quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

20 X 20


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1º Ato 2 em 1

Núcleo de Ginástica e Dança 1º Ato Tavane Viana apresenta É tempo de brincar e Contrastes nesta quarta-feira

Um palco e dois espetáculos em uma mesma noite. Por onde começar?

O homem em solidão. Só. O homem e seu par. O homem e seus semelhantes. O cenário é a roda, é vermelho, é a vida. A vida impulsionada pelas contradições... A vida colorida de preto e branco? De certo e errado? Assim - feito de paradigmas e traduzido em movimentos - Contrastes volta ao palco após a estréia, em maio deste ano.


"Escolhemos esse tema para refletir sobre a emoções que envolvem esses aspectos opostos da vida, que coexistem no cotidiano", diz Vânia Viana, que assina a direção artística do espetáculo coreografado pela filha, Tavane Viana. A montagem da academia 1º Ato foi selecionada no edital de Fomento às Artes Cênicas no ano passado e é com ela que o grupo pretende dar os maiores passos a partir do ano que vem. "A proposta desse espetáculo é mostrar para a comunidade uma companhia mais madura, mais direcionada para a dança profissional", diz o produtor Daniel Amaro. Em cena, 20 bailarinos selecionados traduzem contrapontos em passos de jazz, dança contemporânea e street dance.

Não é o começo. Contrastes é na verdade a segunda parte de uma apresentação cujo início vem em tom de brincadeira, embora também com suas comparações dualistas. Em É tempo de brincar o público é convidado a partilhar da alegria da infância através das brincadeiras de ontem e de hoje. As crianças deixaram de brincar? Ou só deixaram de brincar de pega-pega porque os games se tornaram mais interessantes?

Com graça, o mundo moderno é levado ao palco pelos olhos das crianças, nos passos e gestos de bailarinos entre 6 e vinte e poucos anos de idade. "Queremos resgatar os momentos da infância mais significativos e felizes", comenta Vânia. A apresentação marca o encerramento das atividades anuais da escola de dança.


Prestigie!

O quê:
Espetáculo duplo: É tempo de brincar e Contrastes
Quando: amanhã (10), às 21h (duração de aproximadamente 50 minutos cada ato)
Onde: no Theatro Sete de Abril
Quanto: ingressos a R$ 12,00 e R$ 6,00 (para idosos, professores e estudantes) à venda na academia (rua Santa Cruz, 1.300) e no dia do espetáculo na bilheteria do teatro


Texto: Bianca Zanella | Foto: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Terça-feira, 09 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cartolas


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Por campo, galpões e melodias

De carreira são dez anos, mais de 60 músicas gravadas em discos de festivais e algumas prateleiras de prêmios colecionados pela estrada da vida afora. Apesar da bagagem, Raineri Spohr sente como se estivesse apenas começando, como a cada nova experiência, desde que seu CD de estréia - Por campo e galpões - ficou pronto, há mais ou menos um mês. "Eu tô começando de novo", diz com a humildade - um tanto quanto constrangida - que lhe é peculiar. "Raineri é um pedritense de alma pura e mirada sincera", como diria Guilherme Collares na apresentação do CD.


O disco já está nas lojas (Multisom e Studio CD´s, R$ 11,90), mas os shows de lançamento na região, por conta da agenda de festivais, só devem acontecer no ano que vem. O público, entretanto, teve uma pequena mostra do trabalho na apresentação de Raineri durante a programação da 36ª Feira do Livro.

Se as coisas tem seu próprio tempo para acontecer, este é um disco que veio em boa hora, nem antes nem depois do tempo certo. Isso porque pode até significar um "recomeço", como insiste o músico, mas a sua trajetória não passa em branco neste trabalho tão esperado por ele.

Poucos são os "primeiros CD´s" lançados no cenário local e regional com qualidade equivalente a este, bem cuidado da produção/gravação ao encarte. Raineri está inteiro em cada uma das 12 faixas - em poesia e melodia - bem acompanhado por suas bem-sucedidas parcerias, como os instrumentistas Edilberto Bérgamo, Gustavo Oliveira, Guilherme Ceron, Fábio Andrade, Rodrigo Maia e Felipe Radünz, e os compositores Adriano Alves, Roberto Luçardo e Eron Vaz Mattos, entre tantos.

A idéia inicial, que era fazer uma coletânea das participações em festivais gravadas ao vivo, foi deixada de lado em nome de um projeto maior. "Deixa isso para os poetas e encara a coisa como gente grande", foi o conselho que ouviu dos amigos, companheiros de música, que o incentivaram a gravar o álbum inédito, em estúdio.

No entanto, entre o período da gravação - no segundo semestre do ano passado - e o lançamento este mês, várias músicas foram selecionadas em festivais, conferindo ao CD um atestado de qualidade. A chamarra Despachando a trote largo foi a canção mais popular no Canto das Invernias e o rasguido Baeta Colorada venceu a categoria de melhor grupo instrumental na Vigília do Canto Gaúcho, em Cachoeira do Sul, para citar apenas duas participações premiadas.

Inéditas mesmo, no lançamento, são as canções Potra Solidão, o chamamé Ainda hoje cedo e a milonga No rumo da ilhapa.


Versos campeiros criados na cidade

Se é possível sentir saudade do que não se viveu, Raineri é a prova que sim. Sua vivência no campo foi apenas ocasional. Natural de Dom Pedrito, hoje aos 27 anos, foi criado na cidade. "Sou um gaúcho urbano", diz ele, que ainda assim nunca esqueceu dos tempos de guri vividos no interior do Mato Grosso. "Acordar no campo, comer pão feito em casa com manteiga é diferente que acordar na cidade", lembra com saudoso idealismo da identificação imediata que teve com a vida campeira.

"Eu me apaixono pelas imagens do campo, e canto por quem faz essas lidas e por quem merece. Falar da prenda, do homem do campo, da sua humildade e ao mesmo inteligência e do jeito como ele faz as coisas com amor é o que gosto", diz o romântico confesso.

Consciente de que "ninguém fica rico com um disco", Raineri apresenta seu CD como cartão de visitas e pretende ir além. "Todo mundo tem um sonho. Eu pretendo gravar outros e seguir cantando com essa sensibilidade que eu tenho para transmitir essa imagem do campo que eu canto e que me encanta."


Texto: Bianca Zanella | Imagem: Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Zoom / Capa | Publicado em: Pelotas, Segunda-feira, 08 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Uma outra versão da história

Onde tudo acaba em Carnaval, nem os clássicos escapam

Há mais de dois mil anos a mesma história é contada. Ou quase a mesma. Protagonizado por José, Maria e o Menino Jesus o episódio bíblico da fuga do massacre de Herodes ganha ares tropicais na releitura apresentada pela companhia teatral Stravaganza, de Porto Alegre. Para quem não se lembra, a Cia. Stravaganza é a mesma que apresentou em setembro a Comédia dos Erros, no auditório do colégio São José, durante a Mostra Sesc de Teatro - Discutindo Sheakespeare.


A comédia Sacra Folia, que será apresentada neste domingo na praça Coronel Pedro Osório, é uma adaptação tupiniquim do estilo de teatro criado pelos gringos - a chamada Commedia dell'arte. "É uma peça popular e sofisticada ao mesmo tempo", diz a diretora Adriane Mottola, que não poupa elogios à rica poética do texto escrito por Luiz Alberto de Abreu.

Nessa versão da história, a sagrada família recebe a ajuda de dois espertalhões, e por causa disso erra o caminho da fuga e acaba indo parar em Belém... do Pará! "A peça é uma brincadeira mas que tem um sentido profundo. Na verdade, os malandros pensam que se o Menino Jesus vai mesmo trazer 'fartura' então ele tem mais é que vicar aqui no Brasil pra ajudar a nossa gente", fala Adriane, adiantando uma das possíveis interpretações.

Ao melhor estilo do teatro de rua, o espetáculo promete encher os olhos do público com o colorido vibrante das máscaras, figurinos e cenários, além de jogos acrobáticos e alguns improvisos para dar ainda mais graça à folia natalina.

A apresentação faz parte da programação do projeto Cidade Feliz, do Serviço Social do Comércio (Sesc), que continua até o dia 22 de dezembro.


Não perca!
O que: espetáculo teatral Sacra Folia - Um auto brasileiro
Quando: hoje, às 21h
Onde: na praça Coronel Pedro Osório
Sugestão: levar cadeira


Próximas atrações:

A temporada cultural especial do Sesc continua na semana que vem com mais música, dança e teatro. Confira as atrações dos próximos dias:

Quarta-feira (10)
20h30min - Projeto Carinho | Apae
21h30min - Banda Filhos do Sol (Banda da Promotoria)

Quinta-feira (11)
20h30min - Toni Konrath
21h - Marquinho Brasil

Sexta-feira (12)
20h - Palhaço Bolaxa conta as lendas do Natal
21h - Grupo de Choro Reminiscências

Sábado (13)
20h30min - Conjuntos Vocais: Costinha, Canto Livre e Original Samba

Domingo (14)
20h -Palhaço Bolaxa conta a história do Pequeno Príncipe
20h30min - Misto Quente - Circo Girassol


Não esqueça:

O Clube da Maturidade Ativa do Sesc realiza até o Natal uma campanha de solidariedade que irá beneficiar instituições carentes da cidade. Participe doando brinquedos e alimentos não-perecíveis no ponto de coleta instalado na praça Coronel Pedro Osório no horário das apresentações.


Visite o Bom-Velhinho:

De segunda à sábado o Papai Noel do Sesc recebe visitantes na casa do Calçadão (em frente ao chafariz da rua Sete de Setembro), das 16h às 19h, onde na companhia de seus ajudantes oferece atividades recreativas e culturais para crianças de até 12 anos de idade.

Entre as 20h e as 22h (inclusive aos domingos) o Bom-Velhinho muda-se para o endereço da Praça Coronel Pedro Osório.


Texto: Bianca Zanella | Foto: Cláudio Etges / Divulgação | Extraído de: Jornal Diário Popular / Caderno Estilo / P.12 | Publicado em: Pelotas, Domingo, 07 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Livro extra para os fãs de Harry Potter

O sétimo e último livro de uma das séries mais bem sucedidas da literatura chegou às prateleiras no ano passado, mas a história do jovem bruxo ainda deve render muitas páginas inéditas.

Esta semana foi lançado mundialmente o livro Contos de Beedle, o Bardo (no Brasil pela editora Rocco, R$ 24,50 , 128 págs.). Como no resto do mundo, a renda gerada com a venda desta publicação será revertida para uma entidade beneficente criada pela autora J.K. Rowling.

Contos de Beedle, o Bardo é um dos cinco volumes fictícios de contos de fadas deixados pelo professor Dumbledore para Hermione (personagens da série) no sétimo livro. Apenas uma das histórias, O Conto dos Três Irmãos, aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Originalmente, o livro - primeiro lançado por Rowling após o final da série Harry Potter - teve apenas sete cópias produzidas. As cópias, escritas à mão e ilustradas pela autora, foram presenteadas a amigos e apenas uma foi leiloada.

Lançamento em Pelotas

Para comemorar a chegada do livro Contos de Beedle, o Bardo por aqui, o grupo Satolep´s Army, em parceria com a Livraria Mundial e comerciantes de Pelotas, promove neste sábado (6) a partir das 18h um super lançamento com atividades para leitores de todas as idades. O evento será no Centro Universitário de Cultura e Artes (Cuca), localizado na rua Félix da Cunha, 62.


O livro, lançado mundialmente esta semana (no Brasil pela editora Rocco, R$ 24,50, 128 págs.) é um dos cinco volumes fictícios citados na série Harry Potter, que teve seu sétimo e último livro publicado ano passado. Quem for, poderá adquirir-lo mais barato.

A autora J.K. Rowling destinará a renda da venda dos Contos de Beedle em todo o mundo para uma entidade beneficente criada por ela, que presta assistência a crianças em vários países da Europa.