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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Histórias das redações

"Bismarck dizia que as pessoas ficariam indignadas se soubessem como são feitas as leis e as salsichas...". E se soubessem como são feitas as notícias? Eis a provocação do livro A Ópera dos Vivos, que o jornalista Jayme Copstein autografa hoje (14) na Feira do Livro, em Pelotas.


Se conhecer o que se passa nos bastidores da imprensa ajuda a compreender a notícia ou afeta a credibilidade do jornal ele não sabe responder. Mas tem certeza de que as pessoas cairiam na gargalhada se soubessem o que se passa no dia-a-dia de uma redação. "Não sei se ajuda ou atrapalha na questão de credibilidade. Acho que não faz diferença, isso depende do veículo. Mas ajuda a fazer rir, que é a única intenção do livro", diz o autor, que revela sem escrúpulos o lado cômico escondido por detrás das manchetes "sérias" publicadas todos os dias. No livro, ele relata alguns dos episódios mais inusitados, colecionados ao longo dos mais de 65 anos vividos no interior de grandes e tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul.

O título - A Ópera dos Vivos - é inspirado nos espetáculos que eram apresentados no Rio de Janeiro no século 17. "Era para ser uma tragédia, mas os atores que interpretavam a ópera eram tão bisonhos que faziam a platéia cair na gargalhada. Bem como o jornalismo: a intenção é fazer uma coisa séria, mas algumas situações acabam se tornando engraçadas."

Apaixonado pelo que chama de "notas curiosas sobre a espécie humana" (título de outro livro seu, publicado em 1997), Copstein observa com perspicácia os cacoetes, manias, coisas engraçadas e outras absolutamente sem graça que são inerentes ao homem, especialmente àqueles que perambulam pelas redações. "Fora a tecnologia, não há nenhuma diferença entre o cara que molhava a caneta no tinteiro, datilografava a máquina ou que digita no computador hoje. Esse cara é o mesmo e continua fazendo as mesmas bobagens", para divertimento dos leitores.


Perfil

Natural de Rio Grande, Jayme Copstein começou a desempenhar atividades em rádios e jornais aos 15 anos de idade. A carreira teve início por causa de uma brincadeira entre amigos no alto-falante da cidade, o que mais tarde acabou rendendo um emprego na primeira rádio de Rio Grande, a Rádio Cultura Riograndina.

Trabalhou como repórter de polícia do jornal Gazeta da Tarde, ao mesmo tempo em que escrevia textos de radioteatro para as emissoras da cidade.

Aos 80 anos, Copstein tem no currículo passagens pelos principais veículos de Porto Alegre e vários prêmios, entre eles a Medalha de Prata do Festival Internacional do Rádio de Nova Iorque, em 1995. Atualmente seus comentários podem ser lidos no site <http://www.jaymecopstein.com.br>.


Confira
O quê: sessão de autógrafos do livro A Ópera dos Vivos (Editora Jayme Copstein, R$ 30,00)
Autor: Jayme Copstein
Onde: no estande da Livraria Mundial na Feira do Livro
Quando: hoje (14), a partir das 18h


Texto: Bianca Zanella | Foto: Nilton Santolin / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Pelotas / P.10 | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Pomerânia é Aqui


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Estudantes de Jornalismo reafirmam parceria entre UCPel e Diário Popular

Pelo sexto ano consecutivo estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas confirmaram a parceria entre a UCPel e o Diário Popular através do projeto Jornalismo Aplicado. O resultado pode ser conferido nas páginas do caderno especial sobre a Feira do Livro, encartado na edição de hoje (12) do jornal.


Esta é a décima primeira vez que um grupo realiza a experiência profissional prática que se repete desde 2003 a cada nova edição da Feira do Livro e da Fenadoce. Os estudantes são indicados pelos professores da Universidade conforme o desempenho nas disciplinas de redação e fotografia, e durante o período da oficina são responsáveis por produzir os textos, as fotos e pela diagramação do caderno. Para isso, são orientados pelo editor de cadernos Pablo Rodrigues, pelo coordenador de diagramação Joaquim Gonçalo e pelo editor de fotografia Carlos Queiroz.

"Essa é uma oportunidade que os alunos têm de realizar um trabalho real, de conhecer o cotidiano de uma redação e participar das etapas de produção da notícia desde a elaboração da pauta até a edição final", diz o diretor do Centro de Educação e Comunicação da UCPel Jairo Sanguiné Júnior. "Isso sem dúvida repercute em mais conteúdo para a comunidade. Sem contar que eles sabem que estão sendo observados durante a oficina por uma fatia importante do mercado de trabalho local", enfatiza o professor.

Para o editor-chefe do Diário Popular, Ivan Rodrigues, o jornal também ganha com a parceria. Ele destacou ainda que os participantes dos cadernos especiais são pré-candidatos às vagas de estágio oferecidas pela empresa. "Essa parceria representa a possibilidade de descobrirmos novos talentos e de trazer para a equipe gente com potencial."

Nesta edição do caderno da Feira do Livro os textos são assinados pelos estudantes André Amaral, Daiane Madruga, Paula Gracioli, Reizel Cardoso e Taís Barreto e os créditos das fotos são das alunas Daniela Lopes e Ândria Halfen.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Jandré Batista - DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 10 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Patrimônio sob o ponto de vista da educação

Hoje é o último dia para conferir na Feira do Livro, a mostra de imagens Educação & Patrimônio. Organizada pelos professores Fabio Cerqueira e Ester Gutierrez e pelos mestrandos Denise Marroni dos Santos e Alan de Melo, com fotos assinadas pelo mestrando Carlos Cogoy, a exposição retrata momentos das visitas feitas pelos participantes do projeto de extensão Educação Patrimonial (do Instituto de Ciências Humanas da UFPel) a lugares que fazem parte da memória histórica de Pelotas.

Segundo Cerqueira, a mostra destaca a importância do desenvolvimento da educação patrimonial no sentido de proporcionar a preservação tanto dos bens materiais quanto dos bens imateriais, por meio da perpetuação da memória. "Esse trabalho demonstra a importância de qualificar professores para trabalhar na sala de aula essas questões associadas ao patrimônio", afirmou.

A partir de amanhã o Espaço Cultural da Bibliotheca Pública Pelotense na Feira do Livro recebe a mostra A Pomerânia é aqui - Cultura Pomerana e Alemã na Serra dos Tapes.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 11 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vitor Ramil inaugura Diálogos na Casa de Simões

Quase cinco meses, muitas críticas e interpretações depois daquela sexta-feira 13 em que apresentou a enigmática história de Satolep, Vitor Ramil irá estar diante do público neste sábado (8), na primeira edição do projeto Diálogos na Casa de Simões, promovido pelo Instituto João Simões Lopes Neto.

O músico que afirma não gostar de tocar velhos sucessos, também admite, como escritor, não gostar de retomar aquilo que já foi escrito. "Acho muito frustrante o período posterior ao lançamento do trabalho. Tudo o que eu tenho a dizer sobre o meu livro vai estar sempre aquém do próprio livro", sentencia. "O livro é o livro, são as palavras sobre as quais eu também não tenho mais controle e é preciso lê-lo para entender, não interessa o que eu fale sobre ele".

A afirmação é verdadeira, no entanto, ao contrário e apesar do que pensa e diz o autor, o público normalmente se mostra interessado em saber o que ficou de fora das obras. Não é à toa que as "versões comentadas" de filmes e seriados são incluídas nos "extras" dos DVD´s, os bastidores dos programas de TV ganham espaço exclusivo nas grades de programação e os livros (geralmente os bons livros e os best sellers - que não necessariamente são bons) são capazes de provocar repercussões que transcendem a própria obra.

O enigmático Satolep parece ter esse potencial. Na falta de um "final conclusivo" e com muitas interrogações perdidas na confusa retidão das entrelinhas de Satolep, o público provocado pela narrativa poética de Ramil provavelmente queira, sim, saber o que ele tem a dizer. Uma tentativa, talvez, de preencher as lacunas que ficaram em cada esquina virada nas páginas do romance. A história reticente é instigante, e é por isso que o encontro entre Vitor Ramil, seus leitores e os debatedores Pablo Rodrigues (jornalista e editor de Cadernos do Diário Popular) e Isabella Mozzillo (professora da Universidade Federal de Pelotas) promete ser, no mínimo, curioso.

O livro, que começou a ser traduzido em caráter experimental nos idiomas inglês, francês e espanhol, está sendo divulgado na Internet por meio de um vídeo (book trailler) - nas versões português e inglês - no You Tube. São poucos segundos, mas que valem à pena ser assistidos até por quem já leu o romance. "Foi acompanhando as traduções que me dei conta o quanto a minha escrita é ambígua", reconhece.


A crítica

"Satolep é um ponto de chegada e também um começo...", diz Vitor, que levou 10 anos para concluir as 288 páginas de seu livro. "É uma construção intensa que vem desde a minha infância. Eu queria que ele tivesse o peso e a dimensão de uma cidade." Queria e conseguiu. Satolep - a cidade - é bem mais que um cenário fictício da literatura; é personagem da história que se manifesta fisicamente, e onde "a vida vai no fluxo das escaiolas". Vitor Ramil construiu em palavras, pedra e nuvem (matéria e alma) a sua cidade ideal e faz questão de afirmar isso.

Mas a cidade, que nasceu no escritor, já não é mais habitada apenas por ele. Ramil a expôs ao mundo e agora vive as conseqüências e os riscos de tal exposição. "As interpretações são livres e fazem parte do processo de criação, mas nem todas fecham com o que eu penso", diz, sem parecer intransigente, mas também sem esconder a decepção a que todos os escritores (ao menos os humanos) têm direito. "Uma das críticas que recebi, mesmo antes de lançar o livro, foi que a parte do sarau literário, em que o Selbor (protagonista) conversa com Simões (Lopes Neto) estava longa demais. Resolvi não mudar. Achei que meu personagem tinha que ser afetado por aquela figura", afirma com segurança sobre a sua criação e revela: "Eu não sei exatamente por que Simões apareceu no meu livro, e não tinha a intenção que ele tomasse a dimensão que tomou. Na verdade, eu não tinha intenção nenhuma. Só sei que quando eu deixei ele falar eu não conseguia mais parar de escrever. Eu não conseguia fazer ele parar de falar. Achei fantástico o que ele disse", numa demonstração espontânea de quem se surpreende com sua própria criação, ou melhor, com si mesmo.


A estética do frio

"O frio geometriza as coisas." A frase atribuída a Alejo Carpentier, músico cubano que inspirou um dos personagens do livro de Ramil deu origem a outra das "citações geniais" constantes em Satolep: "a milonga geometriza as coisas."

E apesar de ter sugerido, no começo, que Estética do Frio e Satolep não se misturavam, o autor voltou atrás, e lendo um trecho do livro em voz alta, na página 54, admite que a idéia da Estética do Frio está praticamente enunciada em vários pontos do romance, embora não concorde que o próprio livro tenha as características dessa idéia que ele concebeu. "A Estética do Frio ainda é só uma idéia. O dia em que ela se consolidar, que eu tiver alguma música ou alguma obra concreta, aí eu apresento: isso é 'Estética do Frio'. Por enquanto, ainda falta muito para se chegar a isso. Mas ela é a minha busca constante, é essa idéia que mobiliza a minha criação."


O patrimônio

Apaixonado por Pelotas, ou por Satolep, o escritor não perde oportunidade de levantar a bandeira da preservação do patrimônio histórico. Por outros lugares onde anda, ele reúne comentários que levam a uma triste constatação: o valor daqui é mais percebido por quem é "de fora". "Quando os franceses viram meu livro, se surpreederam com Pelotas. E sabe o que eles disseram? Eles disseram 'Bah, mas isso aqui é uma pequena Paris!' Por que aqui as pessoas não percebem o quanto essa cidade é inacreditável?"

"Posso aproveitar para dizer mais uma coisa?" O pedido foi feito ao final da entrevista: "Escreve aí por favor: 'Eu, Vitor Ramil, achei um crime asfaltarem as ruas do entorno do Theatro Guarany e peço, encarecidamente, que não asfaltem a rua Benjamin Constant, ponto.'" Protesto registrado, pedido atendido, com todas as letras.


Para saber o que mais Vitor Ramil tem a dizer, sobre o Satolep, patrimônio e tudo o mais, participe:

O quê: Diálogos na Casa de Simões, com Vitor Ramil. Debatedores: Pablo Rodrigues e Isabella Mozzilo.
Quando: sábado, dia 8 de novembro, às 19h
Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
Entrada franca.

Leia antes:

Satolep (Editora Cuciac Naify, 2008)

Veja também:

Assita no You Tube ao vídeo Satolep Book Trailer. Disponível nas versões português e inglês.


Fique ligado:

O projeto Diálogos na Casa de Simões deve passar a integrar o calendário permanente de eventos do Instituto João Simões Lopes Neto. No entanto, a periodicidade ainda não foi definida, nem os autores que serão convidados nas próximas edições. Fique atento à agenda da Casa pelo site .


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quinta-feira, 6 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Para conferir na Feira do Livro

As Mãos de Campo, ou Manos del Campo são a inspiração da mostra que inicia hoje e vai até sexta-feira no Espaço Cultural da Bibliotheca Pública Pelotense na Feira do Livro.

Nos desenhos de Adriano Alves e nos pequenos textos escritos por ele e por Otávio Severo, ambos naturais do município de Dom Pedrito, estão representados vários aspectos das lidas campeiras: as mãos que tocam a gaita e o violão, que tramam arreios são as mesmas que passam a cuia do chimarrão, de mão em mão.


"As citações utilizam figuras poéticas, mas não possuem rima. Por isso são chamados versos de 'rima branca'", explica Alves, escritor e também criador das ilustrações feitas pela técnica de grafite sobre o papel.

O conjunto de obras faz parte do livro Pelas Mãos, em fase de finalização e com previsão de ser lançado até o final deste ano.

A exposição também inclui o calendário da quarta edição da Mostra Brasil-Uruguai, que encerra dia 14 com apresentação do intérprete e compositor uruguaio Numa Moraes, às 19h, no palco da Feira.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 4 de novembro de 2008

Consumidor tem direitos garantidos na Feira do Livro

"A Feira do Livro está nota 10 em termos de respeito aos direitos do consumidor." A avaliação preliminar positiva partiu do coordenador do Procon em Pelotas, Jardel Oliveira, que acompanhou a reportagem do Diário Popular em visita ao evento ontem à tarde. Segundo ele, desde que a agência foi instalada no município - há cinco anos -, nenhuma reclamação referente à Feira foi registrada. E a expectativa é de que continue assim por mais essa edição.

"Tanto os consumidores quanto os livreiros conhecem seus direitos e deveres. Como a feira é bem organizada dificilmente alguém vai sair daqui se sentindo lesado", elogia.

Durante a visita, ele observou que os expositores estão cumprindo com aquele que poderia ser o principal alvo de reclamações: a demarcação de preços. Pela regra, todos os produtos à mostra devem conter indicações individuais de valor, ou ter o preço afixado de forma clara e visível na prateleira ou no local onde estiverem dispostos.

Nesse quesito, durante a caminhada, foram encontrados algumas variações entre o preço indicado na etiqueta e o preço informado na placa de uma caixa de "saldos". "O preço da etiqueta é o valor que oferecemos o produto na loja, aqui o que vale é o preço promocional", explica prontamente o vendedor. Nesse caso, o coordenador do Procon lembra que a regra é a mesma que os consumidores já aprenderam quando acontecem diferenças de preços dos produtos quando as compras são registradas no caixa do supermercado: não importa se na gôndola ou na etiqueta, na hora da compra o consumidor paga o menor valor.

Na praça de alimentação - onde, aliás, não é obrigatório o pagamento de gorjeta -, a orientação para que os restaurantes e bares informem os preços dos produtos nos cardápios também é cumprida à risca.


E os descontos?

Promoções relâmpagos e reajustes de preços durante a feira são comuns, e absolutamente permitidos. Oliveira lembra, entretanto, que quando o fornecedor oferece algum desconto à vista, o mesmo abatimento deve prevalecer para os pagamentos em dinheiro, cheque ou com cartão de débito ou crédito, desde que a dívida seja liquidada de uma só vez. Se a compra for parcelada, o valor cobrado será o preço de tabela, sem desconto. A lição, aparentemente, está na ponta da língua de quem trabalha na Feira: "se for pagar à vista sai mais barato mas se for em mais vezes fica o preço normal", informa prontamente a atendente de uma das bancas.

Com relação ao uso de cheques, as restrições quanto a talões de terceiros ou outras à critério do vendedor devem estar bem à vista. Nem todas, porém, são permitidas. A exigência de tempo mínimo de conta em banco, por exemplo, é ilegal.

"Quanto mais claras as informações estiverem, melhor", conclui Jardel Oliveira, satisfeito com o comportamento dos vendedores instalados na praça Coronel Pedro Osório. Ele, e o público de um dos principais eventos do calendário pelotense esperam que, como nos outros anos, a Feira do Livro transcorra sem incidentes que contrariem os direitos do consumidor.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 4 de novembro de 2008

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Capa e Contracapa

Começou a Feira do Livro em Pelotas!!!
Não deixem de conferir...


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