotense não é resistente aos festivais, e também não faltam recursos para realizar os eventos e colocar as idéias em prática. "Pelotas comporta muitos festivais e realizá-los é totalmente viável. As verbas estão aí, os talentos e o público também. Falta organização de bons projetos", defende Bresolin. O grande número de inscrições, de músicos oriundos de diversas cidades do Estado, já demonstra, segundo ele, um grande interesse dos artistas e indica uma boa participação da comunidade. "Quando os projetos são muito vinculados a alguma entidade, ou acabam ficando na mão de uma única pessoa, não vão para a frente. Mas quando tu pegas um grupo de empreendedores apaixonados pela causa e capazes de organizar isso, as coisas saem do papel. Começamos pequeno para amadurecer aos poucos", continua ele.

A Salamanca da Canção Nativa tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, da Universidade Federal de Pelotas e do restaurante Rincão Nativo.


Os finalistas

(Lista de músicas e intérpretes classificados por ordem de apresentação)
1. Última marcha (Richard Pereira)
2. Pra cantar ainda de espora (Alex Barcelos)
3. Onde as almas ressucitam (Maicon Gonzales)
4. Tumbeiro (Sérgio Terres Viana)
5. Relíquia (Diego Machado)
6. Quisera (Alex Sandro Moraes Moreira)
7. Joguei fora a felicidade (Flávio Mendez)
8. Romanceiro (Fabrício Marques)
9. De repontes e estradas (Igor Moraes)
10. Vai coração (Alci Vieira Júnior)
11. Um dueto pra um desfile (Gustavo Campelo)
12. Assim me faço campeiro (Rodrigo Madrid)
O júri é formado pelo escritor e compositor Édson Silva, pelo instrumentista, maestro e professor Leonardo Oxley e pelo cantor e compositor Rui Carlos Ávila.


Prestigie e incentive!

O quê: II Salamanca da Canção Nativa. No intervalo do festival, show com Rodrigo Jacques
Quando: Sábado, dia 18, às 19h
Onde: no Theatro Sete de Abril

* Após as apresentações e entrega dos prêmios haverá uma confraternização entre os participantes, o público e os organizadores do festival no restaurante Rincão Nativo (rua Félix da Cunha, 859)


1 livro = 1 ingresso

Os ingressos podem ser trocados na hora ou antecipadamente no teatro por livros - didáticos ou literários, novos ou usados (desde que em bom estado de conservação). A bilheteria do evento será em benefício da biblioteca de uma unidade de educação do interior de Pelotas. A escola que irá receber as doações ainda não definida.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Freak e Ronaldo Pedra premiados em festival estadual

Músicos pelotenses venceram três das principais categorias do Sesi Descobrindo Talentos

Anunciada para o final do ano no litoral norte gaúcho, a final estadual do prêmio Sesi Descobrindo Talentos - promovido pelo Serviço Social da Indústria - foi antecipada. Assim, bem antes do que esperavam, os músicos da banda Freak Brotherz e Ronaldo Pedra foram premiados no festival.

A Freak, com a música Dentro da Idéia, venceu a categoria aberta à comunidade e o baterista Clovinho Motta ficou com o troféu de melhor instrumentista. Ronaldo Pedra, com a canção Amor pode ser assim, e foi consagrado mais uma vez como o melhor intérprete do festival, repetindo o feito da etapa eliminatória realizada em Pelotas.

A semi-final regional ocorreu no mês de julho, em Rio Grande. Na ocasião, por uma falha na interpretação do regulamento, os três pré-selecionados pelotenses se classificaram para a final, quando na verdade poderiam ter se classificado apenas dois. Wagner Lopes, que concorria com a música Filhos do nada, não pôde ir à Erechim. Como ficaram sabendo na última hora da mudança de data, alguns músicos da banda não puderam viajar à tempo.

Dione Silveira, músico que acompanhou Ronaldo Pedra nas duas primeiras etapas, também não pôde comparecer à final em função de outro compromisso. "Acho que isso me prejudicou um pouco porque tive que fazer voz e violão sozinho e a música perdeu em arranjo e melodia. Com ele a apresentação teria sido mais interessante", lamentou o músico, embora esteja satisfeito com o reconhecimento que conquistou. "Ser considerado o melhor intérprete entre 19 já é sem dúvida muito bom."

Dessa vez, os participantes de Pelotas não puderam contar com a torcida, que havia comparecido em peso na etapa disputada em Rio Grande. "Todo mundo ficou sabendo na última hora. Tivemos que jogar tudo pro alto pra poder ir", disse o vocalista da Freak Brotherz Danilo Ferreira. Para ele, a postura no palco fez a diferença na escolha dos jurados. "Acho que a maturidade conquistada em 10 anos de banda pesou bastante", comentou ele que também destacou a produção: "o figurino à caráter, ou melhor, mal caráter cedido pelo Brick e Brechó Abracadabra que a gente adotou desde a gravação do clipe foi outro ponto forte", lembrou em tom descontraído, não dispensando o merchandising.


O que disse a organização

Representantes do setor de Lazer do Sesi em Porto Alegre informaram que a data e o local da final do festival (20 de setembro, em Erechim) não foi alterada, e que havia sido amplamente divulgada desde as primeiras etapas classificatórias. Segundo eles, houve engano por parte das unidades regionais.

Os porta-vozes do Sesi em Porto Alegre não souberam informar o resultado oficial do Festival e justificaram que a lista ficou sob a responsabilidade dos funcionários de Erechim, que como trabalharam no final de semana estavam de folga ontem e não foram localizados. Os nomes, porém, devem ser divulgados em breve no site da instituição.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 23 de setembro de 2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Festival de Santa Cruz consagra pelotenses

Em apresentações marcantes no palco da 3ª Manoca do Canto Gaúcho, ocorrida no último sábado em Santa Cruz do Sul, talentos pelotenses e da região garantiram os principais prêmios do festival.

Quando um Rio é o Triste Poeta das Cheias, chamamé com letra de Xirú Antunes e música de Raineri Spohr foi a grande vencedora do festival, defendida pela intérprete Daniele Rosa e pelos instrumentistas Gustavo Oliveira (violão), Guilherme Ceron (contrabaixo) e Daniel Zanotelli (flauta transversal). A música ainda trouxe para Pelotas o troféu Versos de melhor poema para Xirú Antunes, e o troféu Cordeona e Guitarra de melhor melodia para Raineri Spohr. "Apesar da pouca tradição, foi um festival muito bom e muito concorrido. Por ser pequeno, ele é diferente de todos os outros. Parece que os artistas se apresentam com mais emoção", declarou Spohr, que participou pela segunda vez do festival santa-cruzense.


Robledo Martins e Rui Carlos Ávila também encantaram o público presente no auditório da Faculdade Dom Alberto ao soltarem a voz na interpretação de Ante as ruínas missioneiras. A música, com letra de Noel Guarany, João Sampaio e Mauro Aquino, sagrou-se a vice-campeã da noite.

O encruzilhadense radicado em Pelotas Nino Ferraz, autor da milonga Aos Olhos da Porteira, recebeu o troféu Revelação do Festival e Rui Carlos Ávila venceu a categoria Melhor Intérprete.


Por que o nome Manoca?

Manoca é o conjunto de folhas de tabaco reunidas para secagem e cura, atadas por outra folha enrolada. É uma das mais usuais maneiras artesanais de classificar o fumo. Por representar o produto que é a base da economia do município de Santa Cruz do Sul o termo foi escolhido para dar nome ao festival, que teve sua primeira edição realizada em 2004.


Texto: Bianca Zanella | Imagem: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 2 de setembro de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

Rio-grandinos faturam Anima Mundi

Peça criada pelo grupo de animadores da Furg ganhou dois, dos três prêmios disputados na categoria Anima Celular.

A animação que representou o município de Rio Grande no Concurso Internacional de Animação para Telefones Celulares - o Anima Mundi Celular - trouxe para o Rio Grande do Sul dois, dos três troféus disputados na categoria. Maracão foi escolhida como a melhor animação pelo júri popular e ainda ganhou o prêmio especial de melhor animação brasileira oferecido pela operadora de telefonia móvel Oi, patrocinadora do evento.


Na escolha do júri profissional venceu o curta Set Camera to Follow, produção paulista de Fernando Finamore. O resultado foi anunciado no último domingo em São Paulo, na cerimônia de encerramento da 16ª edição do festival que é o maior da América Latina e um dos mais badalados do mundo em matéria de animação.

Com direção de Ozi (Roger Guilherme), roteiro de Sandro Kisner e desenhos de Alex Mattos, Anderson Mendonça, Eduardo Porciuncula e Lucas Rechia, Maracão foi o primeiro vídeo para celulares feito pelo Grupo de Estudos em Animação da Universidade Federal do Rio Grande (Gea/Furg). Além dele, a equipe produziu Scar Go!, que também ficou entre os 25 finalistas do Brasil, Argentina, Canadá e Estados Unidos, pré-selecionados entre 890 inscritos do mundo todo.

As animações podem ser assistidas no site do Anima Mundi (www.animamundi.com.br/cel) e estão disponíveis para download no hotsite da Oi (http://animamundi.oi.com.br), mas somente para usuários da operadora. Maracão também será exibido durante a programação da MTV Brasil.


A premiação na bagagem

O destino do maior prêmio, de R$ 1,5 mil, já foi definido: será investido em novos equipamentos que irão otimizar o trabalho do grupo nos futuros projetos, entre eles a produção de uma série de curtas-metragem com a função de estimular a leitura, que deve ser lançada em DVD na próxima Feira do Livro do Cassino. Atualmente a equipe do Gea/Furg ainda trabalha de maneira quase artesanal com "um computador e meio" e muito bom humor, como brincam os integrantes.


Com o troféu na mala, o diretor do vídeo comentou o resultado, pela internet, enquanto aguardava o vôo de volta no aeroporto de Congonhas. "Tinham concorrentes muito bons do ponto de vista técnico, mas que para o celular não serviam muito", avaliou Ozi ao destacar o alto nível da disputa e o quanto é levado em conta pelo júri profissional a adequação das peças à função a que elas se propõe.

Mas, como a escolha do Maracão foi mesmo pelo júri popular - cyber-júri -, o que contou foi a repercussão do vídeo diante dos consumidores de animação. "Eles (os organizadores) não disseram quantos votos tivemos, mas pela reação da platéia, que estava lotada, deu pra ver que ele agradou mesmo. O pessoal riu e aplaudiu bastante o vídeo", confirmou Ozi. Ele ainda agradeceu aos internautas que durante 27 dias participaram da votação no site do festival e ajudaram a garantir a vinda do prêmio para o Rio Grande do Sul.


Texto: Bianca Zanella | Imagens: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 29 de julho de 2008

Pelotenses são destaque no festival do SESI

Engano na interpretação do regulamento só foi percebido ontem, e acabou ampliando o número de músicos de Pelotas classificados para a etapa final

No palco e na platéia do ginásio do Sesi em Rio Grande os pelotenses se destacaram na etapa regional do festival Descobrindo Talentos, promovido pelo Serviço Social da Indústria. A disputa ocorreu na noite de sábado (26) e reuniu doze concorrentes dos municípios de Livramento, Bagé, Rio Grande e Pelotas. Os três representantes pelotenses que participaram foram classificados para a fase final do concurso.


Com a romântica interpretação de Amor pode ser assim o cantor e compositor Ronaldo Pedra levou o primeiro lugar na categoria trabalhador da indústria. O segundo lugar ficou com Wagner Lopes, que defendeu a canção Filhos do nada e ainda levou o troféu de melhor torcida graças à presença decisiva dos pelotenses - maioria entre o público que prestigiou o festival. A banda Freak Brotherz disputou a categoria aberta à comunidade artística com a música Dentro da Idéia e se classificou com o segundo lugar.


A primeira colocação na categoria comunidade e também o troféu de melhor intérprete, ficaram em Rio Grande. Foram vencidos pelo nativista Hermes Duran com a composição Que o tempo tombou.

Ao receber o troféu, Ronaldo Pedra dedicou o prêmio ao músico, mais amigo que concorrente, Wagner Lopes. "Se não fosse pelo incentivo dele eu não teria nem me inscrito no festival", disse.


Vencedores na final

Os prêmios da etapa regional renderam a Hermes Duran, Ronaldo Pedra, Wagner Lopes e à banda Freak Brotherz a classificação para a etapa final do festival do Sesi, que será disputada no Litoral Norte no verão. A inclusão de Wagner Lopes como terceiro pelotense na lista, entretanto, só ocorreu no final da tarde de ontem quando a organização do concurso admitiu uma falha na decisão do júri.


Apesar do reconhecimento ao talento e ao som diferenciado dos roqueiros da Freak, a escolha da banda foi polêmica e fugiu ao regulamento que previa a seleção de apenas um representante da categoria aberta à comunidade e dois da categoria exclusiva dos trabalhadores da indústria.

De acordo com o promotor de lazer do Sesi de Rio Grande, Sérgio Freitas, por engano o júri tomou a decisão com base no antigo regulamento do concurso, segundo o qual seriam classificados os primeiros colocados em cada categoria e o segundo melhor entre as duas. O equívoco passou despercebido durante o anúncio dos premiados mesmo quando, de improviso, foi entregue à Freak o troféu de segundo lugar dos industriários como se fosse o segundo lugar geral.

Ao perceber o erro o Sesi decidiu não desclassificar a banda, mas incluiu entre os premiados o verdadeiro segundo colocado da categoria trabalhadores da indústria, dando também a Wagner Lopes o direito de participar da próxima fase, a final estadual.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Divulgação/Sesi | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 29 de julho de 2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sesi Descobrindo Talentos seleciona pelotenses

Os músicos que irão representar Pelotas na oitava edição do projeto Sesi Descobrindo Talentos serão conhecidos hoje à noite. Participam desta fase municipal 12 candidatos, pré-selecionados entre 16 inscritos. Três disputam duas vagas para a etapa regional na sub-categoria de trabalhadores da indústria e os outros nove concorrem a uma única vaga aberta para músicos da comunidade artística em geral. Segundo o promotor de lazer da instituição, Milton Soares, esta é uma forma de incentivar a participação dos industriários nas atividades culturais.


Os classificados se apresentam no dia 26 de julho em Rio Grande, onde irão disputar na etapa regional vagas para a final estadual do concurso com artistas de lá e também das cidades de Livramento e Quaraí.

A escolha local será feita por quesitos técnicos. O júri será composto pelo músico Marquinho Brasil, pela musicista Marcela Klaes, pelo músico e vencedor do festival em 2007 João Mantovani e pelo professor de música Roger Dutra.

Além de eliminatória, a etapa municipal irá premiar os três melhores colocados de cada sub-categoria, o melhor intérprete, o melhor instrumentista, a melhor poesia, o melhor arranjador e o grupo que apresentar a música mais popular.


Bem cotados

Ao longo da história do festival, que ocorre desde 2001, os artistas de Pelotas tiveram expressivas participações. Em 2003 a banda Nação Suburbana foi a campeã estadual, no ano seguinte a Sapo obteve o prêmio de melhor instrumentista com o músico Guilherme Tavares e a banda No Treta foi vice campeã. Em 2006 a artista Cristina Carraro foi escolhida a melhor intérprete e também a vice campeã com a música Olhos Escuros, de autoria de Paulo Fernandes.

O projeto Sesi Descobrindo Talentos é uma realização do Serviço Social da Indústria em todo o Estado e em Pelotas é organizado em parceria com a Escola de Música Rass, com o Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e com o Cefet.


Conheça os concorrentes

Subcategoria trabalhadores da indústria:
- Grupo Sentimento Musical
- Ronaldo Pedra
- Wagner Lopes

Subcategoria comunidade artística:
- Alex Cruz
- Burnout
- Diego Paz
- Eduardo Villa
- Freak Brotherz
- Grupo Noesis
- Jony Doo
- Ligado
- Nação Soul


Participe!

O quê: Festival Sesi Descobrindo Talentos - Etapa Municipal de Música
Quando: hoje (quinta-feira, 17), a partir das 19h30
Onde: no auditório do Cefet
Entrada franca

* Na foto, os guris da Freak Brotherz e o DJ Pedrinho, que disputaram com a banda Nação Suburbana a final estadual do concurso em 2003.

Texto: Bianca Zanella | Fotos: Marcelo Curia / Divulgação Freak Brotherz | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 17 de julho de 2008

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Segunda edição do Festival Grindhouse é neste sábado

A pedida deste sábado (07/06) é a segunda edição do festival Grindhouse, evento que reúne diversas bandas do circuito underground pelotense no Galpão do Rock (Rua José do Patrocínio, 8). Ingressos, somente no local, serão vendidos a R$ 6,00.



O festival vai contar com representantes de diversos estilos e vertentes da música underground: do Death Metal, representado pela Postmortem, ao Hard Rock, defendido pela Perfect Scar, passando pelo Gothic e Doom Metal da Vetitum. As bandas clássicas desse nicho musical serão lembradas nas participações especiais da Drunkenstein, fazendo covers de Misfits e da Jardim Elétrico, que sobe ao palco para um tributo ao Black Sabbath.


Programação:

23h - Abertura dos "portões"
23h30 - Sorteio de um MP3 Player

23h45 - Postmortem
00h45 - Drunkenstein
01h45 - Vetitum
02h45 - Jardim Elétrico
03h45 - Perfect Scar

04:45 = Encerramento do Festival com sorteio de mais um MP3 Player e camisetas

terça-feira, 27 de maio de 2008

Canto, campo e poesia

As estrofes de Meu Canto - Poemeto de Campo, do poeta bageense Eron Vaz Mattos ganharão versão recitadas em CD, na voz de Xirú Antunes e com arranjos e acompanhamento do dedilhar do violão de Silvério Barcellos. O projeto deve ficar pronto em, no máximo, dois meses.

Nome conhecido e reconhecido no meio musical por marcantes parcerias, ao lado de músicos como Luiz Marenco, Zulmar Benites, Jari Terres, Lizandro Amaral, Joca Martins e do próprio Xirú Antunes, Eron Vaz Mattos recria em versos os cenários e fazeres das tradições campeiras. "A poesia reflete a pequenez e a simplicidade das coisas do campo, e fala de detalhes que a gente vivia e que hoje nem existem mais ou passam despercebidos", diz o autor, sobre o livro publicado ano passado pela editora da Universidade da Região da Campanha (Urcamp).

"A poesia reflete a pequenez e a simplicidade
das coisas do campo, e fala de detalhes
que a gente vivia e que hoje nem
existem mais ou passam despercebidos"

Nas entrelinhas da poesia em que busca resgatar certos aspectos das origens do próprio gauchismo, o poeta lança de forma sutil reflexões sobre como essa cultura é vivenciada nos dias de hoje. "Em linhas gerais as pessoas preferem a música para o corpo, e não para a alma. As platéias foram educadas assim para sons extraordinariamente fortes e impactantes", avalia ele, que acredita que a reunião das linguagens poéticas e musicais possa proporcionar um maior alcance de público, se comparado ao próprio livro. "A poesia é intimista, exige reflexão. As metáforas fazem pensar, e também fazem crescer".

Para Xirú, além de contribuir para a popularização da poesia, o projeto é importante para a valorização da cultura nativista, especialmente no meio musical. "Esse trabalho fala um pouco das distorções da cultura gaúcha e de como o nosso verso anda sacrificado", critica.


Composição assinada por Xirú trouxe a Sapecada pra cá

A composição Um certo galpão de pedra, de Xirú Antunes, garantiu, na semana passada, a vinda do troféu de primeiro lugar da 16º edição da Sapecada da Canção Nativa, de Lages/SC, para o sul do Estado. Além do prêmio principal, a canção defendida por Raineri Spohr e André Teixeira venceu também as categorias melhor melodia, do próprio Teixeira, e melhor arranjo, de Silvério Barcellos.

No início do ano, o compositor, que tem participação regular nos festivais nativistas como concorrente e como jurado, já havia vencido a Comparsa, de Pinheiro Machado, com a canção Povoamento, interpretada por Cristiano Quevedo.


Coração de Província repete parceria com quarteto

O quarto CD da carreira, já em fase de produção, a exemplo do anterior, Rincãozito, irá manter duas características essenciais: Este, ainda sem previsão de lançamento, também será acústico e terá o acompanhamento do mesmo quarteto de cordas composto por três violões e um guitarrón, formado pelos instrumentistas Silvério Barcellos, Luís Clóvis Girard, Eguibert Parada e Fabrício Moura.

Entre as doze faixas, todas de sua autoria, Xirú adianta que dois poemas serão recitados. O compositor e intérprete dividirá os vocais com os "amigos de música" Luiz Marenco, Lizandro Amaral, Gustavo Teixeira, André Teixeira e Raineri Spohr.

A faixa título do CD, Coração de Província, está entre as selecionadas da quinta edição da Bicuíra, e será apresentada ao público como concorrente no festival que acontece em setembro na cidade de Rio Grande.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas,Terça-feira, 27 de maio de 2008