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segunda-feira, 23 de março de 2009

Palavras em flor

A Ana é doce. Quem foi ao Instituto João Simões Lopes Neto na quinta-feira passada assistí-la plantar a semente de seu novo CD não duvida. Ana Mascarenhas subiu ao palco para mostrar ao público suas novas canções, com sinceridade, candura na voz e poesia. Poesia!

Na instigante composição de sombras projetadas na parede a plateia assistiu – ao som dos belos arranjos de Egbert Parada e Silvério Barcellos – ao nascimento não apenas de uma, mas de duas iniciativas que surgem para abrilhantar a cena cultural pelotense na temporada 2009. Apesar dos pesares (falta de incentivos, por exemplo), a safra cultural promete bons frutos graças à criatividade de quem vive de fazer arte.

Para Ana Mascarenhas, o show Plantio foi apenas o primeiro de uma série de quatro pré-lançamentos que levarão à “Colheita”, o show de estreia do álbum Flor Palavra, que deve ficar pronto em dezembro.

Para a comunidade pelotense, a apresentação marcou também o início do projeto Música na Casa do Capitão, que abre mais um espaço para a apreciação do trabalho de músicos daqui, esse no Instituto João Simões Lopes Neto. O projeto, aliás, teve boa plateia (um auditório quase cheinho) na estreia, mas conta com a presença do público também para o sucesso das próximas edições, ainda sem data marcada.

Além de algumas canções conhecidas de seu repertório próprio, Ana Mascarenhas apresentou quatro músicas inéditas do álbum em composição. As meigas, alegres, tristes e românticas Flor Palavra, Outro Norte, Lua de amor e alma e Mãe das águas, todas encharcadas de uma poética peculiar da doce Ana, em letras que exaltam o amor e natureza. Ela, que recusa-se a assumir-se instrumentista, até tocou violão – incentivada pelos músicos com quem dividia o palco – enquanto cantava o refrão que dizia mais ou menos assim: “vou dizer pra Iemanjá que eu tenho medo do mar”. Mas Ana tem mesmo medo de quê? Mesmo com a voz trêmula em alguns momentos, natural para quem estava visivelmente emocionada, Ana mostrou que não tem medo de cantar. De repente a voz doce virou vozeirão e a gente ouviu, com muito prazer, a interpretação de Eu sei que vou te amar, de Tom Jobim. Foi de arrepiar.

Para completar a atmosfera do show, o charme e a originalidade dos detalhes do projeto Flor Palavra, que leva a assinatura da produtora cultural Mãos à Obra, também são dignos de nota: nas poltronas, à espera de cada espectador, um saquinho, uma porção de sementes (de crisântemos azuis?) e uma poesia. Um pequeno mimo para uma bela recepção.

O artista visual Chico Maximila estava lá, captando imagens que irão se transformar em sabe-se-lá-o-quê no final desse projeto em gestação. O público, certamente vai esperar para ver isso e tudo o mais que vai florescer desse plantio.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 23 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Luciano Maia no Sete

Hoje, a partir das 18h30min, Luciano Maia se apresenta no Theatro Sete de Abril. A entrada é franca.
Terça-feira que vem tem mais Sete ao Entardecer.


Abre a gaita gaiteiro! Foi da voz de comando vinda do pai que um piazito de Pelotas se fez acordeonista e hoje, dia 17 de março, retorna à cidade para apresentar-se no palco do Theatro Sete de Abril. Luciano Maia cruzou o pampa, fincou garrão e por onde o sul o carregue, seu nome e seu talento ficam marcados.

O destino do guri, que preferiu dançar em invernada do que ser escoteiro, foi marcado aos nove anos quando foi apresentado à sua primeira gaita ou melhor, à de seu pai. Já com o seu instrumento próprio o jovem passou a frequentar festivais nativistas e aos 13 impressionava o público espalhando talento por onde passava. Autodidata, foi com o material do pai que o acordeonista aprimorou-se (prática que realiza até hoje). O jovem ainda contou com os ensinamentos da professora Amélia Cruz, a dama do bandônion.

A fama chamou a atenção de outro talento nativista. Joca Martins precisava de um gaiteiro para dar os acordes em seus shows. Pronto. Estava formada a parceria que projetou os músicos além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Foi o intérprete que apresentou Maia aos discos do músico argentino Rualito Barbosa, que veio a ser sua mais importante influência musical. "Ouço os discos dele desde 1993 e somente 16 anos depois, durante um encontro em Corriente, eu o conheci", relatou. Outro encontro em São Luiz Gonzaga e Luciano Maia é convidado pelo músico a dividir o palco em Porto Alegre.

As influências e o tempo só deram a Maia a possibilidade de transformar canções em clássicos sem perder a qualidade. No palco, só ou acompanhado, é capaz de transmitir a mensagem da música pelas expressões. "Eu busco interpretar o que eu toco. É assim que me comunico com meu público", admitiu ao assumir que é tímido.

E o que ele toca é música de raiz. É o folclore. Milonga, chamamé, chacarera, polca e outro ritmos que ao longo dos festivais foram aguçando os ouvidos do instrumentista. A experiência faz com que Maia transite pelos ritmos dando toques especiais, como a improvisação. "É como o jazz. Temos a liberdade de expressar a nossa música", justificou.

Também produtor musical, compositor e arranjador Maia empresta seu talento a músicos de renome como Luiz Carlos Borges, Bebeto Alves, Gilberto Monteiro, Gaúcho da Fronteira, Luís Marenco, Lucio Yanel, Neto Fagundes, Elton Saldanha, César Oliveira e Rogério Melo.

Na concepção do jovem acordeonista de apenas 28 anos, a música instrumental é forte e muito bem conceituada no Brasil de muitas culturas. Tanto que Maia espera a confirmação de uma possível turnê pelo Brasil em que ele e o músico Alexandre Kremer são apresentados por nada menos que os mestres Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon e Renato Borguetti.


Um novo trabalho

Neste show Luciano Maia fará um apanhando da sua trajetória, passando por músicas como: Pra onde o sul nos carregue, Fincando o garrão e Cruzando a pampa tema que inspirou o nome do seu quarto CD de carreira e que lhe rendeu o prêmio Açorianos de Música como melhor disco regional do ano. No palco, os músicos João Marcos Negrinho Martins (violão) e Jucá de Leon (percussão) farão o acompanhamento. Para este semestre, o músico pretende lançar seu 5º CD com uma releitura de todas suas composições, antes de iniciar o projeto de um álbum com canções inéditas.


Um show especial


Há quase dez anos longe da terra natal, o show de hoje no Theatro Sete de Abril tem motivos especiais. Além de reunir a família e os amigos, a noite marca os dez anos do lançamento de seu 1º CD, Sonho novo, no mesmo palco que ele estará hoje. A noite ainda vai reservar homenagens a sua mulher Thais que espera o primeiro filho do casal.


Texto: Cíntia Piegas | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 17 de março de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Como fugir do Carnaval?

Nada de fantasia, samba ou batucada. Acredite ou não, tem gente que quer distância da folia

JustificarDicas para (não) cair na folia

Essa história de que “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” anda meio ultrapassada. Tem muita gente que se puder vai no sentido contrário ou pega um desvio para não cruzar com um alto-falante gigante tocador de axé music por aí. Gente que não vai ao sambódromo nem por convite expresso do próprio rei Momo ou da Ivete Sangalo e, para o espanto dos mais fanáticos foliões, está bem vivinho, sim senhor.

Eles não usam fantasias, mas têm muito em comum. Você também combina com esse perfil? Então venha fazer parte do bloco antifolia!


1) Pratique o ócio criativo

A psicóloga Lígia Monassa até que fez força para gostar de Carnaval, lá nos idos da mocidade. Pulou, brincou bastante. Mas aí, passada a euforia, resolveu que não precisava gostar de alguma coisa só porque a maioria das pessoas gosta.

Supercaseira, aos 55 anos ela quer mais é sossego para curtir a nova morada, onde vive há nove meses. Para isso, há um motivo especial: na casa nova ela realizou o sonho de montar seu próprio ateliê, refúgio onde se entrega ao hobby preferido: fazer arte. Sempre inventiva, Lígia pretendia aproveitar as férias para se dedicar à pintura. Mas as férias vieram e se foram e ela nem chegou perto dos pincéis. “Quando dá tempo sempre tem uma coisa ou outra que me tira desse foco. Às vezes as filhas, às vezes o neto”, fala com ternura.

Agora, com a chegada do feriado prolongado de Carnaval, ela está mais uma vez determinada a se debruçar sobre as telas. “Eu não espero inspiração, nem conheço muitas técnicas. Gosto de ir testando materiais para ver o efeito que dá”, diz a modesta e talentosa artista que se considera apenas uma pintora amadora.

Assim como Lígia, não é preciso esperar a inspiração chegar para colocar algum antigo projeto pessoal em prática. Ou, talvez, a inspiração esteja aí diante dos olhos: armários precisando de uma boa arrumação, prateleiras de livros e revistas ainda por serem lidos. Da videolocadora, quantos filmes você ainda não assistiu e quantos episódios da última temporada do seu seriado preferido ficaram para trás?

Mas, se ficar em casa não está nos seus planos também, o.k.. O Estilo ainda tem outras opções.


2) Viaje (mas para longe do Pelourinho e da Sapucaí!)

Há uma tendência nova começando a se desenhar no mercado de turismo: cada vez mais pessoas buscam viagens alternativas, fora dos destinos convencionais do período carnavalesco. Os roteiros mais procurados, afirma um agente de viagens, continuam sendo os tradicionais como Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro. Mas, há também roteiros especiais para o perfil de cliente que não pretende passar o feriadão ouvindo samba, frevo ou axé.

Então, vai um tango aí?

A artista plástica Cristina Ceia não pensa duas vezes em aceitar a proposta. Com viagem marcada para Buenos Aires, já faz algum tempo que ela e o marido optaram por trocar o agito dos bailes e da folia de rua por passeios onde, de preferência, nem lembrem do Carnaval - a não ser pelo fato de que é ele quem lhes garante os dias de folga prolongada. Ano passado foram para a praia de Torres e no retrasado a Montevidéu.

“Antigamente eu gostava, mas hoje acho que a festa é menos participativa, perdeu o objetivo. E tem também a questão da segurança. Sempre tem alguém disposto a acabar com a festa”, opina ela, para quem a fase de foliã já é página virada: “Foi bom, mas acabou. Eu gostava de Carnaval, mas hoje ele não me faz falta.”


O sossego, logo ali

O rei Momo tomou posse da chave da cidade para comandar a folia e há quem queira sair pela janela. Para esses Buenos Aires é a principal sugestão das agências de viagens em Pelotas (com saídas também de Rio Grande).

Os pacotes individuais para cinco dias custam em média R$ 700,00. A viagem inclui passeio pelos principais pontos turísticos da capital portenha como a Casa Rosada, o Plaza de Maio, a Catedral e o Bairro da Boca, além de jantar com show na tradicional casa de espetáculos Sr. Tango e noitadas em cassinos.

Outra sugestão é a capital alagoana, Maceió. Um pacote básico com saída de Porto Alegre custa em média R$ 1,6 mil por pessoa (sem contar as despesas adicionais da viagem). Não deixe de ver também as dicas para aproveitar a Serra gaúcha, na reportagem da página 3.


Informe-se

Para saber detalhes sobre os roteiros de viagem, consulte:
MS Turismo - Fone: 3028-4060
Voyage Turismo - Fone: 3225-1833
Cisplatur - Fone: 3225-5944


3) Medite

Osvaldo Andrade sempre gostou de Carnaval. Aliás, ainda gosta. Mas há dez anos resolveu trocar os bailes em clubes e a folia de rua por uma forma diferente de curtir. Trata-se do retiro conhecido como Rebanhão, que este ano chega a sua 15ª edição. Ele gosta tanto que hoje é um dos organizadores.

O evento é uma realização da Renovação Carismática Católica de Pelotas e reúne todos os anos uma média de 200 participantes de todas as idades na casa de retiros Cenáculo. Para atrair tanta gente, a programação é diversificada e inclui desde momentos de oração e oficinas até atividades desportivas e uma festa rave - a Cristoteca. Para crianças pequenas o Rebanhão Kids traz atrações especiais. O retiro começa na manhã de sábado (21) e só termina na tarde de terça-feira de Carnaval (24).

“Como todo jovem, é claro que eu gosto de festa! Só que eu opto por aproveitar o Carnaval seguindo os preceitos cristãos. Não se pode generalizar, dizer que todas as festas que acontecem fora do retiro são ruins. Mas aqui certamente eu corro menos risco de me envolver em alguma briga, não vou ouvir música de baixo calão e principalmente vou encontrar pessoas que estão buscando a mesma coisa que eu”, diz Oswaldo ao defender que a evangelização dos jovens deve acontecer de forma criativa e atrativa.

Fora do Cenáculo, mas não muito longe (a cerca de 30 quilômetros do cruzamento das BRs 392 e 116 em direção a Canguçu) outro grupo estará reunido com uma proposta carnavalesca bem diferenciada no feriado prolongado.

Trata-se do segundo Encontro de Espiritualidade Cósmica no Carnaval que acontece entre os dias 20 e 24 deste mês (de sexta a terça-feira) no Trilha Jardim Espaço Arte. Situado na região do Quilombo, na colônia de Pelotas, o lugar irá reunir buscadores espirituais para troca de experiências através de vivências, palestras, painéis e workshops. Além disso, a beleza do local e o contato com a natureza já fazem o feriadão valer a pena. Devido à proximidade, é possível pernoitar na cidade todos os dias, mas para quem gosta o Trilha Jardim é um ótimo lugar para acampar.

Mesmo em clima de muita tranquilidade, os participantes terão os dias cheios: a programação inclui várias práticas como mantras, biodança e bioterapia. Entre as palestras, ensinamentos sobre a mitologia indu, a espiritualidade indiana, a cultura xamânica, a aplicação do mel para a saúde, a utilização de florais e a herança espiritual inca. Serão oferecidas também oficinas de culinária vegetariana, filtro de sonhos e ecoarte. À noite, as rodas de viola ao pé do fogo crioulo são a atração e oportunidade para admirar o céu estrelado tal como só pode ser visto longe da artificialidade das luzes dos centros urbanos.

A alimentação será preparada pelos próprios participantes, divididos em grupos de trabalho conforme suas famílias terrestres (definidas através do Sincronário da Paz) correspondentes a cada dia.


Pontos de encontro

Quem quiser participar do Rebanhão deve fazer inscrição prévia na Livraria Santuário (rua 7 de Setembro, 145), na Livraria Santo de Casa (General Neto, 888), na Associação Meu Irmão (Doutor Cassiano, 711) ou na Academia Body Company (Gonçalves Chaves, 404). O custo por pessoa varia entre R$ 10,00 e R$ 35,00. Crianças pequenas não pagam. Mais informações pelos telefones 3227-0710 e 8135-7133.

Para participar do Encontro de Espiritualidade Cósmica no Carnaval do Trilha Jardim é preciso confirmar presença até o dia 20 e fazer depósito no valor da estadia correspondente ao número de dias que o participante irá permanecer no evento (R$ 20,00 por dia). As diárias incluem alimentação ovo-lácteo-vegetariana e estrutura de acampamento. Mais informações e detalhes da programação no site www.trilhajardim.com.br.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Estilo / Páginas Centrais | Publicado em: Pelotas, Domingo, 15 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Museu da Z-3


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cinema com vista para o mar

Sombra, água fresca e filme na tela. Amanhã e sábado, sobre as areias da barra do Chuí, acontece o primeiro Barra Cine – a “janela” de exibição que tem vista para o mar. A mostra de curtas-metragens é mais uma realização da cinematográfica pelotense Moviola Filmes que irá apresentar suas mais recentes produções além de filmes de outras produtoras independentes de Pelotas e de Porto Alegre. Até ontem ainda estava por ser confirmada a participação de curtas uruguaios no circuito.



O artista plástico Hamilton Coelho será o anfitrião do evento em seu museu/atelier que este ano completa uma década de atividades na fronteira do extremo-sul. A idéia de fazer a mostra foi de Chico Maximila – um dos integrantes da Moviola e natural de Santa Vitória – junto com Coelho.

“A proposta deles foi criar um evento para exibir filmes já em tanto Santa Vitória quanto as cidades dos arredores não contam com salas de cinema”, explica a também cineasta Cíntia Langie. “O grande barato da mostra é o fato dela ser ao ar livre e proporcionar todo um clima de convivência nesses dois dias lá no último terreno do Brasil”, completa o produtor Alexandre Mattos.



Pela primeira vez

Entre os títulos que incluem a programação, dois são lançamentos da Moviola Filmes. Um deles é o documentário Outubro do Futuro, gravado durante o primeiro turno das eleições municipais do ano passado.

De tanto ver os candidatos fazerem promessas sobre o “futuro”, o grupo de cineastas resolveu sair às ruas e perguntar, afinal, quando começa o futuro? E que futuro é esse?

O documentário faz o gênero “cinema neopolítico” que tem Glauber Rocha como principal referência. “O texto do Chico é bastante provocativo”, comenta Cíntia.


A outra novidade na programação é o documentário Não é de se jogar fora, que teve sua estréia anunciada no final do ano passado, mas por problemas técnicos no equipamento de projeção e áudio não chegou a ser exibido na data marcada. O curta, também inédito portanto, é uma produção experimental dos alunos do curso de Cinema e Animação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que trata da cadeia do lixo no município de Pelotas. Durante o trabalho os estudantes realizaram entrevistas com autoridades no assunto, empresários, representantes de cooperativas e catadores.


Em cartaz

Outubro do Futuro, de Chico Maximila (Moviola Filmes – Pelotas)
Não é de se jogar fora, produção experimental do curso de Cinema e Animação da UFPel e Moviola Filmes
O Caramujo, de Rafael Andreazza, Chico Maximila e Rodrigo Neves (Campos Neutrais Filmes – Pelotas)
O Solitário Jorge, de Chico Maximila e Rodrigo Neves (Campos Neutrais Filmes)
Estacionamento, de Cíntia Langie e Daniela Pinheiro (Moviola Filmes)
Documentário Pimenta Buena, direção coletiva (Moviola Filmes)
Crepúsculo e Duplo, vídeos-arte de Kelly Xavier (Pelotas)
A poesia radical da espera, de Leonardo Peixoto (vencedor do festival GP do Minuto da UFPel em 2008)
Ocupação, documentário de Lizandro Moura (Porto Alegre)


Prestigie!

O quê: Circuito de Cinema Barra Cine
Quando: sexta e sábado, a partir das 21h
Onde: no Museu/Atelier Hamilton Coelho, na Barra do Chuí


Como chegar

Para ir há ônibus na sexta e no sábado com saídas da rodoviária de Pelotas às 6h, às 9h30min, às 13h, às 16h e às 18h30min. O valor da passagem é R$ 34,25. Para voltar os horários são: 6h, 9h, 13h, 16h e 18h30min.

Para o translado entre a rodoviária do Chuí e a barra há ônibus em vários horários, das 7h30min às 19h30min. A outra opção é ir de táxi. O valor médio da corrida da rodoviária até a barra é de R$ 12,00. Para mais informações, o telefone da rodoviária do Chuí é (53) 3265-1498.


Onde ficar

Junto ao museu e atelier os visitantes poderão contar com uma estrutura de camping. Para acampar no local o custo é de R$ 10,00 por pessoa. Reservas pelo telefone (53) 3503-3053.


Mais

Na sexta-feira, antes do início da mostra, o escritor Roberto Jung fará o lançamento do livro Maria Baderna no local.


Acesse: Blog da Moviola


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Navegar é preciso...

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aberta temporada de festas II (Programação)

Confira a programação:Justificar
Hoje (28)
20h30min - Abertura da programação | Show com Joca Martins

Amanhã (29)
20h30min - Show com a banda Pimenta Buenta

Domingo (30)
20h30min - Orquestra de Câmara de Pelotas

Segunda-feira (dia 1º/12)
20h - Solenidade de abertura
21h - Chegada do Papai Noel | Mauro Bus | Escolas infantis

Quarta-feira (3)
20h - Grupo Estripulia de malabaristas e pernas-de-pau
21h - O Pequeno Imperador - Grupo de Teatro do COP

Quinta-feira (4)
22h30min - Aluisio Rockembach

Sexta-feira (5)
20h - Estopim - Companhia de Palhaços Clonws
21h - Grupo Oficina de Teatro de Pelotas e Cia. Cem Caras

Sábado (6)
20h - Teatro de Bonecos Estripulia
21h - Especial 50 anos de Bossa Nova - Grupo Pausa & Notas

Domingo (7)
20h - Sacra Folia - Cia. Straganza (Porto Alegre)

Quarta-feira (10)
21h - Banda da Promotoria

Quinta-feira (11)
20h - Tony Konrath
21h - Marquinho Brasil

Sexta-feira (12)
20h - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
21h - Grupo de Choro Reminiscências

Sábado (13)
20h30min - Conjuntos Vocais: Costinha, Canto Livre e Original Samba

Domingo (14)
19h30 - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
20h30min - Misto Quente - Circo Girassol

Quarta-feira (17)
21h - Solon Silva e coral Louis Braille

Quinta-feira (18)
20h30min - 1º Ato Tavani: Espetáculo de Dança
21h30min - Cuadro de la Expresión del Arte Flamenca

Sexta-feira (19)
20h - Piratas de Rua
21h - Centro Coreográfico Berê Fuhro Souto

Sábado (20)
20h - Auto de Natal - Teatro de Sombras no Theatro Sete de Abril
21h30min - Marco Gottinari

Domingo (21)
20h30 - Novitango - Cia. da Dança

Segunda-feira (22)
Encerramento


Solidariedade

O Clube da Maturidade Ativa do Sesc realizará, durante todos os dias da programação natalina, uma campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis. Participe prestigiando as atrações e levando a sua contribuição.


Endereços do Bom-Velhinho

No Calçadão, a Casa do Papai Noel estará aberta de segunda à sábado, das 16h às 19h com atividades recreativas e culturais destinadas à crianças de 0 à 12 anos de idade.
Na Praça Coronel Pedro Osório, o Bom-Velhinho irá receber os visitantes de segunda à sábado das 20h às 22h.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008
***ATENÇÃO: ESTA PROGRAMAÇÃO FOI ALTERADA EM RELAÇÃO AO QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL NOS DIAS 10, 12 E 14***

Aberta temporada de festas

Foram-se os livros, vieram as luzes. Mal a praça Coronel Pedro Osório foi desocupada pela feira da literatura, volta a ser tomada por intensa atividade cultural. O ascender das milhares de lâmpadas, a chegada do calor e a alegria nas ruas são um anúncio definitivo: é tempo de festas.

Em clima de Natal, de despedida à 2008, e de boas-vindas ao Ano-Novo o Sistema Social do Comércio (Sesc) presenteia a comunidade com 33 apresentações culturais que irão movimentar um dos principais cartões-postais da cidade ao anoitecer, até o dia 22 de dezembro. O palco no chafariz Fonte das Nereidas, emoldurado pela Praça Coronel Pedro Osório já está montado, pronto para o início das festividades marcado para hoje (28) à noite.


O cantor nativista Joca Martins abre o calendário farto de apresentações. Amanhã quem sobe ao palco é a banda Pimenta Buena e no domingo será a vez da Orquestra de Câmara de Pelotas. Essas são apenas algumas das atrações que prometem tornar ainda mais agradável o passeio dos pelotenses pelo centro da cidade nas noites quentes dessa temporada, além da decoração que já dá ares diferenciados ao Calçadão e à praça.

Segundo o gerente regional do Sesc, Luis Fernando Parada, os artistas locais foram priorizados na programação. Porém, entre os espetáculos estão três grupos de outras cidades que já tinham apresentações agendadas para Pelotas, no circuito do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte. São eles o Circo Girassol, o espetáculo Sacra Folia

No encerramento, um grande show está previsto, mas ainda não foi confirmado. Para deixar o público na expectativa, apenas uma pista: são artistas pelotenses que não se apresentam na cidade desde setembro do ano passado.


Prestigie!

Reúna a família e amigos, confira a programação e aproveite! Sugestão: Levar cadeiras de praia.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

À espera de Maria Rita

O Theatro Guarany hoje acorda a disposto a cair no samba. Não um samba qualquer. À noite, as mãos da platéia vão batucar nos braços das poltronas no ritmo do samba dela, de Maria Rita, uma das vozes mais promissoras da Música Popular Brasileira na atualidade.


A cantora não esconde que começou a carreira, aos 24 anos, só porque "diziam que ela devia cantar". Também, não cantar significava renegar uma preciosa herança genética deixada pela mãe, Elis Regina: a voz. "Sempre quis cantar. A questão não era querer. Era por quê. O motivo passou a existir quando eu percebi que ficaria louca se não cantasse." Hoje aos 30 anos ela comemora a marca de 30 mil cópias vendidas de seu terceiro álbum, lançado em setembro do ano passado, o DVD Samba Meu.

Maria Rita se poupa de dar entrevistas, às vezes. E às vezes, admite, se dá ao luxo de não atender aos fãs. No último dia da temporada de sete dias e seis shows em São Paulo, que terminou no último domingo, ela saiu do palco aos prantos. "Tive uma pequena crise de choro e resolvi que não seria prudente receber os fãs. Fiquei com a cara inchada, um horror. Não houve maquiagem. E cada vez que eu via alguma coisa que me lembrasse que estava indo embora, desatava a chorar novamente", revela em seu diário de turnê, registrado no site oficial.
As confissões seguem: "Estou cansada, mas como nada me dá mais alegria do que meu palco, estou achando tudo muito abençoado, também. Mas morro de saudade do meu filhote... Dia desses ele me despede da função de mãe, gente! Estou dividida..."


Dona do samba

A paulistana, que já foi alvo de críticas extremadas desde que se lançou na carreira musical - tanto positivamente quanto negativamente - demonstra mais maturidade até mesmo em relação ao rótulo, inevitável no princípio, de "filha da Elis". Hoje, ela diz, pelo menos em São Paulo, que se sente bem recebida e compreendida artisticamente.

Ela, que se apropriou do samba, divide o ritmo com o público de uma forma tímida de leve atrevimento. No terceiro álbum mostra um jeito mais moleque, porém faz pensar como seria, se é que seria possível, uma versão mais ousada de Maria Rita, que tanto economiza ousadias. Seu recato, porém, costuma lhe permitir pequenos atos no palco que fogem do script como tirar a sandália no final do show, se estiver muito empolgada, ou então dar uns passinhos de dança. Mesmo porque, diz ela que não sabe sambar. Tudo bem. Quem tem voz não precisa de samba no pé.


Não perca!

O quê:
show Samba Meu, de Maria Rita
Quando: hoje, às 21h
Onde: no Theatro Guarany
Quanto: os ingressos custam R$ 100,00 (platéia) e R$ 90,00 (camarote) e podem ser adquiridos na Farmácia Mais Econômica do Calçadão.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 27 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Otelo, de Shakespeare, no Sete de Abril


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terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Tigra está de volta...

Livre e "louca" como sempre - no melhor sentido que é ser "louco" - Luciana Pestano está de passagem por Pelotas e se apresenta nesta quarta-feira (5) no Bar João Gilberto.


Assumidamente "Tigra", a artista de voz rouca e personalidade forte fará um show solo com voz, violão e gaita de boca. No repertório, músicas do segundo disco, antigos sucessos como "Vá Embora" e covers, ou melhor "releituras", de outros compositores como Fito Paez e Herbert Vianna - que tem uma participação especial no álbum lançado ano passado.


Pra não perder:

O quê: Show com Luciana Pestano
Onde: no bar e champanharia João Gilberto (rua Gonçalves Chaves, 430)
Quando: nesta quarta-feira, dia 5, a partir das 22h
Quanto: R$ 10,00 eles e R$ 6,00 elas
Contato: reservas de mesas pelos telefones 3026-2140 e 8403-0313
(ATENÇÃO! O telefone fixo do João Gilberto mudou!!!)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Capa e Contracapa

Começou a Feira do Livro em Pelotas!!!
Não deixem de conferir...


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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lei do Tempo



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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Informação

Informação
Se existe escrita, nós escrevemos
Se existe on-line, nós atualizamos
Se existe móvel, nos enviamos
Se existe em vídeo, nós exibimos
Se existe em áudio, nós tocamos

Se existisse no microondas, nós a cozinharíamos
Se existisse no ar, nos a sopraríamos

Antigamente a notícia esperava o jornal sair pra ela poder... acontecer
Hoje a notícia anda no tempo do próprio acontecimento
É aprofundada minutos depois, analisada imediatamente

Por nós, pelo seu vizinho, por você
Onde quer que você esteja
De lá você sugere, opina, busca, corrige, edita, atualiza, faz... você mesmo

Por isso um jornal tem que estar no papel, na tela, na sua mão
Tem que estar onde você quiser estar
E também tem que estar numa atitude
No envolvimento com a comunidade
No compromisso com a sociedade
Na visão de um futuro

Tem que estar na cidade, no país, no planeta
On line, on time, full time


Para quem ainda não assistiu, ou para quem quer ver de novo:
Campanha do Jornal O Globo: Muito além do papel de um jornal

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Fotos legais

Não conhecia o talendo da Ândria, algumas fotos são de tirar o fôlego. Legais mesmo! Ela valoriza as linhas com uma sensibilidade incrível! Veja mais no Flickr dela e também aqui, no post sobre Bebeto Alves.