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terça-feira, 12 de maio de 2009

Os livros e os autores pelotenses

Academia Pelotense de Letras promove de hoje até quarta-feira mostra de títulos e conferências em mais um Salão do livro do autor pelotense

O convite vem em letras rebuscadas: com muita pompa, a Academia Pelotense de Letras (APelL) abre hoje, às 16h, a programação do Salão do Livro do Autor Pelotense. O evento chega este ano à sua oitava edição e só deixou de ser realizado em 2008 porque a instituição ocupava-se da empreitada de erguer um pórtico de colunas gregas em frente à sua sede, no parque Dom Antônio Zattera.

Entre aprovações e rejeições, o projeto segue tramitando na Prefeitura e segundo a presidente da Academia, Zênia de León, já conta com o aval do prefeito Fetter Júnior. Enquanto a construção não sai do papel, a Academia volta-se novamente para seu objetivo de difusão cultural.

Em três dias, o Salão terá sete conferências e uma exposição de mais de 200 títulos de autores pelotenses, desde os contemporâneos até os que produziram no passado uma literatura local escrita “com letras maiúsculas”, como João Simões Lopes Neto. “Teremos muitos livros, mas o acervo que reunimos não chega a 10% daquilo que se tem escrito. Muita coisa ainda ficou de fora”, diz Zênia, que destacou a importância do evento para “abrir portas” para os novos escritores.

O objetivo do Salão, como deixa claro o acadêmico e conferencista Jorge Moraes, não é vender livros, e sim propalar a produção literária pelotense.

A conferência de abertura será proferida pelo escritor e historiador Mário Mattos, do Núcleo de Estudos Simonianos, que irá discorrer sobre um dos principais contos de seu autor preferido: Trezentas Onças.

No encerramento, sexta-feira, a APelL apresenta o professor, ex-ministro do Supremo Tribunal do Trabalho, escritor e poeta Mozart Victor Russomano, que falará sobre uma personalidade da história de Pelotas pouco conhecida, o historiador Alfredo Ferreira Rodrigues.


Expressões modernas

Quem for assistir às palestras, não ficará “a ver navios”, como promete Jorge Moraes, professor de Língua Portuguesa, escritor e radialista que profere a terceira e última palestra de amanhã no Salão do Livro.

O uso da expressão “a ver navios” não é por acaso: Moraes tratará justamente do tema do primeiro volume de seu livro Tópicos Linguísticos, que já tem continuação em fase de produção. Colecionador de expressões curiosas, o professor apresenta nessa obra a análise de mais de 40 “coisas que as pessoas dizem” que, ao contrário de “a ver navios”, não possuem qualquer fundamento histórico ou lógica mas são usadas indiscriminadamente no meio de conversas, ditas “da boca pra fora”.

Algumas relíquias revelam, com muito bom humor, até mesmo os preciosismos locais, como a expressão “Calçadão”. “O correto seria ‘calçadona’ o aumentativo de calçada, que é um substantivo feminino. Calçadão é um calçado grande”, explica com a didática de quem tem muito tempo de experiência em sala de aula.

“Essas expressões se cristalizaram e isso não se arruma de uma geração para outra. Em geral, somos muito relaxados com o que dizemos”, critica.


Programação

Hoje (Terça-feira, 12), a partir das 16h
Participações de:
1. Mário Mattos (Instituto João Simões Lopes Neto)
Tema: Garimpando sobre as Trezentas Onças
2. Paulo Luis Pencarinha e Moraes (APelL)
Tema: Bibliografia de patriotismo
3. José Luis Mazza Leite (Museu do Charque e Instituto Histórico e Geográfico)
Tema: O charque como fator econômico, político e social

Amanhã (13), a partir das 16h
Participações de:
1. Marta Sousa Costa (APelL)
Tema: Releitura sobre circunstâncias comuns, edificantes e adversas do cotidiano
2. J.B. Carpe Escarioni
Tema: Comentários sobre sua obra No País do faz de conta
3. Jorge Moraes (APelL)
Tema: Tópicos Linguísticos – Livro didático da Língua Portuguesa


Quinta-feira (14), a partir das 18h
Conferência de encerramento: Mozart Victor Russomano
Tema: o historiador Alfredo Ferreira Rodrigues


Prestigie
Participe das conferências e prestigie a mostra de livros na sede da APelL (parque Dom Antonio Zattera, 500). A entrada é franca.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em:Pelotas, Terça-feira, 12 de maio de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia do Livro


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quarta-feira, 25 de março de 2009

A estreia dos contos nas telas

Ontem à noite um grupo de espectadores presenciou na “Casa do Capitão” – sede do Instituto João Simões Lopes Neto - a pré-estreia dos curtas-metragens Jogo do Osso e Os cabelos da china. As produções fazem parte do projeto Contos Gauchescos, do cineasta Henrique de Freitas Lima (foto), junto com o documentário Entre o real e o imaginado – co-dirigido por ele e por Pedro Zimmermann. Outros quatro episódios inspirados na obra-prima do escritor pelotense Simões Lopes Neto completam a série e devem estar prontos até o final do ano: Trezentas Onças, Contrabandista, No Manantial e Negro Bonifácio.


Os dois primeiros capítulos foram gravados no município de São Gabriel no final do ano passado. Segundo Freitas Lima, tudo indica que as gravações dos próximos aconteçam em Santana do Livramento, mas é possível que algumas locações sejam sediadas em Piratini.

No elenco de Negro Bonifácio a atriz Daniela Escobar está confirmada como protagonista. “Será o episódio das estrelas”, diz o cineasta que já conta também com as participações de Marcos Breda e Sheron Menezes. O ator Paulo José – que acaba de gravar Quincas Berro d’Água – também está cotado para abrilhantar a série.

Com isso, diz o diretor, a idéia de trazer atores consagrados – preferencialmente gaúchos “com sotaque original” e lançar novos talentos daqui continua.

Os sete capítulos serão exibidos pela TVE no Rio Grande do Sul e em rede nacional pela TV Brasil. Depois irão ser reeditados juntos, em versão longa-metragem para o cinema. O filme terá como pano de fundo uma tropeada que irá desencadear as memórias do personagem-narrador Blau Nunes, interpretado com esmero pelo jovem ator Leonardo Machado. A montagem do longa, no entanto, só deve começar em 2010.


A TV Brasil também irá exibir os dois longas dirigidos por Freitas Lima, Lua de Outubro (1997) e Concerto Campestre (2004).


Outros projetos

A cinematográfica Pampeana, do diretor Henrique de Freitas Lima, está em plena captação de recursos para o novo longa – Utopia – que será gravado no ano que vem em São Miguel, na região das Missões, baseado no romance de Alcy Cheuíche sobre o herói indígena Sepé Tiaraju.

Além disso, a inclusão do projeto Contos Gauchescos no Fundo Setorial do Audiovisual - do Governo Federal com recursos do Finep - garante, de acordo com o cineasta, a continuidade do cronograma de gravações. “Apesar de termos a prorrogação da LIC [Lei de Incentivo à Cultura] agora não dependemos apenas disso, o que me deixa bem mais otimista”, afirma o diretor.

Com a primeira janela de exibição dos filmes confirmada (a TVE), para o cineasta a idéia de lançar uma segunda temporada de Contos Gauchescos já é “uma possibilidade bastante concreta”.

Segundo ele, a futura edição incluiría também, além de outras histórias de Simões Lopes Neto, textos de mais dois grandes nomes do gênero literário no Rio Grande do Sul: Sérgio Faraco e Mário Arregui, autor, aliás, de outros três contos adaptados anteriormente por Freitas Lima: Lua de Outubro (que virou longa), Três Homens e Um conto de fogo.

Após a conclusão da primeira edição da série, o Instituto João Simões Lopes Neto, que é parceiro do projeto, terá direitos exclusivos sobre a venda do DVD. “Essa parceria é excelente, espero que a gente faça outras coisas juntos”, não hesita em dizer o diretor.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Infocenter DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 6 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 25 de março de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sete ao Entardecer recomeça em março

Projeto tem inscrições abertas a partir de hoje (3)

A administração do Theatro Sete de Abril ainda ajusta os detalhes da programação do ano, mas já anunciou as atividades que deverão ser realizadas a partir de março: sem muitas novidades e apostando na continuidade do que já vinha dando certo.

Os projetos Sete ao Entardecer, Cena Literária e Sete Imagens estão confirmados no calendário, assim como o Encontro de Teatro, previsto para ocorrer em novembro.

O Sete ao Entardecer - carro-chefe da programação do teatro desde 2005 - está com as inscrições abertas a partir de hoje (3), até o dia 27 de fevereiro para músicos e grupos musicais interessados em se apresentar. A procura pelas fichas de inscrições, disponíveis na secretaria do teatro, começou desde a semana passada e a expectativa é de que, a exemplo dos anos anteriores, o projeto atinja a marca de cerca de 120 inscritos até o final do prazo.

Este ano, além da qualidade musical e do estilo de apresentação - que deve se adequar ao espaço do projeto - a comissão de pauta do teatro irá dar prioridade para a seleção de compositores locais. Os talentos que apresentarem trabalhos autorais deverão ocupar 50% da agenda mensal, enquanto músicos e grupos com apresentações covers ou que mesclarem covers e trabalhos autorais de convidados ficarão com a outra metade das datas disponíveis.

Segundo a diretora do Sete de Abril, Annie Fernandes, a comissão já buscava valorizar os trabalhos autorais nos anos anteriores, mas nesta edição o critério foi formalizado.

Apesar de estar aberto a apresentações com bailarinos, o projeto Sete ao Entardecer continuará com predomínio de atrações musicais. “Existem outros projetos que contemplam a dança e o teatro. No Sete ao Entardecer a dança poderá aparecer como acompanhamento”, diz Annie.

Nas inscrições é solicitada junto à ficha preenchida a apresentação de portfólio do músico ou do grupo musical e um DVD demo. “Pode ser até mesmo a gravação de um ensaio, desde que nos dê uma idéia clara do que os inscritos pretendem apresentar”, explica a diretora.

Ao todo serão realizadas 38 edições em 2009, de 50 minutos cada, sempre às terças-feiras a partir das 18h30min. A primeira delas está prevista para o dia 10 de março.

Em quatro anos, o Sete ao Entardecer já levou mais de 16 mil espectadores para a plateia e conseguiu reconquistar um público que há muito não frequentava o teatro regularmente.


Nada contra o rock

Com relação ao estilo musical Annie Fernandes garante que não há preconceitos em relação ao rock ou a qualquer outra modalidade musical, como alguns músicos já chegaram a afirmar. “Não há restrições de estilos. O que há é a necessidade de adequação da proposta ao espaço pretendido. O teatro é um espaço clássico, que não comporta certos tipos de apresentação que colocam em risco a segurança do público e do patrimônio”, esclarece, referindo-se a episódios em que a plateia foi instigada a subir nas poltronas para dançar ou chamada a se aproximar do fosso, onde crianças tinham o risco de cair.


Outros projetos

Assim como as terças, as últimas quartas-feiras de cada mês também têm atrações garantidas no Sete de Abril. Nestes dias o foyer continuará a ser movimentado pelas leituras dramáticas do Cena Literária, com oito edições previstas para ocorrer de abril a dezembro.

Nesta edição o projeto foi reformatado com três inovações. Agora só serão aceitas esquetes inéditas. No embalo da reforma ortográfica, ao invés de restringir as obras de origem das releituras cênicas à literatura nacional os autores poderão utilizar obras da Língua Portuguesa. O regulamento também incentiva produções independentes de atores e diretores, ampliando assim o leque de participações nas apresentações que antes era restrito a grupos de teatro e dança-teatro.

O período de inscrições para o Cena Literária começa no dia 19 de fevereiro e termina em 19 de março.

A comissão organizadora ainda não definiu se irá manter o formato do projeto Sete Imagens, que abre espaço para exibição de filmes de curta-metragem no teatro. A atração estreou em maio do ano passado e desde então vem conquistando apreciadores da Sétima Arte e incentivadores da produção cinematográfica local. A abertura de inscrições deve ser anunciada em breve.


Informe-se

Para saber mais sobre os projetos do Theatro Sete de Abril acesse www.teatrosetedeabril.com.br.

Fichas de inscrições estão disponíveis no site ou na própria administração do teatro, localizada na rua 15 de Novembro, 560. O telefone para contato é 3225-5777.

O horário de atendimento ao público no local é das 13h às 18h, nas segundas e das 8h30min às 13h30min de terça a sexta-feira.


Atenção músico, não esqueça!
O prazo para as inscrições no projeto Sete ao Entardecer termina no dia 27 de fevereiro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda e Terça-feira, 2 e 3 de fevereiro de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Releituras da BPP

Lá dentro o cheiro de tinta fresca ainda pode ser sentido. Livros e leitores respiram novos ares. O antigo ficou como novo, de novo. Do lado de fora da Bibliotheca as pessoas passam, olham curiosas, admiram. Alguns entram para ver de perto os detalhes da arquitetura, agora mais em evidência.

O pelotense Luiz Eduardo Fonseca, que reside atualmente em Praia Grande, no estado de São Paulo, fez questão de mostrar à paulista Ildaci Oliveira as belezas do prédio histórico. "No meu tempo de colégio eu fazia muita pesquisa aqui. Dá gosto reencontrar um lugar de tantas lembranças bem cuidado", fala ele, enquanto a turista observa admirada a pintura no teto do hall de entrada.

O primeiro dia em que a Bibliotheca Pública Pelotense reabriu ao público após a conclusão da primeira obra de restauração integral de sua história, desde 1888, foi de movimento incomum. "Normalmente nas quintas é que vem mais gente. Hoje está um pouco acima do normal para uma segunda-feira", disse a estagiária Juliana Cruz. Ontem, às vésperas de mais um feriado prolongado, muitos sócios estavam em busca de leituras, logo pela manhã. Outros leitores assíduos compareceram para conferir por dentro o resultado que pôde ser admirado por fora na noite de terça-feira passada, quando um concerto da Sociedade Pelotense Música pela Música marcou a reentrega do prédio restaurado à comunidade.

Por entre as prateleiras, o vigilante da Guarda Municipal Onório Soares passava os olhos pelos títulos e autores à procura de obras da literatura gaúcha, talvez escondidos por ali. Ele é mais um entre os quase 300 sócios da Bibliotheca que se mantiveram assíduos mesmo durante as obras, quando o atendimento aos freqüentadores não foi interrompido. "Eu sempre achei esse lugar fantástico. Agora ele criou vida nova. Além do prédio, a gente sabe que muita gente aqui trabalha por amor à camiseta. Espero que o nosso povo saiba valorizar esse espaço."


Refúgio

Apesar do barulho de algumas marteladas - as últimas dessa obra - que ainda eram ouvidos ontem pela manhã e da movimentação de operários que davam os últimos retoques na pintura exterior, a professora Flora Bilhalva preferiu ir até a Bibliotheca terminar o relatório de um projeto a ficar em casa para fazer o trabalho. "Dá gosto de vir pra cá. O ambiente é acolhedor, dá vontade de ficar. Num lugar assim a gente se sente mais motivada e não fico tão dispersa como em casa", diz a professora, que pensa em trazer os alunos da educação infantil para conhecerem o local.

Para o estudante Edegar Ribeiro Júnior mais que uma opção, a Bibliotheca é um refúgio essencial onde estudar. Quando a Casa do Estudante fecha, é pra lá que ele e outros moradores rumam de posse de livros e cadernos. "Gostei muito da recuperação do prédio. Chama a atenção os móveis antigos em contraste com a estrutura que agora parece novo principalmente por causa da pintura", admira.

Na sala ao lado, vários senhores dividem mesas e folheiam jornais, repetindo uma rotina diária. "Demorou pra ficar pronta, mas o trabalho foi muito bem feito", elogia o técnico em enfermagem Eduardo Siqueira.


Serviço

A Bibliotheca Pública Pelotense fica aberta ao público de segunda à sexta-feira das 9h às 18h. Informações pelo telefone 3222-3856 e no site www.bibliotheca.org.br.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 30 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Livro extra para os fãs de Harry Potter

O sétimo e último livro de uma das séries mais bem sucedidas da literatura chegou às prateleiras no ano passado, mas a história do jovem bruxo ainda deve render muitas páginas inéditas.

Esta semana foi lançado mundialmente o livro Contos de Beedle, o Bardo (no Brasil pela editora Rocco, R$ 24,50 , 128 págs.). Como no resto do mundo, a renda gerada com a venda desta publicação será revertida para uma entidade beneficente criada pela autora J.K. Rowling.

Contos de Beedle, o Bardo é um dos cinco volumes fictícios de contos de fadas deixados pelo professor Dumbledore para Hermione (personagens da série) no sétimo livro. Apenas uma das histórias, O Conto dos Três Irmãos, aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Originalmente, o livro - primeiro lançado por Rowling após o final da série Harry Potter - teve apenas sete cópias produzidas. As cópias, escritas à mão e ilustradas pela autora, foram presenteadas a amigos e apenas uma foi leiloada.

Lançamento em Pelotas

Para comemorar a chegada do livro Contos de Beedle, o Bardo por aqui, o grupo Satolep´s Army, em parceria com a Livraria Mundial e comerciantes de Pelotas, promove neste sábado (6) a partir das 18h um super lançamento com atividades para leitores de todas as idades. O evento será no Centro Universitário de Cultura e Artes (Cuca), localizado na rua Félix da Cunha, 62.


O livro, lançado mundialmente esta semana (no Brasil pela editora Rocco, R$ 24,50, 128 págs.) é um dos cinco volumes fictícios citados na série Harry Potter, que teve seu sétimo e último livro publicado ano passado. Quem for, poderá adquirir-lo mais barato.

A autora J.K. Rowling destinará a renda da venda dos Contos de Beedle em todo o mundo para uma entidade beneficente criada por ela, que presta assistência a crianças em vários países da Europa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Imortal

A cadeira de número 33 da Academia Sul-Brasileira de Letras (ASBL) terá novo dono a partir desta sexta-feira. Toma posse amanhã o médico pneumologista e escritor Rogério Gastal Xavier, em solenidade marcada para as 21h no Centro de Integração do Mercosul (rua Andrade Neves, 1529). Seu patrono será José Vieira Pimenta.

Xavier é autor de Maria dos Mares Lunares, coletânea de poemas lançada em maio deste ano pela editora Literalis. Seu nome foi apresentado como candidato à acadêmico pela presidente da ASBL, Lígia Antunes Leivas e foi aprovado por unanimidade pela assembléia geral da entidade.

"A impressão que eu tive ao ler os poemas dele foi imediatamente deslumbrante. Ele tem uma poesia muito contemporânea, que transcende o intimismo. Ele segue a vertente da 'poesia pura' e mostra que poema não é só chorar as mágoas", afirma Lígia Leivas, ao reiterar a justificativa da posse do novo escritor.

Aos 64 anos de idade, Rogério Gastal Xavier começa a escrever seu segundo livro (com previsão de lançamento para o ano que vem), ainda sem título definido, de contos e alguns poemas. Escrever foi um hábito adquirido na juventude e deixado de lado por um tempo, até ser resgatado há cerca de 5 anos. "Hoje não me imagino mais sem escrever; me considero médico e escritor. Escrever se constitui num prazer, numa catarse. Tem seu aspecto lúdico e construtivo", diz ele, entusiasmado com as novas portas abertas pela literatura. "Fico muito contente com o rumo que a literatura está tomando na minha vida. Ingressar na Academia significa, além de uma honra, uma oportunidade de conviver com pessoas que se interessam pelo aprimoramento da nossa língua (que é uma das mais lindas do mundo). É uma possibilidade de instigar, desafiar e difundir a Língua Portuguesa", destacou.

Ao lado de nomes de peso como Moacyr Scliar, Drauzio Varella e Lya Luft, Xavier participa de um projeto da Associação Brasileira do Câncer e teve um de seus poemas escolhidos para fazer parte do livro intitulado Vivo e Conto, que reúne histórias de vidas que convivem com câncer de pulmão.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 27 de novembro de 2008Justificar

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

As Letras no Memorial do Sete

Em cena... as letras. Registros de espetáculos que colocaram em evidência a literatura estão reunidos na mostra em cartaz no Memorial do Sete de Abril: Encenando Letras.

Veríssimo, Simões, Drummond... Nomes que já passaram em prosa e verso pelo palco do teatro estão lá, no pequeno beco da rua 15 que nem sempre os passantes se lembram de visitar. Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Shakespeare, Carpinejar e o outro Veríssimo também, isso para citar apenas alguns dos célebres escritores lembrados na exposição inaugurada durante a Feira do Livro e que chega agora a sua última semana.

Ao refletir sobre Fragmentos de um discurso amoroso - obra de Roland Barthes que interpretou em 1988 - o ator Antônio Fagundes falava do temor que sentia. Isso porque "homens, mulheres, jovens ou maduros, não importa o sexo nem a idade, em todos os cantos do mundo, se identificaram e se apropriaram desses discursos de uma forma tão inalienável que deve ser difícil convencê-los de que existe sempre uma outra possibilidade de interpretação além da sua própria". E não seriam todos os livros - os bons livros - assim, reinventados a cada leitura e possuídos por quem os lê?


O que já esteve em cartaz

A coleção de cartazes no corredor estreito convida a andar pelo tempo nos registros do passado.

Lobo da Costa, o poeta pelotense homenageado na mais recente edição da Feira do Livro, teve sua biografia cênica escrita por Valter Sobreiro Júnior que deu a ela o título: Em nome de Francisco, peça encenada em 1986 pelo extinto grupo Desilab.

Naquele mesmo ano a platéia pelotense assistiu a Deus ajuda os bão, com texto de Arnaldo Jabor, e a'Os Sete Gatinhos de Nelson Rodrigues. Lembra?

Fernanda Montenegro, em 1988, foi Dona Doida inspirada pela obra da Adélia Prado. A filha, Fernanda Torres e elenco passaram por aqui com Orlando, de Virgínia Woolf.

Até mesmo o escritor japonês Ryunosuke Akutagawa dá as caras na exposição. Ele foi homenageado pela companhia uruguaia Teatro Eslabón no espetáculo En el bosque.

"Há vários nomes de escritores e atores com renome nacional e até internacional nessa mostra, mas sempre procuramos mesclar também com obras de artistas locais. Tem muita gente que se encontra aqui", diz a historiadora Érica de Lima, que divide a tarefa de organizar a programação de mostra do acervo do Memorial com a bibliotecária Magali Aquino.

A exposição recorda ainda algumas das 16 edições do Cena Literária realizadas desde março do ano passado. O projeto, realizado tradicionalmente na última quarta-feira de cada mês no foyer do teatro, apresenta ao público como elemento de provocação para o debate esquetes inspiradas na literatura.


Prestigie!

O quê: últimos dias da exposição Encenando Letras
Onde: no Memorial Theatro Sete de Abril (rua 15 de Novembro, 560-A)
Quando: até o dia 5 de dezembro, com visitação de segunda à sexta-feira das 13h às 18h30min


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 26 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Histórias das redações

"Bismarck dizia que as pessoas ficariam indignadas se soubessem como são feitas as leis e as salsichas...". E se soubessem como são feitas as notícias? Eis a provocação do livro A Ópera dos Vivos, que o jornalista Jayme Copstein autografa hoje (14) na Feira do Livro, em Pelotas.


Se conhecer o que se passa nos bastidores da imprensa ajuda a compreender a notícia ou afeta a credibilidade do jornal ele não sabe responder. Mas tem certeza de que as pessoas cairiam na gargalhada se soubessem o que se passa no dia-a-dia de uma redação. "Não sei se ajuda ou atrapalha na questão de credibilidade. Acho que não faz diferença, isso depende do veículo. Mas ajuda a fazer rir, que é a única intenção do livro", diz o autor, que revela sem escrúpulos o lado cômico escondido por detrás das manchetes "sérias" publicadas todos os dias. No livro, ele relata alguns dos episódios mais inusitados, colecionados ao longo dos mais de 65 anos vividos no interior de grandes e tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul.

O título - A Ópera dos Vivos - é inspirado nos espetáculos que eram apresentados no Rio de Janeiro no século 17. "Era para ser uma tragédia, mas os atores que interpretavam a ópera eram tão bisonhos que faziam a platéia cair na gargalhada. Bem como o jornalismo: a intenção é fazer uma coisa séria, mas algumas situações acabam se tornando engraçadas."

Apaixonado pelo que chama de "notas curiosas sobre a espécie humana" (título de outro livro seu, publicado em 1997), Copstein observa com perspicácia os cacoetes, manias, coisas engraçadas e outras absolutamente sem graça que são inerentes ao homem, especialmente àqueles que perambulam pelas redações. "Fora a tecnologia, não há nenhuma diferença entre o cara que molhava a caneta no tinteiro, datilografava a máquina ou que digita no computador hoje. Esse cara é o mesmo e continua fazendo as mesmas bobagens", para divertimento dos leitores.


Perfil

Natural de Rio Grande, Jayme Copstein começou a desempenhar atividades em rádios e jornais aos 15 anos de idade. A carreira teve início por causa de uma brincadeira entre amigos no alto-falante da cidade, o que mais tarde acabou rendendo um emprego na primeira rádio de Rio Grande, a Rádio Cultura Riograndina.

Trabalhou como repórter de polícia do jornal Gazeta da Tarde, ao mesmo tempo em que escrevia textos de radioteatro para as emissoras da cidade.

Aos 80 anos, Copstein tem no currículo passagens pelos principais veículos de Porto Alegre e vários prêmios, entre eles a Medalha de Prata do Festival Internacional do Rádio de Nova Iorque, em 1995. Atualmente seus comentários podem ser lidos no site <http://www.jaymecopstein.com.br>.


Confira
O quê: sessão de autógrafos do livro A Ópera dos Vivos (Editora Jayme Copstein, R$ 30,00)
Autor: Jayme Copstein
Onde: no estande da Livraria Mundial na Feira do Livro
Quando: hoje (14), a partir das 18h


Texto: Bianca Zanella | Foto: Nilton Santolin / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Pelotas / P.10 | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vitor Ramil inaugura Diálogos na Casa de Simões

Quase cinco meses, muitas críticas e interpretações depois daquela sexta-feira 13 em que apresentou a enigmática história de Satolep, Vitor Ramil irá estar diante do público neste sábado (8), na primeira edição do projeto Diálogos na Casa de Simões, promovido pelo Instituto João Simões Lopes Neto.

O músico que afirma não gostar de tocar velhos sucessos, também admite, como escritor, não gostar de retomar aquilo que já foi escrito. "Acho muito frustrante o período posterior ao lançamento do trabalho. Tudo o que eu tenho a dizer sobre o meu livro vai estar sempre aquém do próprio livro", sentencia. "O livro é o livro, são as palavras sobre as quais eu também não tenho mais controle e é preciso lê-lo para entender, não interessa o que eu fale sobre ele".

A afirmação é verdadeira, no entanto, ao contrário e apesar do que pensa e diz o autor, o público normalmente se mostra interessado em saber o que ficou de fora das obras. Não é à toa que as "versões comentadas" de filmes e seriados são incluídas nos "extras" dos DVD´s, os bastidores dos programas de TV ganham espaço exclusivo nas grades de programação e os livros (geralmente os bons livros e os best sellers - que não necessariamente são bons) são capazes de provocar repercussões que transcendem a própria obra.

O enigmático Satolep parece ter esse potencial. Na falta de um "final conclusivo" e com muitas interrogações perdidas na confusa retidão das entrelinhas de Satolep, o público provocado pela narrativa poética de Ramil provavelmente queira, sim, saber o que ele tem a dizer. Uma tentativa, talvez, de preencher as lacunas que ficaram em cada esquina virada nas páginas do romance. A história reticente é instigante, e é por isso que o encontro entre Vitor Ramil, seus leitores e os debatedores Pablo Rodrigues (jornalista e editor de Cadernos do Diário Popular) e Isabella Mozzillo (professora da Universidade Federal de Pelotas) promete ser, no mínimo, curioso.

O livro, que começou a ser traduzido em caráter experimental nos idiomas inglês, francês e espanhol, está sendo divulgado na Internet por meio de um vídeo (book trailler) - nas versões português e inglês - no You Tube. São poucos segundos, mas que valem à pena ser assistidos até por quem já leu o romance. "Foi acompanhando as traduções que me dei conta o quanto a minha escrita é ambígua", reconhece.


A crítica

"Satolep é um ponto de chegada e também um começo...", diz Vitor, que levou 10 anos para concluir as 288 páginas de seu livro. "É uma construção intensa que vem desde a minha infância. Eu queria que ele tivesse o peso e a dimensão de uma cidade." Queria e conseguiu. Satolep - a cidade - é bem mais que um cenário fictício da literatura; é personagem da história que se manifesta fisicamente, e onde "a vida vai no fluxo das escaiolas". Vitor Ramil construiu em palavras, pedra e nuvem (matéria e alma) a sua cidade ideal e faz questão de afirmar isso.

Mas a cidade, que nasceu no escritor, já não é mais habitada apenas por ele. Ramil a expôs ao mundo e agora vive as conseqüências e os riscos de tal exposição. "As interpretações são livres e fazem parte do processo de criação, mas nem todas fecham com o que eu penso", diz, sem parecer intransigente, mas também sem esconder a decepção a que todos os escritores (ao menos os humanos) têm direito. "Uma das críticas que recebi, mesmo antes de lançar o livro, foi que a parte do sarau literário, em que o Selbor (protagonista) conversa com Simões (Lopes Neto) estava longa demais. Resolvi não mudar. Achei que meu personagem tinha que ser afetado por aquela figura", afirma com segurança sobre a sua criação e revela: "Eu não sei exatamente por que Simões apareceu no meu livro, e não tinha a intenção que ele tomasse a dimensão que tomou. Na verdade, eu não tinha intenção nenhuma. Só sei que quando eu deixei ele falar eu não conseguia mais parar de escrever. Eu não conseguia fazer ele parar de falar. Achei fantástico o que ele disse", numa demonstração espontânea de quem se surpreende com sua própria criação, ou melhor, com si mesmo.


A estética do frio

"O frio geometriza as coisas." A frase atribuída a Alejo Carpentier, músico cubano que inspirou um dos personagens do livro de Ramil deu origem a outra das "citações geniais" constantes em Satolep: "a milonga geometriza as coisas."

E apesar de ter sugerido, no começo, que Estética do Frio e Satolep não se misturavam, o autor voltou atrás, e lendo um trecho do livro em voz alta, na página 54, admite que a idéia da Estética do Frio está praticamente enunciada em vários pontos do romance, embora não concorde que o próprio livro tenha as características dessa idéia que ele concebeu. "A Estética do Frio ainda é só uma idéia. O dia em que ela se consolidar, que eu tiver alguma música ou alguma obra concreta, aí eu apresento: isso é 'Estética do Frio'. Por enquanto, ainda falta muito para se chegar a isso. Mas ela é a minha busca constante, é essa idéia que mobiliza a minha criação."


O patrimônio

Apaixonado por Pelotas, ou por Satolep, o escritor não perde oportunidade de levantar a bandeira da preservação do patrimônio histórico. Por outros lugares onde anda, ele reúne comentários que levam a uma triste constatação: o valor daqui é mais percebido por quem é "de fora". "Quando os franceses viram meu livro, se surpreederam com Pelotas. E sabe o que eles disseram? Eles disseram 'Bah, mas isso aqui é uma pequena Paris!' Por que aqui as pessoas não percebem o quanto essa cidade é inacreditável?"

"Posso aproveitar para dizer mais uma coisa?" O pedido foi feito ao final da entrevista: "Escreve aí por favor: 'Eu, Vitor Ramil, achei um crime asfaltarem as ruas do entorno do Theatro Guarany e peço, encarecidamente, que não asfaltem a rua Benjamin Constant, ponto.'" Protesto registrado, pedido atendido, com todas as letras.


Para saber o que mais Vitor Ramil tem a dizer, sobre o Satolep, patrimônio e tudo o mais, participe:

O quê: Diálogos na Casa de Simões, com Vitor Ramil. Debatedores: Pablo Rodrigues e Isabella Mozzilo.
Quando: sábado, dia 8 de novembro, às 19h
Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
Entrada franca.

Leia antes:

Satolep (Editora Cuciac Naify, 2008)

Veja também:

Assita no You Tube ao vídeo Satolep Book Trailer. Disponível nas versões português e inglês.


Fique ligado:

O projeto Diálogos na Casa de Simões deve passar a integrar o calendário permanente de eventos do Instituto João Simões Lopes Neto. No entanto, a periodicidade ainda não foi definida, nem os autores que serão convidados nas próximas edições. Fique atento à agenda da Casa pelo site .


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 6 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Inspiração Simoniana

Instituto João Simões Lopes Neto revela os vencedores do primeiro Prêmio de Artes VisuaisJustificar
Após meses de expectativa, foram anunciados ontem os ganhadores do Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais. A divulgação ocorreu durante a vernissage que abriu a exposição das onze obras finalistas, na galeria de arte do Instituto de Artes e Design (IAD/UFPel).

O artista porto-alegrense Elton Manganelli foi o grande vencedor da noite. Recebeu uma premiação no valor de R$ 6 mil pela obra O Sonho do Sacristão, um conjunto de três telas inspiradas na lenda da Salamanca do Jarau, que passa a fazer parte do acervo do Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN). Outros cinco artistas (veja os nomes na lista de premiados) receberam menções honrosas no valor de R$ 500 cada.

O presidente do IJSLN, Henrique Pires, enfatizou que este é atualmente o maior prêmio de artes visuais vigente no Rio Grande do Sul. "É o maior do ponto de vista da valorização do artista. Conseguimos oferecer um bom estímulo com a premiação de mais de 13 mil reais e ficamos muito satisfeitos com a resposta que recebemos da comunidade, pela quantidade e qualidade das obras inscritas", afirmou.

Telas, fotografias e objetos ganharam formas inspiradas nas lendas e nos contos do escritor pelotense. Por entre mantantiais, personagens da dramaturgia, cenários e símbolos da cultura gaúcha foram recriados pelas mãos e olhares dos artistas. Ao todo foram 73 inscritos de diversas cidades do Estado, que se dispuseram a buscar em Simões inspiração.

"Simões é realmente muito inspirador pra mim. Achei muito interessante a proposta do Prêmio, tinha tudo a ver com o meu trabalho", diz a artista plástica Jane Machado, que já criava sobre a literatura de Simões desde 2002. "Eu comecei pesquisando o trabalho de Nelson Boeira Faedrich (ilustrador do livro Lendas do Sul), mas logo desisti da pesquisa. Resolvi que queria criar a minha própria Teniaguá", comenta ela.

"O que mais gostei de ver é que os artistas não fizeram simplesmente ilustrações dos textos. Eles partiram dos contos e lendas de Simões e foram capazes de responder à essa obra de uma forma muito original", destaca Igor Simões, produtor cultural do Instituto.

Segundo Henrique Pires, o IJSLN já planeja uma segunda edição do prêmio. "Essa é a nossa expectativa. Não sei se para o ano que vem ou para o próximo." O Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais foi viabilizado por recursos via Lei de Incentivo à Cultura (LIC/RS) com o patrocínio da Copesul e da Braskem, e apoio das empresas "Amigas do Instituto": Colégio Gonzaga, Livraria Vanguarda, Theo Bonow e Caixa Econômica Federal.


Os premiados

Prêmio aquisição
Elton Manganelli (Porto Alegre) - O Sonho do Sacristão

Menções honrosas
Adrian Norberg dos Santos (Pelotas) - Jogo do Osso
Isabel Ramil (Pelotas) - Tudinha e Nadico
Jane Machado (Porto Alegre) - Sem título (da série: As peles de Teniaguá)
João Genaro (Pelotas) - Palangolé Simoniano
Ricardo Garlet (Frederico Westphalen) - Caixa IV

Outros finalistas

Ana Paula Barcelos (Pelotas) - Encarnado Manantial
Kátia Costa (Cristal/Porto Alegre) - Sou Eu, o Homem
Luci Sgorla de Almeida (Porto Alegre) - Transgressão
Pauline Treicha (Canguçu/Pelotas) - Mboitatá
Rodrigo Lobato Schlee (Pelotas) - Tranças Negras


Prestigie:

O quê: Exposição das obras finalistas no Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais
Quando: até o dia 11 de novembro (visitação de segunda a sexta-feira das 8h30 às 19h)
Onde: na galeria de arte do IAD (rua Alberto Rosa, 62)
Entrada franca


Ecos

Estimulados pela proposta do prêmio, mesmo sem interesse em competir, alunos do curso de licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas recriaram os personagens dos contos e lendas simonianos em formas de bonecos. "Trabalhar a obra de Simões através da linguagem da Toy Art foi um desafio proposto para os alunos, e o resultado foi muito bom", diz a professora Maria de Lourdes Reyes, orientadora do projeto.

Os 21 bonecos serão expostos durante a Feira do Livro, e a intenção é que o trabalho venha a itinerar pelas escolas. "Isso tem tudo a ver com o professor. Acho que vai ser legal usar essas criações para contar as histórias", acrescentou.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 22 de oububro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Prêmio


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Simões em cena nas escolas

Depois de meses de preparação e muitos ensaios, os resultados do projeto Teatro Mostra Simões chegam ao palco. Na sexta-feira (17), o grupo cênico Ditirambos, da Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdes, realizou a primeira da série de apresentações que irá passar por 14 escolas da rede pública de ensino em Pelotas. A encenação da lenda M-boitatá ocorreu no salão paroquial da Colônia de Pescadores Z-3, para uma platéia formada por alunos de 2ª à 4ª série da escola Rafael Brusque.

"O mais legal é que estamos inaugurando essa mostra aqui, pertinho de onde Simões nasceu e passou boa parte da infância", disse o presidente do Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN), Henrique Pires, referindo-se à proximidade da colônia com a Estância da Graça. "Ele era praticamente um zetrezense", brincou, enquanto falava às crianças que aguardavam anciosas o início da apresentação.

O Ditirambos é um dos sete grupos que aderiram à iniciativa do Instituto de promover o acesso à obra literária do escritor pelotense através da linguagem cênica e incentivar a produção teatral nas escolas. "Hoje a gente pode dizer que atingimos mais uma vez esses objetivos, assim como na primeira edição que realizamos em 2005", afirma o coordenador geral, ator e diretor de teatro Aceves Moreno. "O projeto dá certo porque é feito de alunos para alunos", completa ele, atribuindo o êxito a pouca interferência de profissionais nas criações elaboradas pelos estudantes.

Para orientar as produções, o Instituto Simões Lopes Neto promoveu oficinas de roteiro, iluminação, figurino, maquiagem, cenografia e adereços ministradas por Bartira Franco, Ricardo Lima e Gê Fonseca.


Nota 10

"Tivemos uma ótima oportunidade de conhecer o trabalho dele (Simões). Acabamos estudando os outros contos também", diz a estudante Diésica Capitanio, que faz o papel da mítica M-boitatá. Recriar a personagem, tida como o "mau-olhado dos pampas" foi o maior desafio para o grupo, que teve que enfrentar ainda as dificuldades de compreender e interpretar o palavreado usado na lenda. "Imagina só uma 'cobra gigante de fogo transparente'", falou uma das alunas, tentando visualizar o a personagem tal qual ela é descrita por Simões. Durante a pesquisa e indispensáveis consultas ao dicionário, "abichornados" e "entanguida" foram algumas das palavras que entraram para o vocabulário da trupe.

"Essa é uma iniciativa fantástica para ressucitar o teatro nas escolas, porque isso se multiplica na sala de aula de forma interdisciplinar" reflete a professora de biologia Sandra Viégas, que aproveita a experiência de participar do elenco do Teatro Escola de Pelotas desde 1988 para coordenar o grupo de teatro do colégio.

Para as escolas que não tem artes cênicas incluídas nas atividades extra-classe, receber os grupos de teatro é um incentivo e uma oportunidade de intercâmbio. "Assim a gente vê que é possível fazer teatro mesmo de forma simples, com as condições modestas que a gente tem aqui", comentou a coordenadora da escola zetrezense Rafael Brusque, após a apresentação.

"É muito interessante esse trabalho, porque mesmo sendo um autor daqui de Pelotas os alunos praticamente não conhecem" diz a professora da 2ª série Carmen Carvalho enquanto era interrompida por um aluno que exclamava: "A historinha da M-boitatá, né tia?!" Essa eles já conheciam, pois fazia parte do conteúdo sobre o folclore gaúcho.

"Fazendo algumas adaptações, para que fique compreensível para a idade deles, é totalmente possível trabalhar as lendas e os contos do Simões Lopes na sala de aula", afirmou a professora.


Adaptações

Além da Escola Nossa Senhora de Lourdes, o Instituto Estadual de Educação Assis Brasil e os colégios Ferreira Vianna, Fernando Osório, Santa Mônica e Gonzaga fazem parte da mostra, com montagens inspiradas nas Lendas do Sul.

Hoje (segunda-feira, 20), o grupo de teatro do Instituto Assis Brasil apresenta a esquete Cadê a confiança? na quadra da escola municipal Joaquim Dias. A peça, inspirada na lenda do Negrinho do Pastoreio conta a história de Maria, uma adolescente que após ler o conto reflete sobre a violência e os maus tratos sofridos pelo personagem, comparando a situação com a realidade dos dias atuais.

O projeto Teatro Mostra Simões é uma realização financiada pelo Governo do Estado, com patrocínio da Copesul e da Braskem através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC-RS).


Confira as datas e locais por onde a mostra vai passar

20/10 - E. M. Joaquim Dias
22/10 - E. M. Nossa Senhora de Lourdes
24/10 - E. M. Carlos Laquintinie
27/10 - E. M. Círculo Operário Pelotense
29/10 - E. M. Mário Menegueti
31/10 - E. M. Independência
10/11 - E. M. Jornalista Deogar Soares
12/11 - Instituto São Benedito
14/11 - E. M. Garibaldi
17/11 - E. M. Dr. Joaquim Assumpção*
19/11 - E. M. Bibiano de Almeida
21/11 - E. M. Campos Barreto
24/11 - Escola Nestor Crochemore


*As apresentações ocorrem sempre às 15h com exceção do dia 17/11 na escola Joaquim Assumpção, onde a encenação está marcada para as 20h. A entrada é franca.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 20 de oububro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Simões e as Artes

Mboitatás, Teiniaguás e Negrinhos sairam dos livros e do imaginário de artistas para as telas, objetos, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas. Ao todo foram homologadas 73 obras, de várias cidades do Estado, na 1ª edição do Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais, das quais 11 são finalistas.

Na opinião de Igor Simões, um dos organizadores do projeto, "o Prêmio já cumpriu com seus objetivos de valorizar a diversidade da produção gaúcha de arte contemporânea e de motivar a comunidade artística a dar novos sentidos à obra simoniana".

A lista de obras selecionadas, fechada pelo júri na sexta-feira, será anunciada oficialmente hoje à noite, no auditório Carlos Reverbel, quando toma posse a nova diretoria do Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) eleita para o triênio 2008-2011.

Henrique Pires, que assume o cargo de presidente ocupado por Paula Mascarenhas desde 1999, destacou o financiamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura como item fundamental para a realização do Prêmio. "Esse é um exemplo de que a LIC, quando bem utilizada, é extremamente saudável para quem produz e aprecia cultura e arte, especialmente no interior" afirmou ele, que já considera a realização de uma 2ª edição do prêmio.

As obras selecionadas serão expostas na Galeria de Arte do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas (IAD/UFPel) a partir do dia 21 de outubro, quando será anunciado o ganhador do prêmio principal no valor de R$ 6 mil e das cinco menções honrosas no valor de R$ 1,5 mil cada.

O projeto realizado pela Ato Produção Cultural tem o patrocínio da Braskem e da Copesul, via financiamento da Lic, e conta com o apoio das empresas com o selo Amiga do Instituto: Colégio Gonzaga, Livraria Vanguarda, Construtora Theo Bonow e Caixa Econômica Federal. Pires pretende agora buscar outras parcerias para viabilizar a itinerância da mostra pelo Rio Grande do Sul.


Artistas selecionados
Elton Manganelli (Porto Alegre)
Pauline Trecha (Canguçu/Pelotas)
Isabel Miranda Ramil (Pelotas)
Ricardo de Pellegrin (Pelotas)
João Genaro (Pelotas)
Rodrigo Lobato Schlee (Pelotas)
Adrian Nornberg dos Santos (Pelotas)
Kátia Costa (Cristal/Porto Alegre)
Luci Sgorla de Almeida (Porto Alegre)
Ana Paula Barcelos (Pelotas)
Jane Machado (Porto Alegre)


Conheça os jurados

Aldyr Schlee - escritor, responsável pela revisão crítica da obra de Simões
Mário Mattos - vice-presidente do IJSLN, artista plástico, estudioso da obra simoniana e biógrafo do escritor
Angela Pohlman - doutora em Artes Visuais e professora de Gravura do Instituto de Artes e Design (IAD/UFPel)
Marta Freitas - doutora em Artes Visuais e professora de Escultura do IAD/UFPel
Nicola Caringi - mestre em Artes Visuais e professora de Estética e Cultura Brasileira do IAD/UFPel
Luciana Vianna - ex-diretora de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e professora de Teoria da Arte do curso de Moda da Universidade Católica de Pelotas (UCPel)
Daniela Palazzo - professora do curso de Moda da UCPel, formada em Artes Visuais e pós-graduada em Arte
Henrique Pires - representante do IJSLN e diretor do departamento de Arte e Cultura da UFPel


Conselheiros serão conhecidos hoje

Ao lado de Henrique Pires, tomam posse hoje o escritor e fundador do Núcleo de Estudos Simonianos Mário Mattos, que se mantém no cargo de vice-presidente do Instituto, Marley Poeta e Alda Maria Jaccottet - como primeira e segunda secretárias -, além de Vítor Azubel e Ramão Marques Costa, na função de tesoureiros. Paula Mascarenhas, que deixa a presidência, assume uma cadeira no Conselho do IJSLN, privilégio que abre precedente para que todos os ex-presidentes venham a fazer parte do grupo, ao deixarem o posto de executivos. Uma urna ficará disponível aos associados a partir das 18h30min na sede do Instituto para a eleição dos outros quatro conselheiros.

"A cerimônia será simples, tem hora para começar e hora para acabar. Assim vai dar tempo para as pessoas saírem a tempo de assistir ao concerto no Conservatório de Música", sugere. Mais informações sobre esta apresentação musical na página 6 do Caderno Zoom.


Participe

O quê:
Cerimônia de troca de diretoria do Instituto João Simões Lopes Neto e anúncio dos finalistas do Prêmio de Artes Visuais
Quando: Hoje (22), das 19h às 20h
Onde: Auditório Carlos Reverbel, na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Semana de mudanças na Casa do Capitão

Nove anos depois de ser eleita pela primeira vez presidente do Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN), Paula Mascarenhas está decidida: é hora de colocar o cargo à disposição de novas idéias. Contrária ao que chama de personificação das instituições, ela avalia a mudança como necessária, mas pretende se manter por perto da casa que ajudou a reerguer.

Embora nada esteja definido, a reunião dos cerca de 50 associados membros da assembléia do Instituto marcada para quinta-feira não deve passar de mera formalidade. Chapas de no mínimo seis componentes podem ser inscritas até 24 horas antes da votação, mas tudo indica que o substituto de Paula Mascarenhas será Henrique Pires, um dos sócios-fundadores e atualmente integrante do Conselho Consultivo. A troca administrativa deverá ser imediata.

Pires confirmou a candidatura, que seria oficializada ontem à tarde junto com Mário Mattos, atual vice-presidente que deve permanecer no cargo. Vítor Azubel - presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concult) - e os associados Ramão Costa, Alda Jagotet e Marlei Poeta são os outros nomes que irão compor a chapa.

“O Henrique tem experiência no segmento cultural, boas relações no meio político, e excelentes idéias. Acho que pode dar um novo ritmo à casa, bem diferente do meu”, avalia Mascarenhas, sem qualquer sinal de constrangimento ao apoiar o líder da chapa que provavelmente seja a única a disputar pleito.

Para evitar que a troca de comando cause uma ruptura nas atividades da Casa, o principal candidato tem acompanhado de perto as tratativas referentes aos projetos que estão em andamento. Semana passada ele participou de reuniões em Porto Alegre para negociar a liberação da verba de R$ 40 mil aprovada na Consulta Popular de 2006 para digitalização do acervo do Instituto. "Nós gostaríamos que a Paula permanecesse no cargo, mas entendemos o direito dela de dedicar-se aos seus projetos pessoais. Agora vamos dar continuidade ao trabalho, contando sempre com o comprometimento dos aficcionados pela obra de Simões", declarou ele.

Henrique Pires é professor licenciado em Estudos Sociais, jornalista e radialista. Atualmente, exerce o cargo de diretor do departamento de arte e cultura da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e é membro do Conselho Municipal de Cultura, conselheiro da Bibliotheca Pública Pelotense, do Museu do Charque e de outras instituições atuantes no segmento cultural. Participou de três gestões do Conselho Estadual de Cultura, foi diretor da extinta Fundapel, da Fundação Theatro Sete de Abril e do departamento de arte e cultura da Integrasul. Durante o segundo mandato de Bernardo de Souza, exerceu o cargo de secretário de comunicação do município.

Paula Mascarenhas, que pretende agora se dedicar ao doutorado, deverá ser empossada como conselheira do Instituto. A intenção é que seja aprovada uma reformulação no estatuto da Casa para que todos os ex-presidentes passem a ocupar uma vaga no Conselho Consultivo.


Os parceiros


Emocionada e em tom de serena despedida, Paula Mascarenhas destacou alguns dos principais momentos vividos durante os três mandatos em que esteve à frente da Casa do Capitão. “Aqui eu me sinto em casa, mas tenho consciência de que esta não é a minha casa. Ela não é pública do ponto de vista administrativo, mas é de toda a comunidade”, fez questão de salientar.

A grande conquista da sua gestão foi a consolidação das atividades do Instituto em uma sede própria. "Foi uma grande responsabilidade. Meu maior medo depois que conseguimos adquirir esta casa que estava em ruínas era que ela caísse justamente nas nossas mãos", confessou. "Em vários momentos tivemos muita ousadia, arriscamos em coisas que podiam ter dado muito errado, mas que deram certo."

Paula diz que não se arrepende de ter ficado tanto tempo na função de executiva. "Só assim tive a oportunidade de ver o Instituto viver." O reconhecimento veio em pouco tempo. Em 2006, meses após da conclusão das obras de restauro, a Casa recebeu do Governo do Estado o prêmio Cultura Gaúcha de destaque em literatura. "Acho que foi a coisa mais legal e mais bonita que já fiz na minha vida", concluiu, ao agradecer os grandes parceiros que apoiaram o Instituto desde a sua fundação, em 1999.


Casa cheia


Desde as primeiras atividades realizadas nas escolas o Instituto João Simões Lopes Neto mostrou que mais que uma entidade de preservação da memória e do patrimônio cultural, seria uma instituição dinâmica e participativa na comunidade.

O pioneiro Teatro Mostra Simões voltou a ser realizado este ano e as esquetes teatrais preparadas por estudantes, inspiradas na literatura simoniana, começam a ser apresentadas ainda este mês em escolas de vários bairros. O projeto permanente de visitação de grupos escolares à sede do Instituto continua, e mantém a Casa do Capitão sempre movimentada e viva em sua essência - que é fomentar a leitura e o debate sobre os textos de João Simões.

O Instituto também ousou romper as barreiras da literatura ao propor o primeiro prêmio de artes visuais, com inscrições abertas até a semana que vem. "Tínhamos também a idéia de criar um prêmio de música, mas isso vai ficar para a próxima gestão", antecipa a presidente prestes a deixar o cargo.

Os projetos para a Feira do Livro deste ano, evento do qual o Instituto é um dos organizadores, estão sendo preparados, entre eles um seminário sobre os 200 anos de autonomia administrativa do Rio Grande do Sul, outro sobre o poeta Lobo da Costa (tema da próxima edição da feira) e possivelmente um sobre os 200 anos da vinda da Família Real para o Brasil.

No final de setembro, o Instituto inaugura uma exposição sobre a história do material escolar, em parceria com a Faculdade de Educação da UFPel.

O site do Instituto foi colocado no ar em agosto e passa a ser uma fonte on-line confiável para consulta aos textos do escritor.


Novo projeto começa hoje


Na agenda permanente da Casa, Paula Mascarenhas fez questão de marcar ainda mais um ponto fixo no calendário semanal de atividades: o Cinema no Instituto. A partir de hoje, todas as quartas-feiras às 17h serão exibidos vídeos no auditório. As sessões terão duração de uma hora e incluirão documentários, animações e outros gêneros audiovisuais ligados direta ou indiretamente à obra simoniana.


Vote


A assembléia eletiva do IJSLN ocorre nesta quinta-feira (4) na sede do Instituto (rua Dom Pedro II, 810), a partir das 18h com segunda chamada às 18h30. Podem participar da votação todos os associados. Mais informações pelo telefone 3027-1865.

Texto: Bianca Zanella | Imagem: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 2 de setembro de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Interlúdio


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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Instituto João Simões Lopes Neto lança prêmio para as artes visuais

Pinturas, esculturas, objetos, gravuras e vídeos inspirados na literatura simoniana vão passar a ter seu valor reconhecido pela instituição que é referência nos estudos e na preservação da memória e do patrimônio cultural legado pelo autor. Trata-se do prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais, lançado pelo instituto que leva o nome do escritor e que promete figurar entre as boas atividades desenvolvidas na área em todo o Estado.

De acordo com os organizadores, o objetivo é incentivar reinterpretações da obra de Simões - freqüentes por meio da dramaturgia - também através de outras construções artísticas. "O universo Simoniano é uma fonte inesgotável", afirma um dos idealizadores da proposta, Igor Simões, que há tempos desenvolve projetos teatrais e literários envolvidos na atmosfera narrativa das Lendas do Sul e dos Contos Gauchescos. Além disso, acrescenta ele, o prêmio irá proporcionar a criação de um espaço de visibilidade à arte feita no Rio Grande do Sul e promover o intercâmbio entre linguagens como a literatura e as artes visuais - algo recorrente na arte ocidental e contemporânea.

A obra vencedora do concurso será incorporada ao acervo do Instituto e seu autor receberá R$ 6 mil reais como premiação. Outros cinco trabalhos serão destacados e receberão menção honrosa como incentivo à produção artística no valor de R$ 1,5 mil cada.

O Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais tem o apoio das empresas "amigas do Instituto" - Colégio Gonzaga, Livraria Vanguarda, Construtora Theo Bonow e Caixa Econômica Federal - além da Braskem e da Copesul, patrocinadoras através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.


Inscrições começam amanhã

De 6 de agosto até o dia 10 de setembro artistas gaúchos ou residentes no Rio Grande do Sul há pelo menos cinco anos poderão inscrever seus trabalhos. O regulamento e a ficha de inscrição podem ser obtidos na sede do Instituto (rua Dom Pedro II, 810) e a partir de amanhã estarão disponíveis também na internet, no endereço www.joaosimoeslopesneto.com.br. Mais informações pelo telefone 3027-1865.


Texto: Bianca Zanella | Imagem: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 05 de agosto de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A cultura homenageia Pelotas

O aniversário da cidade, comemorado hoje, motiva diversas exposições artísticas e eventos culturais. Da dança à fotografia, a intenção é a mesma: homenagear Pelotas.

Diversas organizações ligadas aos segmentos de arte, cultura e turismo estão mobilizadas para render homenagens à Pelotas alusivas ao seu 196º aniversário comemorado hoje. Pela ocasião são oferecidas à comunidade atrações que, além de opções de lazer, servem para o resgate e valorização da memória da cidade.

Artes plásticas, dança, literatura e fotografia são alguns destaques do circuito cultural comemorativo. Algumas atividades sugeridas na programação, que já acontece desde a semana passada, se estendem até o final do mês. Todas as atrações, exceto a mostra de dança, têm entrada franca.


Confira!

Artes Plásticas

O ateliê Giane Casaretto inaugura hoje a mostra Preciosa Catedral, com desenhos e pinturas que contemplam os detalhes da Catedral São Francisco de Paula. Visitação até o final do mês na rua 15 de Novembro, 871.

Amanhã, no Shopping Zona Norte, é o último dia para conferir a exposição de telas e objetos do Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas intitulada MAPP - 8 anos amparados nos 196 de Pelotas.

Até o dia 17 o Espaço Arte & Eventos Zilah Costa (parque Dom Antônio Záttera, 255) realiza a exposição coletiva de telas e objetos Para sempre, Pelotas!. O local fica aberto das 14h às 18h.

No Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional do Transporte) termina hoje a exposição de telas dos alunos do curso de pintura. O endereço do Sest/Senat é avenida Ildefonso Simões Lopes, 1206, aberto ao público das 8h às 12h e das 13h30 às 18h.

Na Galeria de Arte da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Stella Onega expõe arte sobre tela e gravura expandida. Visitação das 8h às 22h.


Fotografia

A atração do saguão do Campus I da UCPel é a exposição Pelotas, do Apogeu às Doces Riquezas, com fotos de Felipe Macedo, acadêmico do curso de Jornalismo. A partir do dia 14 a mostra muda de endereço e vai para o saguão do Campus II (rua Almirante Barroso, 1202) onde fica até o dia 27.

No Corredor Arte do Hospital Escola da FAU/UFPel (rua Professor Araújo, 538) Francisco Vargas expõe Olhares até o dia 16. Vargas é administrador de empresas aposentado que tem a fotografia com hobby. As imagens que fazem parte da mostra exaltam a beleza histórica e arquitetônica do município.


Literatura

O Centro Literário Pelotense (Clipe) promove hoje Sarau Poético e Mini Feira do Livro de autores pelotenses. O evento será na Dom da Palavra Livraria e Cyber Café (esquina das ruas Dom Pedro II e 15 de Novembro) a partir das 15h.

O Clipe realiza também, até o dia 25, exposição de poesias ilustradas na Sala Inah Costa, situada no Centro Cultural Adail Bento Costa (praça Coronel Pedro Osório, casa 2). Duas obras premiadas na Expoesia 2008, de Porto Alegre, estão entre os títulos da mostra.


Acervos

Até o dia 5 de agosto a sala de exposições da Secretaria de Turismo expõe mobiliário e acessórios do Museu da Baronesa. Leques, chapéus e outras peças fazem parte do conjunto que engloba a temática Recanto feminino. A Secretaria de Turismo fica no Parque Museu da Baronesa.

Olhares através do tempo é o título da exposição do acervo da Secretaria de Cultura (Secult), que fica até o dia 25 nas sala Antônio Caringi do Centro Cultural Adail Bento Costa (praça Coronel Pedro Osório, casa 2) e na sala Frederico Trebbi, situada no saguão da Prefeitura.


Dança

Dia 11, às 19h30, a Associação de Dança de Pelotas (Adap) realiza no auditório externo do Cefet uma mostra de dança com a participação das escolas e grupos autônomos filiados e também de grupos escolares, com coreografias em diversos estilos. Ingressos à venda ao valor de R$ 3,00 nos seguintes locais: Cia. da Dança, Adágio Centro de Ginástica e Dança, Ateliê da Dança, 1 Ato Tavane Viana, Studio Unidança, Darla Duarte Cia. de Dança, Grupo de Dança Trem do Sul e Cia. de Dança Daniel Amaro. Mais informações pelo telefone 3225-6056 ou 8127-4505.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 7 de julho de 2008