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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Um show para chamar de Nosso

Ela esteve à frente de uma verdadeira “fábrica de hits” - o trio Kid Abelha - por três décadas consecutivas. Agora, com 26 anos de carreira, Paula Toller lança em Pelotas neste sábado o CD e DVD Nosso, marco inicial da sua fase independente gravado no Rio de Janeiro em agosto do ano passado. “Foi um desejo que surgiu naturalmente. O público estava querendo me ver mais de perto, ouvir melhor a minha voz” disse a cantora, em entrevista concedida por e-mail ao caderno Zoom.


Assim, espirituosa e dona de uma sensualidade dissimulada, Paula não perde o sex appeal. Nas canções, se expõe “sem pudores nem frescuras”, como certa vez declarou à mídia. O romance, o ciúme, o desejo sempre temperaram as composições que marcaram época na sua voz afinadíssima, como o clássico incluído no set list do show, Grand’ Hotel, composto por ela e pelo marido, o cineasta Lui Farias (que assina a direção do DVD).

Aos 46 anos de idade - com uma aparência de dar inveja a muitas jovens de 20 - Paula costuma fugir do assunto quando o tema é sua imagem de sex symbol e faz questão de se manter discreta em relação à exposição da privacidade.


Momento íntimo

“Enfim, Só nós...” É com esse comentário que Paula dá o tom ao show do DVD. Nosso é um espetáculo íntimo, um momento intimista entre Paula Toller e seus admiradores. Ela, que está entre as maiores estrelas da música pop brasileira, concretiza nesse novo trabalho a carreira solo que já havia iniciado há dez anos, com o lançamento do CD Paula Toller e retomado com o CD Só nós, gravado em 2007. O título Nosso, aliás, é um anagrama de Só nós.


Para Paula, era chegada a hora de mostrar mais personalidade, “falar em primeira pessoa”. Reflexo disso, a cantora agora apresenta um canto bem mais emocional, segundo ela mesma.

De Nosso, o que mais gosta é relembrar no repertório as canções do primeiro disco solo como Derretendo satélites e Oito anos, feita em homenagem ao filho Gabriel, atualmente 11 anos mais velho. Além disso, não deixa de citar o prazer que sente em estar mais próxima de seu público. “É um show inteiramente ao vivo, sem truques, onde me mostro cara a cara com a plateia”, revela a musa.

A música ? (O q é q eu sou), de Erasmo Carlos, que abriu o repertório de Só nós, também dá a partida em Nosso. O título da música é escrito assim mesmo, em abreviações típicas do idioma de chats, presentes, aliás, em outras letras desse disco.

O show traz ainda parcerias da cantora como em Pane de maravilha, com Dado Villa-Lobos, e Nada por mim, composta com o ex-companheiro e líder da banda Paralamas do Sucesso Herbert Vianna. No set list há ainda toques de samba como na regravação do clássico da MPB de Assis Valente - (...) E o mundo não se acabou - e um pouco de funk-rock com o pout-pourri de Saúde e Só love, de Rita Lee e Buchecha, respectivamente.

Na parte internacional do repertório estão as canções All over, parceria de Paula e Donavon Frankenreiter, e Fly me to the moon, de autoria de Bart Howard. Nos “extras” do DVD há ainda um dueto com Kevin Johansen na interpretação da faixa Anoche soñe contigo.


E o Kid Abelha?

Apesar da pausa, Paula Toller garante que a banda Kid Abelha, marca poderosa da música pop brasileira formada por ela, George Israel e Bruno Fortunato, não terminou. “A banda vai se reencontrar, mas ainda não marcamos nada. As músicas que fizemos estão no coração das pessoas e isso é meu maior tesouro”, afirmou.

George Israel é produtor cultural e também segue carreira solo: lançou em 2007 seu segundo CD, intitulado Distorções do meu jardim.


Não perca!

O quê: Paula Toller - show de lançamento do DVD Nosso
Quando: amanhã (sábado, 25), às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: ingressos à venda por R$ 80,00 na Via Uno (calçadão da Andrade Neves, 1.869) até amanhã às 19h, ou, somente amanhã, na bilheteria do teatro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Maré de pop e reggae invade a Festa do Mar

As bandas Papas da Língua e Chimarruts são a atração de hoje à noite no palco principal do Porto Velho

Hoje (dia 9) a noite será regueira em Rio Grande. Na programação da 12ª Festa do Mar, o reencontro de Serginho Moah e companhia, da banda Papas da Língua, com o público da região sul. A noite ainda promete mais, pois a Chimarruts se apresenta logo em seguida.


O show em dose dupla tem tudo a ver com a identidade litorânea da cidade, onde o embalo do ritmo das ondas do mar combina muito bem com o reggae, embora a comunidade rio-grandina preze muito a diversidade musical.

Por isso mesmo o público não deve estranhar o novo repertório do Papas, do álbum Disco Rock, lançado no final do ano passado, e que segue a linha musical do penúltimo disco Um dia de sol (2002). O novo show ainda não está pronto. O de hoje será praticamente o mesmo do CD Ao Vivo Acústico, de 2004. Mas, pelo menos Oba oba e a faixa-título Disco Rock deverão constar no set list junto com sucessos como Blusinha Branca, Viajar, No calor da hora, Sorte, Vou ligar e muitas outras. O hit Eu sei, velho sucesso do ano 2000 que ficou nacionalmente conhecido e estourou em 2006 como trilha da novela Páginas da Vida (Globo) também não deve ficar de fora.

A cara pop da banda, estampada na capa do CD e destacada nas composições não é exatamente uma novidade, como diz o vocalista Serginho Moah. Afinal, Papas sempre foi uma banda eclética, embora tenha despontado no ritmo de reggae com sucessos como Democracy. “A gente nunca foi uma banda de reggae. Nossa intenção sempre foi ser uma banda pop e agora nesse CD eu acho que a gente conseguiu mostrar a verdadeira cara musical do Papas. Mesmo assim, sempre vamos ter nos nossos Cds algum reggae porque a gente também curte essa parada”, disse Moah, em entrevista concedida por telefone ao caderno Zoom.

“Desde o início a gente seguiu o estilo de música que nos seduzia. Começamos em uma época em que já estava sendo deixada de lado essa coisa de fazer música de protesto pra se fazer uma música mais bem humorada. Não que o protesto não seja um papo louvável, mas eu acho que é bom também falar de outras coisas, de amor, de praia, de festa…”, completa o líder da banda que conquistou a platéia gaúcha, e depois o Brasil com um estilo musical bem diferenciado, vencendo, inclusive, as barreiras do mercado da música pop no Rio Grande do Sul, predominantemente roqueiro.

O show novo deve ser lançado no final do mês de maio, em Porto Alegre. Depois viaja para os palcos do Rio, São Paulo e Portugal (onde a música O amor se escondeu está fazendo sucesso) e só depois deve retornar em turnê pelas cidades do interior.


Chimarruts para completar a festa

Depois do show do Papas, a galera vai seguir no embalo com a Chimarruts, que apresenta o repertório do CD e DVD Ao Vivo, lançado em 2007. O grupo formado em 2000 tem nos vocais Rafa Machado, Nê e Tati Portela.

No set list, devem entrar grandes sucessos desde os mais recentes como Versos Simples (do álbum Livre para Viajar, 2005) até os mais antigos como Iemanjá, Saber voar, Deixa chover, Chapéu de palha e Pra ela.


Pra curtir

O quê: show das bandas Chimarruts e Papas da Língua
Quando: hoje, a partir das 21h30min
Onde: no Porto Velho, em Rio Grande
Quanto: ingressos antecipados à venda na rede de farmácias Mais Econômica e, em Rio Grande, na Click Fashion e na Ótica Estima (rua General Neto, 60 e 68, respectivamente). Os valores são: R$ 20,00 para ingresso comum, R$ 50,00 para a área vip e R$ 60,00 para camarote. Todos os ingressos incluem acesso aos pavilhões da Festa do Mar.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 9 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

A festa continua...

Com Titãs, “a vida até parece uma festa”. Uma festa com seus altos e baixos, sim, mas sobretudo uma festa com muita alma, muita música. Dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, o filme biográfico da banda - que leva o mesmo título do livro lançado em 2002 (leia-se entre aspas na primeira frase) - já é sucesso de bilheteria nos cinemas do eixo Rio-São-Paulo. Chegará por aqui sabe-se-lá quando ou como. Mas, enquanto espera, o público pelotense poderá curtir uma parte dessa história ao vivo, hoje, no Theatro Guarany.


Além de assistir a fragmentos de um passado marcado por grandes sucessos - sempre presente, ainda que cada vez mais distante - a plateia também fará parte da continuidade dessa história prestes a ganhar um novo capítulo: um novo álbum da banda (por enquanto sem título) deve ficar pronto ainda no primeiro semestre desse ano e pelo menos um single inédito - Antes de você, de Paulo Miklos - poderá entrar no repertório desta noite. “Não tem nada ensaiado, mas vamos tentar”, disse Tony Bellotto em entrevista concedida ao caderno Zoom por telefone.

Com canções arrojadas, composições criativas e influências rítmicas mil, o Titãs mantém na essência o espírito da juventude subversiva que motivou a criação da banda, em plena ditadura militar, no início dos anos 80. “A dinâmica da banda pressupõe uma constante renovação, com inventividade e ousadia. Mas, com o tempo o Titãs criou um estilo próprio, que as pessoas também querem ouvir. O nosso desafio é equilibrar essas duas coisas, trazer novidades sem perder as características da banda”, comentou Bellotto.


A turnê que começa hoje em Pelotas segue para Porto Alegre amanhã e depois ainda irá passar por outras quatro cidades do interior gaúcho antes de rumar para São Paulo. Para Bellotto, os shows pelo Rio Grande do Sul representam uma retomada. “Nos anos 80 era comum a gente fazer isso, mas há muito tempo não dava. Voltar a fazer esse tipo de turnê é um pouco também como recuperar esse espírito de começo de carreira, de pegar a estrada...”, diz ele, lembrando os tempos em que a banda paulista desbravava o cenário underground da música pelo País afora.


Ainda a melhor banda de todos os tempos

Paulo Miklos, Tony Bellotto, Sérgio Britto e Branco Mello - remanescentes da formação original - sobem ao palco hoje com o também veterano baterista Charles Gavin, o guitarrista Emerson Vilanes e o baixista Lee Marcucci para interpretar as canções do álbum Ao vivo MTV (2005), mais um marco na carreira da banda.


Entre os altos e baixos de que se falava no começo, a condenação de Tony Belloto e Arnaldo Antunes em 1985 por porte e tráfico de drogas e a perda do guitarrista Marcelo Fromer, morto em um atropelamento em São Paulo em 2001 na véspera do começo das gravações do álbum A melhor banda de todos os tempos da última semana, são um contraponto às diversas voltas por cima e constantes superações de marcas de vendas de discos.

Titânicos, titânicas e titanetes hão de lembrar diversos episódios da carreira da banda marcados por hits como Cabeça Dinossauro, Televisão, Flores, Os cegos do castelo e Marvin - apenas alguns selecionados aleatoriamente de uma lista vasta. Os fãs provavelmente recordem também da época em que Nando Reis e Arnaldo Antunes (que deixaram o grupo para seguir carreira solo em 2002 e 1990, respectivamente) ainda faziam parte da banda e das duas vezes em que o Titãs tiraram férias, em 1994 e 2000. Ou talvez não lembrem de nada disso, porque depois disso o grupo segue conquistando muitos novos fãs.

“É emocionante ver a garotada de 15, 16 anos cantando nos shows Sonífera ilha, que é uma música que quando nós fizemos eles nem eram nascidos”, diz Bellotto, em referência ao primeiro grande sucesso que foi fenômeno nas rádios e em programas de TV como o do Chacrinha, do Bolinha e do Raul Gil, no longínquo ano de 1984.

Mesmo assim, os 27 anos de carreira às vezes pesam nas costas dos músicos, hoje já quarentões bem diferentes dos adolescentes que se apresentavam com visual extravagante no começo e é inevitável olhar para trás e comentar: “Estamos ficando velhos.”

Será? “Há um desgaste eventual. A gente vai ficando mais preguiçoso de andar na estrada, mas tocar é sempre muito gratificante. É emocionante ver a nossa trajetória contada de uma forma tão envolvente, como foi no filme, e ver que a gente participava de uma época que já passou. Mas a gente vê isso com muito orgulho porque sabe que essa obra permanece”, conclui o Titã, com um prenúncio de vida longa à banda - a melhor de todos os tempos da última semana.


Imperdível
O quê: show dos Titãs (Ao vivo MTV)
Quando: hoje, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: antecipados à venda na Hercílio.Com e na Loja Vivo do Calçadão a R$ 80,00 (valor que poderá aumentar hoje). Estudantes, idosos e professores têm desconto de 50%.
Contato: mais informações pelo telefone 3222-2212.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 7 de abril de 2009

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ingressos: No Te Va Gustar


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