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terça-feira, 5 de maio de 2009

David Coimbra conta histórias de reportagens

Alguns fatos marcam épocas. E marcam a vida das pessoas no momento em que elas recebem as notícias, sejam elas boas novas ou nem tão boas assim. As reportagens, registros da história, são o tema da palestra que o jornalista David Coimbra profere hoje (5) no auditório da Universidade Católica de Pelotas.

O porto-alegrense fará aqui o lançamento do livro 45 reportagens que fizeram história, que ocorre simultâneamente em todas as faculdades de jornalismo do Estado, 18 ao todo.

Além de reunir fragmentos dos trabalhos publicados ao longo dos 45 anos do jornal Zero Hora, comemorados esse ano, o livro revela as circunstâncias em que foram produzidas as reportagens, dos bastidores à repercussão.

De David Coimbra, duas reportagens foram selecionadas: uma feita em junho de 1997 no vilarejo boliviano de Vallegrande onde estariam os ossos de Che Guevara. Ele e o repórter fotográfico Valdir Friolin foram para lá 30 anos depois da morte de Che, e conversaram com os moradores do lugar de onde o líder pretendia espalhar a revolução armada e da vila de La Higuera, onde foi morto a tiros em outubro de 1967.

No trecho de outra reportagem reproduzido no livro, David conta como chegou – com o fotógrafo José Doval – ao reduto do líder guerrilheiro Gerardo Aguilar, em julho de 2001, para saber por que ele se embrenhara na selva para implantar o socialismo na Colômbia.

Conhecido por textos leves e bem humorados, Coimbra, que tem 13 livros publicados, diz acreditar que, ao contrário do que muitos pensam, o espaço da reportagem é crescente. “A reportagem, essa forma de contar uma coisa, é insubistituível. Com o advento da comunicação cada vez mais veloz as pessoas vão sentir falta disso, de boas reportagens, de textos mais profundos e elaborados”, defende.

Aos 46 anos, o colunista e editor de esportes contabiliza 19 anos de casa no grupo RBS, e já passou por todas as editorias – exceto a de economia – em mais de 10 redações do sul do Brasil. Atualmente é também comentarista da TVCom e apresentador do programa Pretinho Básico, da rádio Atlântida.


Jornalista por formação

Em tempos em que a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista está em pauta, David Coimbra também foi convidado a dar sua opinião sobre o assunto.

Formado pela PUC-RS, na entrevista concedida ao Diário Popular ele criticou o currículo das escolas de comunicação social e diz que por causa do fraco conteúdo a formação perdeu importância. “A universidade é útil, mas eu não conseguiria preencher um caderno com tudo o que se aprende lá”, disse. “Se durante quatro anos os alunos tivessem aulas de inglês, boas indicações de leitura, essas coisa que a gente realmente usa, valeria mais. Mas ainda assim vale pelo convívio com outras pessoas que também querem ser jornalistas, pelas discussões éticas da profissão.”

Quando perguntado diretamente se é a favor ou contra a obrigatoriedade do diploma, ele respondeu: “O diploma já foi mais importante. Hoje ser obrigatório ou não é quase irrelevante. Mesmo que não fosse obrigatório as empresas dariam preferência para pessoas com formação na hora de contratar”, argumentou.


Não perca!

O quê: palestra com o jornalista David Coimbra
Quando: terça-feira (5), às 19h
Onde: no auditório Dom Antonio Zattera (Campus I da UCPel)
Para quem: a palestra tem entrada franca e é dirigida a alunos e professores do Curso de Comunicação Social


Leia mais no site da Livraria Vanguarda.

Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 5 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Fruet e os Cozinheiros


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terça-feira, 17 de março de 2009

Movimento Estudantil


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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O RS, dois séculos antes

Da Capitania Geral do Rio Grande - em 1808 - a Estado do Rio Grande do Sul - duzentos anos depois. O contraponto entre o começo da organização de gestão do território e a constituição atual do Estado é o mote para as discussões que estão em pauta no Seminário O RS em 1808.

O painel de abertura da programação será apresentado por Gervásio Rodrigo Neves, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, que fala sobre "a demografia histórica do RS". Na abordagem, o professor traça um panorama entre o gaúcho na época e aponta diferenças e semelhanças com o gaúcho de hoje.

Na seqüência, o professor Eugênio Lagemann, representante da assessoria da Governadora, discorre sobre "a realidade social, econômica, política e administrativa do RS em 1808 na percepção do governador Paulo Gama".
Participam também da mesa de debates o professor da Universidade Federal de Pelotas José Plínio Fachel, representando o Instituto João Simões Lopes Neto, e um representante do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas.

Até o fechamento desta edição a governadora Yeda Crusius havia pré-confirmado a sua participação neste evento.


Lançamentos

Após as esplanações será aberta a exposição O RS em 1808, que contou com a pesquisa de integrantes do Instituto Histórico e Geográfico do RS. A mostra reproduz o começo da gestão administrativa no Estado e poderá ser visitada até o dia 28.

Durante a inauguração da exposição serão lançados o livro Capitania de São Pedro do Rio Grande, que reúne correspondências do governador Paulo Gama, e o DVD Cartas Respondidas. Ambos trazem as impressões do Almirante que governou o Rio Grande do Sul entre 1803 e 1809, período no qual foi consolidado o território gaúcho.

O seminário O RS em 1808 integra a programação do projeto A Construção do RS - 200 anos de organização e gestão, e é uma realização do Governo do Estado em parceria com o Instituto João Simões Lopes Neto e com o Instituto Histórico e Geográfico do RS, com patrocínio das empresas Aracruz, Banrisul, Corag, Copesul, Braskem e RGE.


Participe

O quê:
seminário O RS em 1808
Quando: hoje (quinta-feira, 13), das 14h às 18h
Onde: na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)
Quanto: as inscrições são gratuitas, mas devem ser feitas antecipadamente pelo telefone 3027-1865.


Confira também

O quê:
exposição O RS em 1808
Quando: até o dia 28, aberta à visitação de segunda a sexta-feira das 14h às 18h


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

1 + X³ = Deus

Se dissessem a você que Deus é um número e que o espaço não é tão absoluto quanto parece, você acreditaria? Chamaria essa pessoa de "louca"? E se dissessem a você que a Terra gira em Justificartorno do sol? Talvez você nunca tenha duvidado disso, mas se tivesse vivido na sociedade da época de Galileu, qual seria a sua reação?

Por mais estranho que pareça, existem pessoas que afirmam categoricamente: tão certo como a Lei da Gravidade é a Lei do Tempo. Pelo sim, pelo não, pelo menos 400 pessoas já inscritas (e você, se for curioso o suficiente) irão ao auditório do Cefet hoje tirar a prova dos nove, em evento promovido pela Faculdade de Educação da UFPel.

"O que vamos fazer é demonstrar publicamente a existência de um novo paradigma. Não é o espaço que é absoluto, e o tempo relativo. É exatamente o contrário: o tempo é absoluto e o espaço é relativo", diz o professor de Matemática do Tempo Annibal Dowgaluk que coloca de cabeça para baixo a teoria "espaço-tempo".

"A gente desde sempre aprende que a ordem dos fatores não altera o produto. Eu penso diferente. A ordem dos fatores é o produto." Em outras palavras, afirma ele, o tempo é a causa, o resto é efeito. "Os ciclos de tempo que convergem na nossa mente criam a realidade. O presente e tudo o que aconteceu antes é simplesmente um prelúdio do agora."

Não apenas isso. A inversão provoca inovadoras formas de percepção do mundo. A Matemática do Tempo é desafiadora. Afinal, provavelmente você também acredite que o espaço separa as coisas, certo? Errado. A noção de distância, para os que acreditam no paradigma tempo-espacial, é mais um equívoco provocado pelo paradigma espaço-temporal. "A distância é o que nos une, e isso não é mera filosofia, é fato. O espaço não é mais que a sombra que projeta o tempo no seu perambular pelas praias da consciência". Entendeu?


Nós e o tempo

Não será por mera coincidência que o Tzolkin - o calendário Maia, também conhecido como Sincronário da Paz - é composto por 260 kins, 20 selos e 13 tons. "260 é o número de dias que passamos na barriga da mãe, 20 é o número de dedos e 13 o número de juntas do corpo humano. Não é por acaso. Nós somos o templo espacial do tempo", afirma Annibal.

Cada pessoa, conforme o dia do seu nascimento, corresponde à um kin, o qual define suas características e o seu propósito de vida. Na quinta-feira, a proposta prática, é colocar frente-a-frente pessoas de kins semelhantes. "Ao olhar o semelhante a gente obtém um reflexo imediato. Como serão muitas pessoas, vamos poder demonstrar uma matriz, uma comparação analógica e exata do que antes era apenas filosofia e ninguém poderá ficar indiferente a isso. As pessoas irão se surpreender."

Segundo ele, identificar as características alheias não se trata de abandonar o auto-conhecimento, mas de se conhecer através do outro, ou melhor, de um "outro você". "Aprendemos que somos diferentes, agora vamos aprender que somos semelhantes." Para o mago, a grande descoberta não consiste em descobrir as características do seu kin. "As pessoas sabem como são. A grande sacada é que pela compreensão da Matemática do Tempo as pessoas se transformam em informação, a mais valiosa informação, e isso te dá escolhas e infinitas possibilidades que antes não tinhas, porque te faltavam parâmetros".

Para entender a equação de Dowgaluk é preciso ir além do auto-conhecimento e conhecer a tudo e a todos, "porque tu não és o centro do universo, tu és apenas mais uma variável." Segundo ele, ententendo as características da energia do outro e da energia do dia é possível construir relações humanas mais pacíficas e harmônicas.

E Deus? "Perguntar a alguém uma definição de Deus é como perguntar a um peixe uma definição da água em que ele está nadando. Tudo é número, Deus é número, Deus está em tudo". Eis uma resposta. Definitiva?

"A imensa maioria das pessoas pensa que só se comunica com Deus durante a prece, como se Deus não fizesse parte de absolutamente tudo", diz Annibal. Para ele, essa nova compreensão não tira a importância da prece, tira a importância da realidade, e da necessidade de estabelecer conscientemente uma conexão com o divino. "A Lei do Tempo te coloca em Deus o tempo todo."


Revolução e Sincronicidade

Nascido na Argentina, formado em Turismo na Espanha, Annibal Dowgaluk, de 37 anos, é um mago andarilho. Mago pelo seu selo, e andarilho porque há 10 anos vive itinerante pelo mundo em busca de ecos para o que considera a maior revolução científica da humanidade.

Hoje, pelo Sincronário Maia, é um dia de Vento Lunar Branco, o que significa, segundo o mago, um dia de desafio. "É um dia difícil, mas as conquistas realizadas nesse dia serão sempre efetivas", garante.

E daí? Daí que o mago faz questão de ser reticente e provocar os céticos. "Não adianta falar", diz ele, que convida as pessoas a verificarem como São Tomé como a revelação da Matemática do Tempo irá repercutir na vida cotidiana. "Eu garanto que esta não é apenas mais uma tendência esotérica da moda". Será?


Ficou intrigado? Confira:

O quê: Seminário sobre a Matemática do Tempo

Quando:
hoje (6), das 14h às 18h (pessoas que não tiverem realizado a inscrição antecipadamente devem chegar a partir de uma hora antes para efetuar o cálculo de seu kin)

Onde: no auditório do Cefet

A entrada é franca.

Mais informações pelos telefones 3284-5533 e 8118-4877.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 6 de novembro de 2008
*** Contém partes não publicadas na versão impressa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lei do Tempo



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terça-feira, 30 de setembro de 2008


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Estudos Budistas


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Questões de gênero

Grupo de estudos da UFPel coloca em pauta o feminino nas artes e na filosofia

O mito grego de Pandora é a inspiração para o grupo de mulheres pesquisadoras dos cursos de artes, filosofia e ciências sociais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e mote para o ciclo de palestras e debates que começa hoje (29) e vai até quarta-feira.

O Sigam - Simpósio sobre Gênero, Arte e Memória pretende colocar em discussão a contribuição feminina para o pensamento moderno, a partir de trabalhos realizados na UFPel e em outras universidades do Estado como a UFRGS, a Unisinos e a Furg e a UBA, da Argentina.

Nos mais de 30 trabalhos e 12 palestras, quase todos os autores são autoras. A visão das mulheres sobre as próprias mulheres só não é diversificada em relação ao gênero porque eles ou não se arriscam a tentar compreender esse universo ou não têm interesse. No grupo de estudos da UFPel "Caixa de Pandora", que desenvolve pesquisas desde abril do ano passado sobre mulheres artistas e filósofas do século 20, apenas um professor preenche a exceção. "Os homens não se interessam muito pelos assuntos relacionados à mulher, ou se sentem intimidados", palpita a estudante Daniela Azevedo.

Em pouco tempo de trabalho, elas já se surpreenderam com as descobertas que serão apresentadas durante o Simpósio. "Pouco se tem idéia da produção artística e filosófica feminina, que no entanto sempre existiu".


As aparências enganam

Apesar do que se possa supor, as meninas evitam falar em "discurso feminista", pelo menos no que se refere à idéia de que a mulher é superior e totalmente independente aos homens. "Há um problema conceitual em relação a esse termo", considera uma das integrantes que explica a intenção do Simpósio de buscar a valorização de forma igualitária entre ambos os gêneros. "A temática é apenas um pano de fundo. Mais importante que o fato de serem mulheres, é a contribuição que cada uma delas para o mundo."

"Historicamente a mulher é entendida como o pólo negativo, a parte fraca, vulnerável, ardilosa, ou como o lado pecador", analisa outra pesquisadora. Na tentativa de romper com esse dualismo que consideram preconceituoso, elas contra-atacam e assumem a imagem construída pelo senso comum para contestá-la. Abrir a Caixa de Pandora - aquela que contém todos os males do mundo - significa para elas principalmente despertar a curiosidade para lugares desconhecidos das artes e do pensamento. Ou, como diz Daniela, quer dizer, "então tá: somos a Caixa de Pandora e agora vamos abrí-la para mostrar ao mundo o que é que tem lá, afinal". O convite a participar é, portanto, para quem deseja (tentar) ao menos conhecer (se não for possível compreender) o desconhecido universo feminino.


O gênero na cena

O Núcleo de Teatro da UFPel irá participar nos intervalos da programação (diariamente às 18h30) com intervenções no saguão da Faculdade de Urbanismo (Faurb/UFPel). "Vamos apresentar uma série de cenas curtas abordando a mulher e suas questões de trabalho, afetividade e principalmente políticas", adianta o coordenador do Núcleo, Adriano de Moraes. "Mas a gente não sabe exatamente como vai ser", confessa, revelando o tom de improviso que terão as montagens.


Confira

As palestras ocorrem sempre às 14h e às 19h no auditório da Faurb/UFPel (rua Benjamin Constant, 1359) e as comunicações das 16h às 18h nas salas do Instituto de Ciências Humanas da Faculdade de Educação (ICH/Fae/UFPel), na rua Alberto Rosa, 154. As inscrições custam R$ 15,00.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 29 de setembro de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

68 em pauta

A reconstituição histórica dos episódios de um ano que muitos dizem ainda não ter acabado é o mote da palestra 1968: A Revolução Inesperada, promovida pelo Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e Secretaria Estadual de Cultura (SedaC).

Quem profere a palestra é o historiador gaúcho Voltaire Schilling, professor e autor de oito livros e mais de 40 polígrafos, a maioria deles sobre História e História das Idéias. A ocasião será aproveitada para o lançamento da edição 47 do Caderno de História do Memorial do Rio Grande do Sul, instituição na qual Schilling ocupa atualmente o cargo de diretor.


Considerada a primeira revolução globalizada da história - por ter acontecido simultâneamente em diversas partes do mundo, em todos os continentes - a revolução de 68 está longe de ser um tema esgotado nos centros de discussão, mesmo 40 anos depois. "Há sempre uma nova geração interessada em entender o que aconteceu naquele ano", afirma o professor.

O que restou da contracultura hippie, do movimento feminista, do sonho de Martin Luther King é uma questão que ainda intriga muitos pesquisadores sociais. Difícil afirmar se o que mudou mais foi o mundo ou a maneira como as pessoas passaram a ver o mundo a partir dos conflitos sociais que culminaram no mês de maio daquele ano. "68 reuniu uma série de episódios trágicos em muito pouco tempo. As heranças são muitas. Talvez o aspecto mais negativo seja a difusão do consumo de drogas, e o mais positivo seja a liberalização da sociedade, mas há muitas outras coisas a serem debatidas sobre esse tema", resume Schilling.


Participe:

O quê:
1968: A Revolução Inesperada, palestra com Voltaire Schilling
Quando: amanhã (sexta-feira, 27), a partir das 19h
Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
Entrada franca.

Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 26 de junho de 2008


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Um encontro pela Paz

Grupo pelotense promove três dias de atividades na freqüência do Sincronário Maia.

Pelotas sediará a partir de sexta-feira (20) um grande encontro de promoção da Paz. Entre os eventos previstos na programação, está uma palestra sobre o Sincronário Maia que terá como facilitadoras a brasileira Flávia, a espanhola Marta e a argentina Silvina. As três viajam o mundo trabalhando para organizar comunidades auto-sustentáveis, chamadas Jardins de Paz. Depois de dez anos na Patagônia, elas agora vivem em Gravatal, no estado de Santa Catarina, onde já começam a formar o primeiro Jardim de Paz em solo brasileiro.



Segundo os organizadores, a experiência delas pode responder a uma pergunta fundamental: Como viver em um mundo onde predomina a freqüência do capitalismo (12:60) e ao mesmo tempo estar em harmonia com o Universo - na freqüência 13:28?


13:28 - A freqüência da nova energia

As sociedades modernas dividem o tempo em 12 meses do calendário Gregoriano e em períodos de 60 minutos compreendidos nos 360 graus do relógio, o que os defensores do Sincronário Maia chamam de "falso tempo", tempo artificial ou freqüência 12:60.

O Sincronário Maia, também conhecido como Calendário da Paz, é justamente o contraponto ao modelo "quadrado" da contagem de tempo convencional, que forçadamente cria períodos que variam entre 28 e 31 dias. Segundo o padrão Maia, a divisão do tempo é feita com base nos ciclos naturais do Universo, como o ciclo menstrual ou a gravidez, por exemplo, de modo que o ano tem a duração de 13 meses, delimitados pelas fases da lua, com 28 dias cada - a freqüência 13:28. "O maior legado dos mestres Maias é essa consciência crítica de amor e de unidade, e principalmente de sincronicidade do homem com todo o Universo", afirma Dico Keiber, integrante da Federação Galática em Pelotas.

Dico Keiber - integrante da Federação Galáctica em Pelotas, ladeadas pelas mestres reikyanas Eliete Rodrigues e Theresa Cristina.

Ainda de acordo com o Sincronário, em 2012 o Sistema Solar completará uma volta em torno do Sol central de Alcione. Esse movimento de translação que se encerra marca o final do ano cósmico, que tem a duração de 26 mil anos da Terra, e a partir daí todo o Universo passaria a sofrer a influência desse novo posicionamento dos astros.


Ano-Novo Cósmico

Para os que estudam o calendário, o ano de 2012 representa um grande salto de consciência para a humanidade, comparado, por exemplo, à descoberta de que a Terra era redonda - um marco histórico na evolução das civilizações. Não se trata de uma previsão apocalíptica. Ao contrário, o que se espera é uma grande "virada" na percepção que os homens tem de si mesmos. "Independente da vontade dos homens, a Terra era redonda antes mesmo de ser enxergada dessa forma. Algumas pessoas são mais resistentes a essas mudanças, e estas tendem a sofrer mais para se adaptar, porque indiferente à vontade delas o mundo está mudando e já começou a vibrar na nova energia", explica Eliete Rodrigues, uma das organizadoras do encontro.


Programação

Sexta-feira (20 de junho)

Práticas na freqüência 13:28
Local: Trilha Jardim
Horário: a partir das 9h

Sábado (21 de junho)
Palestra sobre o Sincronário Maia e Comunidades 13:20
Local: Auditório do Senac (Rua Dom Pedro II, 901)
Horário: 9h

Práticas na freqüência 13:28
Local: Kaydara
Horário: a partir das 14h

Domingo (22 de junho)
Práticas na freqüência 13:28
Local: Templo das Águas
Horário: a partir das 9h


* A participação nos eventos é livre e gratuita.
* Pede-se aos participantes que contribuam levando lanches vegetarianos para alimentação compartilhada.
* Todos os locais das práticas têm acesso pela BR 392. O lugar mais distante é o Templo das Águas, a 45km da cidade. Veja as localizações no mapa.
* Mais informações pelos telefones 9981-1153 e 3025-6458.


Texto: Bianca Zanella Fotos: Bianca Zanella - Especial DP Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 18 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Tertúlias Musicais apresenta Marcos Kröning Corrêa

Agenda do músico e professor de Santa Maria em Pelotas inclui dois eventos no Conservatório de Música da UFPel.

Clássica sim, desatualizada não. A música erudita não está condenada a morrer nas prateleiras dos sebos e, muito menos, a ficar limitada ao âmbito acadêmico. Ao contrário, assim como a música pop, ela também invade o mercado digital. "Mais pessoas não apreciam esse tipo de música apenas porque nós, músicos, não conseguimos alcançá-las ainda", diz o violonista e professor universitário Marcos Kröning Corrêa, bacharel em violão e mestre em educação musical pela UFRGS que profere, neste sábado, uma aula sobre produção musical no Conservatório da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Antes, no início da noite de sexta-feira, ele estará no mesmo auditório, mas, desta vez para se apresentar como músico, no lançamento do CD Violões. O concerto faz parte da programação do projeto de extensão Tertúlias Musicais, da UFPel, realizado quinzenalmente desde abril do ano passado, sempre nas seguntas e nas quartas sextas-feiras de cada mês. "Temos um público já cativo, e bastante heterogêneo", diz o professor Marcelo Cazarré, coordenador do projeto que tem por objetivo, além da formação musical dos acadêmicos participantes, a formação de platéias para esse tipo de espetáculo.



Violões

Com influências da técnica musical clássica e também da música instrumental brasileira, o CD Violões resume em seis e sete cordas, e cordas de aço o que Kröning Corrêa chama de "música brasileira clássica-contemporânea". "O repertório tem músicas com muitas imagens", diz o compositor, fazendo uma analogia às possíveis associações com outras linguagens artísticas como o teatro e o cinema, e sobre as possibilidades de reconhecimento e identificação com a música. "Quanto mais particular a música é, mais universal ela parece ser", afirma.

O trabalho solo e inteiramente autoral é o segundo álbum lançado pelo violonista, e assim como o disco de estréia, intitulado A Caminho do Meio, Violões foi produzido por ele de forma independente.


A música clássica em tempos de "www"


Enquanto produtor musical, Kröning acredita que ainda vai demorar algum tempo para que os Cd´s virem, de vez, peça de museu. "Durante muito tempo o Lp e a fita K-7 conviveram no mercado", lembra ele ao argumentar que ainda hoje, especialmente no seleto meio da música clássica, o Lp ainda mantém seu espaço ao lado dos Cd´s, e este divide lugar com a música em formato digital. Isso porque, os músicos da linha clássica mantém o hábito de consumir esses produtos, em diferentes mídias. "Essa é uma característica do público da minha geração, com 30 e poucos, quarenta anos. Eu tenho um Lp de piano e ainda escuto ele até hoje porque gosto de ouvir o som do disco, e também gosto do encarte maior, mas comprei o mesmo álbum em Cd e também baixei as músicas em mp3", exemplifica. Ele ainda defende que o lançamento do álbum na forma física serve de suporte para um trabalho de difusão consistente no meio digital. "Se o CD for bem trabalhado e interessante, na Internet fica melhor ainda. Mas se for para fazer um CD pensando só em baratear custos, com um encarte de poucos atrativos, melhor então só lançar em formato digital."

Em sua opinião, o músico deve dominar os processos de produção de um CD para saber se colocar no mercado e se inserir em um roteiro mais amplo que o restrito circuito universitário, mas não necessariamente no mercado de massa. "Depois de criar, tocar, gravar e interpretar é preciso saber o que se vai fazer com tudo isso para evitar que o trabalho morra ali na esquina".


Lojas virtuais

O site de Marcos Corrêa ainda não está no ar, mas a previsão é de que seja lançado até o mês de setembro deste ano. O domínio, já registrado, é www.kroningcorrea.com.br. Enquanto isso, ele recomenda os seguintes sites especializados em música clássica, que além de disponibilizarem seus Cd´s para venda, ainda oferecem um amplo acervo, inclusive de raridades da música erudita:

www.lojaclassicos.com.br
www.nossamusica.com
www.cdpoint.com.br


Agende-se:

O quê:
19ª edição do projeto Tertúlias Musicais, com apresentação de Marcos Corrêa e lançamento do CD Violões
Quando: Amanhã (sexta-feira) às 19h
Onde: No Salão Milton de Lemos do Conservatório de Música da UFPel (Félix da Cunha, 651).
Entrada franca.


Para quem quer saber mais sobre produção musical:

O quê:
Classe com Marco Kröning Corrêa (UFSM) - Criação e CDs: Produzindo Aprendizagens
Quando: Sábado (14), das 10h às 11h45
Onde: No Conservatório de Música da UFPel (Félix da Cunha, 651)
Valor: R$ 15,00 (inclui um CD "Violões", autografado)
Inscrições: Na secretaria do Conservatório de Música, até amanhã, das 14h às 18h. Mais informações pelo telefone 3222-2562.

Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 12 de junho de 2008

* Este post contém trechos publicados exclusivamente no blog, que não aparecem na edição impressa.