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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um mosaico em melodias

“A geografia ensina o homem a cantar e em cada geografia há uma identidade cultural.” A frase atribuída ao poeta Maurício Raupp Martins norteia a jornada em que músicos gaúchos de diversas regiões estão prestes a embarcar: por entre cordas de violões e outras sonoridades, através da história, da música e da poesia, começa hoje um passeio pelas diversas expressões do folclore gaúcho – o Mosaico cultural do Rio Grande do Sul.

Se é possível encontrar na milonga uma unidade musical da grande pampa, o novo projeto da parillada Mercado del Puerto pretende mapear a cultura gaúcha justamente pelas diferenças. Isso em apresentações criadas para valorizar a multiplicidade histórica e melódica das mais diversas regiões, como explicou o idealizador e proprietário do restaurante, Javier Nuñez, enquanto cevava um mate para dar início à conversa. “Nossa proposta não é apenas musical. O projeto será uma oportunidade para se mostrar as potencialidades de cada município.”

A viagem começa por Santa Vitória do Palmar com os representantes “mergulhões” Maria da Conceição, Roberto Borges e Frederico Viana, e apresentação e declamação de poemas com o professor Marco Antônio Chaves.

Marcados pela profunda influência latino-americana que caracteriza a zona de fronteira, os três músicos irão cantar o folclore santa-vitoriense em zambas, chamamés e outros ritmos. “O regional do Rio Grande do Sul tem muito de outros ‘regionalismos’”, como diz Conceição, que costuma incluir em seu repertório temas que vem de países como Bolívia, Peru e até Cuba, além de músicas cantadas por Mercedes Sosa, com quem tem forte identificação.

Conceição tem três discos gravados, um deles – Sulinos – ao lado de Frederico Viana e Kininho Dorneles. É professora de música da rede municipal de ensino e leva para a sala de aula a mesma missão que assume nos palcos: mostrar a riqueza cultural do folclore gaúcho. “É algo que os alunos não fazem idéia que existe e talvez nunca chegassem a conhecer. Mas, quando as pessoas se abrem para conhecer algo novo são capazes de se surpreender e gostar”, afirma.

Seu companheiro de palco, Frederico Viana, lança no próximo dia 16 seu terceiro CD da carreira – Cantor de los boliches, com composições próprias e de Horacio Guarani, Carlos Difulvio e Alfredo Zitarrosa. “Não sou grande autor de melodias, mas busco a música nas palavras” diz ele, que além de músicas “sérias” (como ele as denomina), costuma explorar seu lado bem-humorado em músicas debochadas e de crítica à cultura imposta como as do CD Meio certo, meio louco, ou até aquelas criadas simplesmente para fazer o público rir, como as que estarão em De cueca e carpim, com previsão de lançamento para o final deste ano.

Roberto Borges, que encerra o trio que se apresenta nesta quarta-feira no Mercado, é nome conhecido em festivais, além de produtor musical e arranjador. Borges grava agora o primeiro CD, Los dos rios, em parceria com o poeta Martin Cesar, que deve ser finalizado até o início de 2010. Hoje à noite, parte desse repertório será apresentado ao público, além de composições de Pedro Munhoz e temas do folclore argentino.


Próxima atração

O projeto Mosaico cultural do Rio Grande do Sul volta a ocorrer no mês que vem com a provável participação dos músicos Martin Cesar, Fabrício Moura, Paulo Timm, Hélio Ramirez e Rodrigo Jacques, representando a região folclórica do município de Jaguarão.

As edições do projeto serão mensais, preferencialmente em quartas-feiras, e eventualmente em terças, conforme a disponibilidade de agenda dos músicos convidados.


Prestigie!

O quê: Maria da Conceição, Roberto Borges e Frederico Viana no projeto Mosaico Cultural do Rio Grande do Sul
Quando: hoje (13 de maio), a partir das 21h
Onde: na parrillada Mercado del Puerto (rua Rafael Pinto Bandeira, 1.889)
Quanto: couvert artístico no valor de R$ 4,00
Contato: reservas de mesas pelo telefone 3222-0686.


Às quintas

Toda quinta-feira o Mercado del Puerto continua com sua eclética e tradicional programação de “Los jueves en el mercado”, atração que movimenta a casa há quatro anos.

Esta semana quem sobe ao palco são os músicos Ana Mascarenhas e Egbert Parada, para a apresentação intitulada Outras melodias. No repertório estarão canções de nomes consagrados da música popular brasileira e latino-americana, além de músicas próprias.

É amanhã, a partir das 21h, com couvert no valor de R$ 3,00.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em:Pelotas, Quarta-feira, 13 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quebraceira no Sete

A rotina dos músicos Lucian Krolow, Guilherme Ceron, Hamilton Pereira, Fernando Leitzke e Renato Popó é agitada. Lucian toca na banda do Exército e no grupo de Choro Reminiscências. Guilherme trabalha como compositor, arranjador e instrumentista para músicos nativistas e vive com uma agenda cheia de festivais. Hamilton tem uma escola de música. Fernando se apresenta como instrumentista em festivais, além de manter um projeto de Música Popular Brasileira com outros músicos na capital do Estado. Popó é um dos bateristas mais ecléticos da cena musical pelotense. Pode ser visto na companhia de diversas bandas que se apresentam na noite por aqui, de diversos estilos, do rock à música nativista.

Entre outros projetos paralelos, juntos eles são o Quebraceira, grupo instrumental que estará amanhã no Theatro Sete de Abril, em mais uma edição do projeto Sete ao Entardecer.

Se eles mal têm tempo de se reunir para ensaiar, como confessa logo de cara o baixista Guilherme Ceron, disponibilidade para posar para uma foto para o jornal então, nem se fala. A espontaneidade é a principal marca do grupo. “A Quebraceira é uma coisa muito natural, e é justamente isso que faz o grupo dar certo. A gente se junta pra tocar e pronto”, disparou o porta-voz do grupo em entrevista concedida ao Zoom, Guilherme Ceron, não muito à vontade ao ser fotografado sozinho.


O som que a Quebraceira tem

A proposta de trabalhar a música instrumental brasileira abre para o grupo um amplo leque de possibilidades. “A gente toca jazz, e jazz quer dizer pop, popular. O jazz brasileiro é uma forma de reunir um monte de coisas”, diz o músico ao citar alguns dos ritmos que entrarão no repertório deste show, como baião, samba, choro, chacarera e salsa. “É o que a gente toca quando se reúne”, conta ele.

Se no começo as principais influências foram compositores famosos como Tom Jobim e Hermeto Pascoal, com o passar do tempo a Quebraceira apostou na pesquisa de nomes menos conhecidos. No repertório de amanhã estarão composições de João Donato, Daniel Sá, Arismar do Espírito Santo, Guinha Ramirez e do Sardinha´s Club, além da música 18 de Maio feita pelo pelotense Possidônio Tavares como presente de aniversário ao flautista Lucian, e a música Ressalsa, composta por Lucian e Fernando em uma noite no Laranjal.

O nome enigmático – “Quebraceira” – foi inspirado em uma música de mesmo nome, de autoria de um grupo instrumental de Passo Fundo (terra natal de Ceron) chamado Doutor Cipó. Ela fazia parte de um CD de “demos” e acabou entrando para o repertório do quarteto, hoje um quinteto, logo nas primeiras apresentações. Com o tempo foi assimilando novos significados, que identificam o estilo da banda que gosta de “quebrar” padrões. “A gente volta e meia está inventando modinhas ritmicas”, diz o músico.

Criado em 2005, o Quebraceira estreiou no ano seguinte no palco do auditório do Instituto de Artes e Design na UFPel (IAD) com a formação de baixo, guitarra, flauta e bateria.

No início contava com com o baterista Vinícius Moura, que deixou o grupo em 2007 e foi substituído por Popó. O pianista Fernando Leitzke, depois de algumas participações especiais, acabou virando membro oficial. “O piano preencheu um espaço muito bom. Ele sustenta a música e deixa o baixo e o violão mais livres.”

Apesar de ser intrumental, Ceron não acredita que o som da Quebraceira imponha barreiras ao público leigo. “De forma alguma tentamos fazer uma música erudita. O erudito foca em um padrão enquanto a música popular é livre, é pessoal. Essa é a diferença e entre essas, nós fazemos música popular.”


Prestigie!

O quê: Quebraceira no Sete ao Entardecer
Quando: terça-feira (5) , às 18h30min
Onde: no Theatro Sete de Abril
Entrada franca


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 4 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gabi vai tocar! Gabi vai tocar!

A Gabi ficou bonita na foto (que ela ainda vai me mandar pra eu postar aqui).
A matéria abaixo é da Elen Salaberry, publicada na capa do caderno Zoom do Diário Popular.


A frase já é conhecida por fãs de rock alternativo em Pelotas. Gabi vai tocar! é sinônimo de que Gabi Lima vai reunir alguns de seus amigos em um bar para, além de dedilhar seus vários instrumentos, soltar a voz em canções próprias e covers inusitados. O trabalho é experimental, mas virou uma referência na cena underground pelotense. Quando a Gabi vai tocar todos já sabem: aí vem algo inesperado.

Os próximos encontros estão marcados. Amanhã o show é no Bar do Porto, às 20h30min, e promete ser totalmente acústico. "O Gabi vai tocar é um show voz e violão, onde eu faço cover de músicas populares e outras não tão populares assim." Quem aparecer por lá vai conferir de Jackson 5 até Britney Spears, passando pelas menos conhecidas Misfits e Rilo Kiley.

Já no dia 6, Gabi se reúne com Solano Ferreira (baixo) e Daniel Ortiz (bateria) e a GRU invade o palco do João Gilberto para abertura da apresentação de Fruet e os cozinheiros. Na versão plugada, a banda traz algumas músicas compostas pela guitarrista e vocalista. "Com a banda é mais fácil mostrar as músicas próprias, porque você está tocando junto com os outros, participando de algo maior. É mais propício", revela Gabi.


Musicalidade experimental

Baixo, violão, guitarra e bateria são apenas algumas das diversões artísticas de Gabi Lima, que também transita pela publicidade, sua formação acadêmica, e pela fotografia. A vontade de experimentar começou cedo. Ainda com 14 anos, Gabi entrou para a primeira banda e desde então investe na composição. "Eu adoro o rock alternativo americano dos anos 90 - Everclear, Smashing Pumpkins, Counting Crows - é o que eu cresci escutando. Gosto de pensar que minha música parece com essas minhas influências."

Atualmente, além do trabalho solo e com a GRU, a publicitária gravou os vocais do último CD da banda Água de Melissa, Meia verdade. "Sou vocalista da Água de Melissa, há um ano, eles já existiam bem antes de eu entrar e têm uma identidade musical bem interessante." A aventura como fotógrafa do Pato Fu também lhe rendeu um novo parceiro de composição, John Ulhoa. "Um dia ele veio com uma música que tinha feito e que tava pela metade. Eu fiz mais um pedaço da letra e da melodia." A musica se chama Can't fool me e Gabi a toca com orgulho em seus shows.


Mestre-cuca

Atração principal do show no João Gilberto, dia 6 de maio, Fruet e os cozinheiros promete misturar os diversos ritmos brasileiros com uma pegada roqueira, uma pitada de groove e algumas xícaras de pop. A banda porto-alegrense brinca com os estilos e, com isso, conquistou quatro estatuetas do Prêmio Açorianos de Música no ano passado.

A apresentação, que divulga o CD independente O som do fim ou tanto faz, abrange desde baladas de amor a canções mais dissonantes e pesadas. No repertório, basicamente composições próprias, contando com algumas versões de autores como Jards Macalé, Tânia Maria e Stevie Wonder.


Texto: Elen Salaberry | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 30 de abril de 2009

Reflexos do novo e do antigo no Malg

O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg) abre as portas de suas salas de exposição a partir de hoje (29) para duas mostras de contrastes: no piso superior, na Sala dos Novos, o artista recém-formado Adrian Nornberg expõe gravuras ambientadas em temas urbanos. No andar térreo, seis décadas de história cobrem as paredes de outras duas salas, na exposição alusiva às comemorações dos 60 anos de fundação da Escola de Belas Artes de Pelotas (EBA). Ambas apresentam bons motivos para serem conferidas.


A cidade ao redor

A psicodelia urbana distorce as linhas retas e rearquiteta a paisagem da cidade no trabalho de Adrian Nornberg, bacharel em gravura formado ano passado no Instituto de Artes e Design da Universiade Federal de Pelotas (IAD/UFPel).

Na exposição Reflexos urbanos ele – que antes de descobrir a gravura preferia a escultura - não esconde a supervalorização da matriz ante ao próprio produto final, numa constante busca por redimensionar as imagens planas. “A gravura tem muito de escultura. Eu começo a fazer os sulcos por um cantinho da madeira, até que as figuras se expandem por todo o espaço”, comenta.
Com foco no processo de “escavação” da madeira, o resultado é um trabalho dualista, composto por reflexos. Frente e verso. Positivo e negativo. Preto e branco.

Mas as cores também aparecem através da técnica chamada “matriz perdida”, que precisa ser repetida o número de vezes correspondente ao número de cores presentes no trabalho.

“A matriz reflete o que eu penso”, diz ele que retrata imagens cheias de solidão, representada por personagens oprimidos – encolhidos ao invés de acolhidos - pelas formas surreais que a cidade assume na correria do dia-a-dia.


Sexagenária

Na exposição comemorativa em alusão aos 60 anos de fundação da Escola de Belas Artes de Pelotas, obras de professores e ex-alunos permitem ao espectador um olhar sobre trabalhos representativos de várias fases dessa trajetória histórica.

A Escola de Belas Artes, fundada em 19 de março de 1949, originou o atual Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas (IAD). No encontro entre o passado e o presente, a instituição e a comunidade, os organizadores esperam cada vez mais fortalecer a identidade desse marco cultural constituído de “belas artes” há seis décadas.

A exposição EBA/IAD 60 anos tem a curadoria da professora Carmen Regina Bauer Diniz.


Prestigie!

O quê: Reflexos urbanos – Gravuras de Adrian Nornberg - e EBA/IAD 60 anos
Onde: no Malg (rua General Osório, 725)
Quando: Reflexos urbanos tem vernissagem hoje (29), na Sala dos Novos, às 19h. Já a exposição do IAD tem abertura marcada para as 18h. A visitação de ambas as mostras pode ser realizada de terça-feira à domingo das 10h às 19h com entrada franca.
A exposição do IAD fica em cartaz até o dia 31 de maio, e a de Adrian Nornberg somente até o próximo dia 18.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Em Futebol sociedade anônima entram em campo estereótipos brasileiros

A paisagem suburbana que aparece na tela é conhecida por aqui: a passarela de pedestres, um dos marcos do Simões Lopes, é um dos principais elementos da locação da nova produção cinematográfica pelotense: Futebol sociedade anônima, uma coprodução da Moviola Filmes com a Plug Produtora.


O curta-metragem foi gravado no final de semana passado no campinho da antiga estação férrea. Duas manhãs bastaram para a captação de todas as cenas que, depois de editadas, irão se transformar em até 15 minutos de imagens sequenciais em movimento.

Da parceria entre as duas produtoras vem o profissionalismo desse novo filme, que ampliou consideravelmente a lista de créditos da Moviola, que antes trabalhava com uma enxuta ficha técnica. “Éramos poucos trabalhando e também com poucos equipamentos. Antes a gente gravava com handcam (câmera de mão). Com o empréstimo das câmeras e da grua, a Plug proporcionou um grande salto de qualidade e cada um da equipe envolvida também pôde se dedicar mais à sua parte”, disse Cíntia Langie, que assina a direção da ficção com o roteirista Rafael Andreazza. “Tem a mão de todo mundo ali”, ressalta Daniela Pinheiro, responsável pela direção de arte e figurinos junto com o artista Gê Fonseca.


O filme foi gravado com câmera digital de 3CCDs em 24 frames - velocidade de película. Para se ter ideia, a câmera utilizada pela Moviola nos filmes anteriores era de 1CCD. “Ainda não é high definition (alta definição), mas foi o filme mais profissional que fizemos até agora”, afirma Cíntia.
Futebol sociedade anônima contou com o patrocínio das empresas Brás Piso e Posto Ikoporã e teve o apoio do Grêmio Esportivo Brasil, da Tribo Serigrafia, da fábrica de biscoitos Zezé e da distribuidora de água H2O.


Irônico e metafórico

Como outras produções da Moviola Filmes (Estacionamento e Katanga's bar, por exemplo), Futebol sociedade anônima tenta driblar os formatos convencionais de se contar histórias no cinema: não possui diálogos, apenas frases soltas como viés da narrativa.

“Fazer uma sinopse desse filme tiraria um pouco o sentido dele”, adianta-se a diretora, que ainda assim tenta resumir a proposta do roteirista. “Não é uma história sobre futebol, é uma história sobre uma galera que se junta ‘pra’ jogar bola”, começa ela a explicar a “jogada” do curta que coloca em cena a sociedade brasileira enquadrada entre quatro linhas e duas goleiras de um campinho de futebol de várzea.

Permeado pela ironia, o filme retrata vários perfis psicossociais dos jogadores, de acordo como cada um deles enxerga o jogo, quer dizer, a vida.


O “bola 8” - uma analogia que sai dos campos de futebol para a mesa de sinuca - é um dos personagens dessa trama e representa um juiz literalmente “perdido em campo”. “Ele é uma espécie de autoridade sem autoridade, que desconhece o seu papel nesse jogo”, argumenta Cíntia.
Enquanto a pelada se desenrola no campinho, duas senhoras - dona Quiterinha e dona Zuleica, interpretadas pela cantora Soninha Porto e pelo ator Lóri Nelson - assistem a tudo de um sofá, na linha lateral, e na estação apenas um passageiro ainda espera pelo trem.

No elenco estão também Vítor Azubel, Márcio Mello, Leonardo Dias e Flávio Dornelles, entre outros.

A edição do curta deve ser concluída em maio, mas o filme ainda não tem data prevista para ser exibido aqui. Antes deverá entrar na programação de eventos fora do circuito local. “Vamos tentar inscrever o curta em alguns festivais, mas depois com certeza vamos marcar um evento aberto à comunidade ‘pra’ mostrar esse trabalho”, anuncia Cíntia.

Na semana que vem deve ir ao ar no blog da Moviola o primeiro teaser do filme. Para conferir acesse moviolafilmes.blogspot.com.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 28 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ela está de volta...


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Flor (Crescimento)


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terça-feira, 31 de março de 2009

Clipe da Soul


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terça-feira, 24 de março de 2009

Nos acordes do folclore

Foi por acaso, convidado a substituir a cantora Danieli Rosa em uma apresentação, que o cantor e compositor Fabrício Marques firmou uma parceria com o grupo pelotense de danças folclóricas Abambaé. Deu certo, e a música folclórica do Rio Grande do Sul parece ter conquistado, definitivamente, mais um adepto e divulgador.

Para selar a amizade entre o músico e a companhia, bailarinos fizeram uma participação no show de lançamento do CD, ocorrido no sábado durante a 7ª Bailanta Gaúcho e Prenda. E, depois de viajar para o Chile com o grupo de dança para participar do 19º Encuentro de Folclore Latinoamericano, na cidade de Antofagasta, o músico nativista já pensa em incrementar com mais afinco seu repertório com zambas e chacareras.

O projeto de um novo disco não foi sequer elaborado, mas duas músicas estão previamente selecionadas por ele: a zamba chamada Antes que se rompa el Alba, sua primeira composição em espanhol, feita com Paulo Timm e Martín César Gonçalves, vencedora do 3º lugar na 9ª edição do Cirio e a chacarera Das lições de um puro cerno, composta com Nelson Souza, que valeu o 2º lugar na 3ª Capela da Canção Nativa, em Amaral Ferrador.

Estudante de Agronomia, Marques descobriu-se músico em rodas de amigos. Começou a levar a sério, teve aulas de técnica vocal com Joca Martins e Robledo Martins. As oportunidades trataram de fazer com que o canto virasse profissão, e lá se vão dez anos desde a primeira participação em um festival nativista.

De vários prêmios conquistados, um dos mais almejados veio justamente quando estava ausente: o de melhor letra na 5ª Galponeira de Bagé, com a composição Frio de maio, em parceria com Fábio Maciel e Juliano Moreno. De quebra, a música ainda levou o 1º lugar. “Eu não estava no palco nesse festival, mas o troféu está lá, na estante.”

No segundo CD, Meu fundamento, lançado em maio de 2008, os ritmos são variados: milongas, rancheiras, chamarritas, polcas, chamamés e mazurcas fazem parte do repertório. Nascido em Pelotas e criado no interior de Canguçu, o cantor e compositor só faz questão de não variar o tema da poesia: a vida campeira. “Sigo uma tendência natural”, diz ele, que cresceu na zona rural ouvindo o avô tocar gaita e não renega essa identificação cultural da infância.


Bagagem

“Mais que um choque, é uma soma de culturas”, diz ele, ao comentar o intercâmbio vivido durante a viagem ao Chile. “Pelo que se viu no festival as culturas do Chile, Bolívia, Colômbia e Equador são muito semelhantes. Mudam os figurinos mas parece que sempre é a mesma dança, a mesma música”, conta o músico que, como era de se esperar, se identificou mais com a cultura presenciada durante a estada na Argentina, parada de quatro dias na viagem de volta.

"Temos nuances musicais que nos remetem à mesma origem. A diferença é que aqui o folclore ainda é muito ligado à pilcha, como se o gaúcho incorporasse um personagem para se unir à tribo dos chamados ‘gaudérios’, e lá isso é vivido por toda a população, em toda parte, independentemente das vestimentas”, conta, admirado com o fato de que em terras argentinas basta se tocar um bumbo leguero, na esquina, no mercado, onde for, para que as pessoas comecem a bater palmas e a dançar ao som de um dos ritmos mais tradicionais da cultura hermana.


Confira

O CD Meu fundamento é vendido com exclusividade na Studio CDs e tem o patrocínio da loja Gaúcho e Prenda, do Casario Imóveis e do Comercial Reponte. O disco conta com as participações dos músicos Fabiano Bachieri e Raineri Spohr.

No próximo sábado, dia 28, Fabrício Marques se apresenta em um evento promovido pelo Dnit que faz parte do projeto de duplicação da BR-392, no Povo Novo. Enquanto isso, o grupo Abambaé tenta arrumar fundos para confirmar a participação em um festival na Hungria. O músico ainda aguarda também os resultados de triagens de festivais que devem fazer parte da sua agenda neste primeiro semestre. A participação na 4ª Nevada da Canção Nativa, de 17 a 19 de abril, no município de São Joaquim (Santa Catarina) está confirmada.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 23 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Palavras em flor

A Ana é doce. Quem foi ao Instituto João Simões Lopes Neto na quinta-feira passada assistí-la plantar a semente de seu novo CD não duvida. Ana Mascarenhas subiu ao palco para mostrar ao público suas novas canções, com sinceridade, candura na voz e poesia. Poesia!

Na instigante composição de sombras projetadas na parede a plateia assistiu – ao som dos belos arranjos de Egbert Parada e Silvério Barcellos – ao nascimento não apenas de uma, mas de duas iniciativas que surgem para abrilhantar a cena cultural pelotense na temporada 2009. Apesar dos pesares (falta de incentivos, por exemplo), a safra cultural promete bons frutos graças à criatividade de quem vive de fazer arte.

Para Ana Mascarenhas, o show Plantio foi apenas o primeiro de uma série de quatro pré-lançamentos que levarão à “Colheita”, o show de estreia do álbum Flor Palavra, que deve ficar pronto em dezembro.

Para a comunidade pelotense, a apresentação marcou também o início do projeto Música na Casa do Capitão, que abre mais um espaço para a apreciação do trabalho de músicos daqui, esse no Instituto João Simões Lopes Neto. O projeto, aliás, teve boa plateia (um auditório quase cheinho) na estreia, mas conta com a presença do público também para o sucesso das próximas edições, ainda sem data marcada.

Além de algumas canções conhecidas de seu repertório próprio, Ana Mascarenhas apresentou quatro músicas inéditas do álbum em composição. As meigas, alegres, tristes e românticas Flor Palavra, Outro Norte, Lua de amor e alma e Mãe das águas, todas encharcadas de uma poética peculiar da doce Ana, em letras que exaltam o amor e natureza. Ela, que recusa-se a assumir-se instrumentista, até tocou violão – incentivada pelos músicos com quem dividia o palco – enquanto cantava o refrão que dizia mais ou menos assim: “vou dizer pra Iemanjá que eu tenho medo do mar”. Mas Ana tem mesmo medo de quê? Mesmo com a voz trêmula em alguns momentos, natural para quem estava visivelmente emocionada, Ana mostrou que não tem medo de cantar. De repente a voz doce virou vozeirão e a gente ouviu, com muito prazer, a interpretação de Eu sei que vou te amar, de Tom Jobim. Foi de arrepiar.

Para completar a atmosfera do show, o charme e a originalidade dos detalhes do projeto Flor Palavra, que leva a assinatura da produtora cultural Mãos à Obra, também são dignos de nota: nas poltronas, à espera de cada espectador, um saquinho, uma porção de sementes (de crisântemos azuis?) e uma poesia. Um pequeno mimo para uma bela recepção.

O artista visual Chico Maximila estava lá, captando imagens que irão se transformar em sabe-se-lá-o-quê no final desse projeto em gestação. O público, certamente vai esperar para ver isso e tudo o mais que vai florescer desse plantio.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 23 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

Flor Palavra


O tempo estanca feridas | O tempo inventa medidas | O tempo te leva pra longe | Talvez até pra nunca mais | O tempo te guarda aqui dentro | O tempo te esconde de mim | O tempo te esconde pra vida | O tempo te trouxe pra mim | De braços dados com o tempo | Teu silêncio viaja | E no silêncio do tempo | Palavras envelhecem | E outra vez o silêncio | Vem dançar perto de mim | E eu que só danço com o tempo | Afasto o silêncio de mim | Te encontro através do tempo | O tempo te mostra pra mim | O tempo escondeu as feridas | E o silêncio estancou o fim | Sentimentos não são estanques | Pessoas são como jardins | E no jardim do meu tempo | Cresce em silêncio uma flor | Uma flor que não se esconde | Uma flor que quer a luz | Essa flor virou palavra | Virou palavra em mim ||

(Ana Mascarenhas)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Palavras à flor da poesia

A inspiração brotou de um buquê de crisântemos azuis. Era o fim de um relacionamento e o começo de uma fase criativa que promete muitas flores e frutos nas próximas estações. Nos ensaios, na casa em obras, Ana Mascarenhas cultiva em música o jardim que ainda não tem. Para a cantora, é chegada a hora de semear.


O caminho é longo até o período da safra, mas Ana Mascarenhas não tem pressa. A espera é parte da experiência de quem faz questão de dar “tempo ao tempo” e vai muito além dos 30 versos de Flor palavra. Não por acaso de uma forte relação conceitual, em 14 deles aparece a palavra tempo.

A poesia, escrita em 2005, é o ponto de partida para a mais nova investida da cantora pelotense. O projeto, em gestação, esbanja charme e originalidade. Irá crescer em partes que acompanham as fases de desenvolvimento dos crisântemos: o Plantio em março, o Crescimento em junho, a Inflorescência em agosto e a Iniciação em outubro são os preâmbulos da Colheita, que ocorre em dezembro. Passando por épocas frias e quentes, cada apresentação terá novas músicas, arranjos, músicos, elementos de luz e cenário... ao final a síntese de tudo isso será materializada em um CD, o terceiro de Ana Mascarenhas depois de Paradouro (2003) e Depois de julho (2005).

“A cada trabalho pronto sempre ficam algumas coisas em aberto que imediatamente eu vou projetando para o próximo. Acho que esse vai ser o meu disco mais completo, porque vai ser construído aos poucos, de uma forma diferente dos outros”, diz a cantora, que se demonstra hábil em “pôr para fora” os desabafos de um relacionamento acabado com romantismo e sem rancor.

Ao poetizar sobre as coisas do dia-a-dia, a compositora percebe o quanto este trabalho em especial já afetou seu cotidiano. “Apesar de estar sendo plantado, dentro de mim ele fecha um ciclo”, diz ela, que revela não ter muitos rituais no processo de criação. “Às vezes me vem um verso, depois quando eu volto para ver o que escrevi penso na melodia e pego o violão.”

Mais madura artística e pessoalmente, Ana Mascarenhas fala com a tranquilidade de quem consegue se afirmar sem impor o tom de voz. “Quando eu gravei o primeiro disco tive coragem de botar minhas coisas na rua, mas me sentia engatinhando. Agora a sensação que eu tenho é que daqui para frente não paro mais”, diz com o entusiasmo. “Pode ser que depois deste o próximo trabalho seja outro disco ou um livro de poesias... Não sei o que virá, só sei que virá.”


Letra, flores e melodia
Em Flor palavra, o lado mais terno e afetuoso da compositora já começa a aflorar nas poesias. As melodias vão se desenhando pelo som da MPB - que costuma cair tão bem ao tom de voz de Ana - com influências mil de ritmos como candomble, milonga, chamamé e samba, que vão mesclando-se naturalmente nos arranjos criados por Silvério Barcellos e Egbert Parada, com quem Ana Mascarenhas reafirma neste terceiro disco uma parceria que já completa dez anos.

Charango, cavaquinho, pandeiro e bateria farão parte das composições instrumentais, que terão ênfase no diálogo entre violões de vários timbres como o violão de aço e o de sete cordas.

Ao longo do desenvolvimento de Flor palavra, outros músicos estão cotados para integrar o projeto. Fabrício Moura e Gil Soares - que assina com Egbert Parada a direção musical do álbum - estão entre os confirmados.

A cantora e compositora, que resiste a assumir o título de instrumentista também, tocará violão na música Mãe das águas, com o acompanhamento de percussionistas.

O produtor cultural Igor Simões é o responsável pela direção artística dos shows, que terão participações especiais da bailarina Janaína Jorge e do artista visual Chico Maximila. Os dois serão possivelmente os responsáveis pelas principais surpresas que poderão surgir ao longo do desenvolvimento do projeto. “Não sabemos exatamente o que eles irão fazer”, diz a cantora. A proposta é que cada um deles crie algo, cada qual em sua própria linguagem artística, inspirado em Flor palavra, lançando assim novos olhares ao trabalho.


O plantio

O primeiro dos quatro pré-lançamentos de Flor palavra, que ocorre amanhã (dia 19, quinta-feira), inaugura também a série de apresentações musicais no Instituto João Simões Lopes Neto, do projeto Música na Casa do Capitão.

Em Plantio, Ana irá apresentar as primeiras quatro canções do novo álbum. Além da faixa-título Flor palavra, o repertório terá Outro norte, Lua de amor e alma e Mãe das águas, esta última já gravada pela cantora Giamarê.

O segundo show da sequência, Crescimento, já tem data: 10 de junho. Falta saber em qual jardim ele irá florescer.


Em busca de adubo e luz

A elaborada estética de Flor palavra vai além da pura temática do CD. A metáfora do cultivo se estende por todo o projeto: os parceiros - a Universidade Católica de Pelotas e o salão Cabelo e Cia - que incentivam a iniciativa através da prestação de serviços, são o jardim. As empresas apoiadoras - Transporte Santa Maria e Posto Cidadão Capaz - são o adubo. Os patrocinadores são a luz, que ainda falta para essa planta germinar.

Além destas, há ainda outra forma de contribuir concretamente para o sucesso da “colheita”, através de uma ideia criada para captar recursos antecipadamente ao final da produção. Como no pré-lançamento do primeiro CD da cantora, quando foram vendidos “Kits Paradouro”, a partir do segundo show de Flor palavra estarão à disposição do público “sementeiros” que incluem uma camiseta do álbum, duas canções inéditas gravadas em mp3, sementes de flores, terra e água, além de um vale para ser trocado por CD quando o disco ficar pronto. O valor do mimo ainda não foi estipulado.


Prestigie

O quê: show Plantio - Flor palavra, de Ana Mascarenhas, na primeira edição do projeto Música na Casa do Capitão Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)
Quando: amanhã, dia 19, às 20h30min
Quanto: ingressos antecipados estão à venda no Posto Cidadão Capaz (rua Félix Cunha, 553) ao valor de R$ 10,00
Contato: para informações sobre o show e sobre como apoiar o projeto entre em contato com a produtora cultural Mãos à Obra pelo telefone 3227-2538.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 18 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Luciano Maia no Sete

Hoje, a partir das 18h30min, Luciano Maia se apresenta no Theatro Sete de Abril. A entrada é franca.
Terça-feira que vem tem mais Sete ao Entardecer.


Abre a gaita gaiteiro! Foi da voz de comando vinda do pai que um piazito de Pelotas se fez acordeonista e hoje, dia 17 de março, retorna à cidade para apresentar-se no palco do Theatro Sete de Abril. Luciano Maia cruzou o pampa, fincou garrão e por onde o sul o carregue, seu nome e seu talento ficam marcados.

O destino do guri, que preferiu dançar em invernada do que ser escoteiro, foi marcado aos nove anos quando foi apresentado à sua primeira gaita ou melhor, à de seu pai. Já com o seu instrumento próprio o jovem passou a frequentar festivais nativistas e aos 13 impressionava o público espalhando talento por onde passava. Autodidata, foi com o material do pai que o acordeonista aprimorou-se (prática que realiza até hoje). O jovem ainda contou com os ensinamentos da professora Amélia Cruz, a dama do bandônion.

A fama chamou a atenção de outro talento nativista. Joca Martins precisava de um gaiteiro para dar os acordes em seus shows. Pronto. Estava formada a parceria que projetou os músicos além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Foi o intérprete que apresentou Maia aos discos do músico argentino Rualito Barbosa, que veio a ser sua mais importante influência musical. "Ouço os discos dele desde 1993 e somente 16 anos depois, durante um encontro em Corriente, eu o conheci", relatou. Outro encontro em São Luiz Gonzaga e Luciano Maia é convidado pelo músico a dividir o palco em Porto Alegre.

As influências e o tempo só deram a Maia a possibilidade de transformar canções em clássicos sem perder a qualidade. No palco, só ou acompanhado, é capaz de transmitir a mensagem da música pelas expressões. "Eu busco interpretar o que eu toco. É assim que me comunico com meu público", admitiu ao assumir que é tímido.

E o que ele toca é música de raiz. É o folclore. Milonga, chamamé, chacarera, polca e outro ritmos que ao longo dos festivais foram aguçando os ouvidos do instrumentista. A experiência faz com que Maia transite pelos ritmos dando toques especiais, como a improvisação. "É como o jazz. Temos a liberdade de expressar a nossa música", justificou.

Também produtor musical, compositor e arranjador Maia empresta seu talento a músicos de renome como Luiz Carlos Borges, Bebeto Alves, Gilberto Monteiro, Gaúcho da Fronteira, Luís Marenco, Lucio Yanel, Neto Fagundes, Elton Saldanha, César Oliveira e Rogério Melo.

Na concepção do jovem acordeonista de apenas 28 anos, a música instrumental é forte e muito bem conceituada no Brasil de muitas culturas. Tanto que Maia espera a confirmação de uma possível turnê pelo Brasil em que ele e o músico Alexandre Kremer são apresentados por nada menos que os mestres Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon e Renato Borguetti.


Um novo trabalho

Neste show Luciano Maia fará um apanhando da sua trajetória, passando por músicas como: Pra onde o sul nos carregue, Fincando o garrão e Cruzando a pampa tema que inspirou o nome do seu quarto CD de carreira e que lhe rendeu o prêmio Açorianos de Música como melhor disco regional do ano. No palco, os músicos João Marcos Negrinho Martins (violão) e Jucá de Leon (percussão) farão o acompanhamento. Para este semestre, o músico pretende lançar seu 5º CD com uma releitura de todas suas composições, antes de iniciar o projeto de um álbum com canções inéditas.


Um show especial


Há quase dez anos longe da terra natal, o show de hoje no Theatro Sete de Abril tem motivos especiais. Além de reunir a família e os amigos, a noite marca os dez anos do lançamento de seu 1º CD, Sonho novo, no mesmo palco que ele estará hoje. A noite ainda vai reservar homenagens a sua mulher Thais que espera o primeiro filho do casal.


Texto: Cíntia Piegas | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 17 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

Flor Palavra


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quinta-feira, 12 de março de 2009

Além de doce, teatro

Luz e som instalados. Público garantido. Atores concentrados. Basta descerrar as cortinas. O cenário é favorável à classe artística, sempre em busca de espaços alternativos para apresentar suas produções. Em 2009, a Feira Nacional do Doce (Fenadoce) se transformará, também, em palco à 1ª Mostra de Teatro que levará o nome do maior evento de Pelotas. Os grupos interessados, de toda a região, já podem se candidatar.

O regulamento está em fase de conclusão, mas os pontos principais estão decididos. Serão duas categorias: escolar e profissional. O número de vagas ainda não está fechado; dependerá da possibilidade de realizar ou não duas sessões por dia, durante todo o período da Fenadoce, de 3 a 21 de junho. O certo é que o auditório do Centro de Eventos irá abrigar a Mostra que já entusiasma os grupos locais.

“É histórico em Pelotas, os festivais e mostras sempre motivaram os grupos, seja para ressurgirem ou se manterem”, comenta o diretor de teatro do Círculo Operário Pelotense (COP), Alexandre Santo, com 17 anos de vivências ligadas aos palcos. “O teatro é algo muito importante, principalmente dentro das escolas, pois dá aos alunos uma compreensão inclusive de vida e do trabalho em equipe”, acrescenta.


A seleção

O nome diz bem: é uma mostra de teatro, não um festival. Não há um caráter competitivo. Uma análise técnica - a cargo de uma comissão a ser constituída - no entanto, deverá indicar quais os dois grupos terão presença confirmada na 18ª Fenadoce, assim como reexibirão a peça ou o esquete no Theatro Sete de Abril ainda este ano, em espetáculo com ingresso acessível: a entrada será um quilo de alimento não-perecível.

Texto, interpretação, luz, figurino, cenário e coerência na sonoplastia são alguns dos critérios que irão nortear os olhares de quem acompanhará todas as performances, de cada uma das duas categorias, até apontar quem terá o privilégio de ultrapassar as coxias do centenário Sete de Abril.

Na hora de decidir quais os grupos que integrarão a Mostra, o currículo também terá peso, mas o contato direto com os atores, em ensaio, será um contrabalanço. Ao invés de encaminharem cópia do trabalho em fita ou DVD, como costumeiramente ocorre neste tipo de evento, os artistas terão a chance de apresentá-lo ao vivo à comissão. “A proposta, de nenhuma forma, é de censura e sim de favorecimento, já que as condições técnicas desses vídeos nem sempre revelam a verdade sobre os espetáculos”, explica Santo, que também compõe a comissão organizadora da Mostra. “Será uma oportunidade de se conversar com o elenco e o diretor poderá vender seu peixe”, descontrai.

Em 2008, 326 mil pessoas prestigiaram a Fenadoce. Agora, a ideia, é que a 1ª Mostra de Teatro também possa ajudar a movimentar as bilheterias. O ingresso é o mesmo. Quem entrar na Feira, terá direito a assistir às produções. A proposta, além de holofote à classe artística, todavia, é tanto de apresentar mais um atrativo a quem já estaria nos pavilhões do Centro de Eventos, como também levar até lá um público que ao invés de farejar as iguarias artesanais, vai em busca de um outro de tipo de arte.

O coordenador do curso de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Adriano Moraes, festeja a iniciativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e torce para a Mostra marcar o início de uma parceria que dê ao teatro a importância que merece; status que os doces já conquistaram. “Temos tradição e história enquanto realização estética, mas é fundamental que também se verifique e se fale na dimensão desse mercado, em como estão os grupos de teatro.”
Produção, apoios, deficiências... A ideia é que o evento se transforme em intercâmbio, em troca de experiências. Em balcão de negócios sobre o que é possível fazer e evoluir, juntos. “É um espaço importante ao teatro profissional na cidade”, enfatiza Moraes.


A diversidade cultural na Feira

1 - Mostra de Teatro: os grupos interessados em participar podem procurar Maura, pelo telefone do Centro de Eventos Fenadoce 3271-0002. Receberão a ficha de inscrição por e-mail e deverão combinar dia e horário para visita ao ensaio. Os espetáculos podem ter no máximo uma hora de duração.

2 - 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas: o Cine Grandes Curtas, organizado pela Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel) - deve receber cerca de 400 curtas-metragens em 19 dias. Todos os filmes inscritos, de acordo com o regulamento, serão exibidos e poderão ser premiados em 13 categorias decididas por júri técnico e júri popular. Os vencedores farão parte de um DVD distribuído nacionalmente, também com entrevistas, making off e bastidores do festival. Mais informações sobre o 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas, regulamento e inscrições pelo telefone 3228-9339 ou no site www.cinepel.com.br.

3 - 1º Festival de música: o regulamento ainda está em fase de elaboração. A abrangência será nacional, adianta a diretora da CDL e membro da Comissão de Eventos Culturais, Márcia Casarin. “Queremos que esses eventos possam ser os primeiros de muitos, para qualificar ainda mais a Fenadoce.”


Texto: Michele Ferreira | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 12 de março de 2009

Tigra


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quarta-feira, 11 de março de 2009

A produção independente no centro das atenções

A divulgação na Internet, algumas iniciativas promissoras aqui e ali, talento e boa vontade são ingredientes que aos poucos vêm contribuindo para movimentar o cenário cultural na cidade. Apesar disso, em tempos de crise e na falta de uma Lei de Incentivo (LIC) associada a um plano de ação abrangente que contemple os diferentes setores envolvidos, Pelotas ainda espera pelo seu novo grande momento da cultura.


É para botar mais lenha nessa fogueira que artistas, produtores culturais e estudantes estão juntos na organização do 1º Seminário de Produção Cultural Independente em Pelotas, que ocorre hoje (11 de março) à tarde no Campus II com o apoio do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

Os debates começam com apresentações de algumas iniciativas bem-sucedidas locais e no âmbito estadual e seguem até a discussão sobre o projeto da LIC Municipal. A produtora de cinema pelotense Moviola vai falar dos bastidores da criação audiovisual por aqui, tendo como exemplo o documentário produzido para a banda, também referência na produção independente, Pimenta Buena. Já a Rádio Com vai mostrar o exemplo do Arte Daqui, experiência que já rendeu três edições com a gravação de CDs que reúnem músicas de diversos artistas locais.

Outro painel vai tratar ainda da articulação considerada possível e necessária para fomentar a cultura de forma organizada, entre promotores culturais, artistas, empresas e o terceiro setor. Além de empresários, estarão presentes representantes da ONG Amiz - Casa Brasil, responsável pela execução do projeto de construção de um estúdio no loteamento Dunas.


Exemplo de fora

Para completar a Banda Pública, de Porto Alegre, traz um olhar de quem vem “de fora”. O grupo criado em 2001 acaba de lançar seu segundo CD - Como num filme sem fim - que acompanha um DVD - Casa da esquina 23 - e já coleciona excelentes comentários da crítica especializada. Do primeiro CD, a música Long plays, registrada também em videoclipe, ainda rendeu à Pública uma indicação ao VMB 2007, na categoria Aposta MTV. Isso sem contar as mais de 80 mil visitas nos vídeos da banda disponíveis no You Tube e um volume igualmente numeroso de downloads no site oficial (www.publicaoficial.com).


A banda reúne diversas influências e transita com facilidade entre o rock britânico e o rock underground americano em melodias que inspiram personalidade na combinação de guitarras e piano. Para Tiago Munhoz, à frente da organização do evento com Valdir Robe Júnior, a Pública é um dos exemplos que mais combinam com a ideia de promover a autogestão das bandas e investir no cenário independente.

Apesar do sucesso, para o vocalista da Pública Pedro Metz a principal barreira que emperra o mercado fonográfico ainda é cultural. “As pessoas não têm o hábito de consumir música independente. Volta e meia alguma banda com talento e muito trabalho consegue superar isso, mas ainda é exceção. Falta abertura para coisas novas”, analisa. Aos 30 anos ele dá uma demonstração de maturidade ao afirmar que não está preocupado com rótulos: “Eu prefiro usar o termo ‘alternativo’ do que ‘independente’, porque ninguém é independente mesmo. Mas não importa se me chamam de pop ou de qualquer outra coisa - mesmo sabendo que a minha realidade ainda é de músico underground e que financeiramente eu tô muito distante do patamar das bandas comerciais - desde que o meu trabalho seja avaliado como ele é”, afirma. “Até na música pop pode se achar qualidade”, opina Metz, deixando de lado o preconceito. “Assim como muitos artistas se dizem ‘alternativos’ para camuflar a deficiência de talento e justificar o fracasso.”


Outra atrações

Além da Pública, que depois do seminário fará a principal apresentação da noite no palco do João Gilberto, as bandas The Raves e Canastra Suja (a primeira abrindo e a segunda fechando o show) completam a lista de atrações na festa de encerramento do evento.

Formada em 2006 e com um CD demo lançado em 2007, a Canastra Suja já alcança públicos fora de Pelotas fazendo shows em Porto Alegre e Santa Maria. “A Internet dá uma baita força pra divulgação. Gravar é um processo simples, aqui a gente até tem tudo nas mãos. O problema é sair”, avalia o vocalista Alex Vaz.

Matheus da Costa, vocalista da The Raves, concorda. A banda está em atividade, “pra valer”, desde 2007. Ano passado lançou o CD Invisible sights of a new place. “A gente não faz música pra ganhar dinheiro, mas gastamos um monte pra concretizar a ideia”, fala ele sobre a dificuldade de conseguir apoio e a necessidade de apelar para os “patrocínios caseiros”, de parentes e conhecidos dos integrantes da banda.


Confira a programação

1º Painel - As produções culturais independentes e algumas “referências”
Participações do Coletivo de Cinema Moviola, Rádio Com - autora do projeto Arte Daqui - e integrantes da Banda Pública

2º Painel - Cultura, empresas e terceiro setor - uma relação possível e necessária
Participações de representantes da ONG Amiz - Casa Brasil e do Posto Cidadão Capaz

3º Painel - Debate sobre a Lei Municipal de Incentivo à Cultura
Participações dos produtores culturais Alessandra Ferreira e Igor Simões como debatedores e do presidente do Conselho Municipal de Cultura Henrique Pires como mediador.


Outras informações

O 1º Seminário de Produção Cultural Independente em Pelotas ocorre hoje, a partir das 15h no Espaço Multiuso do Campus II da UCPel (rua Almirante Barroso entre 3 de Maio e Gomes Carneiro). Cada painel terá a duração de aproximadamente uma hora. A entrada é franca.


Não perca também

O quê:
show de encerramento do 1º Seminário de Produção Cultural Independente em Pelotas com as bandas Pública (Porto Alegre), The Raves e Canastra Suja
Quando: hoje (11), a partir das 22h
Onde: no Bar e Champanharia João Gilberto (rua Gonçalves Chaves, 430)
Quanto: antecipados a R$ 10,00 no bar Papuera, no posto Cidadão Capaz e no bar João Gilberto


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Daniel Lacet e Tinico Rosa / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 11 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Garage


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Hoje tem...

Na estreia da temporada 2009 do projeto Sete ao Entardecer tem show da banda Soul da Silva.


Em março, a programação segue assim:
Dia 17 - Luciano Maia (instrumental regional)
Dia 24 - Beto Porto (MPB)
Dia 31 - Reggae da Luta (reggae)

O Sete ao Entardecer segue até dezembro com 37 edições, sempre às terças-feiras, a partir das 18h30min no Theatro Sete de Abril. A entrada é franca.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A MPB vestida de jazz

Botekria apresenta neste sábado o músico Gilberto Oliveira

O espaço é pequeno e aconchegante, em cores quentes e cheio de charme. Tem jeito de boteco. Tem nome: botekria - assim mesmo, com letra minúscula. Há um ano, o pub faz sucesso e atrai um público diversificado na Zona Norte.

“Por ser meio deslocado do centro a gente atende principalmente quem mora aqui perto, mas temos clientes da cidade toda”, diz uma das proprietárias Luciana Marczykowski, que destaca a mordomia de ter um ponto de táxi 24h na porta do bar como um dos fatores que mais agrada a clientela.


O estilo, as peças da decoração, o colorido do ambiente foram concebidos por Luciana e pela sócia Martane Ribeiro, que oferecem na casa um cardápio variado de petiscos e bebidas. Um dos pratos mais pedidos é o picadinho colonial, combinação apetitosa de linguiça da colônia, queijo, pepino, pão e farofa. “E tem também o bolinho de bacalhau que é uma delícia!”, faz questão de lembrar a cantora e produtora cultural Ana Mascarenhas, que aos sábados vai agitar a botekria com atrações sofisticadas.

“A proposta é contemplar músicos com um repertório menos comercial e que justamente por isso não tem muito espaço para tocar em outros bares”, explica. Com vários nomes em mente, especialmente da música instrumental, Ana divulga apenas o primeiro deles que já está confirmado e que inaugura a programação especial do pub amanhã (sábado, dia 7) à noite: com um repertório de Música Popular Brasileira em releituras inconfundíveis, quem anima a noite é Gilberto Oliveira. “Ele é um instrumentista espetacular e tem uma inegável veia jazzística”, elogia a produtora.

Ecletismo e personalidade

O rio-grandino Gilberto Oliveira transita com naturalidade por diferentes estilos e gêneros musicais. Já passou por escolas de samba do Carnaval de Porto Alegre, pela música instrumental de raíz afro, como durante sua participação no projeto Cabobú com Djalma Corrêa e o mestre Giba Giba. Mas, uma de suas vocações mais marcantes é o jazz. Em 1994 foi convidado a participar do 15º Free Jazz, em Montreal, no Canadá. Desde 2005, participa do projeto Conexão Jazz pelo qual já dividiu o palco com nomes como a americana Jane Blackstone, o pianista Verner Vana, Sandy Sasso, Cliff Korman e vários outros. Recentemente atuou ao lado do cantor e pianista brasileiro radicado em Roma Jim Porto.

“Quando me proponho a ‘fazer noite’ é difícil definir uma temática”, diz ele, que aposta em um repertório eclético para agradar a um público diversificado, com canções de compositores como Filó Machado, Gilberto Gil, João Bosco e Patmetheny. “As influências são muitas, mas a minha essência é mesmo brasileira”, afirma.

Guitarrista, violonista, baixista, compositor e arranjador, Gilberto costuma ser bastante requisitado nos palcos e estúdios. Professor de música, além de se apresentar em bares, teatros e festivais trabalha com artistas como Enzo e Rodrigo, Daniel Torres e com a cantora Loma.

O currículo é extenso. Depois de inúmeras participações em álbuns coletivos, Gilberto pretende lançar em breve seu primeiro álbum solo - Cordas pra que te quero - instrumental e totalmente autoral. O trabalho está pronto mas ainda não tem data para ser apresentado ao público. Enquanto espera a melhor oportunidade, Gilberto se prepara para voltar a estúdio, semana que vem, para dar início às gravações do segundo CD, também autoral, em voz e violão.

“Eu já tive oportunidade para tocar pra 30, 40 mil pessoas, um Gigantinho lotado. Mas nesses lugares muito cheios, acaba que poucas pessoas te ouvem, realmente. Prefiro tocar em lugares pequenos porque isso cria uma cumplicidade entre o músico e as pessoas que estão ali naquele momento em busca de uma boa noite.”

Outras atrações

A botekria abre de terça a sexta-feira a partir das 18h e aos sábados somente para eventos ou shows especiais, como este. Além da área do bar, a botekria coloca à disposição dos clientes uma churrasqueira para uso em festas particulares. De terça a quinta o couvert artístico é fixo: R$ 2,00.

Às terças Dija Vaz e convidados fazem a festa, intercalando rodas de samba (duas vezes por mês) e apresentações de voz e violão. Às quartas é a vez de Júnior Noble e às quintas Sandro Martins. Às sextas os músicos da casa dão lugar a atrações variadas.

Hoje, a partir das 22h, o músico e compositor pelotense Beto Porto é quem faz a festa. Com mais de 20 anos de carreira dedicados a interpretações de composições próprias e também à criação instrumental, Beto irá apresentar um repertório de samba, MPB e Bossa Nova com músicas de Chico Burque, Rita Lee, João Bosco, Djavan, Tom Jobim e Zeca Baleiro.


Prestigie

O quê:
show com Gilberto Oliveira
Quando: sábado, dia 7 de março, pós 22h
Onde: na botekria (rua Pinto Martins, 549, entre Osório de Andrade Neves)
Quanto: R$ 5,00
Contato: o telefone para reservas de mesas e contato para aluguel do espaço é 3225-9471


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 6 de março de 2009