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segunda-feira, 23 de março de 2009

Procura-se um troféu

A Associação Pelotense de Cinema (Cinepel) lançou edital do concurso que irá definir o troféu da primeira edição do Festival Nacional de Cinema de Pelotas, evento paralelo à Fenadoce 2009.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 15 de abril. O regulamento completo está disponível no site www.cinepel.com.br/festival.

Qualquer pessoa, com idade mínima de 18 anos, pode participar da disputa e cada candidato pode apresentar quantas matérias quiser. O criador da proposta vencedora será premiado com um computador e um certificado do concurso. Os autores dos dez melhores trabalhos que passarem na triagem também receberão certificado de menção honrosa.

Serão avaliados pela comissão julgadora os critérios “conceito”, “originalidade” e “viabilidade”. A criatividade é livre, mas os criadores devem mostrar idéias que formem um objeto sólido, de material durável e resistente, como no máximo 30 centímetros de altura e possível de ser fixado em uma plaqueta horizontal.
Na apresentação das propostas é necessário constar o desenho do troféu em perspectiva ou protótipo, o projeto executivo completo (com vistas frontais, laterais e posteriores, incluindo dimensões) e as especificações de materiais e processos construtivos.

O resultado do concurso será divulgado no dia 16 de abril.


Fique ligado

As inscrições de curtas-metragens para a mostra competitiva do festival ainda estão abertas e podem ser feitas também pelo site www.cinepel.com.br/festival.

As obras devem ser produções independentes com no máximo 22 minutos de duração. Mais informações pelos telefones (53) 3228–9339 ou 9958-7785.

terça-feira, 10 de março de 2009

Homenagem

O aniversário era do Capitão, mas os presentes foram para o Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) e os diversos amigos da casa. Simonianos se reuniram na antiga morada do escritor, na rua Dom Pedro II, no dia em que se completaram 144 anos de seu nascimento, para homenagear as pessoas que fizeram e fazem parte da história do IJSLN.


A programação começou com uma visita à sepultura de Simões no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, pela manhã, e à noite as homenagens se iniciaram com a abertura da galeria de ex-presidentes, inaugurada pela foto de Paula Mascarenhas, que esteve até o ano passado à frente da instituição. “Me sinto feliz em fazer parte dessa casa, desse espaço físico que sempre me acolheu. Aqui me sinto em casa, me sinto em paz”, disse em seu discurso informal ao descerrar o quadro junto à também simoniana Beatriz Araújo.

Enquanto passava pelas mãos do público presente na solenidade um dos poucos exemplares que chegaram a Pelotas da primeira versão em espanhol de Contos gauchescos, editada pela uruguaia Banda oriental, homenagens e presentes foram trocados. A casa recebeu da Associação Rural de Pelotas um manuscrito de Simões encontrado junto às atas do Primeiro Congresso Agrícola do Rio Grande do Sul, realizado em Pelotas no ano de 1908.


Outras homenagens

A jornalista Bianca Zanella, do Diário Popular, também foi homenageada na noite de festa pela conquista da Menção Honrosa do prêmio Mário Pedrosa, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prêmio, anunciado no final de fevereiro, contemplou a matéria Onde a história acontece, publicada no caderno Estilo no dia 2 de novembro de 2008, dedicada ao trabalho da instituição. Como disse o presidente do IJSLN, Henrique Pires, ao receber o manuscrito, um presente se agradece com outro. Assim, a jornalista ofereceu à casa a matriz de impressão da reportagem premiada. “Eu só tenho a agradecer ao Instituto, porque as pautas que fiz com vocês sempre foram de muito conteúdo e que valeram muito”, retribuiu Bianca o carinho concedido.


O artífice Fábio Galli também foi homenageado pelo “trabalho de cotonete”, como disse Pires, realizado nas paredes da antiga residência para recuperar as escaiolas originais da construção. Ao se referir a uma homenagem recebida junto à prima Bianca, Galli ressaltou como a cultura une pessoas, gerações e técnicas.


A programação da casa de cultura para 2009 também foi apresentada. Entre as principais atividades estão as permanentes João Simões Lopes Neto vai à Escola, Diálogos na casa de Simões - que tem o cineasta Henrique de Freitas Lima e o escritor Eduardo Bueno já confirmados -, além de seminários, a presença na Feira do Livro, a oficina de cinema e animação com André Macedo e a novidade Música na Casa do Capitão, que se inicia com a apresentação de Ana Mascarenhas no dia 19 de março. A noite foi encerrada pela palestra Critérios estéticos e estrutura narrativa na obra de João Simões Lopes Neto, do professor Carlos Sica Diniz, um dos principais pesquisadores da obra simoniana e destaque na comemoração.


Texto: Aline Reinhardt | Fotos: Paulo Rossi | Extraído de: Jornal Diário Popular / Pelotas / P. 7 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 10 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

Prêmio

Caros amigos,

É com muita alegria que hoje, às 18h, estarei presente no lançamento das atividades de 2009 no Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).

Alegria e honra, por vários motivos.
Uma das primeiras pautas que fiz desde que comecei a escrever para o Diário Popular foi sobre o Instituto, ainda na gestão de Paula Mascarenhas, que hoje inaugura a galeria de ex-presidentes da Casa.

Depois fiz muitas outras matérias que já me considero uma verdadeira "amiga do Instituto" e, principalmente, amiga das pessoas que trabalham para manter a Casa sempre de portas abertas. A comunidade pelotense tem muito a agradecer ao IJSLN por suas contribuições para a preservação, o resgate e a construção da nossa cultura.

Dizem que o maior desafio para os jornalistas são as pautas "ruins", aquelas de que pouco se extrai e em que o jornalista é desafiado a do muito pouco, quase nada, escrever um bom texto. Eu concordo com essa idéia, mas também acredito que as boas pautas são igualmente desafiadoras. Em cerca de 7 anos de trabalho eu já tive muitas pautas boas e muitas pautas ruins. Delas, já fiz muitos textos bons e muitos textos ruins. O Instituto João Simões Lopes sempre ofereceu boas pautas, e destas eu tive a felicidade de ter feito alguns bons textos, em especial um, que recebeu no mês passado uma menção honrosa no Prêmio Mário Pedrosa, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Hoje à tardinha vou estar no Instituto para comemorar este prêmio ao lado das pessoas que fizeram parte dele. Divido o mérito com a equipe do Diário Popular, pelo incentivo, apoio e por contribuírem diretamente para o êxito da reportagem. E também com todos os simonianos, com o desejo de que continuem a brindar a nós, jornalistas, com boas pautas para que possamos sempre levar aos leitores um conteúdo interessante e de qualidade.


Posts relacionados:
Reportagem sobre IJSLN rende prêmio ao Diário Popular
Uma casa, tantas histórias - Onde a história acontece (matéria premiada, publicada no caderno Estilo do DP em 2 de novembro de 2008)

Matéria publicada sobre o Prêmio (por Francisco Vidal)
Matéria publicada sobre o Prêmio 2 (por Francisco Vidal)
Matéria publicada sobre o Prêmio 3 (por Francisco Vidal)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Reportagem sobre IJSLN rende prêmio ao Diário Popular

Contar a história do museu que leva e divulga o nome de um contador de histórias encantou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e rendeu ao Diário Popular e à jornalista Bianca Zanella a Menção Honrosa do prêmio Mário Pedrosa – Museu, Memória e Mídia. A reportagem Onde a história acontece, pubicada no caderno Estilo no dia 2 de novembro do ano passado conta os encantos e a importância da casa que pertenceu ao escritor regionalista João Simões Lopes Neto e hoje abriga o Instituto que leva seu nome e que é uma verdadeira centro de cultura no coração de Pelotas.

A menção honrosa não estava no edital que instituiu o concurso; foi um prêmio a mais estabelecido de comum acordo entre os membros da comissão avaliadora, como uma forma de premiar um trabalho bem qualificado. O Prêmio Mário Pedrosa foi idealizado pelo IPHAN como forma de incentivar a publicação de trabalhos sobre museus e, nessa que foi sua primeira edição, a importância social desses espaços foi o foco, com o tema “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”.

Foi pensando nessa temática que Bianca trabalhou os aspectos de preservação e vivência da memória e incentivo cultural intenso que caracterizam o Instituto João Simões Lopes Neto. “O Henrique [Pires, presidente do IJSLN] abriu as portas do instituto e incentivou a participação no concurso”, conta a jornalista. E na forma de contar a história e a vida da casa do Capitão pode-se sentir o objetivo maior da competição promovida pelo IPHAN: fazer crescer o interesse pelos museus e por tudo que eles representam para a história cultural e a memória de um povo.

Participaram trabalhos de todo o País, publicados entre 1º de janeiro e 15 de novembro de 2008. O resultado, que deveria ter sido divulgado em 18 de dezembro, só foi publicado ontem, no Diário Oficial da União. Além da menção honrosa, outros três prêmios, previstos no edital, foram concedidos. Museu de todos, da jornalista Maria Olivia Mindêlo, publicada Jornal do Commercio, do Recife, ficou com o primeiro lugar. Na segunda e na terceira colocação foram premiados, respectivamente, A Casa é de Todos, de Jacqueline Batista (O Jornal, Maceió) e Memorial Resgata História da Mulher no Agreste de Alagoas, de Davi Barbosa Neto Salsa (Jornal Tribuna Independente, Arapiraca – AL).

A boa notícia do prêmio veio de surpresa. “Como faltava pouco mais de um mês para minha formatura quando a matéria foi publicada, O IPHAN afirmou que a participação não seria homologa”, explica a jornalista. Mesmo assim, o material foi enviado e a qualidade do texto e do conteúdo chamou a atenção do júri. Para o coordenador de redação do Diário Popular, Pablo Rodrigues, que editou e acompanhou a construção da reportagem, o prêmio confirma o potencial da matéria. “Eu sempre soube que tinha chance de ser premiada. É um baita tema e uma baita matéria”, elogia.

Recebida com festa no instituto, a menção honrosa concedida a Bianca será mais um motivo de celebração na programação que marcará os 144 anos do nascimento do escritor, programada pelo IJSLN para o dia 9 de março, data do aniversário do autor. O presidente do instituto, Henrique Pires, afirma que, entre as atividades que vão de manhã até a noite, uma homenagem à repórter será prestada. “No momento que uma jornalista do interior do Rio Grande do Sul ganha um prêmio desse porte, isso mostra que a atividade cultural realizada no interior pode competir de igual para igual com o resto do País. É muito merecido”.


Texto: Aline Reinhardt | Extraído de: Jornal Diário Popular / Contracapa | Publicado em: Pelotas, Sábado, 28 de fevereiro de 2009


Leia também:
Texto de Francisco Vidal sobre o prêmio

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Minuto


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Inspiração Simoniana

Instituto João Simões Lopes Neto revela os vencedores do primeiro Prêmio de Artes VisuaisJustificar
Após meses de expectativa, foram anunciados ontem os ganhadores do Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais. A divulgação ocorreu durante a vernissage que abriu a exposição das onze obras finalistas, na galeria de arte do Instituto de Artes e Design (IAD/UFPel).

O artista porto-alegrense Elton Manganelli foi o grande vencedor da noite. Recebeu uma premiação no valor de R$ 6 mil pela obra O Sonho do Sacristão, um conjunto de três telas inspiradas na lenda da Salamanca do Jarau, que passa a fazer parte do acervo do Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN). Outros cinco artistas (veja os nomes na lista de premiados) receberam menções honrosas no valor de R$ 500 cada.

O presidente do IJSLN, Henrique Pires, enfatizou que este é atualmente o maior prêmio de artes visuais vigente no Rio Grande do Sul. "É o maior do ponto de vista da valorização do artista. Conseguimos oferecer um bom estímulo com a premiação de mais de 13 mil reais e ficamos muito satisfeitos com a resposta que recebemos da comunidade, pela quantidade e qualidade das obras inscritas", afirmou.

Telas, fotografias e objetos ganharam formas inspiradas nas lendas e nos contos do escritor pelotense. Por entre mantantiais, personagens da dramaturgia, cenários e símbolos da cultura gaúcha foram recriados pelas mãos e olhares dos artistas. Ao todo foram 73 inscritos de diversas cidades do Estado, que se dispuseram a buscar em Simões inspiração.

"Simões é realmente muito inspirador pra mim. Achei muito interessante a proposta do Prêmio, tinha tudo a ver com o meu trabalho", diz a artista plástica Jane Machado, que já criava sobre a literatura de Simões desde 2002. "Eu comecei pesquisando o trabalho de Nelson Boeira Faedrich (ilustrador do livro Lendas do Sul), mas logo desisti da pesquisa. Resolvi que queria criar a minha própria Teniaguá", comenta ela.

"O que mais gostei de ver é que os artistas não fizeram simplesmente ilustrações dos textos. Eles partiram dos contos e lendas de Simões e foram capazes de responder à essa obra de uma forma muito original", destaca Igor Simões, produtor cultural do Instituto.

Segundo Henrique Pires, o IJSLN já planeja uma segunda edição do prêmio. "Essa é a nossa expectativa. Não sei se para o ano que vem ou para o próximo." O Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais foi viabilizado por recursos via Lei de Incentivo à Cultura (LIC/RS) com o patrocínio da Copesul e da Braskem, e apoio das empresas "Amigas do Instituto": Colégio Gonzaga, Livraria Vanguarda, Theo Bonow e Caixa Econômica Federal.


Os premiados

Prêmio aquisição
Elton Manganelli (Porto Alegre) - O Sonho do Sacristão

Menções honrosas
Adrian Norberg dos Santos (Pelotas) - Jogo do Osso
Isabel Ramil (Pelotas) - Tudinha e Nadico
Jane Machado (Porto Alegre) - Sem título (da série: As peles de Teniaguá)
João Genaro (Pelotas) - Palangolé Simoniano
Ricardo Garlet (Frederico Westphalen) - Caixa IV

Outros finalistas

Ana Paula Barcelos (Pelotas) - Encarnado Manantial
Kátia Costa (Cristal/Porto Alegre) - Sou Eu, o Homem
Luci Sgorla de Almeida (Porto Alegre) - Transgressão
Pauline Treicha (Canguçu/Pelotas) - Mboitatá
Rodrigo Lobato Schlee (Pelotas) - Tranças Negras


Prestigie:

O quê: Exposição das obras finalistas no Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais
Quando: até o dia 11 de novembro (visitação de segunda a sexta-feira das 8h30 às 19h)
Onde: na galeria de arte do IAD (rua Alberto Rosa, 62)
Entrada franca


Ecos

Estimulados pela proposta do prêmio, mesmo sem interesse em competir, alunos do curso de licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas recriaram os personagens dos contos e lendas simonianos em formas de bonecos. "Trabalhar a obra de Simões através da linguagem da Toy Art foi um desafio proposto para os alunos, e o resultado foi muito bom", diz a professora Maria de Lourdes Reyes, orientadora do projeto.

Os 21 bonecos serão expostos durante a Feira do Livro, e a intenção é que o trabalho venha a itinerar pelas escolas. "Isso tem tudo a ver com o professor. Acho que vai ser legal usar essas criações para contar as histórias", acrescentou.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 22 de oububro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Prêmio


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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tem Festival no Sete de Abril

Em uma nova tentativa de inserir Pelotas no forte circuito de festivais de música gaúcha, ocorre neste sábado (18) no Theatro Sete de Abril a segunda Salamanca da Canção Nativa. Além de divulgar a poesia e a canção regionalista e incentivar novos talentos, o festival homenageia de uma só vez a música e a literatura gaúcha e pelotense personificada em um de seus principais representantes, João Simões Lopes Neto. As metafóricas referências à lenda da Salamanca do Jarau, explícitas nos nomes que batizam o prêmio e o grupo que o criou, são a maior prova da identidade do projeto, nascido com a proposta de cultuar a cultura tradicionalista em sentido amplo, em todas as suas formas de manifestação.

A iniciativa é do grupo autônomo Alma Forte, Coração Sereno, que semeou a idéia no interior do CTG Rancho Grande, do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), onde em fevereiro do ano passado foi realizada a primeira edição do festival. "No início eram quatro ou cinco estudantes. A maior parte da gurizada estava no último ano lá, mas mesmo depois que nos formamos achamos que a gente não podia deixar a idéia morrer", conta Lillian Muller, que atualmente é estudante de agronomia e toma a frente da organização junto com Normando Bresolin e Fábio de Castro.


Aposta no entusiasmo

A cada vez que surge um levante eufórico determinado a criar um festival forte no cenário musical pelotense, a pergunta é inevitável: será que dessa vez dará certo? O Círio (Canto Interuniversitário Rio-Grandense) e a Charqueada da Canção, já extintos, são apenas dois de vários exemplos das iniciativas criadas com o mesmo objetivo que não prosperaram.

Não por falta de talentos, já que os músicos pelotenses participam com destaque de festivais em outras cidades e não raramente trazem prêmios significativos para cá. Para os organizadores da Salamanca, o público pelotense não é resistente aos festivais, e também não faltam recursos para realizar os eventos e colocar as idéias em prática. "Pelotas comporta muitos festivais e realizá-los é totalmente viável. As verbas estão aí, os talentos e o público também. Falta organização de bons projetos", defende Bresolin. O grande número de inscrições, de músicos oriundos de diversas cidades do Estado, já demonstra, segundo ele, um grande interesse dos artistas e indica uma boa participação da comunidade. "Quando os projetos são muito vinculados a alguma entidade, ou acabam ficando na mão de uma única pessoa, não vão para a frente. Mas quando tu pegas um grupo de empreendedores apaixonados pela causa e capazes de organizar isso, as coisas saem do papel. Começamos pequeno para amadurecer aos poucos", continua ele.

A Salamanca da Canção Nativa tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, da Universidade Federal de Pelotas e do restaurante Rincão Nativo.


Os finalistas

(Lista de músicas e intérpretes classificados por ordem de apresentação)
1. Última marcha (Richard Pereira)
2. Pra cantar ainda de espora (Alex Barcelos)
3. Onde as almas ressucitam (Maicon Gonzales)
4. Tumbeiro (Sérgio Terres Viana)
5. Relíquia (Diego Machado)
6. Quisera (Alex Sandro Moraes Moreira)
7. Joguei fora a felicidade (Flávio Mendez)
8. Romanceiro (Fabrício Marques)
9. De repontes e estradas (Igor Moraes)
10. Vai coração (Alci Vieira Júnior)
11. Um dueto pra um desfile (Gustavo Campelo)
12. Assim me faço campeiro (Rodrigo Madrid)
O júri é formado pelo escritor e compositor Édson Silva, pelo instrumentista, maestro e professor Leonardo Oxley e pelo cantor e compositor Rui Carlos Ávila.


Prestigie e incentive!

O quê: II Salamanca da Canção Nativa. No intervalo do festival, show com Rodrigo Jacques
Quando: Sábado, dia 18, às 19h
Onde: no Theatro Sete de Abril

* Após as apresentações e entrega dos prêmios haverá uma confraternização entre os participantes, o público e os organizadores do festival no restaurante Rincão Nativo (rua Félix da Cunha, 859)


1 livro = 1 ingresso

Os ingressos podem ser trocados na hora ou antecipadamente no teatro por livros - didáticos ou literários, novos ou usados (desde que em bom estado de conservação). A bilheteria do evento será em benefício da biblioteca de uma unidade de educação do interior de Pelotas. A escola que irá receber as doações ainda não definida.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Freak e Ronaldo Pedra premiados em festival estadual

Músicos pelotenses venceram três das principais categorias do Sesi Descobrindo Talentos

Anunciada para o final do ano no litoral norte gaúcho, a final estadual do prêmio Sesi Descobrindo Talentos - promovido pelo Serviço Social da Indústria - foi antecipada. Assim, bem antes do que esperavam, os músicos da banda Freak Brotherz e Ronaldo Pedra foram premiados no festival.

A Freak, com a música Dentro da Idéia, venceu a categoria aberta à comunidade e o baterista Clovinho Motta ficou com o troféu de melhor instrumentista. Ronaldo Pedra, com a canção Amor pode ser assim, e foi consagrado mais uma vez como o melhor intérprete do festival, repetindo o feito da etapa eliminatória realizada em Pelotas.

A semi-final regional ocorreu no mês de julho, em Rio Grande. Na ocasião, por uma falha na interpretação do regulamento, os três pré-selecionados pelotenses se classificaram para a final, quando na verdade poderiam ter se classificado apenas dois. Wagner Lopes, que concorria com a música Filhos do nada, não pôde ir à Erechim. Como ficaram sabendo na última hora da mudança de data, alguns músicos da banda não puderam viajar à tempo.

Dione Silveira, músico que acompanhou Ronaldo Pedra nas duas primeiras etapas, também não pôde comparecer à final em função de outro compromisso. "Acho que isso me prejudicou um pouco porque tive que fazer voz e violão sozinho e a música perdeu em arranjo e melodia. Com ele a apresentação teria sido mais interessante", lamentou o músico, embora esteja satisfeito com o reconhecimento que conquistou. "Ser considerado o melhor intérprete entre 19 já é sem dúvida muito bom."

Dessa vez, os participantes de Pelotas não puderam contar com a torcida, que havia comparecido em peso na etapa disputada em Rio Grande. "Todo mundo ficou sabendo na última hora. Tivemos que jogar tudo pro alto pra poder ir", disse o vocalista da Freak Brotherz Danilo Ferreira. Para ele, a postura no palco fez a diferença na escolha dos jurados. "Acho que a maturidade conquistada em 10 anos de banda pesou bastante", comentou ele que também destacou a produção: "o figurino à caráter, ou melhor, mal caráter cedido pelo Brick e Brechó Abracadabra que a gente adotou desde a gravação do clipe foi outro ponto forte", lembrou em tom descontraído, não dispensando o merchandising.


O que disse a organização

Representantes do setor de Lazer do Sesi em Porto Alegre informaram que a data e o local da final do festival (20 de setembro, em Erechim) não foi alterada, e que havia sido amplamente divulgada desde as primeiras etapas classificatórias. Segundo eles, houve engano por parte das unidades regionais.

Os porta-vozes do Sesi em Porto Alegre não souberam informar o resultado oficial do Festival e justificaram que a lista ficou sob a responsabilidade dos funcionários de Erechim, que como trabalharam no final de semana estavam de folga ontem e não foram localizados. Os nomes, porém, devem ser divulgados em breve no site da instituição.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 23 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Simões e as Artes

Mboitatás, Teiniaguás e Negrinhos sairam dos livros e do imaginário de artistas para as telas, objetos, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas. Ao todo foram homologadas 73 obras, de várias cidades do Estado, na 1ª edição do Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais, das quais 11 são finalistas.

Na opinião de Igor Simões, um dos organizadores do projeto, "o Prêmio já cumpriu com seus objetivos de valorizar a diversidade da produção gaúcha de arte contemporânea e de motivar a comunidade artística a dar novos sentidos à obra simoniana".

A lista de obras selecionadas, fechada pelo júri na sexta-feira, será anunciada oficialmente hoje à noite, no auditório Carlos Reverbel, quando toma posse a nova diretoria do Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) eleita para o triênio 2008-2011.

Henrique Pires, que assume o cargo de presidente ocupado por Paula Mascarenhas desde 1999, destacou o financiamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura como item fundamental para a realização do Prêmio. "Esse é um exemplo de que a LIC, quando bem utilizada, é extremamente saudável para quem produz e aprecia cultura e arte, especialmente no interior" afirmou ele, que já considera a realização de uma 2ª edição do prêmio.

As obras selecionadas serão expostas na Galeria de Arte do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas (IAD/UFPel) a partir do dia 21 de outubro, quando será anunciado o ganhador do prêmio principal no valor de R$ 6 mil e das cinco menções honrosas no valor de R$ 1,5 mil cada.

O projeto realizado pela Ato Produção Cultural tem o patrocínio da Braskem e da Copesul, via financiamento da Lic, e conta com o apoio das empresas com o selo Amiga do Instituto: Colégio Gonzaga, Livraria Vanguarda, Construtora Theo Bonow e Caixa Econômica Federal. Pires pretende agora buscar outras parcerias para viabilizar a itinerância da mostra pelo Rio Grande do Sul.


Artistas selecionados
Elton Manganelli (Porto Alegre)
Pauline Trecha (Canguçu/Pelotas)
Isabel Miranda Ramil (Pelotas)
Ricardo de Pellegrin (Pelotas)
João Genaro (Pelotas)
Rodrigo Lobato Schlee (Pelotas)
Adrian Nornberg dos Santos (Pelotas)
Kátia Costa (Cristal/Porto Alegre)
Luci Sgorla de Almeida (Porto Alegre)
Ana Paula Barcelos (Pelotas)
Jane Machado (Porto Alegre)


Conheça os jurados

Aldyr Schlee - escritor, responsável pela revisão crítica da obra de Simões
Mário Mattos - vice-presidente do IJSLN, artista plástico, estudioso da obra simoniana e biógrafo do escritor
Angela Pohlman - doutora em Artes Visuais e professora de Gravura do Instituto de Artes e Design (IAD/UFPel)
Marta Freitas - doutora em Artes Visuais e professora de Escultura do IAD/UFPel
Nicola Caringi - mestre em Artes Visuais e professora de Estética e Cultura Brasileira do IAD/UFPel
Luciana Vianna - ex-diretora de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e professora de Teoria da Arte do curso de Moda da Universidade Católica de Pelotas (UCPel)
Daniela Palazzo - professora do curso de Moda da UCPel, formada em Artes Visuais e pós-graduada em Arte
Henrique Pires - representante do IJSLN e diretor do departamento de Arte e Cultura da UFPel


Conselheiros serão conhecidos hoje

Ao lado de Henrique Pires, tomam posse hoje o escritor e fundador do Núcleo de Estudos Simonianos Mário Mattos, que se mantém no cargo de vice-presidente do Instituto, Marley Poeta e Alda Maria Jaccottet - como primeira e segunda secretárias -, além de Vítor Azubel e Ramão Marques Costa, na função de tesoureiros. Paula Mascarenhas, que deixa a presidência, assume uma cadeira no Conselho do IJSLN, privilégio que abre precedente para que todos os ex-presidentes venham a fazer parte do grupo, ao deixarem o posto de executivos. Uma urna ficará disponível aos associados a partir das 18h30min na sede do Instituto para a eleição dos outros quatro conselheiros.

"A cerimônia será simples, tem hora para começar e hora para acabar. Assim vai dar tempo para as pessoas saírem a tempo de assistir ao concerto no Conservatório de Música", sugere. Mais informações sobre esta apresentação musical na página 6 do Caderno Zoom.


Participe

O quê:
Cerimônia de troca de diretoria do Instituto João Simões Lopes Neto e anúncio dos finalistas do Prêmio de Artes Visuais
Quando: Hoje (22), das 19h às 20h
Onde: Auditório Carlos Reverbel, na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2008