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terça-feira, 28 de abril de 2009

Em Futebol sociedade anônima entram em campo estereótipos brasileiros

A paisagem suburbana que aparece na tela é conhecida por aqui: a passarela de pedestres, um dos marcos do Simões Lopes, é um dos principais elementos da locação da nova produção cinematográfica pelotense: Futebol sociedade anônima, uma coprodução da Moviola Filmes com a Plug Produtora.


O curta-metragem foi gravado no final de semana passado no campinho da antiga estação férrea. Duas manhãs bastaram para a captação de todas as cenas que, depois de editadas, irão se transformar em até 15 minutos de imagens sequenciais em movimento.

Da parceria entre as duas produtoras vem o profissionalismo desse novo filme, que ampliou consideravelmente a lista de créditos da Moviola, que antes trabalhava com uma enxuta ficha técnica. “Éramos poucos trabalhando e também com poucos equipamentos. Antes a gente gravava com handcam (câmera de mão). Com o empréstimo das câmeras e da grua, a Plug proporcionou um grande salto de qualidade e cada um da equipe envolvida também pôde se dedicar mais à sua parte”, disse Cíntia Langie, que assina a direção da ficção com o roteirista Rafael Andreazza. “Tem a mão de todo mundo ali”, ressalta Daniela Pinheiro, responsável pela direção de arte e figurinos junto com o artista Gê Fonseca.


O filme foi gravado com câmera digital de 3CCDs em 24 frames - velocidade de película. Para se ter ideia, a câmera utilizada pela Moviola nos filmes anteriores era de 1CCD. “Ainda não é high definition (alta definição), mas foi o filme mais profissional que fizemos até agora”, afirma Cíntia.
Futebol sociedade anônima contou com o patrocínio das empresas Brás Piso e Posto Ikoporã e teve o apoio do Grêmio Esportivo Brasil, da Tribo Serigrafia, da fábrica de biscoitos Zezé e da distribuidora de água H2O.


Irônico e metafórico

Como outras produções da Moviola Filmes (Estacionamento e Katanga's bar, por exemplo), Futebol sociedade anônima tenta driblar os formatos convencionais de se contar histórias no cinema: não possui diálogos, apenas frases soltas como viés da narrativa.

“Fazer uma sinopse desse filme tiraria um pouco o sentido dele”, adianta-se a diretora, que ainda assim tenta resumir a proposta do roteirista. “Não é uma história sobre futebol, é uma história sobre uma galera que se junta ‘pra’ jogar bola”, começa ela a explicar a “jogada” do curta que coloca em cena a sociedade brasileira enquadrada entre quatro linhas e duas goleiras de um campinho de futebol de várzea.

Permeado pela ironia, o filme retrata vários perfis psicossociais dos jogadores, de acordo como cada um deles enxerga o jogo, quer dizer, a vida.


O “bola 8” - uma analogia que sai dos campos de futebol para a mesa de sinuca - é um dos personagens dessa trama e representa um juiz literalmente “perdido em campo”. “Ele é uma espécie de autoridade sem autoridade, que desconhece o seu papel nesse jogo”, argumenta Cíntia.
Enquanto a pelada se desenrola no campinho, duas senhoras - dona Quiterinha e dona Zuleica, interpretadas pela cantora Soninha Porto e pelo ator Lóri Nelson - assistem a tudo de um sofá, na linha lateral, e na estação apenas um passageiro ainda espera pelo trem.

No elenco estão também Vítor Azubel, Márcio Mello, Leonardo Dias e Flávio Dornelles, entre outros.

A edição do curta deve ser concluída em maio, mas o filme ainda não tem data prevista para ser exibido aqui. Antes deverá entrar na programação de eventos fora do circuito local. “Vamos tentar inscrever o curta em alguns festivais, mas depois com certeza vamos marcar um evento aberto à comunidade ‘pra’ mostrar esse trabalho”, anuncia Cíntia.

Na semana que vem deve ir ao ar no blog da Moviola o primeiro teaser do filme. Para conferir acesse moviolafilmes.blogspot.com.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 28 de abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cinepel e CDL fazem lançamento oficial do Festival de Curtas da Fenadoce

A um mês do fim do prazo para inscrições de filmes no 1º Festival Nacional de Cinema da Cidade de Pelotas – o Cine Grandes Curtas – mais de 250 produções audiovisuais, de dez estados do País, já foram catalogadas pela Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel). A informação foi divulgada na noite de segunda-feira, no lançamento oficial do festival marcado para ocorrer de 3 a 21 de junho no Centro de Eventos, durante a 17ª Fenadoce.

Segundo os organizadores, desde a última semana a média é de 15 a 20 novos filmes inscritos diariamente. Produtores podem enviar seus trabalhos até o dia 15 de maio, ou até que seja completada a grade de programação dos 19 dias de exibições. Como não há pré-seleção dos filmes (só são descartados aqueles que não apresentarem os mínimos pré-requisitos previstos no regulamento) será aceita a inscrição de, no máximo, 450 produções.

Por isso, quem deseja apresentar seu trabalho na mostra deve se apressar: devido ao fluxo intenso de remessas e ao fato de que, até agora, nenhuma obra foi rejeitada, a expectativa é de que as inscrições sejam encerradas dias antes do prazo final anunciado. As produções serão exibidas simultaneamente no auditório do Centro de Eventos e on-line, no site da Cinepel.

A abertura do festival será marcada pelo lançamento do longa-metragem O Rei da Munganga, uma narrativa feita com deboche e simplicidade sobre a vida do cantor paraibano Genival Lacerda. A diretora Carolina Paiva, o produtor João Lacerda e o próprio Genival já confirmaram que virão a Pelotas para a apresentação.

Na mostra não-competitiva o festival terá a participação de filmes de Portugal, dos Estados Unidos, da Escócia, Noruega e Grã-Bretanha. As obras estrangeiras, além de serem um tempero a mais para o evento, são um prenúncio do que pretendem os organizadores já para a segunda edição prevista para 2010: a intenção é, desde já, fazer do Cine Grandes Curtas um festival internacional. “Queremos fazer com que a repercussão desse evento coloque Pelotas definitivamente no calendário cultural e turístico do Brasil”, anuncia o presidente da Cinepel, José Mattos.

Para o cineasta e presidente da Associação Gaúcha de Audiovisual (Agauvi), o carioca Luiz Rangel, que esteve presente no evento de lançamento do festival, o caráter da mostra é importantíssimo como ensaio para o olhar. “O grande lance é você poder ver outras linhas de trabalho, ver como o audiovisual está acontecendo fora da cabeça da gente.”

Rangel ainda salientou a relevância da indústria cultural cinematográfica para a economia. “Uma produção de cinema movimenta todos os segmentos porque é um trabalho artístico que necessariamente deve ser realizado em equipe. A bonificação econômica para a comunidade é uma consequencia dos aspectos culturais. Infelizmente no Brasil a gente ainda encara a cultura como um reboque dos outros segmentos, e não como algo de potencial comercial”, polemiza.

Ele ainda ressaltou o ineditismo do festival de Pelotas por não impor barreiras aos produtores para a exibição e também por garantir espaço para a apresentação do formato curtas-metragens. “Esse tipo de filme tem por diferencial a capacidade de contar uma história ou transmitir uma mensagem em pouquíssimo tempo. Todos os dias, nos intervalos da TV, assistimos curtas: as propagandas que nos vendem um produto, um conceito ou um governo em apenas 30 segundos.”

O presidente da Câmara de Dirigentes Logistas de Pelotas (CDL), Ricardo Jouglard, destacou a importância do festival de cinema, assim como dos outros eventos culturais paralelos (o festival de música e a mostra de teatro) como atrativos a mais para o público que frequentar a Fenadoce esse ano.


A procura pela estatueta continua

Até o dia 25 desse mês artistas visuais podem inscrever projetos no concurso que irá definir o troféu que será entregue aos premiados nas 13 categorias do Cine Grandes Curtas. O resultado deverá ser anunciado no começo de maio. Informações e regulamento no site www.cinepel.com.br ou pelo telefone 3228-9339.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 4 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 15 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O novo cinema brasileiro chega às telas com Vingança

Já diz a cultura popular que “a vingança tarda mas não falha”. Com o perdão do trocadilho clichê, digo que o filme Vingança, do diretor-revelação da temporada passada, Paulo Pons, demorou, mas finalmente chegou a Pelotas, mais de quatro meses depois de seu lançamento. E teria demorado mais, não fosse outra iniciativa do Instituto João Simões Lopes Neto de realizar a exibição na noite da última terça-feira.

O longa foi apresentado também na cidade-natal do cineasta, Pedro Osório. Desconhecido, mas já aclamado, elogiado e duramente criticado, o filme de estreia da produtora Pax Filmes chegou aqui depois de passar pelos principais festivais do Brasil - Gramado, Rio, São Paulo e Brasília - e fazer uma escala em Berlim, no terceiro festival de cinema mais importante do mundo.

Cerca de cem pessoas lotaram o auditório do Instituto João Simões Lopes Neto para assistir ao filme, com a honra da companhia do ator protagonista e com comentários ao vivo do diretor, que pessoalmente acionou a tecla play. Quem não conseguiu lugar ficou em pé, sentou-se no chão, mas não quis perder. Um dia antes, 800 espectadores passaram pelo CTG Fogo de Chão, em Pedro Osório, para outras quatro sessões. Valeu a pena a espera.

O cineasta que já foi chamado de marqueteiro, duramente criticado por subverter o sistema industrial da produção de filmes e incomodar as grandes produtoras com o discurso de baixar o orçamento mostrou que, depois de tantos “nãos”, sim: é possível fazer cinema barato até para competir com os “grandões” do mercado. Com uma produção desproporcional no tamanho da verba, Pons desafia as proporções de qualidade.

Apesar disso, confessa o que não passou despercebido por alguns dos olhares mais técnicos presentes na sessão: em uma cena logo no início do filme a câmera treme exageradamente. “A ideia era mesmo fazer uma câmera instável, mas nem tanto. Só que naquele dia, que foi o primeiro de filmagens, nosso suporte de mão falhou. E por ter pouco dinheiro não tínhamos como voltar e fazer de novo. Teve que ficar assim”, explica. Mas essa foi a única falha técnica notada no filme. Fora isso, a câmera instável, que em alguns momentos chega a perturbar o espectador, foi proposital para dar o tom tenso ao longa e vai se estabilizando à medida que o enredo avança sob o som da bela trilha sonora de Dado Villa-Lobos.

“Estamos avançados em tecnologia e o mundo sabe que o Brasil pode revolucionar o mercado a ponto de os produtores negociarem os filmes direto com os donos das salas de exibição. O que proponho é uma democratização do cinema usando criatividade, valorizando o trabalho artístico e usando novas tecnologias. E estou disposto a mostrar como eu fiz, para que outras pessoas façam ainda melhor e assim essa idéia se multiplique, seja aperfeiçoada. É só me perguntar: 'Como?'”, disse ele, que prontamente se convidou para debater o tema com a comunidade acadêmica do curso de Cinema da UFPel.


Críticas e polêmicas

Vingança é muitas coisas. Intenso, erótico, sensual, trágico. Violento? Muito pouco, apesar do tema.

Na tela, Erom Cordeiro reafirma sua posição de protagonista a cada cena. Ver o filme leva o espectador diretamente a concordar com críticas feitas anteriormente sobre a atuação do alagoano, que na tela parece mais gaúcho do que muitos atores nascidos e criados no Rio Grande do Sul já vistos em cena por aí. Até o sotaque soa com naturalidade. Sem muitas falas, o ator sustentou a trama e o personagem sinistro em gestos, olhares, respiração e suor com uma impecável interpretação.

Daí, a comparação é inevitável, como é inevitável também concordar com as críticas negativas com relação à aparição do veterano José de Abreu. Por mais louco que Paulo Pons quisera que fosse aquela figura, ela é estranha lado a lado com a trajetória de Miguel (interpretado por Erom), que de tão autêntica e realista acaba fazendo parecer a do outro ainda mais irreal e caricata.

E os críticos também parecem ter razão quando julgam estranho o sotaque de Emiliano Ruschel, que pareceu forçado aos ouvidos pelotenses, ainda que original, já que o ator é gaúcho criado em Passo Fundo.

Paulo Pons se defende, diz que a escolha de fazer personagens gaúchos surgiu quando o roteiro já estava em meio caminho andado e que teve a intenção de homenagear a sua terra. Sobretudo, diz que um filme deve ser discutido e apreciado e que deve se justificar por si mesmo. “Eu acho chato isso de fazer arte e ter que justificar essa arte com uma tese. Se eu quisesse me explicar faria um documentário, talvez. Mas eu só queria fazer um filme para contar uma boa história”, disse.

Mas, apesar da fala, suas desculpas ou justificativas não foram solicitadas, pelo menos não dessa vez. O público daqui aplaudiu e saiu satisfeito.

Pela forma como o filme foi bem recebido em Pelotas e Pedro Osório, deu para ver que a polêmica gerada em Berlim foi bem menor que a repercussão criada pela mídia, para sorte de Pons, que acabou ganhando mais espaço para divulgar seu filme em grandes jornais. Em uma entrevista, Pons declarou a uma jornalista que “pessoas do interior tendem a lidar com a questão da vingança com as próprias mãos porque não têm o suporte que uma cultura mais desenvolvida pode oferecer”. Mas o mal-entendido, se é que chegou a ocorrer, ficou mais do que esclarecido sem ofender, de fato, os conterrâneos do cineasta.

E os pelotenses também nem se incomodaram e até riram, quando a personagem carioca pergunta ao gaúcho em tom debochado: “Tu és de Pelotas, tchê?” Sobre isso, Pons comentou: “Eu canso de ouvir isso lá no Rio, é um preconceito que existe, não poderia deixar fora do filme.”


Entrevista

Único ator a participar de dois filmes selecionados para o festival de Berlim esse ano - Vingança e a produção austríaca Universal Love (que foram gravados simultaneamente, o que garantiu a expressão natural de exaustão ao personagem Miguel) - Erom Cordeiro também participou do elenco de Espiral, segundo filme de Paulo Pons que ainda não foi lançado.

Atualmente está no ar na novela Revelação (SBT) e está em cartaz com a peça O zoológico de vidro, de Ulysses Cruz com a atriz Cássia Kiss. Já disse, que voltar logo, para se apresentar no Theatro Sete de Abril.

A entrevista abaixo foi concedida antes da exibição do filme em Pelotas, na terça-feira.


Diário Popular - Tu acreditas em vingança?
Erom Cordeiro - Acho que nenhuma forma de violência é válida. Existem maneiras e maneiras de se resolver uma situação, mas se o filme vem conquistando espaço acredito que é porque o público de alguma forma reconhece esse tema como algo verossímel, que pode acontecer. Na questão do filme, o personagem tem essa vingança como um dever imposto. É claro que ele também sente-se transtornado com o crime, mas é muito influenciado. Não sei se ele chegaria às vias de fato por iniciativa pessoal.

DP - O Paulo Pons nasceu no interior do Rio Grande do Sul e essa vivência influenciou muito o roteiro de Vingança. Pra ti, um alagoano nascido em Maceió, como foi encarar um personagem com essa visão?
Erom - Quando o Paulo me chamou para fazer o filme ele tinha a preocupação de não criar uma figura estereotipada, o que é muito comum quando se quer criar um personagem, seja ele gaúcho, nordestino, carioca... Antes de começar a filmar eu vim para Pelotas e Pedro Osório me ambientar e respirar um pouco os ares “dos pampas”. Sentir a cultura gaúcha para não chegar tão cru nas gravações fez toda a diferença. A gente não quer que o filme seja visto como uma coisa pejorativa. Acho muito especial essa coisa daqui que é o orgulho pelas tradições e essa vontade de querer levar adiante essa cultura para as gerações futuras. Mas, enfim, essa história é ambientada aqui, mas poderia se passar em qualquer lugar do mundo.

DP - Como foi trabalhar nessa linha de cinema de baixo custo que o Paulo criou?
Erom - É engraçado porque antes de fazer Vingança eu estava gravando Seco com amor (de Wolf Maia) e esse era um filme que tinha bem mais recursos, bem mais vultuoso. Como Vingança tinha pouco recurso parecia que as pessoas colocavam muito mais garra, mais suor no projeto. A energia desse cara (o Paulo) e a forma passional como ele fala desse projeto de democratização do fazer cinema me contagiaram no momento que eu fui para a Pax.

DP - Tem semelhanças entre o Miguel, personagem do filme Vingança, e o cowboy gay da novela América?
Erom - Nada. A cada personagem novo eu tento partir do zero. Apesar de serem personagens rurais, do interior, no temperamento e na trajetória eles não têm nada a ver.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: (em breve) | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 2 de abril de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

A estreia dos contos nas telas

Ontem à noite um grupo de espectadores presenciou na “Casa do Capitão” – sede do Instituto João Simões Lopes Neto - a pré-estreia dos curtas-metragens Jogo do Osso e Os cabelos da china. As produções fazem parte do projeto Contos Gauchescos, do cineasta Henrique de Freitas Lima (foto), junto com o documentário Entre o real e o imaginado – co-dirigido por ele e por Pedro Zimmermann. Outros quatro episódios inspirados na obra-prima do escritor pelotense Simões Lopes Neto completam a série e devem estar prontos até o final do ano: Trezentas Onças, Contrabandista, No Manantial e Negro Bonifácio.


Os dois primeiros capítulos foram gravados no município de São Gabriel no final do ano passado. Segundo Freitas Lima, tudo indica que as gravações dos próximos aconteçam em Santana do Livramento, mas é possível que algumas locações sejam sediadas em Piratini.

No elenco de Negro Bonifácio a atriz Daniela Escobar está confirmada como protagonista. “Será o episódio das estrelas”, diz o cineasta que já conta também com as participações de Marcos Breda e Sheron Menezes. O ator Paulo José – que acaba de gravar Quincas Berro d’Água – também está cotado para abrilhantar a série.

Com isso, diz o diretor, a idéia de trazer atores consagrados – preferencialmente gaúchos “com sotaque original” e lançar novos talentos daqui continua.

Os sete capítulos serão exibidos pela TVE no Rio Grande do Sul e em rede nacional pela TV Brasil. Depois irão ser reeditados juntos, em versão longa-metragem para o cinema. O filme terá como pano de fundo uma tropeada que irá desencadear as memórias do personagem-narrador Blau Nunes, interpretado com esmero pelo jovem ator Leonardo Machado. A montagem do longa, no entanto, só deve começar em 2010.


A TV Brasil também irá exibir os dois longas dirigidos por Freitas Lima, Lua de Outubro (1997) e Concerto Campestre (2004).


Outros projetos

A cinematográfica Pampeana, do diretor Henrique de Freitas Lima, está em plena captação de recursos para o novo longa – Utopia – que será gravado no ano que vem em São Miguel, na região das Missões, baseado no romance de Alcy Cheuíche sobre o herói indígena Sepé Tiaraju.

Além disso, a inclusão do projeto Contos Gauchescos no Fundo Setorial do Audiovisual - do Governo Federal com recursos do Finep - garante, de acordo com o cineasta, a continuidade do cronograma de gravações. “Apesar de termos a prorrogação da LIC [Lei de Incentivo à Cultura] agora não dependemos apenas disso, o que me deixa bem mais otimista”, afirma o diretor.

Com a primeira janela de exibição dos filmes confirmada (a TVE), para o cineasta a idéia de lançar uma segunda temporada de Contos Gauchescos já é “uma possibilidade bastante concreta”.

Segundo ele, a futura edição incluiría também, além de outras histórias de Simões Lopes Neto, textos de mais dois grandes nomes do gênero literário no Rio Grande do Sul: Sérgio Faraco e Mário Arregui, autor, aliás, de outros três contos adaptados anteriormente por Freitas Lima: Lua de Outubro (que virou longa), Três Homens e Um conto de fogo.

Após a conclusão da primeira edição da série, o Instituto João Simões Lopes Neto, que é parceiro do projeto, terá direitos exclusivos sobre a venda do DVD. “Essa parceria é excelente, espero que a gente faça outras coisas juntos”, não hesita em dizer o diretor.


Texto: Bianca Zanella | Fotos: Infocenter DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 6 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 25 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Procura-se um troféu

A Associação Pelotense de Cinema (Cinepel) lançou edital do concurso que irá definir o troféu da primeira edição do Festival Nacional de Cinema de Pelotas, evento paralelo à Fenadoce 2009.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 15 de abril. O regulamento completo está disponível no site www.cinepel.com.br/festival.

Qualquer pessoa, com idade mínima de 18 anos, pode participar da disputa e cada candidato pode apresentar quantas matérias quiser. O criador da proposta vencedora será premiado com um computador e um certificado do concurso. Os autores dos dez melhores trabalhos que passarem na triagem também receberão certificado de menção honrosa.

Serão avaliados pela comissão julgadora os critérios “conceito”, “originalidade” e “viabilidade”. A criatividade é livre, mas os criadores devem mostrar idéias que formem um objeto sólido, de material durável e resistente, como no máximo 30 centímetros de altura e possível de ser fixado em uma plaqueta horizontal.
Na apresentação das propostas é necessário constar o desenho do troféu em perspectiva ou protótipo, o projeto executivo completo (com vistas frontais, laterais e posteriores, incluindo dimensões) e as especificações de materiais e processos construtivos.

O resultado do concurso será divulgado no dia 16 de abril.


Fique ligado

As inscrições de curtas-metragens para a mostra competitiva do festival ainda estão abertas e podem ser feitas também pelo site www.cinepel.com.br/festival.

As obras devem ser produções independentes com no máximo 22 minutos de duração. Mais informações pelos telefones (53) 3228–9339 ou 9958-7785.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Take a take



[Clique nas imagens para visualizar em maior resolução.]

* Isto não é um post pago. Anuncie aqui.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tapete vermelho

Rota das formigas da Fenadoce será também o caminho dos amantes da “doce arte do cinema”.

Com quantos pequenos filmes se faz um grande festival? Os idealizadores do 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas - o Cine Grandes Curtas - estimam que cerca de 400 curtas-metragens em 19 dias de exibição sejam suficientes para criar um marco na história da produção audiovisual em solo pelotense.

A data já está marcada no calendário turístico: o festival será o principal evento paralelo à 17ª Fenadoce, que acontece de 3 a 21 de junho de 2009. “Acreditamos que a cidade tem porte para um evento como esse. Nós apresentamos a proposta e a CDL comprou a ideia”, diz José Mattos, presidente da Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel), instituição organizadora do evento. “A intenção é agregar valor à Fenadoce, trazer uma atração a mais para a feira”, comenta o diretor artístico da Cinepel, Sérgio Bizarro, que acredita que o festival terá potencial tanto para atrair um público diferenciado, formado por cinéfilos, quanto para formar plateias entre o público que, em geral, já é frequentador assíduo da Fenadoce.

Em frente ao prédio anexo ao pavilhão principal do Centro de Eventos - com capacidade para 300 pessoas - será estendido o tapete vermelho. Sim, porque a festa promete ter um cenário com todo o glamour que envolve a Sétima Arte. “As pessoas gostam disso, faz parte do cinema”, diz Mattos, que apesar de apreciar o tema nostálgico que dará o tom ao festival desse ano joga uma pedra sobre a visão romântica que envolve as grandes telas. “Não dá pra fazer cinema sendo utópico. O cinema é uma arte, mas precisa ser uma arte vendável, economicamente viável. Em Pelotas ainda não se vê isso acontecer e a Cinepel vem justamente para se propor a ser a roda que vai mover esse moinho”, metaforiza. A expectativa é de que a primeira edição deste evento gere pelo menos 50 postos de trabalho diretos, entre técnicos de som e imagens, equipes de apoio e recepcionistas, mas ainda não há cálculo preciso de quanto o festival poderá representar para o município em termos econômicos. “Só o festival de Gramado movimenta R$ 4 milhões pela Lei Rouanet, sem contar a receita local que o evento gera”, compara Mattos, inspirado no evento da Serra Gaúcha e apostando que um festival de cinema pode ser um ótimo negócio também para a Região Sul. Ressalta, porém, que o evento pelotense não tem, ao menos por enquanto, apoio da Lei de Incentivo à Cultura.

A pompa comercial, no entanto, não será um obstáculo que tornará o evento menos popular: o acesso ao auditório de exibição dos curtas estará incluído no valor do ingresso da feira.

A abertura do festival será marcada pela exibição do longa português Casulo, do diretor Carlos Leitão da Silva, como prenúncio da segunda edição do festival em 2010, que passará de nacional para o status de internacional. “Neste primeiro ano o filme português será apenas exibido, mas no próximo certamente teremos produções internacionais participando da mostra competitiva”, garante Mattos apostando em uma trajetória ascendente do festival.

Todos os filmes inscritos, de acordo com o regulamento, serão exibidos e poderão ser premiados em 13 categorias decididas por júri técnico e júri popular. Os vencedores farão parte de um DVD que será distribuído nacionalmente, também com entrevistas, making off e bastidores do festival. A mídia, prometem os organizadores, vai levar de carona a divulgação das empresas apoiadoras.


Em fase de produção

De acordo com a produtora executiva, Rosana Quintian, a organização do evento está em fase de captação de recursos. “Já fechamos três patrocínios masters, sendo uma empresa do âmbito local, outra regional e outra nacional”, diz, sem adiantar os nomes dos apoiadores que só serão revelados no lançamento oficial do Cine Grandes Curtas, previsto para ocorrer em meados do mês de março.

Empresas interessadas em patrocinar o evento podem optar por três categorias de valores. A produção trabalha ainda no planejamento do calendário de workshops e nos contatos com “estrelas” de maior grandeza que deverão marcar presença por aqui para abrilhantar o festival.
Em apenas uma semana 80 títulos foram inscritos de várias partes do País como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “Além disso, vários contatos já foram feitos”, diz o diretor, satisfeito com a repercussão imediata.

As inscrições são gratuitas. Podem participar produções não necessariamente inéditas, profissionais ou amadoras, realizadas a partir do ano de 2006.


Pré-festival

A Cinepel pretende lançar em breve edital de concurso para escolha do modelo das estatuetas que serão entregues aos premiados do festival. “Queremos propor isso desde já à comunidade pelotense e ver as ideias que irão surgir a partir daí”, comenta Bizarro. Portanto, se você é artista plástico, pode ir procurando a inspiração e fique atento às notícias da organização do Cine Grandes Curtas.


Sobre a Cinepel

A Associação Pelotense do Cinema Independente (Cinepel) existe desde março de 2006. Conta com 13 diretores-fundadores de Pelotas e da região e já produziu cinco curtas-metragens e o longa Alta-ansiedade, disponível nas videolocadoras.

A Cinepel tem por objetivo se tornar um centro de referência audiovisual, servindo de banco de dados com foco na produção regional de cinema e vídeo disponível para realizadores, pesquisadores, empresas e profissionais da arte cinematográfica.

Durante o festival de curtas, a Cinepel pretende oportunizar o cadastramento para novos associados.


Fique ligado!

Mais informações sobre o 1º Festival Nacional de Cinema de Pelotas, regulamento e inscrições pelo telefone (53) 3228-9339 ou no site www.cinepel.com.br.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça e Quarta-feira, 24 e 25 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sete ao Entardecer recomeça em março

Projeto tem inscrições abertas a partir de hoje (3)

A administração do Theatro Sete de Abril ainda ajusta os detalhes da programação do ano, mas já anunciou as atividades que deverão ser realizadas a partir de março: sem muitas novidades e apostando na continuidade do que já vinha dando certo.

Os projetos Sete ao Entardecer, Cena Literária e Sete Imagens estão confirmados no calendário, assim como o Encontro de Teatro, previsto para ocorrer em novembro.

O Sete ao Entardecer - carro-chefe da programação do teatro desde 2005 - está com as inscrições abertas a partir de hoje (3), até o dia 27 de fevereiro para músicos e grupos musicais interessados em se apresentar. A procura pelas fichas de inscrições, disponíveis na secretaria do teatro, começou desde a semana passada e a expectativa é de que, a exemplo dos anos anteriores, o projeto atinja a marca de cerca de 120 inscritos até o final do prazo.

Este ano, além da qualidade musical e do estilo de apresentação - que deve se adequar ao espaço do projeto - a comissão de pauta do teatro irá dar prioridade para a seleção de compositores locais. Os talentos que apresentarem trabalhos autorais deverão ocupar 50% da agenda mensal, enquanto músicos e grupos com apresentações covers ou que mesclarem covers e trabalhos autorais de convidados ficarão com a outra metade das datas disponíveis.

Segundo a diretora do Sete de Abril, Annie Fernandes, a comissão já buscava valorizar os trabalhos autorais nos anos anteriores, mas nesta edição o critério foi formalizado.

Apesar de estar aberto a apresentações com bailarinos, o projeto Sete ao Entardecer continuará com predomínio de atrações musicais. “Existem outros projetos que contemplam a dança e o teatro. No Sete ao Entardecer a dança poderá aparecer como acompanhamento”, diz Annie.

Nas inscrições é solicitada junto à ficha preenchida a apresentação de portfólio do músico ou do grupo musical e um DVD demo. “Pode ser até mesmo a gravação de um ensaio, desde que nos dê uma idéia clara do que os inscritos pretendem apresentar”, explica a diretora.

Ao todo serão realizadas 38 edições em 2009, de 50 minutos cada, sempre às terças-feiras a partir das 18h30min. A primeira delas está prevista para o dia 10 de março.

Em quatro anos, o Sete ao Entardecer já levou mais de 16 mil espectadores para a plateia e conseguiu reconquistar um público que há muito não frequentava o teatro regularmente.


Nada contra o rock

Com relação ao estilo musical Annie Fernandes garante que não há preconceitos em relação ao rock ou a qualquer outra modalidade musical, como alguns músicos já chegaram a afirmar. “Não há restrições de estilos. O que há é a necessidade de adequação da proposta ao espaço pretendido. O teatro é um espaço clássico, que não comporta certos tipos de apresentação que colocam em risco a segurança do público e do patrimônio”, esclarece, referindo-se a episódios em que a plateia foi instigada a subir nas poltronas para dançar ou chamada a se aproximar do fosso, onde crianças tinham o risco de cair.


Outros projetos

Assim como as terças, as últimas quartas-feiras de cada mês também têm atrações garantidas no Sete de Abril. Nestes dias o foyer continuará a ser movimentado pelas leituras dramáticas do Cena Literária, com oito edições previstas para ocorrer de abril a dezembro.

Nesta edição o projeto foi reformatado com três inovações. Agora só serão aceitas esquetes inéditas. No embalo da reforma ortográfica, ao invés de restringir as obras de origem das releituras cênicas à literatura nacional os autores poderão utilizar obras da Língua Portuguesa. O regulamento também incentiva produções independentes de atores e diretores, ampliando assim o leque de participações nas apresentações que antes era restrito a grupos de teatro e dança-teatro.

O período de inscrições para o Cena Literária começa no dia 19 de fevereiro e termina em 19 de março.

A comissão organizadora ainda não definiu se irá manter o formato do projeto Sete Imagens, que abre espaço para exibição de filmes de curta-metragem no teatro. A atração estreou em maio do ano passado e desde então vem conquistando apreciadores da Sétima Arte e incentivadores da produção cinematográfica local. A abertura de inscrições deve ser anunciada em breve.


Informe-se

Para saber mais sobre os projetos do Theatro Sete de Abril acesse www.teatrosetedeabril.com.br.

Fichas de inscrições estão disponíveis no site ou na própria administração do teatro, localizada na rua 15 de Novembro, 560. O telefone para contato é 3225-5777.

O horário de atendimento ao público no local é das 13h às 18h, nas segundas e das 8h30min às 13h30min de terça a sexta-feira.


Atenção músico, não esqueça!
O prazo para as inscrições no projeto Sete ao Entardecer termina no dia 27 de fevereiro.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda e Terça-feira, 2 e 3 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cinema com vista para o mar

Sombra, água fresca e filme na tela. Amanhã e sábado, sobre as areias da barra do Chuí, acontece o primeiro Barra Cine – a “janela” de exibição que tem vista para o mar. A mostra de curtas-metragens é mais uma realização da cinematográfica pelotense Moviola Filmes que irá apresentar suas mais recentes produções além de filmes de outras produtoras independentes de Pelotas e de Porto Alegre. Até ontem ainda estava por ser confirmada a participação de curtas uruguaios no circuito.



O artista plástico Hamilton Coelho será o anfitrião do evento em seu museu/atelier que este ano completa uma década de atividades na fronteira do extremo-sul. A idéia de fazer a mostra foi de Chico Maximila – um dos integrantes da Moviola e natural de Santa Vitória – junto com Coelho.

“A proposta deles foi criar um evento para exibir filmes já em tanto Santa Vitória quanto as cidades dos arredores não contam com salas de cinema”, explica a também cineasta Cíntia Langie. “O grande barato da mostra é o fato dela ser ao ar livre e proporcionar todo um clima de convivência nesses dois dias lá no último terreno do Brasil”, completa o produtor Alexandre Mattos.



Pela primeira vez

Entre os títulos que incluem a programação, dois são lançamentos da Moviola Filmes. Um deles é o documentário Outubro do Futuro, gravado durante o primeiro turno das eleições municipais do ano passado.

De tanto ver os candidatos fazerem promessas sobre o “futuro”, o grupo de cineastas resolveu sair às ruas e perguntar, afinal, quando começa o futuro? E que futuro é esse?

O documentário faz o gênero “cinema neopolítico” que tem Glauber Rocha como principal referência. “O texto do Chico é bastante provocativo”, comenta Cíntia.


A outra novidade na programação é o documentário Não é de se jogar fora, que teve sua estréia anunciada no final do ano passado, mas por problemas técnicos no equipamento de projeção e áudio não chegou a ser exibido na data marcada. O curta, também inédito portanto, é uma produção experimental dos alunos do curso de Cinema e Animação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que trata da cadeia do lixo no município de Pelotas. Durante o trabalho os estudantes realizaram entrevistas com autoridades no assunto, empresários, representantes de cooperativas e catadores.


Em cartaz

Outubro do Futuro, de Chico Maximila (Moviola Filmes – Pelotas)
Não é de se jogar fora, produção experimental do curso de Cinema e Animação da UFPel e Moviola Filmes
O Caramujo, de Rafael Andreazza, Chico Maximila e Rodrigo Neves (Campos Neutrais Filmes – Pelotas)
O Solitário Jorge, de Chico Maximila e Rodrigo Neves (Campos Neutrais Filmes)
Estacionamento, de Cíntia Langie e Daniela Pinheiro (Moviola Filmes)
Documentário Pimenta Buena, direção coletiva (Moviola Filmes)
Crepúsculo e Duplo, vídeos-arte de Kelly Xavier (Pelotas)
A poesia radical da espera, de Leonardo Peixoto (vencedor do festival GP do Minuto da UFPel em 2008)
Ocupação, documentário de Lizandro Moura (Porto Alegre)


Prestigie!

O quê: Circuito de Cinema Barra Cine
Quando: sexta e sábado, a partir das 21h
Onde: no Museu/Atelier Hamilton Coelho, na Barra do Chuí


Como chegar

Para ir há ônibus na sexta e no sábado com saídas da rodoviária de Pelotas às 6h, às 9h30min, às 13h, às 16h e às 18h30min. O valor da passagem é R$ 34,25. Para voltar os horários são: 6h, 9h, 13h, 16h e 18h30min.

Para o translado entre a rodoviária do Chuí e a barra há ônibus em vários horários, das 7h30min às 19h30min. A outra opção é ir de táxi. O valor médio da corrida da rodoviária até a barra é de R$ 12,00. Para mais informações, o telefone da rodoviária do Chuí é (53) 3265-1498.


Onde ficar

Junto ao museu e atelier os visitantes poderão contar com uma estrutura de camping. Para acampar no local o custo é de R$ 10,00 por pessoa. Reservas pelo telefone (53) 3503-3053.


Mais

Na sexta-feira, antes do início da mostra, o escritor Roberto Jung fará o lançamento do livro Maria Baderna no local.


Acesse: Blog da Moviola


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Decepção nas telas

Que a crise cinematográfica em Pelotas continua, ninguém duvida. O que se duvida é, se algum dia, vamos sair dessa situação.

Esta semana retornei a uma das únicas salas de cinema que ainda nos restam depois da última vez, de várias, que havia prometido não voltar mais. Não sei se foi a má qualidade da exibição ou o filme – acho que foi as duas coisas - que me fizeram sair de lá com uma nova nota mental que, como das outras vezes, provavelmente será descumprida: nunca mais voltar a este cinema enquanto não for reestruturado. Voltarei, mas sob protestos.

JustificarNão é a primeira vez que acontece, eis minha lista de reclamações:

* Ligam o ar-condicionado em pleno verão com uma temperatura que nos faz sentir em pleno inverno. Pô, apesar do friosinho que fazia ontem, ninguém sai com agasalhos extra em pleno janeiro!

* Colocam o filme sem foco. Isso é problema no projetor? No rolo? É o fim…

* Durante o filme o cinema fica vazio. Não tem ninguém pra fazer qualquer atendimento e nem segurança.

* Mesmo sentando nas últimas poltronas, não tem como não ficar quase em cima da tela, de tão estreita que é a sala, entre vários outros motivos que os freqüentadores têm pra reclamar.

Como diria a Aline, até parece que o empresário, Sr. Dono do Cinema, não quer ter um “negócio” e sim uma “boquinha”. Sem investimento, tem é que falir mesmo!!!

***

Fui assistir O dia em que a terra parou a convite do meu irmão. Felizmente, a companhia dele e da amiga Ali, e a comida do Cruz de Malta, após, fizeram a noite valer à pena. De qualquer forma, não reduziu a minha indignação.

O filme é babaca. O roteiro é totalmente previsível e, para variar, os aliens – de uma espécie muito mais desenvolvida que a nossa – não reconhecem a nossa geografia global e chegam justamente no “centro gravitacional do planeta”, o “umbigo do mundo”: os Estados Unidos da América. Eles – os americanos – aparecem no começo mega arrogantes e depois em seqüências de medo e comoção até evoluírem, no tempo que dura o longa-metragem, para tipos muito bonzinhos. Isso, no mesmo estilo heróico e chato de Independence Day ou O dia depois de amanhã (que não é de Et´s mas é babaca igual). Obviamente, nenhum cartão-postal brasileiro foi destruído pelas criaturas vindas do espaço. Também, já nos bastam os vândalos!

A criança do filme, também pra variar, é “espertinha” como toda criança americana, e também mal-criada, teimosa e chata. Mas tão chata que – eu juro – se eu fosse o ET bonzinho do filme eu teria matado aquele guri irritante, e olha que sou contra a violência, especialmente a violência infantil.

A mensagem ecológica – de que precisamos mudar de atitude antes que terminemos por exterminar a vida da Terra – é um blá blá blá sem fim. Tem o mesmo tom arrogante e medíocre. Imagine ouvir lição de moral sobre isso da boca dos maiores poluidores do planeta! Ah, me poupem!

Sem contar a estupidez e a ingenuidade das forças do governo americano diante da “invasão”, que ao cometer tantas trapalhadas faz o filme parecer mais uma comédia que qualquer outra coisa. Definitivamente lamentável.

***

Faz tempo que não vejo um filme realmente bom.

Domingo assisti, de novo, P.S. Eu te amo. Eu adoro, mas esse não conta porque já tinha visto antes. E chorado antes. Ainda bem que dessa vez eu tinha quem me consolasse! (:))

Depois vi Meu nome não é Johny. É bom – bonzinho - mas fica longe de ser “tri bom”. Esperava mais do texto, dos diálogos. Pelo menos, não foi ruim.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Não é de se jogar fora...

Estréia nesta quinta-feira (4) o documentário Não é de se jogar fora, produzido pelo curso de Cinema e Animação da UFPel em parceria com a Moviola Filmes.

O filme, cuja temática gira em torno da questão do lixo na cidade de Pelotas, foi realizado pelos alunos da disciplina de Cinema Documentário.


O lançamento será às 20h30, na frente do IAD/UFPel (Alberto Rosa, 62).
A entrada é franca. Leve sua cadeira de praia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vingança X


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Vingança IX


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Vingança VIII


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Vingança VII


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Vingança VI


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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Vingança V


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Vingança IV


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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Vingança III


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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vingança II


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