Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

As Letras no Memorial do Sete

Em cena... as letras. Registros de espetáculos que colocaram em evidência a literatura estão reunidos na mostra em cartaz no Memorial do Sete de Abril: Encenando Letras.

Veríssimo, Simões, Drummond... Nomes que já passaram em prosa e verso pelo palco do teatro estão lá, no pequeno beco da rua 15 que nem sempre os passantes se lembram de visitar. Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Shakespeare, Carpinejar e o outro Veríssimo também, isso para citar apenas alguns dos célebres escritores lembrados na exposição inaugurada durante a Feira do Livro e que chega agora a sua última semana.

Ao refletir sobre Fragmentos de um discurso amoroso - obra de Roland Barthes que interpretou em 1988 - o ator Antônio Fagundes falava do temor que sentia. Isso porque "homens, mulheres, jovens ou maduros, não importa o sexo nem a idade, em todos os cantos do mundo, se identificaram e se apropriaram desses discursos de uma forma tão inalienável que deve ser difícil convencê-los de que existe sempre uma outra possibilidade de interpretação além da sua própria". E não seriam todos os livros - os bons livros - assim, reinventados a cada leitura e possuídos por quem os lê?


O que já esteve em cartaz

A coleção de cartazes no corredor estreito convida a andar pelo tempo nos registros do passado.

Lobo da Costa, o poeta pelotense homenageado na mais recente edição da Feira do Livro, teve sua biografia cênica escrita por Valter Sobreiro Júnior que deu a ela o título: Em nome de Francisco, peça encenada em 1986 pelo extinto grupo Desilab.

Naquele mesmo ano a platéia pelotense assistiu a Deus ajuda os bão, com texto de Arnaldo Jabor, e a'Os Sete Gatinhos de Nelson Rodrigues. Lembra?

Fernanda Montenegro, em 1988, foi Dona Doida inspirada pela obra da Adélia Prado. A filha, Fernanda Torres e elenco passaram por aqui com Orlando, de Virgínia Woolf.

Até mesmo o escritor japonês Ryunosuke Akutagawa dá as caras na exposição. Ele foi homenageado pela companhia uruguaia Teatro Eslabón no espetáculo En el bosque.

"Há vários nomes de escritores e atores com renome nacional e até internacional nessa mostra, mas sempre procuramos mesclar também com obras de artistas locais. Tem muita gente que se encontra aqui", diz a historiadora Érica de Lima, que divide a tarefa de organizar a programação de mostra do acervo do Memorial com a bibliotecária Magali Aquino.

A exposição recorda ainda algumas das 16 edições do Cena Literária realizadas desde março do ano passado. O projeto, realizado tradicionalmente na última quarta-feira de cada mês no foyer do teatro, apresenta ao público como elemento de provocação para o debate esquetes inspiradas na literatura.


Prestigie!

O quê: últimos dias da exposição Encenando Letras
Onde: no Memorial Theatro Sete de Abril (rua 15 de Novembro, 560-A)
Quando: até o dia 5 de dezembro, com visitação de segunda à sexta-feira das 13h às 18h30min


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 26 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O RS, dois séculos antes

Da Capitania Geral do Rio Grande - em 1808 - a Estado do Rio Grande do Sul - duzentos anos depois. O contraponto entre o começo da organização de gestão do território e a constituição atual do Estado é o mote para as discussões que estão em pauta no Seminário O RS em 1808.

O painel de abertura da programação será apresentado por Gervásio Rodrigo Neves, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, que fala sobre "a demografia histórica do RS". Na abordagem, o professor traça um panorama entre o gaúcho na época e aponta diferenças e semelhanças com o gaúcho de hoje.

Na seqüência, o professor Eugênio Lagemann, representante da assessoria da Governadora, discorre sobre "a realidade social, econômica, política e administrativa do RS em 1808 na percepção do governador Paulo Gama".
Participam também da mesa de debates o professor da Universidade Federal de Pelotas José Plínio Fachel, representando o Instituto João Simões Lopes Neto, e um representante do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas.

Até o fechamento desta edição a governadora Yeda Crusius havia pré-confirmado a sua participação neste evento.


Lançamentos

Após as esplanações será aberta a exposição O RS em 1808, que contou com a pesquisa de integrantes do Instituto Histórico e Geográfico do RS. A mostra reproduz o começo da gestão administrativa no Estado e poderá ser visitada até o dia 28.

Durante a inauguração da exposição serão lançados o livro Capitania de São Pedro do Rio Grande, que reúne correspondências do governador Paulo Gama, e o DVD Cartas Respondidas. Ambos trazem as impressões do Almirante que governou o Rio Grande do Sul entre 1803 e 1809, período no qual foi consolidado o território gaúcho.

O seminário O RS em 1808 integra a programação do projeto A Construção do RS - 200 anos de organização e gestão, e é uma realização do Governo do Estado em parceria com o Instituto João Simões Lopes Neto e com o Instituto Histórico e Geográfico do RS, com patrocínio das empresas Aracruz, Banrisul, Corag, Copesul, Braskem e RGE.


Participe

O quê:
seminário O RS em 1808
Quando: hoje (quinta-feira, 13), das 14h às 18h
Onde: na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)
Quanto: as inscrições são gratuitas, mas devem ser feitas antecipadamente pelo telefone 3027-1865.


Confira também

O quê:
exposição O RS em 1808
Quando: até o dia 28, aberta à visitação de segunda a sexta-feira das 14h às 18h


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

68 em pauta

A reconstituição histórica dos episódios de um ano que muitos dizem ainda não ter acabado é o mote da palestra 1968: A Revolução Inesperada, promovida pelo Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e Secretaria Estadual de Cultura (SedaC).

Quem profere a palestra é o historiador gaúcho Voltaire Schilling, professor e autor de oito livros e mais de 40 polígrafos, a maioria deles sobre História e História das Idéias. A ocasião será aproveitada para o lançamento da edição 47 do Caderno de História do Memorial do Rio Grande do Sul, instituição na qual Schilling ocupa atualmente o cargo de diretor.


Considerada a primeira revolução globalizada da história - por ter acontecido simultâneamente em diversas partes do mundo, em todos os continentes - a revolução de 68 está longe de ser um tema esgotado nos centros de discussão, mesmo 40 anos depois. "Há sempre uma nova geração interessada em entender o que aconteceu naquele ano", afirma o professor.

O que restou da contracultura hippie, do movimento feminista, do sonho de Martin Luther King é uma questão que ainda intriga muitos pesquisadores sociais. Difícil afirmar se o que mudou mais foi o mundo ou a maneira como as pessoas passaram a ver o mundo a partir dos conflitos sociais que culminaram no mês de maio daquele ano. "68 reuniu uma série de episódios trágicos em muito pouco tempo. As heranças são muitas. Talvez o aspecto mais negativo seja a difusão do consumo de drogas, e o mais positivo seja a liberalização da sociedade, mas há muitas outras coisas a serem debatidas sobre esse tema", resume Schilling.


Participe:

O quê:
1968: A Revolução Inesperada, palestra com Voltaire Schilling
Quando: amanhã (sexta-feira, 27), a partir das 19h
Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
Entrada franca.

Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 26 de junho de 2008