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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Caminhador


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Flor (Crescimento)


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Ato Cultural


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quarta-feira, 1 de abril de 2009

No mar da cultura

Muitas atrações esperam pelo público nos pavilhões da Festa do Mar, que começa amanhã em Rio Grande

Aviões do Forró, Alexandre Pires, Chimarruts e Papas da Língua são as grandes atrações nacionalmente conhecidas confirmadas para a 12ª Festa do Mar. Mas, não é apenas de grandes shows que se faz a programação artística e cultural de um dos principais eventos do calendário rio-grandino. Em espaços alternativos espalhados pelos pavilhões da feira são os talentos locais que roubam a cena.

“Rio Grande tem uma riqueza musical muito forte”, diz a professora e ex-secretária de Cultura e Educação do município Sônia Tissot, que este ano assume pela primeira vez a responsabilidade pela programação cultural da Festa do Mar.

Em meio a portfólios e ao vasto número de artistas cadastrados pela unidade de cultura do município foram garimpados artistas e grupos para se apresentar durante os 11 dias de programação. Ao todo, são mais de 100 shows de música e dança, além de apresentações teatrais, saraus literários, oficinas e exibições de filmes.


Um passeio pela feira

Os espaços são diferenciados. No Restaurante Executivo se apresentarão duos e trios, instrumentais ou de violão e voz apenas, garantindo ao lugar um som ambiente para ser apreciado como acompanhamento ideal para o requintado cardápio de frutos do mar.

Na Praça de Alimentação o som é mais eclético e permite a apresentação de conjuntos musicais maiores. “Mesmo assim tivemos o cuidado de priorizar a área da Gastronomia como local de encontro e fazer com que os shows sejam agradáveis e dêem condições de audição para boas conversas”, destaca Sônia.

O espaço mais interativo da feira será o Multipalco, onde o público poderá participar de atividades como aulas de dança, fandangos e encontros, como o que terá como tema a cultura afro.

No palco do Porto Velho terão lugar as academias e companhias de dança, as apresentações de teatro infantil - realizadas em parceria com o Sesc - as oficinas de teatro e literatura e as sessões de cinema. Ainda no pavilhão A5 o Ponto de Cultura ArtEstação estará instalado com diversas atividades culturais, que habitualmente ocorrem na sede do projeto, na praia do Cassino.

Os visitantes podem ainda conhecer a orla da Lagoa dos Patos a bordo das escunas Bucaneiro e Vento Negro, com saídas de hora em hora, ao custo de R$ 6,00 por pessoa.

Quem preferir pode ainda experimentar a sensação de estar em alto-mar sem sair da terra firme, no simulador de vela do Yatch Club.


Prestigie!

A visitação à Festa do Mar pode ser feita de segunda a quinta-feira, a partir das 16h e de sexta a domingo a partir das 10h.


Confira

Amanhã (quinta-feira)

Palco da Gastronomia
20h - Som Brasil

Restaurante executivo
20h - Daniel Galarraga

Multipalco
19h30min - Banda da Ilha

Palco Porto Velho
18h - Atividades literárias (Livraria Acadêmica)
18h - Exposição Retrospectiva (Ponto de Cultura ArtEstação)
19h - Mostra de vídeo: De estação a centro cultural

Pavilhão Institucional
17h e 19h - Sax Ricardo


Sexta-feira

Gastronomia
12h - Leonardo
20h - Pérolas Negras
21h30min - Cia Banda Show

Restaurante Executivo
20h - Guilherme Curi
21h30min - Marco Isoldi & Volnei

Multipalco
14h - Grupo de Dança E.M. Helena Small
15h - Grupo de Dança Semente Olímpica
15h30min - Crianças da E.M. Rio Branco
16h - Teatro E.E. Revocata Mello
18h - Hip hop Mente sem limite
19h30min - Cia do Maxixe - Dança de Salão com Sandro Vieira

Palco Porto Velho
16h - Atividades literárias (Livraria Acadêmica)
16h - Mercado de Arte (Ponto de Cultura ArtEstação
16h - Cine Ludio DVD: Mosconautas
18h - Cia Gênesis: Orfeu & Eurídice
21h - Sarau poético (Livraria Acadêmica)

Pavilhão Institucional
16h e 19h - Sax Vilmar

Veja a programação completa no site www.festadomar.com.br e os destaques do final de semana na edição do caderno Tudo desta sexta-feira.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 31 de março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Loma, Kako Xavier e Tribo Moçambiqueira

Dia : 29/03/2009
Local : Theatro Sete de Abril
Horário: 20h
Ingresso: No Sesc e na bilheteria do teatro
Valor : R$10,00 para o público em geral e R$ 5,00 para idosos, estudantes e comerciários


Os artistas Kako Xavier e Loma apresentam a cultura afro popular do Sul do Brasil. É a música da Praia.

Depois do show de encerramento do Acorde Brasileiro no Teatro do Sesc, levam adiante o projeto com a Tribo Maçambiqueira.

Baseado nas quadrinhas maçambiqueiras, a banda envolve o público com seus cantos e suas danças. É pura cultura popular.


TRIBO MAÇAMBIQUEIRA

Tendo como ponto de partida a Festa de Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Osório, surge no cenário a TRIBO MAÇAMBIQUEIRA, a mais autêntica banda de raiz negra do sul do Brasil.

Da união de cinco artistas que tem em comum a identidade da música afro-litorânea, nasceu a TRIBO MAÇAMBIQUEIRA. Kako Xavier, Mário Duleodato, Paulinho Dicasa, Rafael Brasil e Rodrigo Sorriso, formam um grupo que vem mostrar a todos a sua história com os tambores de Maçambique (ritmo negro do sul do Brasil).

Está no forno o primeiro CD da TRIBO, o repertório da banda é cultural e muito popular. São canções interpretadas por Kako Xavier nos principais festivais de musica regional do sul do país.

A TRIBO MAÇAMBIQUEIRA se formou no final de novembro de 2007. Venceu o Festival de Música latino-americana MUSICANTO e Kako Xavier levou o prêmio de melhor intérprete do festival. Levou seu novo show para a Tafona da Canção, na cidade de Osório/RS. No festival de música de POA, o grupo foi premiado com a canção O SOL E O GUAÍBA. Na última edição da Moenda da Canção, em Santo Antônio da Patrulha, foi premiado com a melhor música na opinião do público. Assim, a cada apresentação, a TRIBO se fortalece como uma banda de cultura popular. Recentemente a banda foi aclamada às margens do Guaíba mostrando seu show na “Romaria das Águas”, na Usina do Gasômetro/POA.

No palco Michelon na bateria, Dão Ribeiro no baixo e Rafael Brasil na Guitarra e viola, Branca e Loir José nas Percussões, Paulinho Dicasa, Marião Duleodato, João Vicente, Nego Jeferson nos Tambores de Maçambique e Kako Xavier na voz e violão.

Salve a TRIBO MAÇAMBIQUEIRA !!!


quarta-feira, 25 de março de 2009

Autor da LIC-RS incentiva a militância pela Lei de Incentivo à Cultura municipal

Pelotas recebeu ontem uma das figuras mais importantes da história recente da produção cultural e artísticas do Estado. Carlos Appel, um dos principais responsáveis por avanços como a criação da Secretaria do Estado da Cultura (Sedac), criação da Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (LIC/RS) e criação da Casa de Cultura Mário Quintana não poderia ter chegado em momento e local mais propício: esteve na sede do Instituto João Simões Lopes Neto, que já teve diversos projetos realizados com patrocínios adquiridos via LIC, justamente para assistir ao lançamento da série de filmes Contos gauchescos, realizada através de recursos da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) e da LIC/RS.

"Veja quantos anos o Estado
levou para criar uma
Secretaria de Cultura...
faz apenas 21 anos.
Pelotas não está tão longe assim."
(Carlos Appel)

O ex-secretário estadual de Cultura por dois mandatos (nos anos de 1987 a 1991 e 1996 a 1998) levou mais tempo do que o previsto na estrada e chegou com mais de uma hora de atraso para a conferência, que estava prevista para as 15h. Antes de falar ao público que aguardava no auditório Carlos Reverbel, ele concedeu uma rápida entrevista ao Diário Popular.

Apesar das cobranças efervescentes pela aprovação de uma LIC municipal, Appel diz que é preciso continuar com a “pressão salutar”, mas ao mesmo tempo ter calma porque, segundo ele, a cidade não está tão atrasada assim nessa questão.


Entrevista
Diário Popular - Enquanto criador da Lei de Incentivo à Cultura do Estado e defensor desse tipo de política cultural, como o senhor sente-se ao ver o resultado de projetos como estes (do Instituto João Simões Lopes Neto e da adaptação dos Contos de João Simões Lopes Neto) realizados graças a recursos da LIC?

Carlos Appel - Eu acho excelente. Quando secretário da Cultura estimulei a pesquisa e a procura das peças de João Simões Lopes Neto. Incitamos uma busca que durou quase dois anos. No final encontramos peças manuscritas originais em um baú na casa do Victor Russomano, que hoje estão na Bibliotheca Pública Pelotense.

Assisti ao documentário Entre o real e o imaginado e hoje vou ver os outros dois filmes que estão prontos. Acho que esse é um tema por demais importante, já que o Simões Lopes Neto é o fundador da literatura do Rio Grande do Sul. O curioso é que no Tempo e o vento o Erico Verissimo retoma esse estilo que Simões tinha criado. Esses são os dois escritores considerados essenciais da cultura do Estado.

No primeiro mandato, durante quatro anos, fizemos um levantamento geral da cultura do Rio Grande do Sul. Fizemos um grande evento em Porto Alegre, durante uma semana, onde representantes de todas as regiões debateram os fundamentos daquilo que seria a futura Secretaria de Cultura do Estado. Elegemos o patrimônio como o tema fundamental.

Já naquela época, que Rio Grande do Sul tinha praticamente metade dos municípios que tem hoje, percebemos que era necessário estruturar o patrimônio de modo mais racional e, sobretudo, adequar as poucas alternativas financeiras das secretarias de Cultura aos seus projetos e ambições.

No segundo mandato nos preocupamos em viabilizar uma melhor situação financeira e econômica. Aí lutamos em todas as frentes, primeiro na frente interna, com a Fazenda e na área jurídica do Estado, e depois com o Legislativo para a viabilização da lei de incentivo. Achamos que era uma etapa fundamental, porque a lamentação da falta de verbas era não só exagerada mas compreensível pois se tinha poucos instrumentos para a produção cultural.


DP - Em Pelotas, qual o senhor acha que é a barreira definitiva para a não-implantação de uma LIC municipal? É uma questão mais cultural ou mais política?

Appel - Pelotas tem um dos maiores potenciais arquitetônicos do Estado e certamente uma cultura da maior importância não só na literatura, mas também no teatro, na música, na dança... A própria imagem da cidade é uma história que se conta por si.

Pelotas teve o auge no fim do século passado até o início desse século e deve continuar sua carreira como um dos principais centros culturais do Rio Grande do Sul. Acredito que a cidade deva ser um polo intermediário entre o Estado e os países do Mercosul, mas para isso precisa encaminhar isso em todas as instâncias.

O que falta, provavelmente, é uma intensificação desse movimento por parte da comunidade como um todo. Deve-se fazer essa pressão salutar. Devemos começar a trabalhar pela LIC desde o Carnaval de rua até uma tese acadêmica. Todas as instâncias devem se mobilizar para levar em frente esse projeto.

Mas veja quantos anos o Estado levou para criar uma Secretaria de Cultura... faz apenas 21 anos. Pelotas não está tão longe assim.


DP - Tendo em vista as polêmicas que envolveram a LIC/RS, principalmente em se tratando de denúncias de desvios de recursos - e que estão emperrando, inclusive, a aprovação de novos projetos - o que o senhor diria que deu errado na Lei de Incentivo à Cultura Estadual?

Appel - Eu resolvi ver de longe esse tema, mas acredito que certamente faltou atenção mais demorada no processo de aprovação dos projetos. Mas acho que há possibilidade, assim como está se propondo modificações na Lei Rouanet, de se aproveitar o momento também para se pensar também em mudanças na LIC/RS.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 7 | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 25 de março de 2009

Vale-cultura

Proposta da nova Lei Rouanet prevê criação de vale-cultura

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, informou no dia 23 que dentro da proposta de reformulação da Lei Rouanet está prevista a criação do vale-cultura. Um mecanismo de financiamento do consumo cultural que irá beneficiar mais de12 milhões de trabalhadores.

O bônus no valor de R$ 50,00 será fornecido mensalmente, 20% será pago pelo trabalhador e o restante será dividido entre a empresa e o governo por meio de um sistema de dedução. Será muito semelhante ao vale-refeição. Só que em vez de alimentar o estômago vai alimentar o espírito e gerar benefício para área cultural, afirmou.

O vale poderá ser utilizado no pagamento de espetáculos culturais, ingresso de cinema e na aquisição de produtos como livros e CDs.

Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 18 de março de 2009

Palavras à flor da poesia

A inspiração brotou de um buquê de crisântemos azuis. Era o fim de um relacionamento e o começo de uma fase criativa que promete muitas flores e frutos nas próximas estações. Nos ensaios, na casa em obras, Ana Mascarenhas cultiva em música o jardim que ainda não tem. Para a cantora, é chegada a hora de semear.


O caminho é longo até o período da safra, mas Ana Mascarenhas não tem pressa. A espera é parte da experiência de quem faz questão de dar “tempo ao tempo” e vai muito além dos 30 versos de Flor palavra. Não por acaso de uma forte relação conceitual, em 14 deles aparece a palavra tempo.

A poesia, escrita em 2005, é o ponto de partida para a mais nova investida da cantora pelotense. O projeto, em gestação, esbanja charme e originalidade. Irá crescer em partes que acompanham as fases de desenvolvimento dos crisântemos: o Plantio em março, o Crescimento em junho, a Inflorescência em agosto e a Iniciação em outubro são os preâmbulos da Colheita, que ocorre em dezembro. Passando por épocas frias e quentes, cada apresentação terá novas músicas, arranjos, músicos, elementos de luz e cenário... ao final a síntese de tudo isso será materializada em um CD, o terceiro de Ana Mascarenhas depois de Paradouro (2003) e Depois de julho (2005).

“A cada trabalho pronto sempre ficam algumas coisas em aberto que imediatamente eu vou projetando para o próximo. Acho que esse vai ser o meu disco mais completo, porque vai ser construído aos poucos, de uma forma diferente dos outros”, diz a cantora, que se demonstra hábil em “pôr para fora” os desabafos de um relacionamento acabado com romantismo e sem rancor.

Ao poetizar sobre as coisas do dia-a-dia, a compositora percebe o quanto este trabalho em especial já afetou seu cotidiano. “Apesar de estar sendo plantado, dentro de mim ele fecha um ciclo”, diz ela, que revela não ter muitos rituais no processo de criação. “Às vezes me vem um verso, depois quando eu volto para ver o que escrevi penso na melodia e pego o violão.”

Mais madura artística e pessoalmente, Ana Mascarenhas fala com a tranquilidade de quem consegue se afirmar sem impor o tom de voz. “Quando eu gravei o primeiro disco tive coragem de botar minhas coisas na rua, mas me sentia engatinhando. Agora a sensação que eu tenho é que daqui para frente não paro mais”, diz com o entusiasmo. “Pode ser que depois deste o próximo trabalho seja outro disco ou um livro de poesias... Não sei o que virá, só sei que virá.”


Letra, flores e melodia
Em Flor palavra, o lado mais terno e afetuoso da compositora já começa a aflorar nas poesias. As melodias vão se desenhando pelo som da MPB - que costuma cair tão bem ao tom de voz de Ana - com influências mil de ritmos como candomble, milonga, chamamé e samba, que vão mesclando-se naturalmente nos arranjos criados por Silvério Barcellos e Egbert Parada, com quem Ana Mascarenhas reafirma neste terceiro disco uma parceria que já completa dez anos.

Charango, cavaquinho, pandeiro e bateria farão parte das composições instrumentais, que terão ênfase no diálogo entre violões de vários timbres como o violão de aço e o de sete cordas.

Ao longo do desenvolvimento de Flor palavra, outros músicos estão cotados para integrar o projeto. Fabrício Moura e Gil Soares - que assina com Egbert Parada a direção musical do álbum - estão entre os confirmados.

A cantora e compositora, que resiste a assumir o título de instrumentista também, tocará violão na música Mãe das águas, com o acompanhamento de percussionistas.

O produtor cultural Igor Simões é o responsável pela direção artística dos shows, que terão participações especiais da bailarina Janaína Jorge e do artista visual Chico Maximila. Os dois serão possivelmente os responsáveis pelas principais surpresas que poderão surgir ao longo do desenvolvimento do projeto. “Não sabemos exatamente o que eles irão fazer”, diz a cantora. A proposta é que cada um deles crie algo, cada qual em sua própria linguagem artística, inspirado em Flor palavra, lançando assim novos olhares ao trabalho.


O plantio

O primeiro dos quatro pré-lançamentos de Flor palavra, que ocorre amanhã (dia 19, quinta-feira), inaugura também a série de apresentações musicais no Instituto João Simões Lopes Neto, do projeto Música na Casa do Capitão.

Em Plantio, Ana irá apresentar as primeiras quatro canções do novo álbum. Além da faixa-título Flor palavra, o repertório terá Outro norte, Lua de amor e alma e Mãe das águas, esta última já gravada pela cantora Giamarê.

O segundo show da sequência, Crescimento, já tem data: 10 de junho. Falta saber em qual jardim ele irá florescer.


Em busca de adubo e luz

A elaborada estética de Flor palavra vai além da pura temática do CD. A metáfora do cultivo se estende por todo o projeto: os parceiros - a Universidade Católica de Pelotas e o salão Cabelo e Cia - que incentivam a iniciativa através da prestação de serviços, são o jardim. As empresas apoiadoras - Transporte Santa Maria e Posto Cidadão Capaz - são o adubo. Os patrocinadores são a luz, que ainda falta para essa planta germinar.

Além destas, há ainda outra forma de contribuir concretamente para o sucesso da “colheita”, através de uma ideia criada para captar recursos antecipadamente ao final da produção. Como no pré-lançamento do primeiro CD da cantora, quando foram vendidos “Kits Paradouro”, a partir do segundo show de Flor palavra estarão à disposição do público “sementeiros” que incluem uma camiseta do álbum, duas canções inéditas gravadas em mp3, sementes de flores, terra e água, além de um vale para ser trocado por CD quando o disco ficar pronto. O valor do mimo ainda não foi estipulado.


Prestigie

O quê: show Plantio - Flor palavra, de Ana Mascarenhas, na primeira edição do projeto Música na Casa do Capitão Onde: no auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810)
Quando: amanhã, dia 19, às 20h30min
Quanto: ingressos antecipados estão à venda no Posto Cidadão Capaz (rua Félix Cunha, 553) ao valor de R$ 10,00
Contato: para informações sobre o show e sobre como apoiar o projeto entre em contato com a produtora cultural Mãos à Obra pelo telefone 3227-2538.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 18 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Recepção Cultural

Apresentações artísticas serão a saudação de boas-vindas aos alunos no recomeço das aulas da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). A tradicional “acolhida” aos estudantes será estendida a toda comunidade pelotense em um evento aberto que irá movimentar a quadra do Campus I, na rua Gonçalves Chaves entre Dom Pedro II e 3 de Maio.

A recepção estava marcada para hoje (terça-feira), mas devido à previsão de chuva foi transferida para amanhã a partir das 20h30min.

Quem vem de fora terá a oportunidade de conhecer o talento de um dos grupos artísticos pelotenses mais conhecidos atualmente, pois o Tholl é a principal atração da noite. A trupe irá apresentar Exotique. Diferentemente do espetáculo que deu fama ao grupo - Tholl - Imagem e sonho - o pocket show com duração de 30 minutos é relativamente novo para o público daqui. Só foi apresentado para a plateia pelotense duas vezes, uma no Theatro Guarany no ano passado e outra no Estádio Bento Freitas no mês passado.

A apresentação será seguida pela assinatura do termo de renovação de contrato de apoio da UCPel ao Grupo Tholl, por mais um ano. Segundo a assessoria de imprensa da Universidade, pelo acordo a UCPel mantém a estrutura oferecida à trupe circense, com serviços de atendimento hospitalar e ambulatorial, além de ajuda financeira em cotas mensais de valor não-divulgado.
Após a formalidade, o repertório eclético da banda dos alunos do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica irá completar a programação da noite.


Informe-se

Para afinar a relação dos novos estudantes com o Movimento Estudantil na cidade, representantes dos Diretórios Acadêmicos e do Diretório Central dos Estudantes (DAs e DCE) estarão presentes no evento. Além disso a Acolhida será uma oportunidade para os novos alunos entrarem em contato com ações que fazem parte do dia-a-dia da vida acadêmica além da sala de aula, em postos de serviço e relacionamento de alguns projetos em atividade na Universidade como a Empresa Júnior, a Capelania e o Núcleo de Apoio ao Estudante.

Na ocasião será ainda lançada a campanha de sustentabilidade da Católica. O tema está estampado na agenda dos estudantes e irá pautar diversas ações na comunidade acadêmica durante o ano. O coordenador do curso de Ecologia, José Antônio Weykemp Cruz, fará um chamado aos alunos para se engajarem ao projeto, que trata de assuntos como lixo, alimentação e preservação do meio ambiente.


Serviço

O quê: acolhida UCPel, com a apresentação do espetáculo Exotique (Grupo Tholl) e a participação da banda de alunos do curso de Produção Fonográfica
Quando: amanhã, a partir das 20h30min
Onde: em frente ao Campus I (rua Gonçalves Chaves, entre Dom Pedro II e 3 de Maio)
Evento gratuito e aberto a toda comunidade.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Wilson Lima / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / P. 6 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 17 de março de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Campanha


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Academia quer dar porre de alegria

Com o enredo Beber! Bebi, pra ti trago o que vi a escola quer embalar mais um Carnaval

Moderação. Essa é a palavra de ordem do momento na Academia do Samba, atual campeã do Carnaval pelotense. O tema - “moderar” - está no samba-enredo que a escola vai cantar na passarela - em um alerta sobre o consumo excessivo de bebida alcoólica - e também nos hábitos do presidente da escola que esbanja simpatia, mas é moderadíssimo ao falar sobre o desfile que a Cartola vai apresentar na Doce Folia este ano.

Gilberto Gomes, o Banha, desvia das perguntas e economiza detalhes nas respostas, mas diz que guardar segredo é “de praxe” e garante que o mistério que paira sobre o barracão da escola não é o principal trunfo da Academia. A escola só não modera, segundo ele, na disposição para fazer um belo desfile. “Eu não posso prometer muita coisa porque não sei se o barracão vai ter condições de cumprir. Além do mais, o elemento surpresa é fundamental, faz parte da estratégia. Mas o principal é a nossa intenção de fazer um ótimo Carnaval”, diz ele, enfatizando o adjetivo superlativo.

Sobre a experiência de desfilar sendo a portadora do título, 23 carnavais depois da última vez que a Cartola levantou o troféu de primeiro lugar - até o ano passado - Banha diz não sentir tanto o peso da responsabilidade. “O título fortalece a escola, nos ajudou a trazer de volta antigos componentes, aumenta a nossa autoestima. Mas a nossa vontade de fazer um desfile bonito é independente disso. O título é consequência.”

A Academia do Samba é considerada a escola mais antiga do Estado e ontem completou 60 anos de fundação - um motivo a mais para seus apaixonados integrantes quererem levar ao topo o pavilhão azul, branco e ouro.


Pega leve

Foi cantando o futebol - em homenagem ao centenário do Esporte Clube Pelotas - que a Academia do Samba foi campeã do grupo especial no ano passado e é falando de outra paixão nacional - a cerveja - que a Cartola espera arrebanhar o bicampeonato.

A fonte de inspiração é também fonte de recursos: a Academia aposta em uma forte parceria com a iniciativa privada para conseguir concretizar o desfile com a pompa que é esperada, pois colocar em prática o que os carnavalescos imaginam vai custar caro - cerca de R$ 75 mil. Verdade seja dita: com esse orçamento básico, o Carnaval torna-se inviável sem uma parceria sólida, que garanta o aporte financeiro.

E é assim que embalada pela cerveja como tema-enredo a Academia estampou na última estrofe do seu samba-enredo o slogan Pega leve. Qualquer referência à Nova Skin, patrocinadora oficial, não é mera coincidência.


Ficha técnica da Academia

Fundação: 3 de fevereiro de 1949
Componentes: 1,1 mil (número estimado)
Carros alegóricos: três
Alas: 14
Tema-enredo: Beber! Bebi, pra ti trago o que vi
Carnavalescos/Figurinistas: Bernardo Reis, Gilnei Fontella e Suende Lopes


Aprenda a cantar o samba-enredo
Autores: Chico Cabecinha, Wagner Lopes, Solon Silva e Jana Jorge
Intérprete: Wagner Lopes

Beber? Claro que bebi!
É festa de Momo
Pra ti trago o que vi!
Contos e histórias da bebida mundial,
Que hoje alegra o meu Carnaval!
Na Idade Média
Pela Suméria e Babilônia ela andou
Deus Ozires no Egito
Cansado do vinho, por ela se apaixonou
Cauim Tupinambá,
Nas Américas o índio já fazia
Salve a família real!
Trouxe a cerveja
Que hoje é musa nacional

Fermenta o grão e põe açúcar,
Coisa boa, coisa maluca
O malte que te faz arrepiar
Vai te conquistar, vai subir pra cuca

Cuidado...
Ela é adrenalina só,
Ser viciado é imprudência
No volante ela anda contramão
Minha bandeira... traz a consciência,
Vem mostrar que a cerveja é pura diversão
Gosta de churrasco, é companheira,
Grande parceira na solidão
Oh! Cerva minha! Na praia és rainha,
No agito do verão
Ei! Seu garçom! Me vê a saideira,
A noite é brejeira, por ela eu vou andar
E no teatro... um show monumental
Academia é raiz do samba
Aplausos na revista musical

Eu vou sambar, fazer zoeira
É cerveja a inspiração
Vou entrar nessa gelada
Pega leve, não dá nada
Bebo com moderação


Atenção foliões!

A Academia do Samba realiza ensaios às terças, às sextas-feiras e aos sábados, sempre a partir das 22h.

A quadra da escola fica na rua Dom Pedro II, ao lado do supermercado Guanabara.

Informações para quem quiser desfilar com a agremiação podem ser obtidas no local ou pelo telefone 8115-2886.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Tributo a Jorge Ben


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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Região sul busca espaço no cenário estadual da dança

Em tempos de incerteza a respeito do futuro da produção artística e cultural no Rio Grande do Sul - devido às recentes polêmicas envolvendo desvio de verbas de patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura - o interior do Estado acaba de ganhar um motivo para ficar, pelo menos, mais otimista. A razão para isso está no anúncio na Associação Gaúcha de Dança (Asgadan) da eleição de seus novos diretores, entre eles a pelotense Berê Fuhro Souto como representante dos municípios da região sul.

"Sempre foi difícil entrar em Porto Alegre. Lá nunca ninguém olhava para a nossa situação e só lembravam da gente quando queriam pedir voto para alguma coisa", diz a bailarina e coreógrafa que não guarda rancores, mas comemora a conquista de mais esse espaço pela dança do interior em um cenário que, durante muito tempo, foi monopolizado pelos bailarinos da capital.

Diante da dificuldade de se integrar à dança porto-alegrense na busca de apoio, a pelotense acabou se associando a outras organizações como a Confederação Interamericana de Dança e a Associação Mundial dos Profissionais de Dança, que segundo ela mesma, lhe "abriram as portas do mundo". Agora, ela pretende aproveitar a experiência internacional para tentar implantar nos palcos gaúchos modelos de produção artística que dão certo lá fora, a começar pelo Festival Estadual de Dança, previsto para ocorrer em agosto. "É preciso criar uma mostra séria, com cachê para os bailarinos. A gente que trabalha com dança tem que se garantir enquanto profissional", afirma. "Os festivais competitivos devem ficar para as escolas. Sempre achei que arte a gente não mensura, mas esses concursos são necessários para estimular as pessoas a dançar. Se não vale prêmio, medalha, dificilmente os pais se dispõe a bancar os filhos como bailarinos, no começo", opina ela, defensora ferrenha da pedagogia "artisticamente correta".

"Hoje em dia tem muita criança brincando de dançar, mas nem sempre de uma maneira saudável. Os festivais banalizaram a arte. Atualmente aumentou muito o número de bailarinos, mas coreógrafo que pesquisa mesmo é uma figura em extinção. Aí a criança cresce achando que dançar de par é dança de salão e que basta usar o boné pra trás pra dançar street", critica. "O respeito pelo teatro, a postura enquanto bailarino, o comportamento diante do outro que está no palco deixaram de ser ensinados. Tem toda uma educação necessária por trás da arte que não está acontecendo."


Novas perspectivas

Para Berê, a representatividade do interior na Asgadan significa a possibilidade de fortalecimento da dança em todo o Estado, tanto para batalhar recursos quanto para qualificar profissionais. Em reuniões periódicas, abertas a todas as pessoas que trabalham com dança, serão discutidas as reivindicações dos municípios da região para serem levadas às reuniões gerais da Associação.

Além disso, encontros de bailarinos de todo o Estado irão acontecer aqui. "Pelotas vai voltar a ter cursos, vamos ter a possibilidade de fazer mais intercâmbios e, principalmente, promover através disso a ética no meio artístico, de forma que todos os estilos possam dialogar sem fazer julgamento entre eles, porque não existe forma de dança mais ou menos nobre."

Um dos objetivos mais imediatos da Asgadan é mapear a dança gaúcha com o apoio de cada município, já que não existe um banco de dados com o registro de quem faz e onde se faz dança no Rio Grande do Sul. Nesse ponto, defende Berê, é preciso encarar a arte de forma profissional. "Quando se fala em dança se fala em produção, figurino, cenografia, vídeo... tem muita gente envolvida nisso. Politicamente falando, a dança vive um outro momento hoje. O mundo já sabe que além de pensar é preciso sentir o que se pensa, e já está mais do que na hora da gente abocanhar esse mercado."


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Página 4 | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ecologia e Arte no canto do mundo

A barra do Chuí, em Santa Vitória do Palmar, se abre ao sol para receber os visitantes nessa temporada de verão. Uma iniciativa da organização não-governamental Balaena Australis em parceria com a Prefeitura do município e com o Ponto de Cultura Pindorama irá promover uma extensa programação artística, cultural e ecológica nos meses de janeiro e fevereiro a partir desta sexta-feira. As atrações se somam às convidativas belezas naturais da região.

O grande mote da série de eventos é a celebração dos dez anos do Museu Atelier do artista plástico Hamilton Coelho. Conhecido como "o último morador das terras brasileiras rumo ao Uruguai", Coelho é aclamado como uma das mais admiráveis expressões da arte contemporânea por seu trabalho feito apenas daquilo que o mar oferece.Justificar

A mensagem do artista, que transforma e dá novos significados ao que é generosamente descartado pela natureza, faz coro à proposta do Instituto Balaena Australis, referência do ecoturismo no extremo meridional do Brasil e que desenvolve projetos contínuos de educação ambiental e patrimonial, desenvolvimento sustentável e práticas de economia solidária. A ONG tem um destes projetos apoiados pelo Ministério de Cultura, através do programa Cultura Viva, e funciona também como ponte de apoio à pesquisa oceanográfica e programas de monitoramento do litoral sul em parceria com o museu oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Entre as atrações previstas para os dois meses de atividades comemorativas está a exibição de curtas-metragens promovida pelos pelotenses da cinematográfica Moviola Filmes.

A Prefeitura de Santa Vitória do Palmar, parceira do evento, irá realizar através da Secretaria de Turismo oficinas de arte e artesanato, todas com inscrições gratuitas. Mais informações pelos telefones (53) 8409-4367 e 8123-0486.


Programe-se e prestigie!


Janeiro

Dia 9 (sexta-feira) a partir das 20h - Vernissage da exposição coletiva Retrospectiva da Década, com a participação dos artistas Érico Cava, de Pelotas e Wa Ching, de Rio Grande entre outros de Porto Alegre, Santa Catarina e do Uruguai

Dia 16 (sexta-feira) a partir das 22h - Show da banda de reggae Timbres de la Tierra, do Uruguai e Festa de Celebração da Década com DJ Paulo Potigua

Dia 17 (sábado) a partir das 18h - Oficina de Cordel e abertura das oficinas permanentes de xilogravura, velas de areia e cerâmica. Realização: Ponto de Cultura Pindorama e Instituto Balaena Australis

Dia 22 (quinta-feira) a partir das 18h - Sarau das Águas, com o grupo Águia; Tributo a Vinicius de Moraes e lançamento de livros

Dia 23 (sexta-feira) a partir das 20h - Barra Cine - Circuito Binacional de Exibição de Curtas-Metragens (Realização: Moviola Filmes) e Farra Teatro com Vinícius Amaro e Grupo de Percussão Ponto de Cultura Pindorama

Dia 24 (sábado) a partir das 20h - Barra Cine e lançamento do documentário Amar a Terra (Produção: Moviola Filmes)

Dia 30 (sexta-feira) a partir das 17h - Oficina de papel reciclado

Dia 31 (sábado) a partir das 17h - Oficina de Teatro com Deloir "Lilo"


Fevereiro

Dia 6 (sexta-feira) a partir das 22h - Seres além mar - Música e poesia com Cláudio Sander, Maximila, Guesso - Jazz Brasil - e Quarteto de Flautas do Uruguai

Dia 13 (sexta-feira) a partir das 18h - Mostra de vídeo-documentário

Dia 20 (sexta-feira) a partir das 18h - Intervenção cênica

Dia 27 (sexta-feira) a partir das 18h - Encerramento. Encontro de Pontos de Cultura do Extremo Sul e atividades do Pontão das Águas (Unidade móvel do Ponto de Cultura Chibarro, de Pelotas): apresentação do Grupo Experimental, oficina de teatro e vídeo, mapeamento das atividades artísticas e culturais, exposição de arte e artesanato e comercialização de produtos da Rede de Parceiros.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 6 de janeiro de 2009

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Para matar a saudade...

Eles estão de volta... depois de deixar a platéia do Guarany com "gosto de quero mais" em setembro do ano passado, quando cantaram de improviso a nova canção em homenagem à terra natal... Kleiton e Kledir fazem hoje à noite o show de encerramento do projeto de Natal Feliz Cidade, na Praça Coronel Pedro Osório.

JustificarPassado tanto tempo longe, o que se espera do reencontro com os amigos pelotenses é uma oportunidade para colocar a conversa em dia. Por isso, a primeira pergunta dessa entrevista - concedida por telefone no intervalo das gravações do novo DVD - não poderia ter sido outra que não uma indagação sobre o novo projeto que vem por aí.

E Kleiton estava ansioso para contar as novidades. "A primeira coisa que eu quero dizer é que a música Pelotas vai estar no DVD e também no show, mas agora com todo o tratamento. Aquela vez fizemos um lançamento improvisado, nem tínhamos ensaiado direito", confessa.

A dupla está empolgada. Depois do recente sucesso do CD e DVD Ao Vivo, que resgatou antigos hits e trouxe ainda duas faixas inéditas - Capaz e Então tá - os irmãos se voltam para um projeto inédito, gravado em estúdio, com base acústica e alguns toques de guitarra elétrica. "É algo completamente diferente de tudo o que já fizemos antes. Não é porque é feito em estúdio que vai ser 'tudo igual'" afirma ele, sem revelar exatamente o que o público pode esperar.

"Acredito que as pessoas vão gostar. Ele se parece muito mais com um filme que com um DVD. Várias histórias são contadas através das músicas e cada música recebeu um tratamento como se fosse um mundo em particular. Está ficando muito interessante", diz o músico, que há tempos tinha vontade de realizar esse trabalho.

E que tempo! Basta lembrar que a maior parte dos grandes sucessos da dupla - jamais esquecidos e cujos refrães são cantados, tidos como modernos, pelas sucessivas gerações - foram gravados ainda na remota década de 80. "Nós nunca paramos de compor. Para o disco novo selecionamos 13 músicas entre cerca de 70 que temos prontas."

Além do bom e velho repertório que o público não cansa de ouvir, os irmãos Ramil trarão na bagagem algumas palhinhas das novas canções. Oportunidade para os pelotenses conhecerem Tudo eu - uma verdadeira viagem dentro da letra que diz "eu não sou atlas para carregar o mundo nas costas" e a intimista Estrela cadente. "Queremos estimular a imaginação das pessoas sobre o novo projeto", diz Kleiton, que não confirma se alguma(s) música(s) do novo disco será(ão) disponibilizada(s) pela Internet antes do lançamento, previsto para o primeiro semestre de 2009. "É preciso que se diga que este é um trabalho muito longo e grande. Tem muita gente envolvida, estamos há mais de um ano trabalhando nisso. Por isso, quando chega o momento de dividir o disco com o público, isso não pode ser feito de qualquer jeito", explica cauteloso.


Em família

Divididos entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, Kleiton e Kledir passarão, este ano, o Natal em Pelotas. "Eu dou o maior valor pra isso. Quando morei na França, teve um Natal que eu ia passar em Paris. A cidade estava (mais) linda, toda iluminada. Cada vitrina em Paris era uma obra de arte. Mas na última hora eu resolvi pegar um avião e vir embora que eu tava morrendo de saudade! Paris é linda, Nova Iorque é linda, Berlim é linda... mas nada substitui estar com a família e com os amigos."

A ceia da família Ramil, segundo Kleiton, em quase nada foge do comum. "A gente costuma trocar presentes, fazer amigo secreto, os mais jovens fazem também o inimigo secreto. É o tempo que a gente tem para brincar e conversar. Vai ser uma delícia! Faz tempo que eu não passo o Natal em Pelotas!", fala animado.

No show de hoje à noite, terão a companhia do irmão caçula, Vitor Ramil (que provavelmente subirá no palco para interpretar Vento Negro).


Não perca!

O quê:
show com Kleiton e Kledir - Encerramento do Projeto Feliz Cidade, do Sesc
Quando: hoje, às 21h
Onde: na praça Coronel Pedro Osório


Participe!

Contribua com o NATHOLL - campanha de arrecadação de alimentos, agasalhos e brinquedos promovida pelo Grupo Tholl. As doações poderão ser entregues na praça das 9h às 17h.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aberta temporada de festas II (Programação)

Confira a programação:Justificar
Hoje (28)
20h30min - Abertura da programação | Show com Joca Martins

Amanhã (29)
20h30min - Show com a banda Pimenta Buenta

Domingo (30)
20h30min - Orquestra de Câmara de Pelotas

Segunda-feira (dia 1º/12)
20h - Solenidade de abertura
21h - Chegada do Papai Noel | Mauro Bus | Escolas infantis

Quarta-feira (3)
20h - Grupo Estripulia de malabaristas e pernas-de-pau
21h - O Pequeno Imperador - Grupo de Teatro do COP

Quinta-feira (4)
22h30min - Aluisio Rockembach

Sexta-feira (5)
20h - Estopim - Companhia de Palhaços Clonws
21h - Grupo Oficina de Teatro de Pelotas e Cia. Cem Caras

Sábado (6)
20h - Teatro de Bonecos Estripulia
21h - Especial 50 anos de Bossa Nova - Grupo Pausa & Notas

Domingo (7)
20h - Sacra Folia - Cia. Straganza (Porto Alegre)

Quarta-feira (10)
21h - Banda da Promotoria

Quinta-feira (11)
20h - Tony Konrath
21h - Marquinho Brasil

Sexta-feira (12)
20h - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
21h - Grupo de Choro Reminiscências

Sábado (13)
20h30min - Conjuntos Vocais: Costinha, Canto Livre e Original Samba

Domingo (14)
19h30 - Palhaço Bolacha Contador de Histórias
20h30min - Misto Quente - Circo Girassol

Quarta-feira (17)
21h - Solon Silva e coral Louis Braille

Quinta-feira (18)
20h30min - 1º Ato Tavani: Espetáculo de Dança
21h30min - Cuadro de la Expresión del Arte Flamenca

Sexta-feira (19)
20h - Piratas de Rua
21h - Centro Coreográfico Berê Fuhro Souto

Sábado (20)
20h - Auto de Natal - Teatro de Sombras no Theatro Sete de Abril
21h30min - Marco Gottinari

Domingo (21)
20h30 - Novitango - Cia. da Dança

Segunda-feira (22)
Encerramento


Solidariedade

O Clube da Maturidade Ativa do Sesc realizará, durante todos os dias da programação natalina, uma campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis. Participe prestigiando as atrações e levando a sua contribuição.


Endereços do Bom-Velhinho

No Calçadão, a Casa do Papai Noel estará aberta de segunda à sábado, das 16h às 19h com atividades recreativas e culturais destinadas à crianças de 0 à 12 anos de idade.
Na Praça Coronel Pedro Osório, o Bom-Velhinho irá receber os visitantes de segunda à sábado das 20h às 22h.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008
***ATENÇÃO: ESTA PROGRAMAÇÃO FOI ALTERADA EM RELAÇÃO AO QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL NOS DIAS 10, 12 E 14***

Aberta temporada de festas

Foram-se os livros, vieram as luzes. Mal a praça Coronel Pedro Osório foi desocupada pela feira da literatura, volta a ser tomada por intensa atividade cultural. O ascender das milhares de lâmpadas, a chegada do calor e a alegria nas ruas são um anúncio definitivo: é tempo de festas.

Em clima de Natal, de despedida à 2008, e de boas-vindas ao Ano-Novo o Sistema Social do Comércio (Sesc) presenteia a comunidade com 33 apresentações culturais que irão movimentar um dos principais cartões-postais da cidade ao anoitecer, até o dia 22 de dezembro. O palco no chafariz Fonte das Nereidas, emoldurado pela Praça Coronel Pedro Osório já está montado, pronto para o início das festividades marcado para hoje (28) à noite.


O cantor nativista Joca Martins abre o calendário farto de apresentações. Amanhã quem sobe ao palco é a banda Pimenta Buena e no domingo será a vez da Orquestra de Câmara de Pelotas. Essas são apenas algumas das atrações que prometem tornar ainda mais agradável o passeio dos pelotenses pelo centro da cidade nas noites quentes dessa temporada, além da decoração que já dá ares diferenciados ao Calçadão e à praça.

Segundo o gerente regional do Sesc, Luis Fernando Parada, os artistas locais foram priorizados na programação. Porém, entre os espetáculos estão três grupos de outras cidades que já tinham apresentações agendadas para Pelotas, no circuito do projeto Arte Sesc - Cultura por toda parte. São eles o Circo Girassol, o espetáculo Sacra Folia

No encerramento, um grande show está previsto, mas ainda não foi confirmado. Para deixar o público na expectativa, apenas uma pista: são artistas pelotenses que não se apresentam na cidade desde setembro do ano passado.


Prestigie!

Reúna a família e amigos, confira a programação e aproveite! Sugestão: Levar cadeiras de praia.


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Tudo / Capa | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 28 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008

Polêmica na bilheteria II

O que está valendo?

JustificarPara jovens:

* Está assegurado aos estudantes o acesso com 50% de desconto pelas Leis Municipais 3.682/1993 em Pelotas e 4.601/1991 em Rio Grande;

* Embora a lei pelotense exija a apresentação da Carteira de Identidade Estudantil expedida por órgãos estudantis reconhecidos (UNE, UBES, ANPG ou UPES), enquanto estiver vigente a Medida Provisória MP 2.208/2001 - que proíbe a exigência exclusiva do registro em qualquer entidade - a identificação do estudante pode ser feita por qualquer documento que comprove sua condição, inclusive os emitidos pelos estabelecimentos de ensino, associação ou agremiação estudantil a que pertença o aluno.

* Em Porto Alegre, todo jovem de até 15 anos, estudante ou não, tem direito ao benefício da meia-entrada, nos dias estipulados pela lei municipal da capital (9.989/2006), mediante a apresentação do documento de identidade.


Para professores:

* Em Pelotas, a Lei 3.682/1993 estende o benefício da meia-entrada aos professores de estabelecimentos de ensino públicos ou particulares localizados no município.

* Para usufruir do benefício, os professores devem apresentar a carteirinha expedida pelo Sindicato Nacional dos Docentes da Instituição de Ensino Superior (Andes), pelo Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), pelo Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), pelo Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul - Particulares (Simpro) ou pelo Sindicato Nacional dos Servidores em Escolas de 1º e 2º Graus Federais (Sinasefe).


Para idosos:

* Toda pessoa com 60 anos ou mais de idade tem direito à meia-entrada garantido pelo artigo 23 do Estatuto do Idoso (Lei Federal 10.741/2003);

* Para reivindicar o benefício, o idoso precisa apenas apresentar documento de identidade no ato da compra do ingresso e na portaria. Não é necessária comprovação de renda, como exige a Lei Municipal de Pelotas 3.682/1993 (que restringe o benefício a aposentados que recebem até 3 salários mínimos), já que a norma perde a validade frente à Lei Federal.


Onde vale?

As leis da meia-entrada, em geral, valem para acesso a cinemas, teatros, espetáculos musicais, circenses e eventos educativos extracurriculares, bem como esportivos e de entretenimento, como festas e exposições artísticas.


Entidades estudantis

UNE – União Nacional dos Estudantes
UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
Uges - União Gaúcha de Estudantes
Umespel – União Municipal dos Estudantes de Pelotas
Fone: 8434-2097


Texto: Bianca Zanella | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Estilo / Páginas Centrais | Publicado em: Pelotas, Domingo, 23 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Histórias das redações

"Bismarck dizia que as pessoas ficariam indignadas se soubessem como são feitas as leis e as salsichas...". E se soubessem como são feitas as notícias? Eis a provocação do livro A Ópera dos Vivos, que o jornalista Jayme Copstein autografa hoje (14) na Feira do Livro, em Pelotas.


Se conhecer o que se passa nos bastidores da imprensa ajuda a compreender a notícia ou afeta a credibilidade do jornal ele não sabe responder. Mas tem certeza de que as pessoas cairiam na gargalhada se soubessem o que se passa no dia-a-dia de uma redação. "Não sei se ajuda ou atrapalha na questão de credibilidade. Acho que não faz diferença, isso depende do veículo. Mas ajuda a fazer rir, que é a única intenção do livro", diz o autor, que revela sem escrúpulos o lado cômico escondido por detrás das manchetes "sérias" publicadas todos os dias. No livro, ele relata alguns dos episódios mais inusitados, colecionados ao longo dos mais de 65 anos vividos no interior de grandes e tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Sul.

O título - A Ópera dos Vivos - é inspirado nos espetáculos que eram apresentados no Rio de Janeiro no século 17. "Era para ser uma tragédia, mas os atores que interpretavam a ópera eram tão bisonhos que faziam a platéia cair na gargalhada. Bem como o jornalismo: a intenção é fazer uma coisa séria, mas algumas situações acabam se tornando engraçadas."

Apaixonado pelo que chama de "notas curiosas sobre a espécie humana" (título de outro livro seu, publicado em 1997), Copstein observa com perspicácia os cacoetes, manias, coisas engraçadas e outras absolutamente sem graça que são inerentes ao homem, especialmente àqueles que perambulam pelas redações. "Fora a tecnologia, não há nenhuma diferença entre o cara que molhava a caneta no tinteiro, datilografava a máquina ou que digita no computador hoje. Esse cara é o mesmo e continua fazendo as mesmas bobagens", para divertimento dos leitores.


Perfil

Natural de Rio Grande, Jayme Copstein começou a desempenhar atividades em rádios e jornais aos 15 anos de idade. A carreira teve início por causa de uma brincadeira entre amigos no alto-falante da cidade, o que mais tarde acabou rendendo um emprego na primeira rádio de Rio Grande, a Rádio Cultura Riograndina.

Trabalhou como repórter de polícia do jornal Gazeta da Tarde, ao mesmo tempo em que escrevia textos de radioteatro para as emissoras da cidade.

Aos 80 anos, Copstein tem no currículo passagens pelos principais veículos de Porto Alegre e vários prêmios, entre eles a Medalha de Prata do Festival Internacional do Rádio de Nova Iorque, em 1995. Atualmente seus comentários podem ser lidos no site <http://www.jaymecopstein.com.br>.


Confira
O quê: sessão de autógrafos do livro A Ópera dos Vivos (Editora Jayme Copstein, R$ 30,00)
Autor: Jayme Copstein
Onde: no estande da Livraria Mundial na Feira do Livro
Quando: hoje (14), a partir das 18h


Texto: Bianca Zanella | Foto: Nilton Santolin / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Pelotas / P.10 | Publicado em: Pelotas, Sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Pomerânia é Aqui


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