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terça-feira, 5 de maio de 2009

David Coimbra conta histórias de reportagens

Alguns fatos marcam épocas. E marcam a vida das pessoas no momento em que elas recebem as notícias, sejam elas boas novas ou nem tão boas assim. As reportagens, registros da história, são o tema da palestra que o jornalista David Coimbra profere hoje (5) no auditório da Universidade Católica de Pelotas.

O porto-alegrense fará aqui o lançamento do livro 45 reportagens que fizeram história, que ocorre simultâneamente em todas as faculdades de jornalismo do Estado, 18 ao todo.

Além de reunir fragmentos dos trabalhos publicados ao longo dos 45 anos do jornal Zero Hora, comemorados esse ano, o livro revela as circunstâncias em que foram produzidas as reportagens, dos bastidores à repercussão.

De David Coimbra, duas reportagens foram selecionadas: uma feita em junho de 1997 no vilarejo boliviano de Vallegrande onde estariam os ossos de Che Guevara. Ele e o repórter fotográfico Valdir Friolin foram para lá 30 anos depois da morte de Che, e conversaram com os moradores do lugar de onde o líder pretendia espalhar a revolução armada e da vila de La Higuera, onde foi morto a tiros em outubro de 1967.

No trecho de outra reportagem reproduzido no livro, David conta como chegou – com o fotógrafo José Doval – ao reduto do líder guerrilheiro Gerardo Aguilar, em julho de 2001, para saber por que ele se embrenhara na selva para implantar o socialismo na Colômbia.

Conhecido por textos leves e bem humorados, Coimbra, que tem 13 livros publicados, diz acreditar que, ao contrário do que muitos pensam, o espaço da reportagem é crescente. “A reportagem, essa forma de contar uma coisa, é insubistituível. Com o advento da comunicação cada vez mais veloz as pessoas vão sentir falta disso, de boas reportagens, de textos mais profundos e elaborados”, defende.

Aos 46 anos, o colunista e editor de esportes contabiliza 19 anos de casa no grupo RBS, e já passou por todas as editorias – exceto a de economia – em mais de 10 redações do sul do Brasil. Atualmente é também comentarista da TVCom e apresentador do programa Pretinho Básico, da rádio Atlântida.


Jornalista por formação

Em tempos em que a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista está em pauta, David Coimbra também foi convidado a dar sua opinião sobre o assunto.

Formado pela PUC-RS, na entrevista concedida ao Diário Popular ele criticou o currículo das escolas de comunicação social e diz que por causa do fraco conteúdo a formação perdeu importância. “A universidade é útil, mas eu não conseguiria preencher um caderno com tudo o que se aprende lá”, disse. “Se durante quatro anos os alunos tivessem aulas de inglês, boas indicações de leitura, essas coisa que a gente realmente usa, valeria mais. Mas ainda assim vale pelo convívio com outras pessoas que também querem ser jornalistas, pelas discussões éticas da profissão.”

Quando perguntado diretamente se é a favor ou contra a obrigatoriedade do diploma, ele respondeu: “O diploma já foi mais importante. Hoje ser obrigatório ou não é quase irrelevante. Mesmo que não fosse obrigatório as empresas dariam preferência para pessoas com formação na hora de contratar”, argumentou.


Não perca!

O quê: palestra com o jornalista David Coimbra
Quando: terça-feira (5), às 19h
Onde: no auditório Dom Antonio Zattera (Campus I da UCPel)
Para quem: a palestra tem entrada franca e é dirigida a alunos e professores do Curso de Comunicação Social


Leia mais no site da Livraria Vanguarda.

Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 5 de maio de 2009

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Histórias das redações

"Bismarck dizia que as pessoas ficariam indignadas se soubessem como são feitas as leis e as salsichas...". E se soubessem como são feitas as notícias? Eis a provocação do livro A Ópera dos Vivos, que o jornalista Jayme Copstein autografa hoje (14) na Feira do Livro, em Pelotas.


Se conhecer o que se passa nos bastidores da imprensa ajuda a compreender a notícia ou afeta a credibilidade do jornal ele não sabe responder. Mas tem certeza de que as pessoas cairiam na gargalhada se soubessem o que se passa no dia-a-dia de uma redação. "Não sei se ajuda ou atrapalha na questão de credibilidade. Acho que não faz diferença, isso depende do veículo. Mas ajuda a fazer rir, que é a única intenção do livro", diz o autor, que revela sem escrúpulos o lado cômico escondido por detrás das manchetes "sérias" publicadas todos os dias. No livro, ele relata alguns dos episódios mais inusitados, colecionados ao longo dos mais de 65 anos vividos no interior de grandes e tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul.

O título - A Ópera dos Vivos - é inspirado nos espetáculos que eram apresentados no Rio de Janeiro no século 17. "Era para ser uma tragédia, mas os atores que interpretavam a ópera eram tão bisonhos que faziam a platéia cair na gargalhada. Bem como o jornalismo: a intenção é fazer uma coisa séria, mas algumas situações acabam se tornando engraçadas."

Apaixonado pelo que chama de "notas curiosas sobre a espécie humana" (título de outro livro seu, publicado em 1997), Copstein observa com perspicácia os cacoetes, manias, coisas engraçadas e outras absolutamente sem graça que são inerentes ao homem, especialmente àqueles que perambulam pelas redações. "Fora a tecnologia, não há nenhuma diferença entre o cara que molhava a caneta no tinteiro, datilografava a máquina ou que digita no computador hoje. Esse cara é o mesmo e continua fazendo as mesmas bobagens", para divertimento dos leitores.


Perfil

Natural de Rio Grande, Jayme Copstein começou a desempenhar atividades em rádios e jornais aos 15 anos de idade. A carreira teve início por causa de uma brincadeira entre amigos no alto-falante da cidade, o que mais tarde acabou rendendo um emprego na primeira rádio de Rio Grande, a Rádio Cultura Riograndina.

Trabalhou como repórter de polícia do jornal Gazeta da Tarde, ao mesmo tempo em que escrevia textos de radioteatro para as emissoras da cidade.

Aos 80 anos, Copstein tem no currículo passagens pelos principais veículos de Porto Alegre e vários prêmios, entre eles a Medalha de Prata do Festival Internacional do Rádio de Nova Iorque, em 1995. Atualmente seus comentários podem ser lidos no site <http://www.jaymecopstein.com.br>.


Confira
O quê: sessão de autógrafos do livro A Ópera dos Vivos (Editora Jayme Copstein, R$ 30,00)
Autor: Jayme Copstein
Onde: no estande da Livraria Mundial na Feira do Livro
Quando: hoje (14), a partir das 18h


Texto: Bianca Zanella | Foto: Nilton Santolin / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Pelotas / P.10 | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Estudantes de Jornalismo reafirmam parceria entre UCPel e Diário Popular

Pelo sexto ano consecutivo estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas confirmaram a parceria entre a UCPel e o Diário Popular através do projeto Jornalismo Aplicado. O resultado pode ser conferido nas páginas do caderno especial sobre a Feira do Livro, encartado na edição de hoje (12) do jornal.


Esta é a décima primeira vez que um grupo realiza a experiência profissional prática que se repete desde 2003 a cada nova edição da Feira do Livro e da Fenadoce. Os estudantes são indicados pelos professores da Universidade conforme o desempenho nas disciplinas de redação e fotografia, e durante o período da oficina são responsáveis por produzir os textos, as fotos e pela diagramação do caderno. Para isso, são orientados pelo editor de cadernos Pablo Rodrigues, pelo coordenador de diagramação Joaquim Gonçalo e pelo editor de fotografia Carlos Queiroz.

"Essa é uma oportunidade que os alunos têm de realizar um trabalho real, de conhecer o cotidiano de uma redação e participar das etapas de produção da notícia desde a elaboração da pauta até a edição final", diz o diretor do Centro de Educação e Comunicação da UCPel Jairo Sanguiné Júnior. "Isso sem dúvida repercute em mais conteúdo para a comunidade. Sem contar que eles sabem que estão sendo observados durante a oficina por uma fatia importante do mercado de trabalho local", enfatiza o professor.

Para o editor-chefe do Diário Popular, Ivan Rodrigues, o jornal também ganha com a parceria. Ele destacou ainda que os participantes dos cadernos especiais são pré-candidatos às vagas de estágio oferecidas pela empresa. "Essa parceria representa a possibilidade de descobrirmos novos talentos e de trazer para a equipe gente com potencial."

Nesta edição do caderno da Feira do Livro os textos são assinados pelos estudantes André Amaral, Daiane Madruga, Paula Gracioli, Reizel Cardoso e Taís Barreto e os créditos das fotos são das alunas Daniela Lopes e Ândria Halfen.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Jandré Batista - DP | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P.7 | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 10 de novembro de 2008